Sexta Sei: A variação entre excitação, calmaria e desejo latente no ritmo da pista noturna e idealizada do trio Utopixxxta

Amigos começaram a produzir juntos, durante a pandemia, com foco em composição,um de cada cidade da América, e fizeram feats com ídolos como Boss in Drama, NoPorn, Luisa Nascim e Wealstarcks

por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com

Utopixxxta por Sarah Leal

Tenho recebido com atenção e interesse, desde 2022, às sugestões do trio de música eletrônica “mineiro” Utopixxxta, formado por Fernanda Polse (Beloryhills), 36 anos, Kleyson Barbosa (São Paulo), 41, e Rodrigo Moreira (Nova York), 41. Eles já sextaram por três vezes, no recente lançamento de “Mais mais”, há duas semanas, faixa com produção de Boss in Drama (in memorian), no EP de estreia, “Pausa pressa pulso”, aqui, e também no primeiro remix que me mandaram, aqui. Achei que seria justo terminar com eles esse quinteto de pautas eletrônicas de 2025, com Maffalda, Clementaum, Adame e Chediak, justamente falando com um grupo eletrônico focado na composição de canções que mantém relação com a tradição da nossa MPB, em português, nesse clima somos filhas de Rita Lee. Tanto que o grupo está sempre nas páginas de Mauro Ferreira, conhecido espaço da MPB. Ouvir Utopixxxta dá essa vontade de estar junto, beber um negócio, rebolar e extravasar, que a vida, tem dias, que anda dura demais. Bati um papo com Rodrigo, o único fora do Brasil, mas que sempre foi meu contato no grupo, por e-mail, para falarmos dessa nova forma de trabalho, remota, a cara dos nossos dias, e perfeita para um grupo que é focado em composição. “Pra mim, é o que temos de mais forte. Adoramos escrever e criar melodias, desenhar cenários e histórias para cada música”, me conta. Falamos também como o Utopixxta virou um trampolim para “unir forças com artistas de quem sou fã de longa data”, como NoPorn, Boss in Drama, Luisa Nascim e Wealstarcks. E falamos de necessidade de pararem de lançar EPs e mandar logo o primeiro álbum cheio, que nos sentimos prontas. “Eu sou super ansioso e já pensando no segundo disco. Imagino que a Utopixxxta vai fazer muito sucesso com o primeiro álbum e lançar o segundo com composições que cantam sobre os problemas e desilusões da fama, sobre o quarto de hotel, os paparazzi, a correria da turnê, os conflitos com a gravadora. Um clássico do pop!”, brinca. Como diz Fernanda Abreu, “eu vou torcer pela house music”.

Moreira – A “pista de dança utópica” que vocês criaram faz muitas referências à canção brasileira, de Rita Lee ao spoken word do NoPorn, e parece ter esse compromisso com a canção, a contação de histórias, a narrativa. Como vocês criaram o conceito do grupo? Ele surgiu durante a pandemia, né…

Rodrigo Moreira – Eu sou artista visual e sempre quis fazer música. Teve um momento, durante a pandemia, que os trabalhos ficaram suspensos, não havia mais exposições, espaços de encontros, tudo incerto. Eu ainda queria criar, mas o que? Música sempre foi uma grande paixão, e eu resolvi colocar a ideia em prática. Já que o isolamento social era uma parte fundamental do processo de construção e criação naquele tempo, não seria um grande empecilho o fato de morar longe do Brasil. Resolvi chamar os amigos próximos que já estavam envolvidos com música e começar um novo projeto, cada um em um canto, porém, unidos pela internet. Utopixxta foi o nome que refletia aquele momento e trazia uma promessa, ainda que fosse um sonho: quando tudo isso passar, a gente se reuniria pra dançar nossa própria trilha sonora em uma pista utópica. Definitivamente, nosso foco é composição. Pra mim, é o que temos de mais forte. Adoramos escrever e criar melodias, desenhar cenários e histórias para cada música. A pandemia, certamente, norteou os temas durante o processo de composição. As faixas do nosso trabalho de estreia, “Pausa Pressa Pulso”, cantam muito sobre o desejo, encontros, flertes, contato, fantasias… sentimentos latentes e presentes, reflexo do isolamento, quando a vontade de encontrar as pessoas no mundo era imensa. 

Moreira – A escolha dos feats e colaborações é super bem pensada, né, com nomes que elevam o trabalho de vocês, como Boss in Drama, NoPorn, Luisa Nascim… Como acontecem essas articulações e como é criar com parceiros para vocês? É algo que está na essência da indústria cultural hoje, né? O feat. E falem mais como foi o processo com a nossa querida Peppa, que deixou tantas saudades e sempre teve o afeto como ponta de lança nas relações…

Rodrigo Moreira – Pra mim, o mais legal de criar música é unir forças com artistas de quem sou fã de longa data. Geralmente, a gente se aproxima de quem se comunica com o nosso trabalho, seja por afinidade sonora ou influência. Tudo começa com um email. Tivemos o grande privilégio de construir redes e contatos com artistas e produtores incríveis, tanto no “Pausa Pressa Pulso” quanto em “Utopixxxta Remixxxada”. Eu ouvia Noporn, Boss in Drama, Wealstarcks, baixando MP3 no meu computador, e jamais imaginaria que, um dia, estaríamos ali, juntos, criando música. É uma grande alegria quando eles embarcam nas ideias e vêm pra nossa pista de peito aberto. Trabalhar com a Peppa foi um processo super divertido. Eu já acompanhava o trabalho dela há tempos e sugeri pro grupo Boss in Drama quando começamos a pensar em novas ideias depois do “Pausa Pressa Pulso”. A gente chegou com uma letra e melodia que não foram pra frente. Ela mandou várias ideias, e logo percebemos que seria mais interessante entrar no universo dela. Desde o começo, ela veio com essa onda disco no beat e, então, pela primeira vez, fizemos o processo inverso, e criamos a letra e melodia em cima da base. Nunca encontramos com ela pessoalmente, mas tivemos muitas reuniões pelo Google Meet (Peppa não gostava do Zoom) e trocas de áudios pelo Whatsapp. Ela foi extremamente generosa e empenhada, se empolgando cada vez mais à medida que avançávamos na produção. O lançamento de “Mais Mais” foi um momento agridoce: amamos o resultado e queríamos demais comemorar com ela quando a música ganhou o mundo.

Moreira – Vocês ainda moram cada um em uma cidade? Fernanda Polse em Beloryhills, Kleyson Barbosa em São Paulo e Rodrigo Moreira em Nova York? Essa distância física fala muito sobre a forma de se fazer arte hoje em dia, né? Como a distância física colabora no processo criativo de vocês? As fotos unem vocês digitalmente? Adoro os visuais, quem faz essa parte e como é pensada?

Rodrigo Moreira – Estamos espalhados por cidades diferentes. É algo que estimula o processo criativo, pois cada um de nós chega com suas referências e inspirações locais pra criar algo que pega parte do que acontece nesses três lugares. Uma vez ao ano, tentamos encontrar em Beagá pra comemorar, fazer um balanço e criar coisas novas. Eu trabalho como designer gráfico e, naturalmente, fiquei responsável pela criação da identidade visual do grupo. Amo pensar em música e visuais ao mesmo tempo, como uma coisa influencia na outra pra contar a história completa. Como um projeto independente, a gente fica a cargo de tudo e aproveita essa liberdade pra criar capas, vídeos, merchandising, conteúdos pra mídias sociais, fotografia, assessoria e mais. Fernanda fez maquiagem, co-produção de moda no nosso primeiro ensaio fotográfico e também dirigiu o vídeo de “Secos e Molhados (Wealstarcks Remix)”. É bem trabalhoso tomar conta de todos os componentes que vão além da música, mas também altamente recompensador quando a gente vê o trabalho completo.

Moreira – O EP de estreia de vocês, “Pausa Pressa Pulso”, foi concebido para dar ritmo a todos os momentos da festa, o chill-in, a festa, os amassos, o chill-out, o after, como vocês construíram essa história?

Rodrigo Moreira – Quando decidimos compor as músicas, o processo foi bem intuitivo. Sabíamos que queríamos fazer música pop pra pista, algo divertido, poético e sensual, trazendo influências da dance music brasileira e internacional. Naturalmente, percebemos que cada música contava uma história sobre diferentes passagens de uma noite, da preparação ao after. Gostamos de criar algo conceitual para amarrar uma narrativa, ainda que música, hoje em dia, seja consumida de forma fragmentada. Naquele momento de pandemia e isolamento social, os sentimentos que queríamos externalizar apontavam pra composições com uma carga erótica e sensual, que funcionassem como trilha sonora para encontros, impulsos, afetos efêmeros e fantasias, tudo com uma natureza poética e dançante. O título “Pausa Pressa Pulso” vem de um dos versos de “Troca de Carícias”, nosso primeiro single, e traduz bem esse ritmo da noite que varia entre excitação, calmaria e desejo latente.

Moreira – Queria que cada um contasse como surgiu seu envolvimento com as pistas de dança e também as suas principais influências musicais, o que cada um está ouvindo agora. E quando vocês lançam um álbum? Chega de EPs, chegou a hora, risos. Fico feliz em compartilhar essa trajetória com vocês, o Rodrigo sempre me manda tudo, desde o primeiro single. Gratiluz de LED. 

Rodrigo Moreira – Cresci com meus pais ouvindo MPB, mas minha primeira paixão musical foi New Order quando ouvi “Bizarre Love Triangle” em algum comercial da Som Livre na televisão. Música sempre foi algo essencial pra mim e, na adolescência, foi grande parte da minha identidade e conexão com artes visuais, literatura e cinema. Foi como eu construí amizades, trocando cartas e zines sobre os artistas que eu era fã. Quando cheguei à Belo Horizonte, foi um impacto sair à noite pra dançar os artistas que eu ouvia durante o dia. Era algo libertador e apaixonante, uma conexão diferente com a música, pois você ia pra pista descobrir sua turma, as pessoas que gostavam das mesmas coisas e que tinham uma verdadeira paixão pelo som e imagem. Trocávamos referências, conversávamos sobre os últimos lançamentos, os clipes. Era um lugar de catarse, descoberta, escape e reflexão. Recentemente, li uma matéria sobre o declínio das boates e clubes como uma tendência mundial. Talvez a atual forma de consumir música tenha impactado a experiência coletiva. Minhas referências passam por indie rock e eletrônica. Pra mim, é impossível falar e fazer música sem pensar em Madonna, Bowie, New Order, Smashing Pumpkins, Britpop, Björk. Ultimamente, tenho ouvido os últimos trabalhos da Shygirl, Perfume Genius, Uffie, Carlos do Complexo, Cate le Bon, Amber Mark, Róisin Murphy… Enquanto o M15 não vem. Sim, chega de EP! Uhahuauhahuhuahua. Por enquanto, vamos de singles. Nosso próximo lançamento sai até o meio do ano. Estamos animados! Nós temos composições prontas pra um álbum completo. Queremos demais fazer isso acontecer! Mas as coisas levam mais tempo num projeto independente. Levantar a grana necessária pra pôr tudo em movimento é um trabalho integral e estamos nesse processo no momento. Eu sou super ansioso e já pensando no segundo disco. Imagino que a Utopixxxta vai fazer muito sucesso com o primeiro álbum e lançar o segundo com composições que cantam sobre os problemas e desilusões da fama, sobre o quarto de hotel, os paparazzi, a correria da turnê, os conflitos com a gravadora. Um clássico do pop!      

Abaixa que é tiro!💥🔫

Na coletânea '"Marés", idealizada pelo selo Caquí, estão W Mate-U
Mist Kupp
Ressoa
Lina Leão
Jheni Cohen
Matheus Pojo
Cout
Agarby
Paso
Sidiane Nunes

O selo Caquí é idealizado por Reiner, artista paraense que teve destaque aqui com seu álbum de estreia, “Elã”, e por Pratagy, cantor paraense com quatro álbuns lançados, e a ideia é tornar a cena musical de Belém, cidade das mangueiras mais acessível, com o lançamento da coletânea de novos artistas “Maré”. O projeto Caquiado tem patrocínio da Natura Musical e valoriza a diversidade da música paraense, destacando mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e artistas periféricos. Não é segredo que a página tem uma queda amazônica, com entrevistas com Naré, Rawi, Sopro, Dona Onete, Sofia Freire, Aldo Sena, Uaná System e Márcia Novo. E essa coletânea só fomentou ainda mais o meu interesse. Minha canção favorita é, disparado, “Motinho Envenenada”, de Mist Kupp, de Vigia, que entra na onda “Motomami”. 

Os produtores Pratagy e Reiner em fotos de Tita Padilha

Sonoramente, é a música mais eletrônica do álbum, mais pesadona também, com muitos graves”, comenta Pratagy. “Ela faz vrum, vrum, vrum, a boneca tá na pista, doida pra passar mais um”, diz a letra, cheia de sabor. Também são artistas LGBTQIAPN+ Paso, de Marajó, que gravou uma espécie de mantra, Agarby, trans de Belém, que fez faixa, “Mana”, toda em pajubá, o dialeto LGBTQIA+, narrando essa coisa noturna de sair e curtir,  Raíssa, vocalista da banda Cout, a mulher trans Helena Ressoa, que gravou o xote “Amaré”, e W Mate-U, que batiza a coletânea com sua faixa “Marés”. “O W Mate-U é um artista que pensa não só em música, mas também na visualidade, na persona, no figurino, e amarra tudo isso em um discurso. Isso é algo que a gente acha que tem a cara do artista nortista, porque levantar um som para nós é algo que é político, é lutar contra as forças que historicamente e sistematicamente tentam derrubar nossas florestas, nossas culturas. Por isso, a música “Marés” acabou dando nome ao disco, por juntar tanto a musicalidade quanto um discurso que é mais do que nunca necessário”, explica Pratagy. A coletânea ainda traz sons de  Sidiane Nunes em “Pesqueira”, um delicioso R&B com percussões de lundu e carimbó, Paulyanne Paes, Lina Leão, Matheus Pojo e Jheni Cohen, em deliciosa fusão de pop e ritmos amazônicos, conectando o tradicional ao experimental. “Marés” terá edições especiais em vinil e fita K7, um espetáculo ao vivo e um filme-manifesto dirigido por Anna Suav, que documenta a potência e pluralidade dessa nova cena.

Flaira Ferro em fotos de Matheus Melo

Como boa recifense, a cantora, compositora e dançarina Flaira Ferro se apresenta como guardiã do frevo, ritmo de seu estado, na capa de seu quarto álbum,  “Afeto Radical”, com produção musical de Guilherme Kastrup, em uma abordagem experimental que une rock, pop e música eletrônica. O frevo pulsa na capa com sombrinha de flores vermelhas e no primeiro single lançado, que dá título ao álbum, um frevo urbano, quase saído de uma coreografia de Deborah Colker, misturado a rock e música eletrônica com o brabo Lenine. O álbum ainda tem participação de Elba Ramalho com seu timbre inconfundível em “Os ânimos”. As letras são marcadas pelas inquietações do nosso tempo, como a aceleração da vida, a padronização dos desejos e a precariedade da indústria alimentícia. “Sabe” conta com arranjos de cordas de Dora Morelenbaum. A sonoridade do álbum mergulha nos ritmos populares do Nordeste — frevo, cavalo-marinho, capoeira, caboclinho e maracatu rural. 

Clara Bicho e Sophia Chablau
Clara Bicho por @rafaelaurbanin
Sophia por @wast3lands

Clara Bicho é dessas artistas que tem star quality, ou borogodó, em bom português, dessas que já chegam aclamadas pela mídia especializada. Ela também é cantora, compositora, instrumentista, artista visual e jornalista e está colaborando no site Popload, para nossa alegria, pois há, realmente , algo especial nesta mineira de Beloryhills. Depois de ter lançado faixa com os sextantes do Exclusive os cabides, a “Árvores do fundo do quintal”, ela dropou, esta semana, “Cores da TV”, em duo com a também sextante Sophia Chablau, aquecendo para o EP de estreia, que está vindo aí, ainda no primeiro semestre. A faixa foi produzida por Diego Vargas, tecladista e vocalista da banda da Pluma, também sextante, e gravada em São Paulo, no estúdio Rockambole. A faixa tem clima pós-bossa nova, com instrumental groovado com influências de rock alternativo, indie e R&B, e explora sentimentos típicos do início da vida adulta, como o medo e a empolgação em relação ao futuro. “As “Cores da TV” podem simbolizar as expectativas e os sonhos do que é ser um jovem adulto, que são muitas vezes fantasiadas”, explica a artista.

Jufas e BH - Os queridos da banda carioca Gangrena Gasosa apresentam seu Saravá Metal
A banda Obey! que eu gosto, agora com vocalista feminina, a braba Rafaela De Vita
A Marginal Lab faz a sua última ocupação da temporada, sexta
No clube Contra da gente, sexta (28) tem Amigos do Contra com @sbmd_gg
Eu falei Submundo DJs: Roko e GG
Márcio Hallack Trio faz show e laboratório de arranjo para big band no Maquinaria
A montagem do musical Rent da Fact! Produtora tem últimas apresentações no Teatro Paschoal Carlos Magno.
Beloryhills: Felipe Cordeiro e sua guitarra paraense no Baile da Bôta. Foto: Rodolfo Magalhães
Mmnha amiga virtual Clarice Falcão vai chorar na buati na Autêntica
A maiorzona Filipe Catto se despedindo do show cantando Gal Costa
Rio - Dendê e banda fazem show na Audio Rebel
Pista Quente com Valesuchi e Calma Bar na Fábrica Bhering
Aqui se criou a instituição carão, no clube Crepúsculo de Cubatão, que tem suas 40 anos celebrados
O compositor e violonista Marcel Powell apresenta seu mais novo show, “Musicalidade Negra”
O cantor português António Zambujo e o instrumentista brasileiro Yamandu Costa na Lapa
O 14 Bis comemora 45 anos de estrada, no Circo Voador
Primeira produção original da Queerioca, a peça “Por que não cantando?”, de Laura Castro
Sampa - Bebé apresenta "Salve-se!" no Centro Cultural São Paulo (CCSP),com entrada franca
Matanza Ritual faz show de lançamento do álbum “A vingança é meu motor”, recebendo Ratos de Porão e Pavilhão 9
João Marcello Bôscoli leva ao palco do Espaço Unimed o espetáculo "Elis 80", com a participação dos parceiros de música Ivan Lins, João Bosco e Fagner e também de Pedro Mariano
"So obsessed for your ex": Olivia Rodrigo é uma das headliners do Lollapalooza Brasil
Jup-me no Baile Diquebra no Cineclube Cortina
Bailão co,m Samuca e a Selva . Foto: Brunno Kawagoe
Dez anos de Casa da Luz
Bruna Lucchesi canta Paulo Leminski no porão da Casa de Francisca
Amar ao Siba foi algo que o Tuta me ensinou
Luiz Amargo faz show no Bar Alto, divulgando clipe para “Quando o fogo vem”
Paulinho da Viola faz show “Quando o samba chama”
Lê Almeida, da banda Oruã, em show solo no Picles
Fortaleza - A festa Bateu! faz edição com Dandarona
Curitiba - Alanis Morissette passa pelo Brasil com sua turnê mundial com único show na Pedreira Paulo Leminski, com abertura de Ana Cañas
Curitiba - A Mostra Fringe terá a participação da companhia mineira Sala de Giz, com dois espetáculos, entre eles “Terra sem acalanto” (foto)
Curitiba e Rio - Comemorando mais de trinta anos de carreira, a banda inglesa Bush faz shows. Foto: Shervin Lainez
Brasília -  Patrimônio imaterial brasileiro, a grande dama Áurea Martins apresenta o show do álbum “Senhora das Folhas” na Caixa Cultural. Foto do amigo Sérgio Caddah
A V de Viadão amplia o perímetro da viadagem chegando a BSB com Organzza
É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários estreia com “Ritas”, de Oswaldo Santana, no dia 2 de abril, em São Paulo.
É Tudo Verdade tem “Viva Marília”, de Zelito Viana, na estreia no Rio, dia 3

Jufas A icônica banda carioca Gangrena Gasosa, do meu parceiro, o baixista e fotógrafo Diego Padilha, que já teve suas fotografias exaltadas aqui, vem a Juiz de Fora fazer show do álbum “Figa of the Dark” (2024), resenhado aqui, no festival Encruzapalloza, nesta sexta (28), às 21h30, no Beco. A banda é conhecida por incorporar elementos de umbanda e religiões afro-brasileiras em seus visuais e músicas. Em vez de cultuar os demônios do black metal, eles se voltam a Exus, pretos velhos, caboclos e pombagiras. Cada integrante representa uma entidade, com cartola de Exu Tranca-Rua, capa de Exu Caveira, filá de Omolu, charuto de Zé Pelintra e vestido vermelho de pombagira. Eles misturam crossover thrash com percussão e pontos de umbanda, o que chamam de Saravá metal. Aqui na cidade, o show tem abertura da Obey! que eu gosto, agora com vocalista feminina, a braba Rafaela De Vita, e Kymera. No sábado (29), eles se incorporam em BeloryHills, às 21h, no Caverna Rock Club, com abertura das bandas mineiras Uganga (Uberlândia) e Divine Death (BH).

A Marginal Lab faz a sua última ocupação da temporada, sexta (26), às 21h, com Júlio, Amanda Fie e Ever Beatz.

No clube Contra da gente, sexta (28) tem Amigos do Contra com @crraudio, @sbmd_gg. @opinheirin, @sbmd_rokoe@______analuisa. O clube abre às 22h. No sábado, vai ser, na verdade, domingo, a partir das 1h, tem a união de Teknu e Underground para comemorar o aniversário do patrão @juliopiubello. com techno, hard techno e outros ritmos frenéticos com a convidada @tha______is , @amndafie, @crraudio, @femmenino e @taian__.

Márcio Hallack Trio faz show, às 20h,  no Maquinaria, com o piano do mestre acompanhado por Max Souza (bateria) e Adalberto Silva (baixo). Às 14h, ele ministra oficina, um laboratório de arranjo para big band, improvisação e harmonia.

A Mostra Ratazana de Cinema vai realizar mais uma edição de 16 a 18 de maio, no Beco da Cultura,  na Praça Antônio Carlos . O festival está recebendo inscrições de trabalhos de curta-metragem ou clipe musical até o dia 6 de abril. Serão aceitos curtas de até seis minutos de diretores de todo o Brasil. Já a mostra de clipes é exclusiva para diretores de Juiz de Fora. As inscrições podem ser feitas no link.

A montagem do musical Rent da Fact! Produtora tem últimas apresentações nos dias 29 e 30, às 20h, no sábado, e às 19h, no domingo, no Teatro Paschoal Carlos Magno.

Tem cortejo do bloco afro Muvuka sexta (28), às 19h, no Parque Halfeld.

Beloryhills A Autêntica tem semana especial com Baile da Bôta com o paraense Felipe Cordeiro, na sexta (28), às 21h; minha amiga virtual Clarice Falcão  com show do álbum “Truque”, no sábado (29), às 21h, com abertura de Julia Guedes & Tori com participação especial de Luiza Brina; e Filipe Catto com o belíssimo show do  álbum “Belezas são coisas acesas por dentro” (2023), encerrando a tour cantando Gal, na quinta (3), às 20h.

Rio – Dendê e banda fazem show, sexta (28), às 20h, na Audio Rebel, em Botafogo. Dendê é percussionista, cantor, compositor, bandleader, professor e multi-instrumentista, músico profissional desde os 14 anos, quando apareceu na linha de frente do Timbalada. Desde 2001, ele divide seu tempo entre os Estados Unidos e a Bahia, trabalhando com seus próprios conjuntos.

No sábado (29), às 22h, tem Pista Quente com Valesuchi e Calma Bar na Fábrica Bhering.

Wilson Power, DJ Edinho e Dudu Candelot vão reviver os 40 anos de Crepúsculo de Cubatão, clube seminal da cultura de música eletrônica, no Rio, com festa no sábado (29), às 22h30, no Alba Botafogo. No YouTube, achei este e este vídeo da última noite e este texto maravilhoso de Ágatha Prado para recordar. A boate ficava na Rua Barata Ribeiro 54, em Copacabana, e funcionou de 1984 a 1989, com uma seleção musical que incluía The Cures e Sisters of Mercy. Parte da fama da casa era atribuída à rigorosa seleção feita na porta. Aqui se criou a instituição carão.

 O compositor e violonista Marcel Powell apresenta, no Teatro Rival Petrobras, no dia 3 de abril, às 19h30, seu mais novo show, “Musicalidade Negra”, com participação especial da cantora, compositora e instrumentista Nilze Carvalho.

No Circo Voador, o finde tem o encontro entre o cantor português António Zambujo e o instrumentista brasileiro Yamandu Costa, que celebram a harmonia entre os dois povos em uma apresentação inspirada no álbum “Prenda minha” (2024). A noite começa com o poderoso encontro entre a cantora Aline Paes e o multi-instrumentista Pedro Franco. No sábado, a banda carioca 14 Bis celebra 45 anos de rica sonoridade que mistura rock, MPB e folk. Nas duas noites, a casa abre às 20h. No domingo, às 10h, com entrada franca, o evento “Cada um no seu quadrinho”, com feira de quadrinhos, rodas de conversa, oficina de fanzine, exposição e mais de 60 quadrinistas, ilustradores, editoras e lojas do universo geek.

Primeira produção original da Queerioca, estreia a peça “Por que não cantando?”, de Laura Castro, protagonizada por Sarah Cintra e Felipe Maia, mãe e filho também na vida real, abordando os conflitos entre uma mãe lésbica e seu filho trans, revelando questões universais sobre identidade, amor e empatia. A estreia é nesse sábado (29), Dia Internacional da Visibilidade Transgênero, e a peça fica em cartaz até 22 de junho, de quinta a domingo, às 18h30. Em 2022, a peça originária “Aos nossos filhos” foi adaptada para o cinema em produção protagonizada por Marieta Severo e direção de Maria de Medeiros, que também já está trabalhando na adaptação desse texto, numa coprodução franco-brasileira. 

Sampa – Bebé apresenta “Salve-se!” no Centro Cultural São Paulo (CCSP), com participações de Dinho Almeida (Boogarins) e Vitor Milagres, na sexta (28), às 19h, com entrada franca. Retirada de ingressos 2h antes, apenas na bilheteria física do CCSP.

Nesta sexta (28), às 21h, na Audio, tem Matanza Ritual Fest com os anfitriões, Matanza Ritual, que acabam de lançar o álbum “A vingança é meu motor”, recebendo Ratos de Porão, Pavilhão 9 e Allen Key.

João Marcello Bôscoli leva ao palco do Espaço Unimed sexta (28), às 22h, o espetáculo “Elis 80”, com a  participação dos parceiros de música Ivan Lins, João Bosco e Fagner e também de Pedro Mariano. A voz de Elis, remasterizada por AI, é acompanhada por banda e companheiros de estrada em “Para Lennon e McCartney”, cuja nova versão foi lançada recentemente pela Trama e será apresentada no palco pela primeira vez.

O Lollapalooza Brasil faz a sua 12ª edição do festival de sexta (28) a domingo (30) no Autódromo de Interlagos, com Olivia Rodrigo, Rüfüs du Sol e Jão (28), Shawn Mendes, Alanis Morissette e Tate McRae (29), Justin Timberlake, Tool,  Foster The People e Sepultura (30).

Nesta sexta (28), às 23h, tem Baile Diquebra no Cineclube Cortina, com celebração vibrante da cultura rap com foco no protagonismo LGBTQIAPN+, preto e periférico e gama crocante de artistas, como KL Jay, Badsista, Evehive e Jup do Bairro.

O Baile Do MP convida a divertida e sextante banda Samuca e a Selva, sexta (28), às 21h, no Mundo Pensante.

A Casa da Luz completa dez anos, sexta (28), ás 23h, em festa com pista comandada por Gabriel (Dopamina), Flora Mariá (Egrégora), Vitor (Alt_Hop), Vinni Rocha (Funk da CDL ) e Serpente Tigre (Anos 2.000).

Siba faz ensaio aberto do show “Mandaram me chamar”, sexta (28); e Julia Branco canta Arnaldo Antunes, e Bruna Lucchesi, Paulo Leminski, em show esperto que tem nesta quarta (2) no porão da Casa de Francisca, sempre às 20h.

Chico Bernardes e Luiz Amargo fazem show no Bar Alto, no sábado (29), às 20h. Luiz acaba de lançar, em parceria com a talentosa Bel Aurora, um clipe para Quando o fogo vem”.

Paulinho da Viola faz show “Quando o samba chama”, no sábado (29), às 20h, no Espaço Unimed

Na quinta (3), às 20h, tem Lê Almeida, da banda Oruã, em show solo no Picles, em noite que ainda tem show com as cantoras, compositoras e instrumentistas Laya, Tika e Malu e o DJ Mancha.

FortalezaA festa Bateu! faz edição com Dandarona, sábado (29), às 23h, no Fuzuê Club, em noite que ainda tem, no line-up, Pajux, Fuga, Babita Soares e Rennó

Natal O rolê no Rio Grande do Norte é no sábado (29), 21h, na Atômica Gaga. 

Curitiba – Alanis Morissette  faz show em Curitiba, no domingo (30), às 16h, na Pedreira Paulo Leminski, com abertura chiquérrima da nossa Ana Cañas, que está tramando álbum novo.

A Mostra Fringe terá a participação da companhia mineira Sala de Giz, que apresenta os espetáculos “Minas Impura”, nesta sexta (28), e “Terra sem acalanto”, no sábado (29), sempre às 20h, no Teatro Novelas Curitibanas, dentro da “Mostra Minas pra ver de perto”

Celebrando mais de trinta anos de carreira, a banda inglesa Bush se apresenta em Curitiba, no dia 1, na Ópera de Arame, e no Rio de Janeiro, no dia 2, no Vivo Rio.

Brasília –  Patrimônio imaterial brasileiro, a grande dama Áurea Martins apresenta o show do álbum “Senhora das Folhas”, sexta (28) sábado (29), às 20h,  e domingo (30), às 19h, na Caixa Cultural.

A V de Viadão amplia o perímetro da viadagem chegando a Brasília, sábado (29), às 22h, no Birosca, com Organzza e mama V Educastelo, Tulio Bueno, Luísa Rodrigues e a excelente Pambelli (RJ).

Sampa e Rio – Documentários brasileiros que narram a trajetória de duas estrelas da cultura nacional, Rita Lee e Marília Pêra, terão pré-estreia mundial nas sessões de abertura. “Ritas”, de Oswaldo Santana, será exibido aos convidados no dia 2 de abril, às 20h30, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. A abertura para convidados no Rio exibirá “Viva Marília”, de Zelito Viana, no dia 3, às 20h30, no Estação Net Botafogo. O É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários faz sua 30ª edição entre os dias 3 e 13 de abril, simultaneamente em cinco salas em São Paulo e em três salas no Rio de Janeiro. Entre longas, médias e curtas-metragens, a edição de 2025 exibirá 85 produções de 30 países. A programação inclui ainda conferências, debates e sessões em streaming. A entrada é gratuita. A programação em streaming apresenta, no Itaú Cultural Play, entre 14 e 30 de abril, seis curtas-metragens da competição brasileira deste ano e quatro curtas do homenageado Vladimir Carvalho.

Playlist com as novidades musicais da semana, que consolida às 2h da sexta. Todas as playlists de 2024, 2023 2022, 2021 e 2020 nos links

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