Sexta Sei: A beleza multifacetada dos murais do coletivo Agrupa

Coletivo formado por professores, alunos e artistas ligados à UFJF não só criam belíssimos mosaicos como defendem e protegem o patrimônio artístico e histórico da cidade, como o painel de Di Cavalcanti no Poço Rico.

por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com

Meu registro de uma das faces do mosaico Botânico na Reitoria

Impossível não se apaixonar pelo duplo Mosaico Botânico criado pelos artistas do coletivo Agrupa no gramado na área ao lado da Reitoria, no campus da UFJF, logo no início do ano. Este é o segundo mural em grandes dimensões feito pelo grupo na cidade, que também embelezou a cantina do Instituto de Artes e Design (IAD), no campus. Com três anos de atividades, o coletivo é coordenado pelos professores da universidade e artistas Ricardo Cristofaro e Helgan Noly.

Cantina do IAD

Segura o coração:  o trailer já anuncia que o choro emocionado é livre em “Emicida AmarElo – É tudo pra ontem”, documentário que estreia dia 8, na Netflix. O show do rapper no Theatro Municipal, em 2019, é a espinha dorsal ao qual o diretor Fred Ouro Preto mescla animações, entrevistas e cenas de bastidores.

Cristófaro explica que, nos anos 60 e 70, houve uma tradição forte de mosaico na cidade, o que pode ser visto, hoje, no trabalho de Ângelo Tanzini, na Igreja do Bom Pastor, e no mosaico de Aldo Manfroi no Edifício São Sebastião, na Rua Halfeld. “Alfredo Mucci escreveu o primeiro livro sobre mosaicos no Brasil (“Compêndio Histórico-técnico da arte musiva”), é muito importante, e seu trabalho pode ser visto na secretaria da fazenda, na Rua Halfeld. Isso sem falar  nos cavalinhos de Cândido Portinari na esquina do calçadão com a Rua Branco”, explica o artista.

Tributo ao artista mineiro Mário Silésio (1913-1990)
Releitura do painel de azulejos: Quatro Estações de Cândido Portinari.
Homenagem ao traçado de pedras portuguesas ao longo de toda a área central da Rua Halfeld, em espaço denominado Calçadão.
Homenagem ao trabalho de revestimento em pedra portuguesa realizado há mais de 50 anos em toda extensão dos passeios da Avenida Presidente Itamar Franco.
Homenagem ao artista mineiro João Guimarães Vieira (Guima).

Mosaicos em rede: durante a pandemia, forma encontrada de manter o grupo unido

“Perdemos quatro mosaicos muito importantes no prédio do colégio Magíster, dois deles do João Guimarães Vieira, o Guima, e dois do Mário Silésio. Queremos resgatar a memória desses mosaicos fazendo um simulacro do mosaico do Guima“, conta o artista. Para driblar a proibição de encontros durante a pandemia, os artistas têm feito mosaicos em rede (ver álbum acima), com direito a homenagens a Guima e Silésio. “O interessante do mosaico em rede é que podemos trabalhar com diferentes materiais, o que é o mais bacana. Trabalhos com imagens que fazem parte do cotidiano da cidade e repensamos o patrimônio”, explica.

“A proposta do coletivo, inicialmente, era trabalhar com expressão artística a partir do muralismo. Um espaço de encontro, trabalho e pesquisa. A primeira técnica que escolhemos foi o Mosaico, deu tão certo que só fizemos isso”, conta o artista. Além dos dois grandes trabalhos citados, eles participaram de ações em Porto Alegre (RS) e Catanduva (SP).

Hoje, são dez participantes ativos. O grupo reúne docentes e discentes da UFJF, além de ex-estudantes e artistas da cidade e da região, como Valéria Faria, Leonardo Paiva, Larissa Brito, Bárbara Moraes, Nina Cristofaro, Lucas Soares, Paulo Rafael, Fabrício Silveira, Marize Moreno e Helena Frade.

Mosaico assinado por Di Cavalcanti, no Marco Comemorativo do Centenário, na Vila Ideal.

O Agrupa ainda recebeu, este ano, Menção Honrosa no 15º Prêmio Amigo do Patrimônio pelo trabalho de resgate das pastilhas do Monumento Marco do Centenário, no Poço Rico, com o mapeamento do desenho do painel de Di Cavalcanti. Este trabalho será fundamental para a posterior restauração do bem, que foi incendiado. Apenas necessários, vida longa.

Abaixa que é tiro!💥🔫

Diego Padilha é fotógrafo de eventos há 12 anos, especializado em shows, festivais e festas. Meu amigo é brabo e também é o Tranca Rua, baixista, na maravilhosa banda Gangrena Gasosa, essa instituição do punk nacional

Nessa de fotografar até mais tarde, ele passou grande parte da vida chegando em casa de manhã. Um dia, ao ver o sol nascendo, no Andaraí, fez suas primeiras múltiplas-exposições do nascer do sol. Noitada após noitada, virou um projeto, “Entra Sol na minha janela”, que já tem cinco anos, e um acervo de fotos de babar. 

Entre as belíssimas imagens, está essa, uma dupla-exposição do Cristo com o Morro Santa Marta, feita na quarentena. Dá pra ver e comprar estas belezuras aqui.

Rola a segunda semana do festival Som na Faixa, de música instrumental e brasileira, às 19h, no Youtube e no Facebook da Muda Cultural. Amanhã, dia 12, tem Nailor Proveta e Alessandro Penezzi, e dia 13, Badi Assada.

Na sexta, hoje, 20h,  no canal da Anistia Internacional, rola a live Toda friday é black, com Chico César e Dona Onete

No sábado, dia 12, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais dá prosseguimento à série em homenagem à Beethoven, às 18h. Seu Jorge faz live às 19h.

No domingo, dia 13, às 11h, a Orquestra Ouro Preto está de volta ao palco do Sesc Palladium, em Belo Horizonte, com “Latinidade”, concerto que resgata o início da trajetória do grupo. O solista convidado, fundador da Orquestra, é o bandoneonista argentino Rufo Herrera. No repertório, dois discos,  “Latinidade”, de 2007, e “Latinidade: Música para as Américas”, de 2016.

Sábado, 12, às 17h, tem o 3° Encontro de Mulheres na Roda de Samba, com participação de sambistas de 25 cidades brasileiras. A transmissão é na fanpage. A abertura, em rede, é em homenagem à diva Elza Soares. 

Dia 17 tem show da Melanie Martinez, com streaming mundial, cata as infos aqui. E anotem o nome dela que, em breve, estará aqui na página.

Flavia Durante. Foto: Camila Rocha
Ronaldo Fraga. Foto: Ana Colla
Robert Mapplethorpe 93.4289 4/18/02 Ellen Labenski
MCQUEEN
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Com uma programação de 36 filmes, vai até o dia 22 o 15º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo. É a primeira versão online, com obras de 15 países da América Latina e do Caribe. Já o Festival Internacional de Documentários de Moda rola de 15 a 20 de dezembro, online, com 15 títulos brasileiros e internacionais, a maior parte inédita, disponíveis no site feeddog.com.br.

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Fotos do Acervo Clarice Lispector do Instituto Moreira Salles (IMS)

Ontem, no centenário de Clarice Lispector, o Instituto Moreira Salles (IMS) lançou novo site bilíngue sobre a escritora, como parte da Hora de Clarice, evento anual do instituto que celebra o aniversário da escritora desde 2011.

O portal reúne fotos, manuscritos, áudios, vídeos, cartas, aulas e textos críticos, em grande parte proveniente do acervo de Clarice, sob a guarda do IMS desde 2004. O site é dividido em dois grandes modos de navegação: um ambiente de livre fruição, que apresenta a vida e obra de Clarice em forma narrativa, e outro voltado para estudo e pesquisa.

Repercutiu bastante, entre a classe artística, artigo de Rafael Chioccarello, no Hits Perdidos sobre o artista-influencer, falando sobre os desafios de se produzir arte e ser relevante nas mídias sociais. Vale a leitura e a reflexão.

Playlist com as novidades musicais da semana. Clique aqui para todas as playlists.

A playlist dos novos clipes da semana, com dobradinha Bacurau de Hot e Oreia, Gilberto Gil e Emicida, MC Tha,, remix lindo de Mateus Engenheiro,  Caio Prado, Maluma, The White Stripes, RT Mallone, Black Alien, Pedro Mann, Troye Sivan, Letrux e mais.

Sexta Sei, por Fabiano Moreira

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