Depois da experiência com vídeos no canal Baixo Centro, decidimos ampliar nossa oferta de produtos e, a partir de agora, somos uma redação de conteúdo desinteressante e uma produtora de entretenimento desqualificado. 

Todo conteúdo disponibilizado gratuitamente neste site foi produzido por uma equipe alinhada com um sentimento comum: a internet está chata, confusa e perigosa. Estamos sujeitos a manchetes construídas por algoritmos que dizem o que queremos ler e impõem o que não precisamos ter. Para piorar, áudio e vídeo corroboram para fazer do nosso entretenimento uma jornada altamente corrosiva à saúde mental. 

Não estamos falando de fake news e muito menos da falta de ética no uso estratégico das redes sociais e aplicativos de mensagens na última corrida presidencial; isso será corrigido após a contagem dos corpos. Poder, fanatismo e egocentrismo são inerentes à natureza humana (sociopatia é doença). 

Nosso ponto de vista e nossas escolhas temáticas partem da ambição de que podemos impactar pessoas e construir uma audiência interessada no subtexto, nas escolhas do processo, nas vírgulas mal colocadas, na divagação. Somos assegurados pelo discernimento, uma habilidade desenvolvida a partir da empatia, capacidade de se colocar no lugar do outro (globalmente divulgada por deus). 

Não vamos perder tempo destrinchando a transformação geopolítica catalisada pela internet pois, apesar dos pesares, acreditamos que as tecnologias de comunicação têm muito de positivo (no sentido de facilitar a vida das pessoas e diminuir a desigualdade, dentro do capital). Acreditamos também na apropriação astuta do mercado, que usa todo avanço para criar e manipular tendências, sufocando qualquer possibilidade de construir um legado além de montanhas de dinheiro e patrimônio material – isso é um clichê romântico e cafona, mas vale reforçar. Também vale frisar que concordamos com tudo que um fascista discorda; nosso lugar de fala é hippie triste: somos do bem mas não somos tão gratos por estarmos vivos. Precisamos de mais.

A internet trouxe à superfície dois adjetivos úteis para elucidar a linha editorial do Baixo Centro: o infundado e o absurdo, aspectos importantes para se estabelecer uma conversa dentro e fora da bolha.

Que assim seja, vamos nessa!