Sexta Sei: As músicas melódicas com balanço que os irmãos ‘akhi huna produzem no fundo de casa, em Sobradinho, batem forte do outro lado da América

Irmãos Dila, 32 anos, e Mansur JP, 26, entregam o melhor em sua estreia em álbum de estúdio, com “Pedras Vivas”, fortemente marcado pela história da criação em ambiente de fé e liturgia  

por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com

Todas as fotos por Mark Vales

A música feita pelos irmãos irmãos Dila, 32 anos, e Mansur JP, 26, o duo ‘akhi huna, que, em árabe, significa “meu irmão está aqui”, é daquelas que toca direto ao coração, com melodia e balanço que imprimem direto de Sobradinho, no Distrito Federal,  fruto da criação em ambiente de fé e liturgia, na escola batista “Pedras Vivas”, que batiza o álbum de estreia em estúdio, depois de três EPs e um álbum ao vivo. “Os momentos de composição são extensão dessa convivência próxima que temos desde sempre”, me conta, em papo por e-mail, Mansur JP. E o que faz a cabeça dos irmãos para inspirar composições tão tocantes? “A gente tem ouvido muito Ziad Rahbani, compositor libanês que tem uma das faixas mais lindas que eu ouvi nos últimos tempos, chamadabala wala chi”. Sobre nossas referências principais, acredito que estão presentes desde o primeiro EP, como Jorge Ben, Cassiano, Earth, Wind & Fire, Clube da Esquina, Tania Maria, as coisas do gospel com Ron Kenoly e Doobie Powell, e a sonoridade do grave do DF com Pacificadores, 3 um só, DJ Jamaika, Tribo da Periferia…”, me revela Dila, mostrando o quanto sua arte é afetada pelos seus arredores, em Sobradinho, mas também pelo mundo, que eles conquistaram em  2022, com uma série de apresentações promovida pelo selo Swiminsoda, passando por Nova Iorque, Filadélfia e Los Angeles. “Foi interessante perceber como as músicas que a gente produziu no fundo de casa bateram forte do outro lado da América”, finaliza Dila, nesse papo para a Sexta Sei.

A capa de "Pedras Vivas"

Moreira – O tema familiar já vem estampado na capa, com o batizado de uma criança. A imagem é muito bonita, ancestral, fala de todos nós que viemos ao mundo. O álbum é sobre um ritual de transição, “Pedras Vivas”, ambientado em um dia de cerimônia de batismo nas águas. Vocês têm seis anos de diferença entre si, né, em alguns momentos, pensei que eram gêmeos, até pela forma como se amalgamam, fazendo música. O próprio nome do grupo, ‘akhi huna,  significa “meu irmão está aqui”, em árabe, o que é bonito pra caramba, né (inserir emoji da Pepita arrepiada), e cria essa imagem forte de união e comunhão. Vocês criaram o projeto durante a pandemia? A Sexta Sei é filha dela também. Obrigou a gente a criar, né? Como se dá essa criação entre irmãos, vocês moram juntos, como é essa conexão que se transforma nessa linda música, delicada e espiritual, qual a forma de vocês comporem?

Mansur JP – A gente já não mora mais junto, mas moramos perto e temos um convívio diário, não somente nesse contexto criativo e de trabalho, mas também como irmãos, nessa situação mais familiar. Então, acaba que os momentos de composição são extensão dessa convivência próxima que temos desde sempre. Do ponto de vista mais prático, o início do processo das músicas é diferente, às vezes, um tem uma ideia e desenvolvemos juntos, outras vezes, o outro, mas também fazemos muita coisa que parte de momentos de criação conjunta mesmo.

Moreira – Vocês me lembram muito o Yoùn, sabiam? Primeiro, pelo nome, pois Yoùn é uma palavra da língua crioula que significa “um só” e também é uma forma de olhar para o outro. O canto deles também e fruto de vivência em Igreja, aonde despertaram essa questão dos arranjos de vozes e da musicalidade. Isso é um baita elogio, pois o Yoùn é gigante demais, sou muito fã, e a entrevista deles foi uma das mais generosas da página. Como a vivência na Igreja influenciou a trajetória de vocês? E esse conceito de irmandade é muito importante também na história que vocês contam. E o título do disco remete à escola comunitária na qual vocês estudaram na infância, chamada Pedras Vivas…Como essas lembranças entraram na história?

Mansur JP – Essa criação na igreja é a principal responsável por sermos quem somos hoje, inclusive musicalmente, já que vivemos esse ambiente de fé e liturgia com muita intensidade na infância. Nossas referências imagéticas e de lírica acabam sendo fortemente influenciadas por isso. E a escola que estudamos na primeira parte da infância acaba por ser também uma extensão da igreja.

Moreira – Li, em uma matéria do Correio Brazilense, vocês serem citados como cerratenses, termo que vem do historiador Paulo Bertran, que criou o termo ‘Homo cerratensis’, batizando simbolicamente a descoberta feita do esqueleto humano, Homo sapiens sapiens, mais antigo das Américas, em escavação arqueológica na região de Serranópolis-Goiás, com idade de 13 mil anos. Ao longo do tempo, o termo ‘Homo cerratensis’ passou a designar o habitante tradicional do Cerrado, fruto ou não de mistura entre populações indígenas, portuguesas e africanas, os cerratenses. No caso, embarcou vocês, filhos de descendentes árabes. É um termo que fala, essencialmente, sobre mistura e a forma como o território foi ocupado? Como é a presença árabe no Distrito Federal? Vocês são de Sobradinho, que é citada em “Eduardo e Mônica” e foi criada com um conceito de “cidade rural” e acabou recebendo famílias imigrantes do Nordeste de Goiás, da Bahia e de outros estados…. O clipe de “Abra os Olhos do Meu Coração” foi filmado em Sobradinho.  Vocês ainda moram aí em Sobradinho, como é a realidade do lugar?

Mansur JP – O Brasil, de maneira geral, é um país com muitos árabes, especialmente libaneses. Nossa família materna era de trabalhadores rurais num vilarejo chamado Chartoun, no Líbano. Acho que, por conta disso, instalou-se no interior de minas e, posteriormente, aqui no DF. Como você falou, Sobradinho é, de fato, uma cidade com clima bucólico e tranquilo, acredito que isso tá fortemente impresso na música que fazemos.

Moreira – Vamos falar das referências diretas de vocês nesse álbum,  música brasileira dos anos 70, o gospel norte-americano dos anos 90 e o hip hop de Brasília dos anos 90. O que vocês escutam que reverbera nesse belo volume? Essa semana, andei ouvindo muito o duo Toot’Ard, por causa da passagem deles pelo Brasil, eles são ícones da arab disco e irmãos, Hasan e Rami Nakhleh, das Colinas de Golan, no sul da Síria. Tem um produtor aqui de Juiz de Fora, Is on the edge, que tem usado muitos vocais árabes também. Sexta que passou, conversei com a Outra Banda da Lua sobre as influências orientais na última faixa do álbum deles.

Dila – A gente tem ouvido muito Ziad Rahbani, compositor libanês que tem uma das faixas mais lindas que eu ouvi nos últimos tempos, chamadabala wala chi”. Sobre nossas referências principais, acredito que estão presentes desde o primeiro EP, como Jorge Ben, Cassiano, Earth, Wind & Fire, Clube da Esquina, Tania Maria, as coisas do gospel com Ron Kenoly e Doobie Powell, e a sonoridade do grave do DF com Pacificadores, 3 um só, DJ Jamaika, Tribo da Periferia

Moreira – Em 2022, vocês fizeram uma série de apresentações pelos EUA promovida pelo selo Swiminsoda, passando por Nova Iorque, Filadélfia e Los Angeles, quando gravaram o terceiro álbum, “Urubu Arrebata”. Como a música de vocês foi percebida pelos estrangeiros e como foi essa experiência de mostrar esse trabalho além-mar? A música é uma linguagem universal?

Dila – Fomos muito bem recebidos nos EUA, a barreira da língua não foi uma grande questão pro público, acredito que pelo nosso som ser muito melódico e ter balanço, isso fez com que a gente cativasse rápido o público que colou nos shows. Foi interessante perceber como as músicas que a gente produziu no fundo de casa bateram forte do outro lado da América.

Abaixa que é tiro!💥🔫

Quando Urias surgiu, em 2009, de Uberlândia para o mundo, como “A Diaba”, com uma cachorra em punho, “o oitavo pecado capital”, ela era a artista experimental do núcleo de produtores Brabo Music, de Rodrigo Gorky, Maffalda e Zebu, evocando a fúria travesti com “navalha embaixo da língua” e a aura de artistas experimentais internacionais como Arca, FKA Works e Sevdaliza. Sempre envolta em experimentações, como o último álbum, “Her mind”, no qual canta em várias línguas, ela volta ao braços da canção popular em “Carranca”, seu terceiro álbum, uma fase mais madura e consciente de si mesma, com participações de Criolo no primeiro single, “Deus”, ressignificando a música Soca Pilão, um tema folclórico cantado por Inezita Barroso, Giovani Cidreira, na belíssima “Herança”, Major RD na faixa no foco do lançamento, “Voz do Brasil” e Don L em “Paciência”.

Capa Isaac de Souza Sales

Carranca é uma figura grotesca, geralmente esculpida em madeira, com feições humanas ou animalescas, utilizada como ornamento ou proteção. Nas religiões de matriz africana, está ligada a Exu, orixá considerado a espinha dorsal das civilizações da África negra, o mensageiro entre o mundo material e o espiritual, associado à dinâmica dos movimentos. O símbolo é perfeito para o clima do álbum, iniciando uma nova fase de carreira, com composições cheias de representações e significados religiosos, de resistência e de brasilidade, como nos cabelos, agora naturais. A capa é do artista plástico Isaac de Souza Sales,  afro-surrealista. O álbum tem 14 músicas, incluindo três interlúdios, na voz de Marcinha do Corintho, que falam sobre liberdade, revolta e a potência do amor. Os visuais são da da diretora criativa Ode, seguindo uma narrativa afro-surrealista que faz alusões a corpos terrenos, como Josephine Baker e Sarah ‘Saartjie’ Baartman, quanto a orixás e deuses, como Oxalá, Iemanjá, Iansã, Hórus e Ptah. Entre os destaques, “Vontade de voar” é uma faixa sampleada do Ednardo; “Quando a fonte secar” fala sobre a influência cultural de pessoas pretas; “ Águas de um mar azul”, inédita de Hyldon, foi a música que guiou a equipe no projeto com uma visão idílica; “Vénus Noir”, uma das minhas favoritas, fala sobre a relação com a fama, que mais aprisiona do que liberta; “Paciência” critica a indústria musical brasileira; “Herança”, com Giovani, a minha segunda favorita, destaca a dimensão da vingança e da herança,  “Voz do Brasil” é como um sample de O Guarani, ópera de Carlos Gomes, tradicional música de abertura do programa “A Voz do Brasil”; e a utópica “Etiópia”, que traz uma solução para todos os problemas a partir da perspectiva afrocentrada. Etiópia é o lugar onde os seres humanos surgiram, quando todos pertenciam à mesma etnia. 

Jufas - Com dez anos de estrada, o rapper PK vem mostrar seu primeiro álbum “Solidificado” (2024)
Foi a gente que pediu! O Beberico tá de volta e vai ter um ensaio por mês, até o carnaval, com a Banda do Ben
São João Nepomuceno - O festival Aurora recebe as bandas Glote e Drogma, compostas pelos mesmos integrantes e em tour
Rio - Lu Lessa Ventarola, que já sextou aqui lindamente com seu “Caderno de belezas mínimas”, abre exposição, a “TendaPoema”, no Espaço Cultural Sérgio Porto
Rio - Pioneira da Bass Music no Brasil, a Wobble comemora 14 anos com o xerife Rodrigo S (na foto com Rassan) na D-Edge
Rio - O Baile do Hamilton com Hamilton de Holanda e a superbanda formada por Edu Neves, Antônio Neves, Larissa Umaytá, Big Rabello e Salomão Soares, na sexta (10), no Circo Voador
Aonde, sábado (11), tem Oriente (foto) em versão acústica, com abertura de L7nnon, no sábado (11). Foto: @asfotosdejoao
Letrux e Thiago Vivas apresentam o show “Alfabeto Sonoro”, terça (14), no Manouche
Sampa - Mestre Ambrósio representando o mangue bit no Festival de Cultura Popular. Foto: José de Holanda
Tom Zé comemora aniversário no Festival de Cultura Popular. Foto: @patiburlamaqui
O guru sextante Rogério Skylab faz show no Carioca Club, em Pinheiros
São Paulo - A banda estadunidense Codeine, um dos principais nomes da cena alternativa underground dos anos 90 e ícones no gênero slowcore, faz passagem pelo City Lights Music Hall. Foto: Daniel Bergeron
"Tim Maia, o musical", com o ator Thór em foto de Stephan Solon
A Trevvo é sempre só gente linda arrasando foto @NHTHAN
Antcosntantino na Speedtest Rave Tour passa pela Galpão Quina, na Barra Funda, com o sextante Chediak
A Casa Natura Musical está com programação especial essa semana, começando com a dupla Benziê...
... e Queremos! promove, por lá, duas noites com Jeff Mills ao lado de Prabhu Edouard (tabla) e Jean-Phi Dary (teclados)
Da arte pra foto de Thomas Ecke, Jeff Mills ao lado de Prabhu Edouard (tabla) e Jean-Phi Dary (teclados)
... ainda tem Luedji Luna na 28ª edição do Cultura Inglesa Festival com o show da nova turnê “Um mar pra cada um e Antes que a Terra acabe”
.... e ainda tem Julia Mestre e a tour de "Maravilhosamente bem". Foto: Gabriel Galvani
Os estadunidenses do The Calling fazem show no domingo na Audio
A 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo acontece entre os dias 16 e 30 com 373 produções . A abertura acontece no dia 15, com a exibição de “Sirât”, de Oliver Laxe, vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes
O Aláfia ver rever Parliament, no dia 19, no Sesc Jazz
O Trio Mocotó tocando o clássico Força Bruta (Jorge Ben), com a participação especial de Ellen Oléria, no Sesc Jazz. Foto: José de Holanda
A companhia Giramundo celebra 55 anos com a "Ocupação Giramundo", no Palácio das Artes, com a exposição inédita "Bonecos Giramundo"
Curitiba - A Supercombo 🫶 passa pela Pedreira Paulo Leminski com "Caranguejo" 🦀. Foto: Renato Peres
Tour - Celebrando 21 anos da Partimpim, Adriana Calcanhotto sai em turnê com "O quarto" que passa por mais de dez cidades agendadas, como Maceió, Aracaju, Florianópolis, Curitiba, Recife, São Paulo, BH, Rio, POA, Salvador e Natal Foto: Leo Aversa
Jufas - Ana Carolina, que começou pelos bares de Jufas, comemora 25 anos de carreira com tour que passa pelo Central. Foto: Pedro Dimitrow

JufasTem Assombro de Bixo e as sextantes Tata Chama e as Imflamáveis nesta sexta (10), às 21h, no Beco.

Com dez anos de estrada, o rapper PK vem ao La Cueva de Cervantes, no sábado (11), às 22h, mostrar  seu primeiro álbum, “Solidificado” (2024).

A  3ª edição da Festa D´Itália acontece no Mercado Municipal de Juiz de Fora, de sexta (10) a domingo (12). Entrada franga 🐔

A volta do Beberico foi a gente quem pediu, e sábado (11) tem Banda do Ben, às 16h, inaugurando a temporada de uma tarde por mês até o Carnaval, e no domingo (12) o movimento ballroom invade a casa, às 16h, com a The Funk Ball, quando o glamour encontra o funk e o vogue. As categorias são Baby Runway, Baby Face, Best Look, Begginers Vogue, Ota Runway, Vogue on Funk e Joga a Raba, que aqui é Brasil, p*rra. Entrada franga 🐔

O espetáculo “Doce Árido”, com texto de Tairone Vale, que também assina a direção com Leo Cunha e tem apresentações de 10 a 12 e de 17 a 19, sextas e sábados, às 20h, e  domingos, às 19h, no Anfiteatro da Praça CEU. Na história, três gerações de mulheres sustentam a casa com a produção artesanal do doce de leite.

São João Nepomuceno – O festival Aurora faz edição nesta sexta (10), às 21h, no Clube dos Trombeteiros, com os locais sextantes da Pedra Relógio, e as bandas de Realengo, Zona Oeste do Rio, Glote (com composições de mathrock de João Autuori) e Drogma (com rock psicodélico de Alvaro Mendes), formadas pelos mesmos integrantes, a turma do Escritório, em tour pelo Brasil, Overdrive TropicalVeneno da Mata e Beco Laranja.  No sábado, (11) Glote/Drogma e Pedra Relógio tocam no Maquinaria, em Jufas, às 20h.

RioMinha amiga da escola primária Lu Lessa Ventarola, que já sextou aqui lindamente com seu “Caderno de belezas mínimas”, abre exposição, a “TendaPoema”, no Espaço Cultural Sérgio Porto, até domingo (12), das 15h às 19h, em uma imersão de escrita, escuta e fiança. A artista quer ouvir memórias justas e compor, coletivamente, a Tenda, que fica em exibição até o dia 19. “Quero que a habitemos juntos”. A TendaPoema faz parte da programação do Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens Fil, que comemora 22 anos, celebrando o Fio da memória.

A cantora de trip-hop portuguesa Evaya faz show no Escritório, no dia 10, com Janine e Polivalente, e pela Usin4, em Cabo Frio, no dia 11. Ela é a entrevistada aqui da página no dia 24. 

No sábado (11), das 23h às 5h, o Digitaldubs vai montar seu sound system pesadíssimo no Amarathi, na Rua da Quitanda, no Centro, para uma sessão do mais puro roots-reggae-dub.

Pioneira da Bass Music no Brasil, a Wobble comemora 14 anos, com Marta Supernova, CESRV, Young Clubber, Xibiu e xerife Rodrigo S, no sábado (11), às 23h, no D-Edge.

Os sextantes da Terno Rei atenderam aos pedidos de show extra a vai ter sim, nestas terça (13) e quarta (14), às 20h, no Teatro Firjan Sesi Centro.

A Morta R20 junta todas as eras da da ℛihanna em uma  só noite, neste sábado (11), às 23h, em locação secreta, com Wall, Matheus Gaygher, Effy, Letgabs, Fefa e Lucas Mazzoli.

Na Lapa, no Circo Voador, sempre às 20h, tem O Baile do Hamilton com Hamilton de Holanda e a superbanda formada por Edu Neves, Antônio Neves, Larissa Umaytá, Big Rabello e Salomão Soares, na sexta (10), e Oriente em versão acústica, com abertura de L7nnon, no sábado (11).

A 4ª edição do Festival Clássicos do Brasil terá quatro noites com shows inspirados em discos que entraram para a história da música brasileira, entre os dias 11 e 19 de outubro. Tem Marcelo D2, Nação Zumbi, Cidade Negra e Gabriel, o Pensador, sábado (11), O Grande Encontro com Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo, Lenine e Suzano, Xande Canta Caetano e Los Sebosos Postizos no domingo (12), Capital Inicial, Ira!, Humberto Gessinger e Plebe Rude, no sábado (18) e Edson Gomes, Maneva, Armandinho e Ponto de Equilíbrio, no domingo (19).

No domingo (12), às 18h, tem a banda sextante Maglore no Kingston Club.

Illy canta Belo na terça (14), às 20h, no Teatro Glaucio Gill.

Letrux e Thiago Vivas apresentam o show “Alfabeto Sonoro”, terça (14), às 20h30, no Manouche.

São Paulo – Clássico recifense do mangue bit, a Mestre Ambrósio faz show nesta sexta (10), às 20h, no Festival de Cultura Popular no Centro Cultural São Paulo, seguido de set do DJ Dolores. No sábado (11), às 19h, tem aniversário de Tom Zé.

Se liga que, nesta sexta (10), às 20h, o guru sextante Rogério Skylab faz show no Carioca Club, em Pinheiros.

A banda estadunidense Codeine, um dos principais nomes da cena alternativa underground dos anos 90 e ícones no gênero slowcore, faz apresentação única no sábado (11), às 18h, no City Lights Music Hall, em mais uma empreitada do selo e da produtora Balaclava Records

A partir de quinta (16) e até a 21 de dezembro, o musical “Tim Maia – Vale Tudo”, volta aos palcos em uma nova montagem, baseada no livro homônimo de Nelson Motta e com curadoria de Carmelo Maia, filho do artista, no Teatro Claro Mais SP, de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 12h às 20h.

No sábado (11), às 19h30, a Novo Affair comemora dois anos, bem garota, na Mooca, no Komplexo Templo, com um line up estrelado com o sextante Carlos do Complexo, Idlibra, Aerobica, Affair DJs, Avalon Anderson, FHTD, Guizo, Ianzona b2b Lagoeiro, Stay Free, Uniqu3 e Mirands.

A Trevvo tá de pré aniversário e é eita atrás de eita com o sextante Adame, Trindade, DJ $ophia, Majestade Babilônia b2b com Ray, a produtora Th4ys que eu amo demais, Christopher Luz e Mavi, sábado (11), às 23h, no Vip Station.

No sábado (11), às 22h, a Speedtest Rave Tour passa pela Galpão Quina, na Barra Funda, com o sextante Chediak, ICQ Baby, Akai, Delcu, Antcosntantino e Jacquelone. 

Na Casa Natura Musical, a programação está especialmente cremosa com o duo Benziê, formado pelo casal Vic Conegero e Du Pessoa, nesta sexta (10), com o show “Do lado de dentro”. O Queremos! leva Jeff Mills, um dos maiores nomes do techno mundial, com o espetáculo “Tomorrow comes the harvest”, ao lado de Prabhu Edouard (tabla) e Jean-Phi Dary (teclados), em duas noites, terça (14) e quarta (15). No sábado (11), a cantora e compositora Luedji Luna é a atração musical da 28ª edição do Cultura Inglesa Festival com o show da nova turnê “Um mar pra cada um e Antes que a Terra acabe”.Na quinta (16), Julia Mestre faz show do álbum “Maravilhosamente bem”. A casa abre às 19h30 todos os dias.

Tudo vai dar Sesc: Marcelo Jeneci Trio faz show sexta (10), às 20h30, no Belenzinho; Silvia Machete sexta (10), às 21h, no Belenzinho; Ivyson, sexta (10), às 20h, no Guarulhos; a mineira Clara Lima, sexta (10), às 20h, no Pompeia; Joyce Moreno sexta (10) e sábado (11), às 20h, no Pinheiros; Fabiana Cozza sexta (10) e sábado (11), às 20h, no Santana; Tássia Reis sábado (11), às 20h30, no Belenzinho; Tulipa Ruiz no sábado (11), às 20h, no Santo Amaro;

O Grilo faz show sábado (11), às 21h, na Casa Rockambole.

Os estadunidenses do The Calling fazem show no domingo (12), às 18h, na Audio.

A 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo acontece entre os dias 16 e 30 de outubro e vai exibir 373 produções de 80 países, entre filmes, curtas e séries, em 52 espaços culturais. A abertura acontece no dia 15 de outubro, na Sala São Paulo, com a exibição de “Sirât”, de Oliver Laxe, vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes. As atrizes Stefania Gadda e Jade Oukid, que integram o elenco, estarão presentes.

Começa nesta terça (14) e vai até 2 de novembro a 6ª edição do Sesc Jazz 2025, que celebra a pluralidade do jazz e conecta artistas e público com espetáculos e atividades formativas, com 27 artistas nacionais e internacionais em nove unidades do Sesc no estado de São Paulo: Pompeia, 14 Bis, Franca, São José dos Campos, Rio Preto, Centros de Música do Sesc Consolação, Guarulhos, Vila Mariana e Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo. O festival oferece uma safra de apresentações brasileiras inéditas, entre elas: o encontro histórico de gerações entre os pianistas Amaro Freitas e Dom Salvador, que transformaram o jazz brasileiro em épocas diferentes. Indiana Nomma, Rosa Marya Colin e Eliana Pittman fazem uma homenagem à diva do samba-jazz Leny Andrade (1943–2023), enquanto os mestres do frevo de Olinda Carlos Rodrigues, Lúcio Henrique, Oséas Leão e Maestrina Lourdinha Nobrega se reúnem no show Abafo, Coqueito e Ventania para mostrar a riqueza rítmica do ritmo ao universo da improvisação. O grupo baiano Aguidavi do Jêje é outro destaque brasileiro, além de Virgínia Rodrigues e Luedji Luna, essa com participação de Alaíde Costa, em São José dos Campos, dia 17. O Aláfia ver rever Parliament, no dia 19, e o Trio Mocotó toca o clássico “Força Bruta” (Jorge Ben), com a participação especial de Ellen Oléria, no dia 2. 

Na quarta (15), às 20h, a véia recebe a queen Leila Pinheiro para mais uma edição do Baú do DJ Zé Pedro, na Bona Casa de Música.

Bauru – A maior festa do interior, a TRES4, completa dez anos, neste sábado (11), às 16h, na “cidade sem limites”, no Recinto Mello de Moraes, com 15h de rolê, 25 DJs e cinco performances. No line up, pesadíssimo, Arpegio, Maria Máquina, Morage, Eram, o papi Badsista e grande elenco.

GYN – O Shivinha recebe a banda que eu gosto terraplana para tarde de prazeres roqueiros, no sábado (11), às 16h, com abertura da goiana Tatame, que mistura rock brasileiro, indie e shoegaze.

Beloryhills – A banda que eu gosto eliminadorzinho está em tour com seu novo álbum “Eternamente.”, que começa pelo Estúdio Central, no sábado (11), às 16h, com surra do indie rock slacker da Godofredo. No dia 17, será em São Paulo, na Casa Rockambole.

A companhia Giramundo celebra 55 anos com a “Ocupação Giramundo”, no Palácio das Artes, com a exposição inédita “Bonecos Giramundo”, que abre no sábado (11), com atividades educativas na PQNA Galeria Pedro Moraleida, uma mostra de cinema, o espetáculo “Alice no País das Maravilhas” e visitas guiadas. A mostra fica em cartaz até 22 de fevereiro de 2026, com eventos gratuitos, com exceção do espetáculo “Alice no país das maravilhas”, no domingo (12), às 17h30, que tem ingressos a partir de R$20.

POA – A queen sextante Viridiana, que sextou semana passada com seu segundo álbum, “Coisas Frágeis”, faz show de lançamento gratuito, que é mais gostoso, nesta sexta (10), às 22h, no Workroom Bar Drag, com a a banda de coprodutores da flechada, André Garbini, Bernard Simon e Ricardo de Carli, além de Jojo Inacio Silva, nova aquisição. Depois, tem a festa Alfinete com os DJs Luiza Padilha, Jojo, Viriana e Piet. Os ingressos antecipados são gratuitos e tem que chegar 22h, corrão. Deu vontade.

Curitiba A sextante Supercombo 🫶 faz show neste domingo (12), às 18h, na Ópera de Arame, da turnê “Caranguejo” 🦀.

Belém – A Lambateria, do exímio guitarreiro Félix Robatto, que aparece com sua barba bíblica on steroids em “Rock doido”, de Gaby Amarantos, faz edição especial do Círio, no Açaí Biruta, às 20h, festa que já virou uma tradição paraense. 🌺 A festa mais dançante do Círio tem guitarrada, lambada, tecnobrega, brega saudade, carimbó, pagode amazônico e cumbia até o sol raiar com Mister Gato, Mega Pop Show,  Príncipe Negro, Nosso Tom, o barbudo convida Lia Sophia, Warilou, o sextante Aqno e Shirley Medeiros, com discotecagem de Xêpa e Estamyna.💃🌛

Fortaleza Tudo começa com uma faísca 💥. Pelo menos, essa é a premissa da Papoco, que estreia na noite em clima de ignição com, no sábado (10), às 22h, no Mangagá Pub, com Rennó, Matusa, DJ Fuga, Tiito e Fritaz.

A Kolaje tem edição na Estação das Artes, sexta (10), às 18h, com o after  Estação Kolaje, às 22h, no Mangangá Pub, com o trio de djs do coletivo, Lola Mel, Calu e Fyl e o convidado Linhatenia. 

Halloweens – A temporada de Halloween este ano pega outubro e novembro – e é susto atrás de look – e está oficialmente aberta com a tour “Hoje eu vou comer alguém”, do presidente do sexo, RaMemes, nesta sexta (10), às 23h, no Prince Tower, em São Paulo, e no dia 15 de novembro, no Rio, no Club de Regatas Boqueirão.

A Realness Halloween Bal: Capítulo Dois com Mistress Brooks, Bosco e a brasileira Fontana, Dacota Monteiro apresentando e performances de Desirée Beck, Chanel, Aimée Lumiere, Fedra, Halenka, Rafas Poul, Blue Addams e Summer Fever, neste sábado (11), no Espaço Usine, na Rua Barra Funda às 21h. 

No Rio, o Nubrilhoween rola no sábado (11), às 23h, na quadra da Império Serrano, com um time pesado em duas pistas. A primeira tem show de Urias, lançando álbum novo, “Carranca”, com RaMemes, Claudinho, DJ Ingrid, Cindy, Lexxie e Luk Andrade. E ainda tem pista tribal com a maiorzona Clementaum, Van Muller, Rafael Rosa, Will Capitão, Nathalia Filgueira e Toni+.

Em Jufas, a “Drag On It: Fangtasia” 🎃🩸rola no domingo (13), no Maquinaria, celebrando a arte drag a partir das 17h, com o line up queer com Aurora the Witch, Lilith, Madame e Saturnine.

Tours – O trabalho de Adriana Calcanhotto para crianças, sob o pseudônimo Partimpim, é primoroso e de imensa qualidade artística e comemora 21 anos com a tour do belo álbum “O quarto” no Palco, com essas canções e mais outros sucessos de seus “tlês” álbuns, com mais de dez cidades agendadas. A banda é só com gigantes como Davi Moraes (guitarra), Marlon Sette (arranjos e trombone),  Arimatéa (trompete) e Jorge Continentino (saxofone, clarinete e flautas), João Moreira (baixo), Luizinho do Jeje (percussão), Antonio Dal Bó (teclados e sintetizadores) e Thomas Harres (bateria). A turnê começa no sábado (11), no Teatro Gustavo Leite, em Maceió, e segue por Aracaju, no Teatro Tobias Barreto (12), Florianópolis, no Teatro Ademir Rosa (18), com entrada franga 🐔, Curitiba, no Teatro Guaíra (19), Recife, no Teatro Guararapes (25). Em novembro, é vez de São Paulo, no Vibra (1), Palácio das Artes, em Belo Horizonte (9), Rio de Janeiro, no Brava Arena Jockey (15), Porto Alegre, no Auditório Araújo Vianna (16) e Concha Acústica, em Salvador (22). Já tem data até em 2026, no dia 18 de janeiro, em Natal, no Teatro Riachuelo. “A cabra gritou mé” 🐐🎵.

Ana Carolina, que começou a carreira nos bares de Jufas, comemora 25 anos caindo na estrada, com shows em Campina Grande nesta sexta (10), Recife, no sábado (11), Cuiabá (18), Jufas (24), Volta Redonda (25), São Paulo (31), Belo Horizonte (15/11) e Rio de Janeiro (21/1).

Playlist com as novidades musicais da semana, que consolida às 2h da sexta. Todas as playlists de 2024, 2023 2022, 2021 e 2020 nos links

Para melhores resultados, assista na smart TV à playlist de clipes com Upchuck, Stereolab, Branko + Tainá,  Sessa, Davi Sabbagh + Linn da Quebrada, Sharon Van Etten  + The Attachment Theory, Vance Joy, Jade, Nico Parga, SPVIC + C. Molecular + Patricio Sid, Ben Marc, Jennifer Lopez + Tonatiuh, Oruam, Taylor Swift, Liniker feat. Priscila Senna, Hilda Maria, Justin Bieber, Ashnikko + Starlight Kid, Geese, Gorillaz + Trueno & Proof e Jacob Collier

A campanha de crowdfunding da coluna continua, já atingimos 45,7%. Prefere fazer um PIX? O pix da coluna é sextaseibaixocentro@gmail.com