Sexta Sei: Jovem rapper Yhoung S.M.O.K.E abre o verbo contra Bolsonaro

Menino bom e precoce de 20 anos, de Santa Luzia, tem muito a dizer em sua poesia rap

por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com

O rapper vestido de Me Ghusta Salve Maria, nas fotos de Paulinho Felicissimo

Na cidade “com grandes páginas reacionárias e atos pró-morte”, o jovem MC Yhoung S.M.O.K.E, 20 anos, aproveitou o dia 17 de abril, “o novo Dia da Mentira”, para lançar a faixa “E Daí?”, um grande manifesto rap anti-Bolsonaro, como só o rap nacional ousa fazer. Diria até que é a faixa mais contundente e incisiva já lançada sobre o tema, ou anti-tema. O menino que não gostava de ir à escola sabe fazer um bom rap.

Ele começou a divulgar o projeto no dia 31, uma espécie de aniversário macabro da ditadura, vendeu zines no dia da mentira, primeiro de abril, e lançou a faixa a valer no último sábado, já passando 600 views no YouTube. A faixa expõe o descaso e a negligência governamental com a situação dos brasileiros na pandemia. O clipe, gravado nas ruas do Centro e de Santa Luzia, foi dirigido por Paulinho Felicíssimo, da Mil Cruzados, e mostra o painel de graffiti “Radioativo”, da UGC Crew, pintado por Stain, CND, Aneg, Dorin, Pekena Lumen e Zika, talentos locais. Também conta com a atuação do comediante Beiço.

Batemos um papo, por e-mail, no qual entendi porquê a Laura Conceição me indicou esse garoto, que é amável, crítico e inteligente, uma grande aposta do rap local. Falamos sobre como a vida humana tem sido desrespeitada na falta de uma política de saúde de combate ao coronavírus. “A maior taxa de mortalidade por Covid-19 tem cor, localidade e classe social“, metralha. “Só existe um tipo de apoiador: o sanguinário, segregacionista, racista, lgbtqia+fóbico e ge-no-ci-da”, completa.

Vem conferir o nosso papo, que foi massa.

Moreira – Eu e um amigo estamos colecionando músicas que falam contra o Bolsonaro, que são poucas, aliás, e todas do rap nacional. Já juntamos “Eu vou”, de Hot e Oreia e Djonga, nossa favorita, “Ciclone”, do Costa Gold, e “TV”,  de Mc Pedrinho, Kakas & J4mes. A sua entrou na nossa lista agora, com o pé na porta, a mais comprometida com a crítica enquanto tema principal. Conhece mais? Me fala sobre a sua motivação para escrever “E daí”, acha que existe muita submissão da opinião pública a esse massacre e genocídio em andamento? O que podemos fazer?

Yhoung S.M.O.K.E – Moreira, acredito que a maioria dos trabalhos de resistência do hip-hop nacional já são, por si só, anti-Bolsonaro, mesmo que não o cite diretamente. Encaro por exemplo que, quando Nega Preto diz que “Falar de preto também é falar de trans, é falar de bi, é falar de nós tudo. E é lembrar que nós veio de Afrika, mas também tamo em terra indígena. Então o maior respeito aos nativo e a toda pessoa racializada” na “Afro Intro”, ou quando Laura Conceição reafirma “Pergunte a um fascista um verso ruim, e todos os meus versos vão estar na lista” em “Escute meu rap”, já é um ato anti-fascismo, logo, anti-ele. O hip-hop por si só é um movimento de resistência e anti esses caras, sejam performances no break, no graffiti, no DJ ou no MC.  Um som que cita diretamente como “E Daí?” eu não consigo pensar aqui, o único que consigo lembrar é um dois sons meus de 2016 intitulados “Deforma & Democracídio” e “Ocupa & Resiste” que, ainda preocupado com o golpe e Temer, alerto sobre Bolsonaro.

Minha motivação para “E Daí?” foi o sentimento de revolta por notar mais uma vez o descaso governamental com milhões de brasileiros em meio a uma pandemia. Trabalhadoras e trabalhadores  estão sendo considerados apenas números e peças da engrenagem que, se estragar, é só trocar por outra igual, que é produzida em massa, como um exército de reserva. Noto que a maior taxa de mortalidade por Covid-19 tem cor, localidade e classe social, sem desconsiderar toda a população geral que sofre e morre pelo vírus. Assusta o fato de as falas que se encontram como colagens na música como “eu não sou coveiro” e “e daí?” existirem e serem públicas e ainda existir 1/3 da população brasileira apoiadora e passadora de pano pra genocida.

Acredito que, antes de ele ser eleito, existiam dois tipos de eleitores: os que concordavam com as barbaridades que ele fala e os que realmente acreditavam em um futuro melhor e a promessa de um falso messias, salvador da pátria. Após ser eleito e estar fazendo merda e massacres durante anos, só existe um tipo de apoiador: o sanguinário, segregacionista, racista, lgbtqia+fóbico e ge-no-ci-da. Hoje, quem apoia é submisso por puro prazer ou orgulho em ser anti-minorias, já quem é contra ou está em movimento de alertar a população sobre a desinformação, perigos e ameaças que esse governo significa, ou já largou de mão por perceber que a esquerda está tão fragmentada, desorganizada e branca, que a sensação de impotência toma conta.

Eu julgo que devemos alertar cada vez mais a população, dialogar com direitistas e reaças que têm potencial de compreensão e empatia, ao invés de afastar qualquer um que seja contra nós. O afastamento e ignorância – no sentido de ignorar ou desconsiderar – da esquerda pode ter sido uma alavanca para eleger a extrema-direita, então o diálogo, a aproximação e a humanização das pessoas pode fazer com que essa história tome outro rumo, que não a de encarar a política como se fossem times de futebol em busca de um troféu, que mesmo que o seu time seja o pior já visto, você teima que ele vai ser campeão mundial.

Moreira – Vi que, no seu Spotify, todos os lançamentos são de singles. Esse é o formato que funciona mais, hoje em dia? Ou você ainda pretende lançar um trabalho cheio, disco, EP ou mixtape, como fazem os rappers? Nada contra o single, eu consumo muito… Acho que tem a ver com o streaming.

Yhoung S.M.O.K.E – Eu entendo que o single é o que mais agrada o público digital, logo, o que mais funciona para artistas não famosos e sem uma base para manter e tornar rentável um projeto no estilo de um EP, por exemplo. As pessoas, na internet, sentem preguiça de clicar em um link para ter acesso à sua obra, quem dirá pra ouvir um álbum inteiro. Não estou jogando a culpa nos consumidores de arte, talvez a culpa seja de nós artistas por não traçar uma estratégia melhor ou até do próprio meio, por sua liquidez e distrações contínuas criada por algoritmos. Vejo as pessoas consumindo muito menos a ideia de vários projetos interligados e montados do que uma faixa solta.

Eu desde sempre pensei em produzir um EP ou disco por serem um portfólio atraente e que apresentaria meu perfil para novos públicos e possíveis contratantes, mas existem barreiras consideráveis que sempre me travaram, como a necessidade de contar com outros artistas e produtores, pois não domino todas as áreas o suficiente para por exemplo fazer todos os instrumentais de um disco ou então todas as masterizações e mixagens, e isso demanda dinheiro, e se esse dinheiro não vier por meio da arte, fica muito difícil de colocar em prática os projetos pensados, inclusive, já planejei pelo menos dois EPs só em 2019/20 que não saíram do papel por conta de tais problemáticas.

Moreira – Eu adorei a letra de “Meio inconsequente”, achei bem forte, viu. “As favelas brasileiras continuam nesse estado / Tem AK e 62 cedida pelo estado / Essa guerra pelas drogas nunca foi entorpecente / Sempre foi contra favela, militar e adolescente”. Você me falou, pelo whatsapp, que os policiais militares morrem três vezes mais por suicídio do que por combate em serviço. Você vê essa realidade das armas aonde mora? Santa Luzia, né?

Yhoung S.M.O.K.E – Essa informação que eu te passei são de gráficos de 2018 e eu não tenho certeza se este número ainda é atual, porém tenho certeza de que policiais ainda hoje mais tiram a própria vida do que são mortos em combate. Na minha análise, a corporação surgiu na época da escravatura para proteger a família real, a defesa da propriedade e não do ser, e evitar levantes da população preta. Acredito que, até hoje, as PM’s agem baseadas em seu primeiro molde, alterando apenas os personagens. O que antes era a plantação de café e algodão, agora são os latifúndios e prédios abandonados. A família real talvez seja, hoje, a classe mais favorecida economicamente. Os guardas reais, os praças, que vieram do mesmo lugar o qual ele reprime, e muita das vezes, tem a mesma cor, e é colocado em uma posição de matar ou morrer para seu semelhante. A hierarquia militar me soa muito racista e elitista por motivos óbvios. O militar é um ser doente, problemático e sob o coturno de seu comandante, seguindo ordens que nem sabe de quem e nem o porquê. A corporação não é violenta só para a sociedade alvo, mas também para os militares de baixa patente.

Eu evito ao máximo estar em ambientes onde tenham armas, drogas ou coisas do tipo, pois já entendi que eu sou um alvo fácil e estar inserido em um local assim seria um prato cheio pra eles. Onde eu  moro certamente existem crimes, como todo lugar, mas existe um respeito com o local. É muito raro você ver roubos ou exibição de armas da forma que vemos em alguns lugares. As armas daqui não são sofisticadas como as que existem em bairros nobres. O recado que eu deixo pra menozada é: por mais que pareça legal, divertido e poderoso, se afastem das drogas e das armas. Malandro que é malandro estuda, descobre seus direitos, se coloca a par de toda conjuntura, toma atitudes, e aí, sim, pode se tornar uma pessoa poderosa.

Moreira – Você tem só 2o anos? Impressionante como as letras são maduras. Você começou com 15 anos? Me explica o grito pelo qual você é conhecido e veio no release, “KKK na Forca!”. E fala mais sobre a sua trajetória no rap.

Yhoung S.M.O.K.E – Eu tenho 20 anos, sou de 10/06/2000. Talvez minhas atuais composições ou até mesmo as da criança que fui passam a sensação de maturidade, pelo fato das vivências ríspidas e violentas me obrigarem a entender sobre e ter uma percepção mais ampla das questões sociais, no contexto no qual estou inserido, sendo praticamente forçado a me impor a ser levado a sério, pra que fique explícito que o que eu falo e me posiciono não é achismo, é vivência, estudo, legítimo e minha tarefa social.

O grito “KKK na Forca” surge em 2018, sem a intenção de se tornar uma marca, quando o Brankobran, da página Diário de Geografia), me enviou como presente, um beat de muita qualidade com umas colagens sobre questão racial no início. Fiquei uns três meses tentando escrever um som em cima, mas não consegui, estava em um bloqueio criativo. Certo dia, eu liguei o beat pra escutar e comecei a fazer um freestyle (o que não é um costume meu,), enquanto gravava um áudio. Ao escutá-lo, percebi que a letra tinha ficado muito boa e expôs muitos dos meus sentimentos que eu não saberia expressar de outra forma que não fosse pela arte. Transcrevi o áudio, lapidando alguns versos e trocando algumas palavras, e assim surgiu o single “Pretx”, que tem como refrão o que se tornou um grito de resistência e  poder, comprimindo vários sentimentos anti-racistas em três pequenas palavras, que formam um grito grandioso: KKK NA FORCA! Esse é o grito que eu mais ouço em meus shows, é o momento mais eufórico de minhas apresentações, quando eu sinto que o público está por mim, assim como estou por eles. Minha trajetória no Rap se inicia aos 8 ou 9 anos de idade, dentro da sala de aula, em uma época quando eu era um péssimo aluno e não fazia tarefas de casa. A escola não me atraía o suficiente, então eu não dava a importância necessária. Certo dia, recebi a tarefa de Geografia que pedia para eu descrever meu bairro. Com poucas ou nenhuma influência externa eu pensei: vou descrever na forma de rap, então cheguei até ao professor e perguntei se poderia ser daquela forma, e ele sem nem pensar muito já respondeu logo que sim. A importância do diálogo e de escutar as crianças dentro de uma escola é primordial. Se aquela resposta fosse um não, muita coisa em minha vida poderia ser diferente, e talvez eu não tivesse me agarrado ao rap, buscado estudos e nem reconhecido a importância do ensino público de qualidade. Desde então, eu sempre fiz arte, mesmo que fosse só pra mim ou pra minha bolha mais específica de convivência, mas não chegava a gravar ou divulgar.  Mais adiante, em 2016, um vírus invade meu mini notebook baixando vários programas aleatórios, sendo um deles um simples gravador de áudio. Achei interessante, não sei como mas aprendi a utilizá-lo. Peguei um fone de ouvido de celular pra usar como microfone, baixei um beat da internet e gravei meu primeiro som lançado intitulado de “Regresso”, o qual eu gravei verso por verso sem antes ter escrito uma letra. Postei no Youtube e, daí em diante, as pessoas passaram a me encarar como um MC, fazendo eu cair na real de que eu era um artista. Frente a isso, passei a estudar cada vez mais assuntos que atingiam direta e indiretamente a mim, conheci mais a fundo a cultura do Hip-Hop e me vi parte dela. Hoje, em 2021, tenho vários sons e videoclipes lançados, zines espalhados por todo Brasil, e tenho batalhado em Slam’s, o que me fez colecionar alguns títulos e novas pessoas em minha vida. Desde o início disso tudo, mesmo sem ter consciência, eu fui e sou um poeta que compõe ⅖ do Hip-Hop e busca expor e debater as problemáticas vividas pela população brasileira da perspectiva de um jovem, preto e vivo.

Moreira – E explica o seu nome  como artista, Yhoung Smoke, eu logo pensei em outro tipo de fumacinha, sou mau?

Yhoung S.M.O.K.E – Hahahahaha. É comum e quase regra as pessoas entenderem de outra forma pelo fato do nome parecer tão objetivo, ainda mais quando se tem no mainstream letras relacionadas ao rap que falam muito e chegam até a romantizar essas questões,  mas não tem nada a ver com isso. Yhoung é uma fusão de Yhan (meu nome) + Ying Yiang + Young (jovem). Já S.M.O.K.E é uma sigla para “Som, Música, Objetivo, Karma e Estudo”. O apelido “Joven Fumacinha” é diretamente ligado ao meu nome artístico, já que é uma tradução ao pé da letra do que seria Yhoung S.M.O.K.E.

Abaixa que é tiro!💥🔫

Lenine Foto: Daryan Dornelles
Jorge Drexler
Josyara
Sofia Viola
Yusa
Perotá Chingó Foto: Camila Berrio
Alceu Valença Foto: Leo Aversa

O festival Mucho! chega à quinta edição, on-line, de grátis, com um line-up daqueles. O pau come amanhã, às 16h, com Lenine, Jorge Drexler (Uruguai), Escalandrum (Argentina) e Josyara. No domingo, 25, no mesmo horário, é a vez de Cao Laru, Sofia Viola (Argentina), Yusa (Cuba), Perotá Chingó (Argentina) e Alceu Valença.

Tulipa Ruiz Foto: Edson Lopes Jr.
Dani Black
Rhaissa Bittar
Zimbra

Adiado por causa da pandemia, o santista Festival MAIS Verão 2021 (Música Autoral e Independente Santista) volta à agenda com três dias e 21 horas de música, em transmissões ao vivo, de hoje, 23, a domingo, a partir das 15h. Os destaques da programação são Tulipa Ruiz, Dani Black, Rhaissa Bittar e Zimbra. Classe.

Anota o line-up. Hoje, 23, temos Imagreen (15h), Trio Corá (16h), Saramandaia (17h), Felippe Dias (18h), Rafa Laranja (19h), Dani Black (20h) e Mc Bola (21h). No sábado, é a vez de Depois da Tempestade (15h), Casa Imaginária (16h), Bayside King (17h), Gon (18h), Balara (19h), Trevo (20h) e Zimbra (21h). 

No domingo, tem Coco 3 é 10 (15h), Jaque da Silva (16h), Rhaissa Bittar (17h), Nanda Queiroz (18h), Noite Cinza (19h), Monna (20h) e Tulipa Ruiz (21h). O festival é financiado com recursos da Lei Aldir Blanc (viva).

Diogo Nogueira
Metá Metá Foto: Luan Cardoso
Filipe Catto
Romulo Fróes
Paulinho Moska
Entrando na Dança Foto: Charles Pereira

Dois projetos muito legais fazem mashup hoje, Tiny Desk Meets Afropunk, às 16h, com performances da nossa baiana maravilhosa Luedji Luna, ChocQuibTown, Calma Carmona e Nenny. Transmissão também pelo YouTube.

O Circo Voador No Ar traz de volta o show de Paulinho Moska para lançar o disco “Beleza e Medo”, em setembro de 2019. Vai ser hoje, às 22h, com participações de Liminha, Rodrigo Suricato e Tom Karabachian.

Laura Finocchiaro comemora 39 anos de carreira com uma série de lives de hoje ao dia 27, sempre às 21h,  no YouTube.

Neste sábado, 20h, será exibido o filme “The Face of Ball”, criado por 11 artistas LGBTQIA+ da periferia carioca, dirigidos pela cantora e atriz trans Blackyva. O grupo foi selecionado pelo festival Entrando na Dança e criou uma obra performática dentro da cultura ballroom, com muito voguing. A transmissão é nesse sábado, com locução de Julia Lemmertz, e também pode ser vista pelo YouTube

O programa de auditório ao vivo e online Sala Central, da Central do Rock, continua, esse final de semana, 16h, com três bandas e um artista visual.  Amanhã, 24, tem Dead Fish, Insulto, Contra Regras + Carlão e, no domingo, 25, rola Autoramas com nossos Gabriel e Erika curados da Covid, All Is Allowed, Bellini Rock + Waldomiro Mugrelise.

Hum, que delícia, Diogo Nogueira faz 40 anos e comemora com live, domingo, dia 25, às 12h. O espírito é ser um almoço de família, com Diogo preparando a comida, a própria definição de delícia, passo mal.

No dia 28, às 20h, o Metá Metá encerra a série de lives Oritá Metá com o showOrí Metá”, gravado no teatro Centro da Terra.

No dia 29, Filipe Catto segue com a sequëncia de lives maravilhosas da “Love Catto Live”, às 23h59, recebendo Tulipa Ruiz para cantar “Tabu perigoso”, explorando prazeres proibidos e quebrando tabus da música de karaokê, com Backstreet Boys, Deborah Blando, Alcione, Reginaldo Rossi e Shakira. 

Romulo Fróes encerra a boa série “Agora É Minha Voz”, dia 29, às 20h, com show feito no Andar43, espaço de exposição no 43º andar do Edifício Mirante do Vale no Anhangabaú, o edifício mais alto de São Paulo.

Depois do m-v-f- awards, que premiou os melhores videoclipes do ano passado, o m-v-f- anuncia o  m-v-f- reloaded, encontro digital com talks de artistas da área de audiovisual para música. Além dos talks, o público também poderá conferir estreias de clipes e visual sets exclusivos. 

O evento é gratuito e vai de 27 a 29 de abril no site do Music Video Festival, aonde rola de conferir a programacão. Entre os papos, tem Criolo e equipe falando sobre o recente e maravilhoso projeto de realidade aumentada, XR, exibido pelo Twitch, no dia 27, às 19h15. Para os visual sets, criadores visuais e artistas de música desenvolveram peças audiovisuais de 15 a 20 minutos. Os sets apresentam colaborações de Matheus Leston com ATR, Gabriel Rolim com Jadsa e Ju Matos com Kunumi MC

O m-v-f- apresenta uma nova frente de financiamento de videoclipes e/ou vídeos musicais em parceria com a plataforma Noodle, com linhas de créditos específicas para a produção de novas peças audiovisuais. Em colab com a marca Surreal São Paulo, o evento lança, ainda, coleção de três camisetas com estampas inéditas de stills do videoclipe “Racha”, da Urias, dirigido por João Monteiro.

Transborda, obra de Roberta Carvalho
Local de projeção - Av Consolação
Local de projeção - R. Caio Prado

A mostra digital “Céu Aberto – O Distanciamento entre o Ser Humano e a Natureza”, vai até o dia 29, no Youtube, com projeções de mapping sobre empenas cegas de prédios da cidade de São Paulo. Cada dia terá um artista, com atualização às 20h: VJ Suave (hoje), Roberta Carvalho (dia 24), Mozart Fernandes (25), Sitah (26), Lourival Cuquinha (27), Catharina Suleiman (28) e Guto Barros (29). Cerca de 16 projetores de 20 mil Lúmens serão utilizados para as projeções.

Jullie Foto: Junior Mandriola

Depois de Luiz Gonzaga, Braguinha, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Raul Seixas, o premiado projeto “Grandes Músicos para Pequenos” homenageia Elis Regina. O musical “Pimentinha – Elis Regina para Crianças” encerra temporada sábado e domingo, às 16h, com venda de ingressos pelo Sympla. O espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Guilherme Borges e texto de Pedro Henrique Lopes. O ingresso vai de R$ 25 a R$ 50, escolha a cargo do espectador.

Playlist com as novidades musicais da semana. Nesse post, tem todas as playlists do ano.  Aqui tem as playlists de 2020.

Playlist com os clipes da semana, com Chet Faker, Billy Crocanty, Lamparina, Tropkillaz, Costa Gold + Papatinho + MC Caverinha + L7nnon, Lia Clark + Pocah, Sidoka, Agnes Nunes, Ludmilla + Xamã, Adrian Jean + Ebony, Dax, Mateus Fazeno Rock, Braza, Chicken from Angola e +

Sexta Sei, por Fabiano Moreira