Mulher que, sozinha, faz todos os papéis de uma banda, lança o belo álbum “Parte de tudo isso”, cantando Adriana Calcanhotto, Otto, Chico César, Zeca Baleiro, André Abujamra, Ceumar e outros
por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com
No último sábado (1), a plateia do Teatro Solar, em Jufas, foi hipnotizada pelo talento de Badi Assad, 58 anos, que, sozinha, no palco, acumula as funções de guitarrista, baixista, percussionista, cantora e backing vocal em show com produção local da Dionisíaca. Ela já começou o show dizendo que era a sua primeira vez na cidade e se havia alguém ali que assistiu ao Duo Assad (formado por seus irmãos, Sérgio e Odair, considerado o maior duo de violão da nossa música brasileira) quando aqui estiveram. E tinha sim, que memória é coisa nossa. Difícil compreender como ela consegue produzir tantos sons ao mesmo tempo e ainda magnetizar a audiência com sua personalidade encantadora, impressa em álbum de inéditas, “Parte de tudo isso”, o 26º em sua carreira, celebrando 35 anos de estrada, a riqueza da música brasileira e o poder criativo de sua geração, ao interpretar composições de músicos nascidos, como ela, nos anos 60, com produção dos vencedores do Grammy Latino Marcus Preto e Tó Brandileone, da banda 5 a Seco, que chegou nesta quinta (6), às plataformas. Na playlist sextante, destaquei sua parceria com o galego pernambucano Otto, “Na vida do mar”, com a participação do pandeiro de Marcos Suzano. Era tanto músico dentro de casa, que a menina Badi pensou em ser bailarina, mas o sangue bateu mais forte. A família, que morava no interior de São Paulo, mudou-se para o Rio para que os irmãos tivessem educação de música formal, violão clássico, com a professora argentina Monina Távora, pupila de Andrés Segovia. “Meus pais, quando eles descobriram que os filhos tinham talento, eles abandonaram tudo para uma utopia musical. Vamos, esses filhos têm que ser músicos”, conta, nesse papo por Zoom para a Sexta Sei. “Então, enquanto meus irmãos tocavam Villa-Lobos, eu ficava escutando o Djavan”, revela.
Moreira – Como Mariângela virou Badi, de onde veio o seu pseudônimo artístico? Você e seus irmãos estudaram violão desde muito cedo, por incentivo de seu pai. Qual era o papel da música na sua criação e na sua casa? Essa paixão pelo violão vem de casa?
Badi Assad – Senão, olha só. A minha mãe, Dona Ica, o nome dela é Angelina. Mas ela se auto-apelidou Ica. Não, não. Não foi auto-apelido, não. Foi o irmão dela que colocou o apelido de Ica. Mas ela ficou com essa coisa de botar apelido em todo mundo. Então, Badi, quando eu nasci, ela ia no berço e ficava assim “badibubu”… E ficou, ficou Badi. E o interessante é que ela não tinha ideia que realmente foi desse babibubu. Badi é um nome existente na cultura árabe, né? Se escreve com H no final e é um nome masculino. Inclusive, tem em São Paulo uma rua que chama Badih Assad. E tem um outro sobrenome depois (Chehin, e a rua fica no bairro Jardim Orbam)*. Mas, enfim, é por isso que é Badi. E quanto aos meus pais… Bom, vou falar já que, para os curiosos e para os amantes da música brasileira, que amam os meus irmãos também, o Sérgio Adair Assad, eu lancei um projeto individual meu, o Museu Família Assad, onde eu vou contar essa história toda, porque tem muita história. Muita gente da mesma família com tanto talento. Essa família, realmente, eu tiro o chapéu para ela, né? Não é porque eu estou dentro dela, não, mas é uma família porreta. E quando eu nasci, o Sérgio e o Odair já tocavam um violão. Eu sou 10 e 14 anos mais nova que eles, né? Que o Odair e o Sérgio. E o nosso pai e a nossa mãe, a minha mãe cantava desde menininha, muito afinada. E a minha mãe faleceu aos 94 anos, cantando com a mesma voz afinada de quando ela era uma menininha. E o meu pai tocou violão, começou a tocar cavaquinho, virou bandolim e também aprendeu seus acordes no violão de forma autodidata. Então, a música entrou na família. Quer dizer, não é que entrou, ela foi desvendada dos seios da família. E quando eu nasci, já tinha música para tudo que era canto. E o violão também. Então, foi muito natural que, um dia, eu pegasse esse violão. Apesar de, antes de eu pegar o violão, eu queria ser bailarina, porque eu acho que era tanta música dentro de casa que eu queria fazer uma coisa diferente para eu achar minha identidade. Mas não teve como escapar. Um dia meu pai me convidou para tocar violão com ele. Eu fui tocar, adorei e nunca mais parei.
Moreira – Você faz parte de uma geração que é chamada de “novos tropicalistas”, por retomar os princípios antropofágicos do movimento. Esse álbum que comemora 35 anos de carreira e celebra essa geração da qual você faz parte num disco que traz parceiros, compositores e compositoras que nasceram nos anos 60, como Chico César, Adriana Calcanhotto, Otto, Marcos Suzano, Chico César, Vicente Barreto, Zeca Baleiro, Pedro Luís, Zé Renato, Nando Reis, Paulinho Moska, Zélia Duncan, André Abujamra, Ceumar e Ana Costa. Qual característica une essa geração e como foi feita a escolha destes parceiros?
Badi Assad – Eu acho que a característica, porque é interessante, porque cada um dessa lista desenvolveu um caminho próprio. A música do André Abujamra não tem nada a ver com a música da Ceumar, mas ambos nasceram na mesma geração, assim como eu. Então, esse Brasil, ele é muito… Bom, primeiro, que ele é geograficamente gigante e nós, eu que tenho a oportunidade de viajar pelo mundo, a gente que tem a oportunidade de viver em loco, a cultura de outros países, a gente sabe que o que acontece no Brasil não acontece em nenhum outro lugar do mundo. Essa riqueza que a gente tem, esse pluralismo, essa riqueza mesmo. E desse jeito do brasileiro de absorver o que ele aprende, o que ele ouve, o que veio de influência de fora e transformar em uma coisa nova. Então, a Tropicália, quando ela chegou, não é que ela veio de fora, ela não foi buscar fora para metamorfosear a música. A Tropicália veio buscar no próprio Brasil o que o brasileiro estava fazendo até então nas suas regiões, naturalmente influenciadas pelos migrantes, imigrantes que vieram, pelos escravos ou as outras culturas que chegaram por aqui, e como que essa música foi se misturando, se apropriando do Brasil. E aí as gerações vão passando, as coisas vão caminhando, e eu acho que o pessoal da minha geração começou a buscar a leitura da releitura. O que o Caetano fez? Vamos ver o que o Caetano fez, vamos ver o que o Gil fez, o Milton Nascimento fez, vamos ver o que o Alceu Valença fez, que é essa galera fantástica e que nos influenciou quando a gente era criança. Então, naturalmente, a gente foi desenvolvendo, cada um buscando desenvolver e sendo influenciado por aqueles que ouviram desse Brasil tão vasto. Por isso que esses artistas têm um caminho tão diferenciado, porque onde beberam, as fontes que beberam foram entre cruzamentos diferentes. Então, se você mistura A com B, dá X. Se você mistura B com T, vai dar outro X. Então, uns gostam de rock, outros gostam mais da música clássica ou da própria música mineira. E o recorte de serem esses artistas que estão presentes no disco e não outros é porque a gente fez esse recorte mesmo, quem nasceu nos anos 60. Então, isso já fez um funil. O Lenine, que é um cara que amo, ficou fora, porque o Lenine já nasceu em 59, eu acho, ou 58, uma coisa assim. Então, o Lenine já não entra no pacote. Porque, quando você mexe com uma coisa que pode ser tão grande, o funil ajuda. Então, foi esse conceito que determinou quais seriam os artistas presentes. E, obviamente, se tiveram outros que não entraram, é porque eu tinha uma quantidade de músicas que o projeto financeiramente poderia pagar. Então, foram esses dez que entraram.
Moreira – Você deu uma masterclass aqui em Juiz de Fora, na tradicional escola Pró-Música, mostrando que é uma artista nascida e criada em berço clássico, do choro, do violão de concerto e da moda de viola. Como foi esse caminho para a música mais popular, e o que se mantém da concertista neste belo álbum?
Badi Assad – Essa história toda já está contada no Museu Família Assad, a primeira exposição é sobre seu Jorge e Dona Ica. Eu conto tudo, qual foi esse movimento dos meus pais, que realmente, quando eles descobriram que os filhos tinham talento, eles abandonaram tudo para uma utopia musical. Vamos, esses filhos têm que ser músicos. E os meus irmãos contam que eles ficavam ouvindo os amigos do meu pai, falavam assim, o que vocês estão fazendo coçando esse violão aí? Vão trabalhar! Seu pai se esforçando em vocês coçando esse violão. Mas a música… Só que, ao mesmo tempo que tinha meus irmãos lá na música clássica, tinha meu pai tocando chorinho, minha mãe cantando, e eu tinha um radinho, que eu ficava sintonizada por meu bel prazer. Eu sintonizava o meu radinho na Jornal do Brasil da época, ali começo dos anos 70. Então, enquanto meus irmãos tocavam Villa-Lobos, eu ficava escutando o Djavan, eu lembro eu escutando… “Meu bem-querer, é segredo, é sagrado”… Eu chorava, eu com dez anos de idade chorando, porque aquilo me emocionava. Então, a música… Eu vivi todos esses estilos musicais com a mesma intensidade. Eu não sabia que o que meus irmãos estavam fazendo era música clássica, e o que eu ouvia era música popular. Era música! Todos estávamos empenhados em ter uma boa audição para aquilo. Naturalmente, quando o violão caiu no meu colo para eu tocar, foi já para acompanhar o meu pai, então foi através do chorinho. E, por causa dos meus irmãos, foi natural que eu fosse seguir o caminho da violonista erudita.
Moreira – Como você definiria a sua forma de tocar violão? E qual o papel desse instrumento na nossa música popular e também na música clássica? Esse é um disco diverso e diferente dentro da sua carreira, mais perto da música popular?
Badi Assad – Eu acho que a música clássica, o que ficou para hoje, é mais em cima da técnica que eu desenvolvi, o que a gente chama de fingerstyle, que toca com os dedos... A gente sabe que é violonista quando tem unha nessa mão e não tem unha nessa mão. A gente viaja o mundo e se vê alguém que tem unha aqui e não tem unha aqui já sabe: ó, violonista! Nunca peguei uma guitarra elétrica para tocar, porque não foi da minha… E nunca tive a banda na juventude, porque já fui ser solista, ganhando concursos como instrumentista e tal. Só que aí eu percebi um momento que a música clássica não era a minha história, era a história dos meus irmãos. Eu queria cantar também, eu adorava cantar e eu adorava percussão. A gente tem um irmão, que é o nosso primeiro irmão, o Cito, quatro anos mais velho que o Sérgio, que mesmo nascendo com epilepsia, com lesão cerebral, era um autodidata rítmico. Ele se ensinou a tocar pandeiro. Ele tinha um ritmo assim. Os médicos falavam que isso era quase um milagre, porque o Cito poderia facilmente não ter ritmo. Quando eu ia estudar na casa dos meus pais, eu já adulta, já profissional, falava, eu dizia, Cito, quer tocar comigo? Ao invés de eu estudar com o metrônomo, o Cito ficava no pandeirinho e eu tocando com o Cito aqui. Então, a música erudita foi ficando pra trás, e eu fui migrando para esse lugar aonde a voz foi entrando. Naturalmente, quando a voz foi entrando, ela foi ocupando espaço. Aí, eu descobri que também gostava de escrever, descobri que tinha talento para escrever poesias e botar letras em músicas. Então, cada vez esse lugar da compositora popular… Eu até falo… Nos Estados Unidos, em inglês, não se fala compositor para quem escreve canções. É singer-songwriter. Por isso que o próprio Chico César foi o primeiro a começar a falar cantautor. Porque nós somos cantautores. Compositor é quem compõe para a orquestra. Isso são os compositores. Mas, então, como cantautora, a Badi foi se descobrindo. E aí eu tive um problema neurológico no final dos anos 1990, que o violão, que era o meu carro-chefe, o destino pregou essa peça e eu tive algo chamado distonia focal, que eu perdi quase 100% da minha habilidade de tocar. E os médicos disseram que eu não voltaria a tocar. E eu consegui me recuperar sozinha em dois anos. Sozinha no sentido de… Na minha busca, né? Porque a medicina não soube me ajudar na época. Então, fui buscar tudo o que eu pude buscar e recuperei. Só que nesse processo aí mesmo que a cabeça da instrumentista desapareceu. A Badi mulher, a Badi que entendeu que a música estava nela e não no violão, etc., ficou muito forte. E essa Badi que chega nos seus 35 anos de comemoração de carreira, entendendo que a minha força hoje em dia está muito na minha interpretação e na escolha desses repertórios. Essa música, eu consegui identificar nesse universo de possibilidades aquilo que essa aqui é para eu fazer. Opa, essa daqui eu posso trazer para dentro do meu universo. Esse universo é o quê? É onde eu sinto que eu tenho algo a contribuir para a existência daquela música. Porque a música pode se vestir de várias roupas, né? Então, quando eu percebo que o meu guarda-roupa musical pode trazer algo que eu gosto da possibilidade de vestir aquela música, essa aqui é para mim. Ah, não, essa aqui eu não sinto que seja para o meu guarda-roupa. Então, é essa Badi que chega agora com essa ramificação de músicos e repertório distinto nesse disco, mas que é um pouco parte da minha história mesmo, da minha trajetória de não ser… não tocar só dois acordes. Gosto de acordes, de dissonâncias, gosto de profundidades, gosto de mergulhos profundos. Acho que quando teve a ideia de fazer esse recorte, a própria parceria com esses músicos e receber músicas inéditas deles, me levou para esse lugar mais da música popular brasileira mesmo. Não tem muitos experimentalismos. Acho que é também a unicidade da banda, essa banda fantástica. É a primeira vez que eu gravo com um piano, e o piano e o violão são dois instrumentos harmônicos, então a gente teve que entender quem faria o quê. E a Débora, de uma generosidade, de uma inteligência emocional e musical tão grande, a gente foi se entendendo ali. Acho que o fato de eu tocar violão com essa técnica que aprendi na juventude, o meu som sempre vai ser um som limpo, que é diretamente relacionado, não é um som… Se falar assim para uma bailarina que estudou a vida inteira, estudou na sua juventude e fez balé clássico, se botá-la para dançar samba na Sapucaí, o samba dela vai ser um samba na sapatilha de ponta, não vai ser que nem a mulher que nasceu na comunidade e dançou samba desde pequena. Então os músculos são diferentes, a projeção do corpo é diferente. Então o meu violão sempre vai ser esse violão, mesmo que eu faça rasgueado, mesmo que eu batuque, o som sempre vai ser limpo. Para eu sujar o som do violão, para ele ser mais popular nesse sentido, acho que não vou conseguir. Então o clássico vem um pouco pela sonoridade da limpeza dos sons. Até às vezes eu preciso de ter um som mais… Tenho totalmente a liberdade de chamar um outro violonista para tocar no meu disco, como já fiz, inclusive. Já chamei o Webster Santos para fazer. Vem aqui, Webster, porque eu não sei fazer isso aqui que eu quero fazer. No “Parte de tudo isso”, tem um violão que o Thor Brandileone, na música do Zeca Baleiro, eu falei, Thor, eu não sei o que fazer aqui. Aí ele assim, e se você fizesse resfulego aqui? Fiquei aprendendo no próprio estúdio. Aprendi a fazer o resfulego lá e fiz. Agora vou ter que estudar para saber fazer aquilo cantando.
Moreira – Como foi trabalhar com os produtores Marcus Preto e Tó Brandileone? De que forma cada um deles contribuiu para o álbum?
Badi Assad – Cara, o Marcos… Eu estou de olho no Marcos já faz muito tempo. E aconteceu uma coisa muito engraçada que, no Prêmio da Música de dois anos atrás, eu fui no Rio de Janeiro, no Teatro Municipal, não conheci o Marcos de perto, mas aí teve uma história que foi muito engraçada. Eu estava com o meu amigo, que me acompanhou na noite, na fila do drink. E aí ele viu a hora que o Marcos estava montando uma fotografia junto com a Alaíde Costa, junto com o Jards Macalé. Aí o meu amigo falou assim, vai lá, ele me empurrou. Quando eu vi, eu estava dentro da fotografia. Aí saiu essa foto, eu no meio, parecia papagaio de pirata. Mas esse foi o meu primeiro encontro com o Marcos, depois eu fui nele, um pouco depois da foto, falei assim, Marcos, cara, eu não queria ter entrado na foto de penetra, mas eu queria dizer que eu sou super fã do seu trabalho, ele resgatou a Alaíde Costa. Quando fui fazer esse álbum, pensei, vou ver se o Marcos topa. Aí tive uma reunião com ele online, e o Marcos achou a ideia super… E, na verdade, ele que trouxe o nome do Tó, que eu não conhecia particularmente, conhecia a banda dele, o 5 a Seco, mas não conhecia o trabalho dele como produtor mesmo. Aí ele me mandou umas coisas, eu ouvi, eu falei, nossa, que cara interessante. Mas eu entreguei, eu dei carta branca para o Preto total. A ideia da geração 60 foi dele. E eu achei incrível fazer esse recorte. E aí a gente se reuniu com o Thor e eles sugeriram a banda. Então tudo que eles foram sugerindo, eu fui acatando, porque eu acho assim, quando você chama um produtor, acho que o barato da viagem é justamente você abraçar as qualidades que esse produtor pode trazer para o seu processo, inclusive os seus expertises, né? Cada disco que eu fiz na minha vida foram produtores diferentes. E o processo acabou sendo diferente por conta disso, porque são seres humanos. E o papel de cada um dentro, o Tó Brandileone, eu fiquei tão prazerosa de ver como esse cara trabalha. Ele no estúdio, o estúdio é dele, né? E as ideias musicais dele são muito boas. E um cara muito rápido para ter ideias. Ele vai conduzindo, mas de uma forma tão generosa que ninguém se sente invadido por melindres, né? Ah, tá mexendo… Ele sabe conduzir magicamente assim dentro do estúdio. E o Preto estava presente em todas as sessões, e ele dava o ok final também. Ah, eu gostei mais disso aqui. Porque é um cara que ele não desenvolveu o lado musical dele enquanto instrumentista e cantor, enfim, mas ele tem uma orelha e uma intuição. As pessoas chamam ele por causa disso. O cara ficou famoso por ser esse produtor que é o cara da intuição.
*nota do entrevistador
Abaixa que é tiro!💥🔫
Jufas – No Clube Contra da gente, a DJ Marta Supernova (RJ) comanda o after do festival Primeiro Plano, às 23h. Seus sets atravessam os subgêneros da house com energia, carisma e leitura precisa da pista.
“Retalhos”, o novo espetáculo do Coral da UFJF, tem apresentações sábado (8) e domingo (9), às 20h, no Cine-Theatro Central, com ingressos gratuitos que podem ser retirados no Cine-Theatro Central e no Forum da Cultura. São 16 canções de variados estilos e compositores, amarradas em um enredo de um grupo de artistas mambembes que sai pelas estradas. A direção musical e a regência são de Ana Sukita. Entre as canções, “Quem sabe isso quer dizer amor”, de Lô e Márcio Borges, “Mulher do fim do mundo”, de Alice Coutinho e Rômulo Fróes, e “A Lenda”, da Banda Roupa Nova.
“Um olhar sobre a Cultura Oriental II”, do artista visual Kelmer Júnior, é a mostra em cartaz no Forum da Cultura, com mais de 20 telas com representações da natureza, figuras do cotidiano e do folclore de países como Japão e China. Na exposição, ele desenvolve a estética Mikiri, um conjunto de estilos de corte, sombreado, linhas de contornos e acabamentos, técnica conhecida, principalmente, na tatuagem. A exposição traz obras criadas e inspiradas pelo Sumi-ê, técnica de pintura aguada, e pelo Ukiyo-e, xilogravuras e pinturas com temas populares. As telas foram pintadas sobre tecido em algodão cru com diferentes tramas. A exposição fica em cartaz até o dia 19 de novembro, com visitações gratuitas de segunda a sexta, das 10h às 19h.
Pai do charme, o icônico carioca DJ Corello comanda a Resenha Black Bom sábado (8), no Cultural, às 21h. Tem aulão de charme para iniciantes e apresentação de dança. No line up, ainda tem o DJ Flash.
O Pato Fu faz apresentação do projeto Música de Brinquedo no domingo (9), às 10h, no Terrazzo, no festival “Aprendendo a Crescer – Música para todos os sentidos”, com Mundo Bita, O Quintal da Guegué, Mini Jóia, Trupicada, Fuxico e sua turma e Cia Lá na Lona.
O sextante Diego Veiga convida ao Ṣire(xirê), que é festejo e brincadeira, realizado pelo grupo de estudos Ẹgbẹ́ Tóbi ọdẹ, que desenvolve conhecimentos em torno da linguagem musical e espiritual do Atabaque. Vai ser no domingo (9), às 16h, no Cazuá, na Rua Humaitá 140, no Bairro Paineiras, com as participação do cantor e compositor igualmente sextante Roger Resende.
A Soundgueto espalha a palavra de Jah, domingo (9), às 16h, no Maquinaria, com HRKN, Gabinete, Vene. JV, Selecta Rodrigo, Siks, Superhist e Guizo.
Pesquisa cênica feminista com direção de Leticia Nabuco, o espetáculo “A Outra” estreia versão duo com Ciça Liberdade e Letícia Nabuco, de segunda (10) a quinta (13), às 19h30, no Teatro Paschoal Carlos Magno, com entrada franca, mediante retirada de ingressos.
Sampa – A Buero de Finados rola na sexta (7), às 23h, no Teatro Mars, na Bela Vista, com Andy Williams, Anti Ribeiro, Lofihouseboy, Spencer Q, Tomi Mercado, Votu e Wavezin.
Nesta sexta (7), o Palacete da Sé vira nave sonora para receber Satoshi Tomiie, pioneiro das texturas hipnóticas, em ambiente intimista, do jeito que o japonês gosta. No line up, ainda tem Kurc, Mari Rossi, Mary G, Ubunto e Rara DJs (Bernardo Campos e Leo Janeiro). Pré-venda para cadastrados aqui, e já funciona para as festas de ano novo e carnaval. É a última chamada pro verão.
O selo e produtora Balaclava Records traz ao Brasil o prestigiado produtor, cantor e compositor norte-americano Helado Negro, que combina folk latino, eletronica, ambient e avant‑pop em sua sonoridade, em apresentação única na sexta (7), às 19h, na Casa Rockambole, em Pinheiros. Nascido no sul da Flórida em 1980, filho de pais imigrantes equatorianos, o multi-instrumentista Roberto Carlos Lange une memórias, impressões e atmosferas para criar paisagens de sonho detalhadas.
O pub Fffront recebe as bandas Cosmotel (SP), Irmão Victor (SP), Maré Tardia (ES) e os sextantes da Pedra Relógio (MG) na sexta (7), às 19h.
Carlos Capslock apresenta sua festa de house, a Festa Pronta, nesta sexta (7), às 22h, na Central 1926, com tudo a R$1,99 e um line de estrelas como as sextantes Badsista x Clementaum, Narciss x Morphena, Tessuto x Delcu, Halfcab x Cesar Nardini, L_cio x Ignacio e From House To Disco.
Foi a gayzada quem pediu: sábado (8), às 18h, na Fabriketa, tem um time faraônico na 2ª edição do ZIG Festival, com mais de 35 atrações, como a cantora, compositora e produtora sueca Cobrah, a cantora e compositora britânica Rose Gray, a cantora e rapper brtitânica Bree Runaway, Duda Beat, Clementaum feat Urias, Katy Da Voz e as Abusadas, os sextantes Chameleo, Mia Badgyal, Totô de Babalong e Cyberkills.
O selo e produtora Balaclava Records anuncia uma noite de aquecimento de seu festival em São Paulo, o Balaclava Fest, trazendo pela primeira vez ao Brasil uma das bandas mais importantes da cena punk e underground norte-americana desde o início dos anos 1990, a Cap’n Jazz, formada pelos irmãos Tim e Mike Kinsella, figuras emblemáticas do emo e indie rock de Chicago. O grupo vem ao país em apresentação única no dia 8 de novembro, sábado, no Cine Joia.
Adécima quinta edição do Balaclava Fest, promovido pela Balaclava Records, acontece no dia 9 de novembro, no Tokio Marine Hall, tendo, como headliners, o avant-pop inventivo da banda anglo-francesa Stereolab, influenciada pelo krautrock, jazz, música brasileira e pop francesa dos anos 1960; o trio indie norte-americano Yo La Tengo, com sua sonoridade única e emblemática, que une o rock alternativo e avant garde com a música experimental, noise pop, art rock e folk; a fusão inusitada do jazz, música latina, rock progressivo e pop barroco do músico e compositor inglês Geordie Greep e o trio norte-americano Horse Jumper of Love, formado em Boston, Massachusetts, no início dos anos 2010. Três nomes nacionais pertencentes ao casting da Balaclava Records,, também estão escalados no line up do evento: a banda Jovens Ateus; a cantora e compositora Gab Ferreira; e o projeto Walfredo em Busca da Simbiose.
O selo e produtora Balaclava Records realiza um sideshow especial e desplugado de seu festival com apresentação do emblemático trio norte-americano Yo La Tengo na segunda (10), às 19h, no Cine Joia.
Primal Scream faz show na terça (11), às 21h, na Audio.
O duo francês de música eletrônica Polo & Pan se apresenta na Audio na quarta (12), às 21h.
Na quinta (13), às 21h, no City Lights, os gaúchos sextantes da banda Dingo comemoram dez anos do álbum “Maravilhas da vida moderna”.
A elogiada montagem do Grupo Galpão para “(Um) Ensaio sobre a Cegueira”, inspirado no romance do português José Saramago, tem direção e dramaturgia de Rodrigo Portella e direção musical de Federico Puppi. A temporada da peça na capital paulista será de 20 de novembro (quinta-feira) a 14 de dezembro de 2025, no Sesc 24 de Maio, de quinta a sábado 19h, domingos, e dia 20/11 (feriado), às 18h.
Na quinta (13), o Massive Attack volta ao Brasil após 15 anos sem apresentações no país para um show exclusivo no Espaço Unimed, em São Paulo, em colaboração com os artistas brasileiros Cavalera (co-fundadores do Sepultura, Max e Iggor Cavalera). A iniciativa, A resposta somos nós, apoia e dá visibilidade aos esforços dos povos indígenas do Brasil e do G9 da Amazônia (organizações indígenas de nove países amazônicos) em alcançar justiça climática, reconhecimento e proteção imediata das terras indígenas no país.
Beloryhills – Marina Sena chega ao Be Fly Hall nesta sexta (7), às 22h, com o show de “Coisas Naturais”.
O Matanza Ritual retorna ao Mister Rock lançando o seu primeiro álbum de inéditas “A vingança é meu motor”, na sexta (7), às 20h.
O Festival Última Gota apresenta a festa “Conta Gotas (Edição Halloween)”, que reúne artistas na Casa de Cultura Tortuga no sábado (8), às 18h. Tem shows com a sextante Sara Não Tem Nome, que acaba de lançar álbum homônimo de seu novo projeto Desastros e também com Polly Terror, som com os DJs Cris Foxcat e Sara não tem nome.
O Teatro do Sesc Palladium abre as portas no domingo (9), às 11h, para o encontro da Orquestra Ouro Preto e com o cantor, compositor, ator e percussionista Maurício Tizumba.
Recife – As maiorzonas de Recife, as produtoras Golarrolê, Brota e Revérse se unem para fazer a festa Alarma, com line-up pra lá de baphônico com Mau Mau, Paulete Lindacelva, Pedro Afonso, Allana Marques e Lala K, na sexta (7), às 22h, na Danceteria.
Itaipava – O grande pianista gente boa Márcio Hallack faz apresentação no Soberano, em Itaipava, na sexta (7), às 20h, acompanhado por Ney Conceição (baixo), Kleberson Caetano (bateria) e AC (sax tenor).
Curitiba – Os Garotin de São Gonçalo fazem show nesta sexta (7), às 19h, na Ópera de Arame.
Salvador – Tem Batekoo de graça, na rua, no Trace Fest, na Praça Maria Felipa, na sexta (7), às 17h, com Seun Kutti e Egypt80, Yan Cloud e grande elenco.
YOLO, AfroBaile, Africanize e Everyday People iniciam a Turnê Nacional Colab turnê que passa por Salvador, na sexta (7), às 19h, no Pátio Ordem Terceira, São Paulo, no dia 19, e, Rio, no dia 20, com um line-up com Afrocidade, O Kanalha e Rom Santana entre os destaques.
A cidade vibra com o Afropunk Bahia, com a estadunidense Coco Jones, Péricles, os sextantes da ÀTTØØXXÁ, BK´, Budah, o rapper haitiano Wyclef Jean, B0neka, Nubia e Muzenga do reggae, no sábado (8), a nigeriana Tems, Liniker, a jamaicana do dancehall Sister Nancy, BaianaSystem, MC Luanna, Os Garotin, Tatau, Marcia Short, Lazzo Matumbi e Umiranda, no domingo (9), sempre às 18h, no Parque de Exposições.
E, claro, tem after Matriz Midnight, no Pirâmide Salvador, no Rio Vermelho, em duas pistas, no sábado (8), às 23h59, com Errari, Iury Andrew (PE) , Sammy Dreams e grande elenco.
O cantor, compositor e pesquisador Mateus Aleluia estreia em Salvador o espetáculo “Baía Profunda”, ao lado do maestro Ubiratan Marques e da Orquestra Afrosinfônica, no sábado (8), às 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves.
Rio – A Sonia, festa menina que ri e que sonha, completa quatro anos com edição no sábado (8), às 22h, em locação secreta, com os residentes Drisana e Capetini e os convidados Daniel Bezerra e Thaísa Laffitte.
O sextante Puterrier tem o molho e é atração até de festa de k-pop, a NextWeen, sábado (8), às 22h, no Male Cultura.
No Circo Voador, que abre sempre às 20h, Cícero faz show de lançamento do álbum “Uma onda em pedaços”, com abertura da sextante Biltre, na sexta (7).
Natal – A Houssaca é a festa elementar da cena de house local e celebra uma década neste sábado (8), às 16h, no Largo da Rua Chile, com ingressos gratuitos aqui e line up estelar com Mau Mau (SP), Paulete Lindacelva (PE), Leviathan (AL) e grande elenco.
BSB – Tim Bernardes faz show neste sábado (8), às 21h30, e a convite do Festival Estilo Brasil, toca o “Mil coisas invisíveis” no Ulysses Centro de Convenções.
POA – Nosso padrinho FBC apresenta o álbum “Assaltos e batidas” nos Pampas, no sábado (8), às 21h, no Bar Opinião. Na terça (11), às 18h30, é o show de despedida de Glenn Hughes, do Deep Purple.
Bem Gil e Moreno Veloso fazem show extra no sábado (8), às 20h30, no Espaço 373.
Olinda – Pela primeira vez em Olinda, Kiko Dinucci vai explodir o Alma Arte Café, no domingo (9), às 18h. Aproveitando a latitude, um dia antes, ele se junta à Tássia Reis no festival MST em Natal, no sábado (8).
Rio Grande do Norte – O Festival DoSol 2025 chega à 22ª edição, de 13 a 29 de novembro, tendo Terno Rei, Felipe Cordeiro, Tuyo, Black Pantera, Mukeka di Rato, entre os destaques, com atrações que vão do indie ao punk, passando pelo samba, reggae e música eletrônica e artistas de Brasil, Portugal e Coreia do Sul. São mais de 80 shows em cinco cidades do Rio Grande do Norte: Natal, Mossoró, Caicó, Assu e Currais Novos, com entrada gratuita no interior e ingressos a preços populares na capital.
Tour – A banda de rock estadunidense Linkin Park passa com a tour “From Zero World” por São Paulo, no sábado (8), às 16h, no Morumbi, e no dia 11, na Arena Mané Garrincha, em Brasília
A Lupe de Lupe faz nova turnê “Ressaca Amour Tour” que passa por BH no dia 13, no Original Pub. com Lucia Volcano, pelo Rio no dia 14, no Redoma, no dia 15 em Campinas, no Tetris Club, com Magnólia, e no dia 16 na Casa Rockambole, em São Paulo.
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