Casal paranaense faz bastante barulho contra o capitalismo no recém lançado EP “Sã Verdade”, ela no baixo e na bateria, ele na guitarra
por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com
Eu já tinha falado aqui do som psicodélico e pra lá de interessante do 43duo, formado pelo casal de bateristas Luana Santana, 33 anos, e Hugo Ubaldo, 36, em Paranavaí, no Paraná. Casados há nove anos, para formar o grupo, Luana assumiu baixo e bateria de forma simultânea, enquanto Hugo ficou com loops de guitarra, o que os faz soar, por vezes, como um trio, tudo sob a produção de Felipe De Mari Scalone. E, sim, eles fazem bastante barulho para um duo, especialmente contra o capitalismo, nosso inimigo comum, em um som imersivo, psicodélico e questionador em tempos de fake news e pós-verdade no recém lançado EP “Sã Verdade”, inspirado na obra do maior poeta brasileiro, segundo Drummond, Manoel de Barros. “A inspiração que o Manoel nos traz, caminha de encontro com o nosso ideal de práticas de integração humana com a natureza. Quando Manoel de Barros nos mostra a importância das miudezas, do relegado, da coisa da terra, do mato e do rio, de um modo profundo, ele representa os olhares inocentes… A representação de quem olha para a mata, e não vê lenha para queimar”, me contam, em delicioso e contracultural papo por e-mail. “Nós somos do interior do Brasil, moramos no pontal dos rios Ivaí e Paranapanema, uma região marcada, historicamente, por perseguições e conflitos contra o movimento do MST. Nossas famílias são de migrantes nordestinos que trabalharam a vida toda na terra. Esses temas da luta por dignidade, terra cultivável e solidariedade, sempre estiveram permeados na nossa obra e na nossa vida”, completam. “Temos muito a aprender com a natureza, e os cogumelos são fenomenais. Desde o comportamento em comunidade, como a relação de regeneração da vida; sem falar na questão de uso como medicina ancestral”, comentam sobre a capa de Kemmy Fukita para o single de “Sal e sina”. A dupla finaliza tour de lançamento do EP com shows em Paranavaí (28), na Vila Rural São João, Campo Mourão (5 de julho), Apucarana (10) e Maringá (18), no Paraná, e encerram em Novo Hamburgo (RS), no dia 23 de agosto.
Moreira – O surgimento do duo foi durante a pandemia e o período de isolamento? Eu criei a página nessa época, para não enloquecer. Vocês fazem bastante barulho para um duo, né? Como é construída essa sonoridade e como é o processo de composição de vocês?
43duo – Obrigado pela oportunidade desse bate-papo. O surgimento do 43 foi fruto de um sonho nosso de bastante tempo, inclusive de antes da pandemia. Estamos casados faz nove anos e, na pandemia, tínhamos quatro anos de casados. Nosso desejo sempre foi ter uma banda juntos, mas de princípio, os dois são bateristas, então, era um pouco difícil fazer um projeto tradicional. Ambos tínhamos carreiras musicais com outras pessoas. Assim como você, para não enlouquecermos, tiramos do papel o projeto durante o isolamento na pandemia; e saiu melhor do que poderíamos imaginar. Para duas pessoas, nós fazemos um bocado de barulho mesmo (risos). Nosso processo de construção contemplou um autoconhecimento como musicistas. Para quem for mais investigativo, poderá ver na nossa discografia processos diferentes de sonoridade e composição. Tem algumas coisas do início que soam bem diretas e garage rock, uma referência bem direta de White Stripes, primordialmente. Com o passar do tempo, fomos moldando nosso som com mais referências, e misturando mais coisas não tão usuais para um duo de rock. A adesão do baixo/sintetizador pela Luana foi um ponto de virada nessa guinada de som. O fato dela se dividir entre tocar os baixos, e as levadas de bateria com uma mão, traz uma limitação, que de certo modo nos libertou para soar, no mínimo, como um trio. O nosso processo de composição é variado. Quem escreve as letras e compõem a base das canções é o Hugo. Em uma parte posterior, em ensaios, a Luana monta as linhas bases de baixo e de bateria. Vamos moldando juntos até ganhar forma. Algumas canções dos dois últimos discos foram formatadas com loops de guitarra; alguns, inclusive, são feitos ao vivo, o que gera uma sensação de quarteto em algumas canções.
Moreira – Muito interessante essa ideia gravar as faixas do álbum depois de testes ao vivo, processo pensado para que as canções ganhassem corpo diante do público antes de se tornarem registro. Como foi essa construção, e quanto dessa interação impactou a feitura do volume? E como tem sido voltar agora e encontrar o público de novo, com a turnê pelo país?
43duo – Desde o início da banda, fazíamos esse tipo de teste, mas em menor medida. Começamos nossa história como banda autoral, não passamos pelo processo de fazer show com covers; desse modo, sempre necessitamos ter um show grande, se necessário, sempre tínhamos músicas que não estavam gravadas no repertório. No meio de bastante shows no ano passado, estávamos compondo o “Sã Verdade”, decidimos começar a levar as músicas para os shows ao vivo, e ver qual seria a reação do público. Foi muito legal! As pessoas vinham comentar, “aquela música tal… eu nunca ouvi!”. Fomos percebendo quais canções tinham força e apelo ao vivo. Nesse momento, decidimos que o álbum tinha que soar o máximo com a experiência ao vivo. O ao vivo foi fundamental na feitura das canções. Alguns improvisos que saíram nos shows foram incorporados, e quando fomos para o estúdio, produzir com o Felipe Scalone, as coisas estavam encaixadas. De um modo geral, foi uma ótima ideia, que se for viável, vamos continuar aplicando. No final da turnê do “Se7e Sonhos”, estávamos tocando 70% do álbum novo. A experiência de ver as pessoas reconhecendo as canções de antes, e o retorno de como soou para elas gravadas, é um baita aprendizado e experiência.
Moreira – “Guabiruba pt. II” é inspirada na escrita de Manoel de Barros que, muito provavelmente, é o nosso maior poeta brasileiro, e também o mais comunista. Como ele inspirou vocês? O clipe ficou muito legal com essa ideia de falar do acúmulo material com o depósito de decorações infantis. Essa abordagem mais marxista aparece também em “Navio de Sonhos”, versão de uma canção de 1969 da banda Gralha Azul, ícone de Paranavaí, que trata da luta camponesa e da dignidade rural. A arte de vocês é feita sob essa perspectiva pólitica?
43duo – Concordamos plenamente na importância, e relevância do Manoel de Barros, um dos maiores, com toda certeza. A inspiração que o Manoel nos traz, caminha de encontro com o nosso ideal de práticas de integração humana com a natureza. Quando Manoel de Barros nos mostra a importância das miudezas, do relegado, da coisa da terra, do mato e do rio, de um modo profundo, ele representa os olhares inocentes… A representação de quem olha para a mata, e não vê lenha para queimar. A arte dele nos inspira muito. De certa forma, o clipe era uma construção desta lírica infantil, em contraposição ao acúmulo material; algo que somos incentivados desde pequenos a exercer. Nós somos do interior do Brasil, moramos no pontal dos rios Ivaí e Paranapanema, uma região marcada, historicamente, por perseguições e conflitos contra o movimento do MST. Nossas famílias são de migrantes nordestinos que trabalharam a vida toda na terra. Esses temas da luta por dignidade, terra cultivável e solidariedade, sempre estiveram permeados na nossa obra e na nossa vida. A versão de “Navio de Sonhos”, do Grupo Gralha Azul, veio como uma singela homenagem, e uma forma de levar ainda mais adiante a obra de uma banda que fez e faz música autoral por tantos anos, de forma independente. Esse assunto sobre nossas motivações é sempre recorrente (risos). Para nós, a vida é dotada de propósito, e fazer arte também. Com absoluta certeza, a nossa arte contempla a perspectiva política nas mais variadas formas.
Moreira – O título do álbum, “Sã verdade”, é uma reflexão provocada pelo termo “pós-verdade”. São tempos muito loucos, com tendência a piorar com os deep fakes tecnológicos que manipulam a realidade visualmente. O trabalho dos artistas tem maior responsabilidade diante dessa realidade ruindo?
43duo – A sociedade, em todas as suas esferas, tem essa responsabilidade. Se os artistas têm uma maior ou menor responsabilidade, é um ponto de vista muito particular. Alguns artistas e bandas preferem falar de outras coisas, realizar outras trilhas. A arte não pode ser instrumentalizada, ela é uma coisa importante, emancipadora e bela por si mesma já. Essa perspectiva geral é válida. Agora, falando por nós, o que nos agrada é falar justamente sobre isso. Construir uma música que comunique, que seja libertadora, não discrimine e que do nosso modelo artístico, ajude na construção de uma sociedade mais equitativa.
Moreira – As referências musicais de vocês são Tame Impala, Boogarins, The White Stripes e Pink Floyd. A psicodelia também apareceu na capa do single “Guabiruba Part. II” com fotografia de Kemmy Fukita com um cogumelo. E cogumelo é muito medicina, né? Os temas do álbum são colapso ambiental, consumismo, solidão, com o olhar voltado para a mudança do pensamento coletivo por meio de práticas e medicinas milenares e psicodélicas. Qual a importância de falar nestes temas hoje?
43duo – A psicodelia sempre foi nosso ponto de partida. Mesmo quando estávamos na gênese do projeto, queríamos tocar o que estamos tocando hoje. A possibilidade de construir camadas, paisagens sonoras e instigar os sentidos, é algo que encanta quando vislumbramos nossas referências. A Kemmy Fukita é uma grande artista dotada de uma sensibilidade tremenda. Ela é maravilhosa. Tem mais trabalhos dela para sair junto do álbum (um livreto de ilustrações e letras do disco). Temos muito a aprender com a natureza, e os cogumelos são fenomenais. Desde o comportamento em comunidade, como a relação de regeneração da vida; sem falar na questão de uso como medicina ancestral. Fenomenal. Nosso mundo nega a ancestralidade, nossa sociedade relega os conhecimentos milenares e ancestrais. Isso é um problema gigante. Precisamos trabalhar o equilíbrio entre modernidade e ancestralidade. Se olharmos para o lado, veremos o que nossa sociedade fez e faz com os povos originários. Uma vida dissociada da natureza, do simbolismo e da ancestralidade não será uma vida boa de ser vivida. Nossa arte busca ampliar esse debate, e do nosso modo artístico, cooperar com uma visão libertadora e mais justa.
Abaixa que é tiro!💥🔫
Eu já falei aqui da banda Atalhos quando saiu o belo clipe de “Ondas de Calor”, e também incluí o clipe “Delirios en Paraguay”, feat com os paraguaios da El Culto Casero, na playlist sextante, ambas abrindo caminho para o álbum “A força das coisas”, que chegou esta semana, com direito a sessão ao vivo de “Ayer Morí”. A banda, que trabalha na intersecção de música e literatura, buscou inspiração e título no terceiro livro de memórias da escritora e filósofa francesa Simone de Beauvoir. “É o primeiro álbum em que assino 100% da produção, acho que, por isso, ele acabou sendo o trabalho mais meticuloso que gravamos até agora”, comenta o vocalista, compositor e guitarrista Gabriel Soares, que fundou a Atalhos ao lado de Conrado Passarelli em Birigui, interior de SP, movido pela paixão por discos e livros. Ao vivo, a banda se complementa com Nico Paoliello e Fabiano Boldo.
As canções, em português e espanhol, reúnem participações de artistas latino-americanos, caso de Franco Ocampo, do projeto paraguaio El Culto Casero, e Ives Sepúlveda, do duo chileno The Holydrug Couple, presentes na já lançada “Delirios en Paraguay”, e da cantora chilena Antonia Navarro, que participa da inédita “Anjo mau”. À sonoridade dream pop do álbum anterior, foram incorporados novos elementos sonoros, como beats de drum machine, percussões, guitarras distorcidas que remetem ao rock dos anos 90 e o violão como protagonista. A tour de lançamento inclui shows por Brasil, Estados Unidos, Uruguai, Argentina, Chile, Reino Unido, França, Dinamarca e Alemanha.
Expoentes de uma geração que curte aceleração de beats e muito barulho, do techno ao funk, como RaMemes, Clementaum, Chediak, Maffalda e Adame, que já passaram aqui pela página, a dupla de produtores CyberKills, formada por Gabriel Diniz e Rodrigo Oliveira, celebra sete anos de carreira e mais de 28 milhões de streams nas plataformas com o lançamento, nesta sexta (27), da mixtape “Dedo no cue” e gritaria, com 17 faixas com beats que vão de 130 BPMs a 155 bem rapidinho. O volume tem participações de nomes bem importantes na cena contemporânea, como Brunoso, em “Chupa devagar”, Katy da Voz e as Abusadas, Jup do Bairro e PZZS em “Gritaria” e nosso p*to favorito Kalef Castro em “Cadê o L”, só pra citar alguns. As faixas vão do funk eletrônico característico dos bailes de São Paulo a percussões do pagodão baiano, pop e ritmos latino-americanos. O trabalho chega na esteira dos EPs “Dale” (2024), “Stamina” (2022), “Barbara” (2022), produzido para Boombeat e “Travessia” (2021). A dupla de produtores já trabalhou com nomes como Pabllo Vittar, Linn da Quebrada, Jup do Bairro e Gloria Groove e já foram notados por nomes como Charli XCX, Shygirl, Slayyyter, Victoria e Rose Gray. Adoro acompanhar.
Jufas – Três projetos que traduzem a nova cena independente brasileira se encontram no Maquinaria nesta sexta (27), às 20h. São elas a manaura Jambu, que acaba de lançar seu segundo álbum, o bom “Manauero” , pela Deck, o duo Améliaugusto, por Amélia e Augusto, da banda Varanda, e Chico e o Mar, banda de indie pop-rock de BH.
Conhecido como “o último romântico do trap”, autor de hits como “Coração de gelo”, o cearense Wiu, 22 anos, faz show no Cultural, na sexta (27), às 22h.
Sábado (28), às 16h, tem 🌽Arraial Ball🌽, com produção de Diniz, na praça CEU, com as categorias baby face, runway ota, face, baby vogue, fashion killa, baby runway, batekoo realness e vogue ota. Entrada gratuita.
A experiência lúdica e educativa do “Show do Bita – Crescer e Aprender”, com 20 músicas, rola no Teatro Solar, no domingo (29), às 16h e às 19h, em sessões gratuitas com ingressos distribuídos a partir das 10h.
Oito mulheres contracenam no espetáculo “Outra”, com direção de Leticia Nabuco, refletindo sobre o feminismo, nos dias 1 e 2 de julho, às 20h, Teatro Paschoal Carlos Magno.
O Grupo Em Cômodos faz sua estreia com a peça “A Copa”, nos dias 27, 28 e 29 de junho, sexta e sábado às 19h30, e domingo, às 19h, na sala multimeios do Museu Ferroviário.
Tá rolane a Semana do Orgulho LGBTQIAPN+ de Jufas, sábado (28) e domingo (29), na Praça Antônio Carlos, promovida por @marciomarquesjfk e @titiagooficial, com a festa Orgulhe-se, no sábado (28), e também no domingo (29), no Rocket Pub. Senti falta da pauta do envelhecimento, que é a tônica das paradas este ano, e assunto relevante para a comunidade.
A história de Marcos Petrillo, a partir dos festivais de rock de JF nos anos 1980, é o ponto central do documentário “Qual é o Bizzu?”, da dupla de diretores Kitty Kiffer e Alex Aguiar, que será exibido no Mercado Cultural Aice, neste sábado (28), às 19h, com discotecagem de Rosa Martins e Edinho Leão, depois, com a atmosfera dos anos 1980. Cheguei a falar destes festivais aqui, na entrevista com Rogerio Skylab, que também foi ouvido pela dupla, além de nomes como Humberto Effe, da Picassos Falsos, Guto Goffi, do Barão, e Edgard Scandurra, do Ira. Petrillo trouxe à cidade nomes como Barão Vermelho, Lobão, Leo Jaime e a Legião Urbana, para citar alguns.
Gueminho Bernardes lança o livro “Isso é TQ – 46 anos de criação e alegria”, terça (1), às 19h, no Mercado Cultural AICE, com a narrativa de quatro décadas e meia de resistência, criatividade e transformação social e “teatro de bar”.
Beloryhills – Até domingo (29), está rolando Savassi Festival, com shows, exposições, oficinas e experiências sonoras. Na sexta (27), às 18h30, o trombonista nova-iorquino Ryan Keberle, fã de Ivan Lins, tema de seu álbum “Choro das águas”, faz show gratuito no Clube do Jazz do Café com Letras. No sábado, por lá, às 22h30, a banda paulistana Bruno Migotto & O Instituto, mesclando jazz contemporâneo com influências brasileiras. No domingo, no palco montado na Praça da Savassi, a partir das 15h30, a carioca Claudia Castelo Branco presta homenagem à Sivuca, às 17h, a Voilà Klezmer Band apresenta música judaica e instrumental com a solista e pianista Shira Ouziel. Logo depois, às 18h30, Joyce Moreno comanda o som com seu elegante samba jazz.
O Festival Sensacional rola no sábado (28), às 13h, no Parque Ecológico da Pampulha, comemorando 15 anos de estrada com Zeca Pagodinho e shows de Iza, Marina Sena, BaianaSystem, L7nnon, Evinha, Duquesa, Melly, Boogarins tocando Clube da Esquina, Augusta Barna e Maurício Tizumba, Letrux em DJ set e Baile Room, entre outras atrações quentes. Na sexta (27), tem noite de abertura com Caetano Veloso e o grupo Jah-Van, que manda Djavan em ritmo de reggae, tendo como convidados Chico César, Céu e Assucena.
A Festa Avulsa comemora sete anos, de graça e na rua, no sábado (28), às 17h, com o nosso Jota Jota Januzzi, Xoxotini e grande elenco.
Celebrando 25 anos, o Festival Som Clube acontece no domingo (29), na Sapucaí, às 16h, com Gilsons e mais.
Sampa – Carlos Capslock faz festa nesta sexta (27), às 22h, no Edifício Martinelli.
A paraense Jaloo faz show sexta (27), às 22h, na Audio.
Também do Pará, Aqno faz show de lançamento de seu último álbum, “Latino Brega Love”, ao lado da potiguar Leoa, que também apresenta novo álbum, homônimo, sexta (27), às 21h, na Casa Natura Musical. No sábado, às 21h, quem se apresenta por lá, às 21h, é Ventura Profana.
Revelação da nova cena independente, Amabbi apresenta sua estética afrofuturista e sonoridade que mistura rap, trap, R&B e beats eletrônicos sexta (27), às 22h30, na Casa Rockambole.
A dupla Vanguart faz show na sexta (27), às 22h, no Cine Joia, com abertura de Bruna Lucchesi.
A Terno Rei faz show de lançamento do álbum “Nenhuma Estrela” no Tokio Marine Hall neste sábado (28), às 20h, com abertura da terraplana.
Tudo vai dar Sesc: Um dos expoentes da psicodelia nordestina dos anos 1970, a banda recifense Ave Sangria faz shows sexta (27) e sábado (28), às 21h, no Pompeia; Zélia Duncan e Maria Beraldo interpretam o álbum “Antônio Carlos Jobim em Minas”, de sexta (27) a domingo (29), no 14 Bis; o Trio Mocotó faz show sábado (28), às 20h, no Guarulhos; Raul Misturada no sábado (28), às 20h, no Avenida Paulista, e o duo Fuz Aka, no domingo (29) às 14h, no 24 de maio.
Paulinho da Viola faz o show “Quando o samba chama”, sábado (28), às 20h, no Espaço Unimed.
O Festival Turá acontece com SPC, Lenine e Spok Frevo Orquestra e Seu Jorge, no sábado (28), Raça Negra, Samuel Rosa e Saulo convida Luiz Caldas, no domingo (29), no Parque Ibirapuera.
Na quinta (3), às 20h, tem Arrigo Barnabé no Picles.
Brasília – O CCBB Brasília será palco, de hoje (27) a segunda (30), do Fest Drag, com entrada gratuita e shows musicais de Diego Martins e Lia Clark, sábado (28) Johnny Hooker e Traemme, domingo (29), performances drag, DJS, oficinas de arte, cinema, debates, shows de humor e a Mostra Competitiva Vera Verão. A entrada é gratuita, mas precisa de retirada de ingressos, que estarão disponíveis 1 dia antes na bilheteria ou no site. Programação completa aqui.
Tagua Tagua faz show da tour do álbum “Raio”, sábado, às 20h30, na Infinu Comunidade Criativa.
Ouro Preto – A CineOP propõe uma reflexão sobre o humor produzido e protagonizado por mulheres no cinema brasileiro, até 30 de junho, com entrada gratuita. A mostra investiga como diferentes gerações de atrizes e diretoras transformaram a comédia em espaço de crítica, resistência e experimentação. Na agenda de shows, tem Ana Cañas (27) e Amandona (28).
Rio – Depois do sucesso em São Paulo, “Rita Lee – uma autobiografia musical”, espetáculo estrelado por Mel Lisboa e dirigido por Marcio Macena e Débora Dubois, chega ao Rio para uma temporada no Teatro Casa Grande até 3 de agosto, com apresentações a quintas, sextas e sábados, às 20h; e domingos, às 18h.
No sábado (28), tem V de Viadão junina, meia-noite, em locação secreta, com Educastelo, Organzza, Ravena Creole, Mr Carrot e grande elenco.
Depois de quase 30 anos de estrada, o Natiruts faz shows de despedida na Fundição Progresso, a turnê “Leve com você”, sexta (27), sábado (28) e sábado (5), às 21h, e domingo (6), às 18h.
Na Lapa, no Circo Voador, tem Massacration com a “Metal is my life world tour 2025”, na sexta (27), com Gangrena Gasosa, e Baú do Raul, no sábado (28), especial 80 anos, com Paulinho Moska, Arnaldo Brandão, Ana Cañas, Clariana, André Prando, BNegão, Vivi Seixas, DJ Edinho e mais.
Está em cartaz no Museu de Arte do Rio a exposição “Retratistas do Morro”, com fotografias marcadas por afeto, resistência e identidade cultural, com 220 imagens registradas no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte (MG) — a segunda maior favela do Brasil. A curadoria é assinada por Guilherme Cunha, com imagens do acervo dos fotógrafos João Mendes e Afonso Pimenta.
Florianópolis – Roubaram tudo, Exclusive os Cabides, em show que acontece nesta sexta (27), às 22h, no Bugio Centro, com os paranaenses da Hoovaranas.
Porto Alegre – Re-bu-ce-te-io é um espetáculo de drag queens apresentado por Shannon Skarlllet, participante da 1ª temporada de Drag Race Brasil, na sexta (27), às 19h, na Avenida Cristóvão Colombo. A sensação do norte, Tristan Soledade (participante do mesmo reality), também integra o elenco fixo. Elas recebem Mona Vipere como destaque local.
A gaúcha de Canela Grag Queen faz sua estreia com show solo em Porto Alegre na edição do Poa Queer Drops, sábado (28), no tradicional Bar Opinião, às 20h.
Recife – Potyguara Bardo apresenta o show do seu novo EP, “Romântica”, nesta sexta (27), às 18h, no Clube Metrópole, no sábado (28), gratuito, na 4ª Virada LGBTI+ de Natal, e no domingo (29), às 18h, em João Pessoa. Resenhei o EP aqui.
A Maletina acontece no sábado (28), às 23h, na Concha Acústica da UFPE, resultado do encontro das festas Maledita e Tarantina.
Salvador – A sereiona Rachel Reis passa com a “Divina Tour”, sábado (28), às 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves., com participações especiais de Don L, Rincon Sapiência e Nêssa.
Uberlândia – O Breve Festival faz sua primeira edição na terra de Pabllo Vittar no sábado (28), na Arena Race Multieventos, com Liniker e Baco Exu do Blues.
Turnê – A Planet Hemp anuncia a turnê de despedida do grupo, “A Última Ponta”, que contará com shows em Porto Alegre, no dia 4 de outubro, na KTO Arena; no Rio de Janeiro, no dia 8 de novembro, na Farmasi Arena; e em São Paulo, no dia 15 de novembro, no Allianz Parque.
Belém – Completando duas décadas de atuação e resistência na região norte do país, o festival Se Rasgum acontece de 3 a 6 de setembro e anuncia as cinco primeiras atrações da sua última noite, que será realizada no Estacionamento Belém Porto Futuro, com os britânicos do Teenage Fanclub, ícones da música indie, Móveis Coloniais de Acaju, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, Valesca Popozuda e as paraenses Suraras do Tapajós e Lia Sophia. Os ingressos já estão à venda.
Playlist com as novidades musicais da semana, que consolida às 2h da sexta. Todas as playlists de 2024, 2023, 2022, 2021 e 2020 nos links
Para melhores resultados, assista na smart TV à playlist de clipes com Haim, Lorde, Benson Boone, Dona Onete, Jade, Michaela Jaé, Amaarae, Diplo + Benny Benassi & Nfasis, Miles Kane, Moby + Blond:Ish + Kiko Franco, D Smoke + Mike & Keys, Karol G, Protoje, Maui + Tshawty + Taleko + Kot D, Viviane Batidão, Clean Bandit + Tiësto + Leony, D$ Luqi, Offset + JID, Caroline Polachek e hard life.
A campanha de crowdfunding da coluna continua, e já atingimos 48,9%. Prefere fazer um PIX? O pix da coluna é sextaseibaixocentro@gmail.com. A página agora tem um canal no Whatsapp com a atualização semanal.
