Sexta Sei: A arte que mata Mateus Fazeno Rock e a maioria dos trabalhadores brasileiros

Um dos maiores poetas de sua geração, o cearense lança o seu terceiro álbum, “Lá na Zárea todos querem viver bem”, o primeiro por uma gravadora, a Deck, seguindo o fazer de seu rock de favela que mistura grunge, punk, funk brasileiro, rap, reggae/dub e r&b

por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com

Fotos: Jorge Silvestre

No último dia 31, o cearense Mateus Fazeno Rock completou 31 anos, às vésperas de lançar “Lá na Zárea todos querem viver bem”, seu terceiro álbum de carreira, o primeiro por uma gravadora, a Deck da gente, depois dos independentes “Jesus Ñ voltará” (2023), objeto do nosso primeiro papo sextante, e a estreia com “Rolê nas ruínas” (2020). Amadurecido e com todo o suporte que a estrutura de uma gravadora pode trazer, Mateus está mais calmo e sereno, em busca da felicidade com os seus, da sua zárea, mas sem perder o espírito contestador que o faz ser um dos poetas mais contundentes da atualidade. “Então, eu não diria que eu tô no sossego, olhando pra minha vida e tudo, mas eu diria que eu tô na busca, com certeza. Acho que esse algo é um olhar para essa busca, não só pessoal, mas coletivo, de bem estar, de bem viver, de viver bem”, me contou, nesse papo por aúdios de WhatsApp para a Sexta Sei, que não gosta de repetir personagens, exceto em casos assim, quando a arte é maior que a vida. “A arte me mata, igual ela mata a maioria dos trabalhadores brasileiros, através de tudo que o capitalismo traz consigo, então ela me mata na competitividade, na frustração, ela mata na falta de acesso, ela mata quando ela cria imaginários que não contemplam nossas existências plurais diversas, e ela mata também nessa disputa que a gente tá criando no campo da arte, no campo da filosofia, no campo das ideias que se concretiza no campo da vida, até na disputa do que é.”, conclui o artista, que segue o fazer de seu rock de favela que mistura grunge, punk, funk brasileiro, rap, reggae/dub e r&b.

Moreira – Esse é o primeiro álbum por uma gravadora, a Deck, como essa mudança impactou o seu fazer artístico? No álbum, parece que você está mais em paz, no “sossego”, em busca da própria felicidade, amadurecendo?

Mateus Fazeno Rock – Um dos grandes impactos, talvez, de poder produzir um álbum junto à Deck, com todo o aporte e o suporte nesse momento, o que eu pude sentir de fato, foi a fluidez no processo. Porque, por muitas vezes, esse tempo foi estendido por várias questões estruturais e pessoais. E a gente pôde construir um cronograma muito contínuo de trabalho, viabilizando as etapas. Eu pude convidar meus parceiros e parceiras para trabalhar em melhores condições. E acho que tudo isso foi um diferencial muito grande. De tudo. Aí eu acho que, assim, no meu fazer artístico, na minha criação, não conseguiu dizer especificamente, mas pelo menos nessa vivência da produção do álbum, eu posso afirmar que sim, foi um processo bem fluido, assim, de alguns meses, alguns bons meses, assim, mas com muita fluidez entre as etapas. Então, eu não diria que eu tô no sossego, olhando pra minha vida e tudo, mas eu diria que eu tô na busca, com certeza. Acho que esse algo é um olhar para essa busca, não só pessoal, mas coletivo, de bem estar, de bem viver, de viver bem.

Mateus entre os produtores Rafael Ramos e Fernando Catatau. Foto: Izabele Petersen

Moreira – Como foi trabalhar com a produção de Fernando Catatau e Rafael Ramos? Como cada um deles impactou o seu trabalho?

Mateus Fazeno Rock – Então, eu posso afirmar que esse processo todo de produção do álbum, com a galera, com o Rafa e com o Catatau, foi uma soma, sabe, dos saberes da gente, das expertises e das inteligências de cada um. Porque, por um lado, eu tive esse processo de pré-produção e de construção do álbum todo, que eu fiz em casa, produzindo a estrutura das músicas, enfim, as ideias de arranjo iniciais, e o conceito e tudo, e a ordem como pontos de partida. Inclusive, muita coisa ficou na produção. O Rafa teve um papel fundamental durante todo o processo, muito com alguém muito bom de encaminhar, organizar e direcionar as ações, digamos assim. Então, no estúdio, ele é um cara muito bom para estar à frente das gravações e indicando ritmos e tudo, ritmos não musicais, o ritmo da coisa, do andar da carruagem, digamos. Então, ele é um cara muito bom nesse sentido assim, foi muito fundamental, não só nessa fase de gravações, como também na produção, na edição, na mixagem. Me ajudou muito que a coisa tivesse sempre bem aprumada e caminhando, foi muito bom isso. E aí nós, lá, juntamos, o Catatau trouxe muita coisa de pensamento de arranjo, pensamento criativo em cima assim, e a gente nós três ali juntos é sempre discutindo cada passo assim, essa parte da pós-produção né, que é adição, mixagem, a gente ficou ali cotidianamente se falando quase que diariamente né, e sabe, experimentando, criando, tira isso, bota aquilo, aumenta o dB (decibéis), diminui o dB, isso e aquilo, e vai até a gente chegar nesse assento. Acho que foi uma troca constante entre nós três que fez com que chegasse nesse resultado.

Moreira – Há um forte senso comunitário nas imagens desse álbum, uma ideia de coletividade e comunhão, uma grande mesa posta a ser dividida, vários personagens que parecem ser a sua turma, de onde você vem, em “Melô do Sossego”. Há um desejo de mostrar a afetividade, a amizade e a felicidade nas favelas, algo além do estigma da dor, do sofrimento e da violência? “Lá na zárea todos querem viver bem”? Você ainda vive em Fortaleza?

Mateus Fazeno Rock – Então, é sobre isso né, eu acho que esse álbum ele fala sobre o bem-estar coletivo, sobre pelo menos eu tento vislumbrar lugares e possibilidades de vida que estão dentro dos nossos imaginários, dos nossos sonhos, a partir daquilo que eu enxergo e acredito né. Essas pessoas nas imagens são sim minha turma, são meus amigos, são também as pessoas que trabalham comigo, são as pessoas que constrói esse trabalho Fazeno Rock, são as pessoas que sonham comigo né. Eu acho que essa imagem representam um pouco isso. Ela vai se explicar muito ao longo do disco em várias músicas, então eu enxergo dessa forma. Eu contei uma história muito densa em “Jesus Ñ Voltará”, então, também queria um pouco trazer outras possibilidades, de repente. Até para nutrir a gente mesmo esse álbum serve, acredito. Lá na Zárea, de fato, todos querem viver bem. E sim, eu ainda vivo em Fortaleza. Eu falo Lá na Zara, porque eu falo desse lugar de alguém que está em trânsito, em trânsito pela cidade, em trânsito pelo Brasil. 

Moreira – “A arte mata” traz mais o Mateus poeta, o profeta, com um estandarte parecido ao das procissões, meio que instigando uma revolução, um levante, o Mateus do velho testamento, da “Missa Negra”. É uma música com versos contundentes, como “ou morre o sonho ou morre o sonhador”. Como a arte te mata

Mateus Fazeno Rock – A arte me mata, igual ela mata a maioria dos trabalhadores brasileiros, através de tudo que o capitalismo traz consigo, então ela me mata na competitividade, na frustração, ela mata na falta de acesso, ela mata quando ela cria imaginários que não contemplam nossas existências plurais diversas, e ela mata também nessa disputa que a gente tá criando no campo da arte, no campo da filosofia, no campo das ideias que se concretiza no campo da vida, até na disputa do que é. Sonhar o que é viver bem e tudo que vai sendo cantado e vai transformando o pensamento das pessoas, ao mesmo tempo que a arte pode matar em outros aspectos também, por outro meio ela é esse campo de disputa onde a gente consegue de repente rearticular ideias e criar lugares onde a gente consegue matar um pouco estigmas, preconceitos, feridas causadas pelo modo de vida que é imposto para a gente.

Moreira – “Mercado das miudezas” é bem impactante também, e traz esse Mateus mais visceral, anti-capitalista, embalado pela leveza do reggae, mas com uma mensagem poderosa, “indo no mercado, negociar miudezas”. Essa é uma música contra o capital? Impactante também  o trecho “comida sem veneno deve fazer tão bem”, uma referência aos agrotóxicos do agronegócio? 

Mateus Fazeno Rock –Mercado das Miudezas” é, sim, uma música de anti-capitalista, com certeza, mas também é uma música espiritual, eu acho que ela vai falando sobre várias camadas, a partir de várias camadas, o que são essas miudezas que a gente negocia, né? Acho que vai desde do bem-estar, do alimento, da saúde, até as nossas éticas e filosofias e ideias e pensamentos, espiritualidade, que a gente vive meio que negociação o tempo todo com esse mundo, né? Pra poder existir e tudo. Ela é mântrica, né? Acho que a gente tá sempre indo nesse mercado negociar pequenas miudezas, né? A gente vai tentando criar um equilíbrio ali entre aquilo que a gente entrega e aquilo que a gente recebe, entre aquilo que a gente perde e aquilo que a gente ganha, entre aquilo que a gente tem e aquilo que a gente pode dar. Não dá, né, para o mundo. É um pouco disso, mas sim, aí é isso. É, na melhor e na pior, nós dividir o que tem. É acesso a uma boa alimentação. Esses estigmas sobre nossa ética, sobre quem somos. É tudo que parece negociável sendo negociado constantemente.

Abaixa que é tiro!💥🔫

Fotos: Murilo Alvesso

Uma das lembranças mais queridas de infância são a presença física, em casa, de dois LPs que meus pais gostavam muito: “No Pagode” (1979), de Beth Carvalho, e “Benito di Paula” (1976), homônimo, que me pegava sempre com “meu amigo Charlie Brown”. A preservação da memória de Benito aconteceu pelas mãos de seu filho, Rodrigo Vellozo, por meio do álbum “O infalível zen” (2021), produzido por Rômulo Fróes e por ele, que é dono de uma bela voz. Rodrigo também foi o responsável pelas comemorações dos 80 anos de Benito com o impecável songbook “Novo samba sempre novo” (2022), no qual a obra do pai é revisitada por grandes vozes, como a dele, Criolo, Ná Ozzetti, Teresa Cristina, João Bosco e Juçara Marçal, só pra citar algumas, novamente com produção dele e de Fróes. 

Rodrigo volta ao fonograma com um encontro inédito e arrebatador entre duas gerações da música brasileira em “Com o coração na boca”, em parceria com Cida Moreira, lançamento da Belic Music e da Warner Music, com direção artística de Murilo Alvesso. O álbum é um mergulho visceral nas emoções humanas, costurando teatro e música em uma narrativa potente de duetos e duelos, vozes e pianos, amor e dor. A seleção musical percorre diferentes fases da vida artística e pessoal de ambos. No repertório, a força teatral de “Meu cavalo tá pesado”, criada no universo do Teatro Oficina,  a densidade lírica de “Babylon” (Zeca Baleiro), e as boas releituras de “Do jeito que a vida quer”, daquele álbum de Benito di Paula que habita meu afeto, e o romantismo kitsch “undererê” de “Desejo de amar”, composição de Gabú eternizada na voz de Eliana de Lima. “Com o coração na boca” é mais do que um álbum: é uma peça em áudio, um manifesto artístico, uma confissão embalada por arranjos densos, vocais encorpados e uma paixão pela arte que transcende o tempo.

Recentemente, destaquei aqui o trabalho de Tereu, compositor, pesquisador e multi-instrumentista Matheus Andrighi, falando do belo e contemplativo clipe para “Mais forte que o medo”. Nesta sexta (1), chega às plataformas seu álbum de estreia, “Música pra enxergar de novo”, lançamento do selo independente Truq Música do Brasil. Natural de Santa Catarina e radicado em São Paulo desde 2018, o artista, que atua há mais de dez anos em diferentes frentes da música, reúne oito composições autorais que marcam o início de sua trajetória solo. O álbum observa a geração millennial pelo retrovisor, por meio das mudanças geográficas e emocionais vividas pelo artista. A partir desse movimento, surgem canções que refletem vínculos formados em trânsito, o impacto dos novos formatos de comunicação e as camadas de memória que se acumulam no tempo presente. O álbum foi registrado em sessões de captação livres no apartamento do artista no bairro do Cambuci, em São Paulo, durante as madrugadas entre julho e dezembro de 2024, e algumas passagens pontuais pelos estúdios DaHouse e Aurora. Em paralelo, Tereu faz parte do projeto de Potyguara Bardo, integrando os shows da artista desde 2020 – mesmo ano quando ganhou o Prêmio Hangar de Música.

Tereu por Elisa Maciel
Bárbara Colen em cena de “O silêncio das ostras”, primeira obra de ficção do cineasta juiz-forano Marcos Pimentel, em cartaz no Cinemais
Jufas - Patrimônio imaterial, é o nosso Festival de Bandas Novas na Praça Antônio Carlos
Todo um exército de camisas preta no Bandas Novas
De BH, o trio Morto, de metal extremo
Nesta sexta (1), é Dia Nacional do Maracatu e, no sábado, tem Trovão da Roza no Tenetehara
O Bloco Afro Muvuka comemora seis anos de história
Casal da música instrumental em temporada no Braseiro: Nara Pinheiro e Márcio Guelber por Natalia Elmor
Sampa - A Funmilayo Afrobeat Orquestra apresenta o espetáculo “Afrobeat: substantivo feminino”, no sábado (2), às 19h, com entrada franca, na Fábrica de Cultura Capão Redondo. Foto: @morrifazendoarte
Baile do RaMemes no Edifício Martinelli
Braza faz show de lançamento do álbum “Baile Cítrico Utópico Solar” na Audio
BNegão na Casa Natura Musical. Foto: Jozzuu
Tudo vai dar Sesc: o olindense Léo da Bodega
Applegate na Casa Rockambole
O espetáculo de funk “Brinco de Ouro”, do Centro Cultural Lá da Favelinha, no Sesc Palladium. Fotos: Wallan Santos
Kdu dos Anjos comanda a grande final da “Disputa Nervosa Nacional”, no Viaduto Santa Tereza, de graça
Tour: Luedji Luna lança dois álbuns de uma vez no giro "Um mar pra cada um antes que a Terra acabe"
Tour: "Crioulo 50" com 12 datas pelo Brasil
POA - Matanza Ritual faz show de lançamento do álbum “A vingança é meu motor”

Jufas – Está em cartaz no Cinemais Jardim Norte até o dia 6 de agosto, às 19h, a primeira obra de ficção do cineasta juiz-forano Marcos Pimentel, “O silêncio das ostras”, drama que reflete sobre o impacto ambiental e humanitário da ação inconsequente das mineradoras, trazendo imagens reais das tragédias de Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais. O filme é protagonizado pelas atrizes Bárbara Colen e Lavínia Castelari.

A 27ª edição do Festival de Bandas Novas tem a sua segunda seletiva, neste sábado (2), das 14h às 22h, com as bandas Sansara, Screambreakr Z, Mortein, Nostalgia do Medo, Presságio, Bliss, Covil, Zimbi.Ra, Disk e Ian Sad, na Praça Antônio Carlos.

Na sexta (1), tem Heavy Chama, às 20h, no Maquinaria, com o trio Morto e a banda Mães Morrendo, ambos de BH, e a Shammuramat, de Jufas.

Nesta sexta (1), é Dia Nacional do Maracatu, em homenagem ao nascimento do mestre Luiz de França (1901–1997), que comandou por décadas o Maracatu Leão Coroado. A comemoração na cidade será no sábado (2), a partir das 16h, no Tenetehara, com entrada gratuita e ensaio aberto de Trovão da Roza e discotecagem em vinil de Elpp Aravena.

O Bloco Afro Muvuka comemora seis anos de história no sábado (2), às 21h30, no Beco, com shows de Banda do Ben e Muvuka.

Nara Pinheiro e Márcio Guelber estão todas as segundas-feiras de agosto no Brasador, no Alto dos Passos, sempre a partir das 19h. No dia 11, eles recebem a flautista Letícia Malvares.

A 22ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança em Juiz de Fora acontece até 31 de agosto, com mais de 40 espetáculos em nove espaços culturais da cidade, com ingressos populares e realização da APAC/JF. Programação aqui. A abertura é com o espetáculo convidado “Geni”, musical que retrata a trajetória sofrida e resiliente da personagem de Chico Buarque, com direção de Gladston Ramos.

Rio – O Festival de Inverno Rio chega ao segundo final de semana com Liniker, Pedro Sampaio e Ferrugem (1), às 19h, Paulinho da Viola, Vanessa da Mata e Teresa Cristina (2), às 17h, e Caetano Veloso, Alcione e Frejat (3), às 15h.

O ator Maykon Ray em cena em "Geni", espetáculo que abre a 22ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança em Juiz de Fora. Foto: @euantonialuz
Samba do Sacramento
Lindos: Clarice Falcão e Lucas de Paiva

A festa de reggae Bangarang, do querido Daniel Juca, comemora 19 anos com um bailaço na sexta (1), das 22h às 4h, no Motocerva, na Lapa, com pocket show da Juju Rude, live P.A. do Muito Doido Dub, e sets de Juca e do juiz-forano Gramboy, da festa Bang!. 

Sábado (2), às 18h, tem Encontro de Rodas com Samba do Sacramento e os DJs Saddam, Swag do Complexo e Ana Santi no BCo.Space Makers, no Santo Cristo.

O ator Gilson de Barros encena nos dias 1, 2, 3, 8, 9 e 10 de agosto, na Cidade das Artes, as três peças de sua “Trilogia Grande Sertão: Veredas”, com direção de Amir Haddad. Serão apresentadas “Riobaldo”, focada nos amores, nos dias 1 e 8, “No Meio do Redemunho”, nos dias 2 e 9, com recorte da dialética bem vs. mal, e “O Julgamento de Zé Bebelo”, nos dias 3 e 10, com panorama do sistema de jagunços no sertão mineiro.

Samara Joy abre o Queremos! Jazz, no sábado (2), às 21h, no Vivo Rio.

A MASTERplano faz edição carioca no sábado (2), às 23h, no Trauma, no Centro, com os DJs Bauretz , João Nogueira e Pedro Pedro. A festa é gratuita, basta retirar o ingresso aqui.


Quilombo do Campinho De 1 a 3 de agosto, o coração do Quilombo do Campinho, território vivo que emana ancestralidade, a 20km de Paraty, recebe a terceira edição FLIP Preta, com o tema “Memórias Ancestrais”, no Restaurante Comunitário do Quilombo. O evento mostra o conhecimento que não está apenas nos livros, mas nos corpos, nas cantigas, nas panelas de barro, na casa de farinha e nas conversas ao pé da fogueira. A memória ancestral se revela em marchinhas autorais, na oralidade dos griôs e nas mãos que plantam e cozinham. 

BSB Natiruts faz o último show da turnê de despedida, “Leve com você”, na Arena Mané Garrincha, no sábado (2), às 21h.

Sampa – Dandarona, Evehive e o duo de House Calcinha Rosa são as atrações da Silver/tape sexta (1), às 17h, no Lote, no #BecoDoNego.

Depois de noite esgotada no Rio, Ivan Lins apresenta o show “Ivan Lins 80”, celebrando 80 anos de vida com direção do filho Claudio Lins, às 22h, no Tokio Marine Hall. Agenda da tour aqui.

Nesta sexta (1), às 18h, o Porta recebe MonchMonch, recentemente entrevistado aqui na Sexta Sei, para show de lançamento do seu álbum “MarteMorte”, acompanhado da banda Nigéria Futebol Clube.

Iara Rennó faz o projeto Sextas Reluxx, o Xirê da Iara, sextas variadas, no Piuss, no Bixiga. Na estreia, nesta sexta (1), às 19h, ela recebe Alessandra Leão, Nina Oliveira, Rodrigo Maré e Victória dos Santos.

A Funmilayo Afrobeat Orquestra  apresenta o espetáculo “Afrobeat: substantivo feminino”, no sábado (2), às 19h, com entrada franca, na Fábrica de Cultura Capão Redondo. O repertório transita entre referências da música africana, como o highlife e o jazz, incorporando também elementos da soul music e de ritmos brasileiros, como o maracatu e o rap. A formação do grupo conta com 12 pessoas no palco, sendo 11 musicistas e uma dançarina. 

No sábado (2), às 23h, tem Baile do RaMemes no Edifício Martinelli, com o presidente do sexo recebendo Jaca Beats, Lobinho, Vicx e Raytech.

Braza faz show de lançamento do álbum “Baile Cítrico Utópico Solar” sexta (1), às 21h, na Audio.

BNegão faz show na sexta (1), na Casa Natura Musical, do seu mais recente álbum, “Metamorfoses, Riddims e Afins”.

Tudo vai dar Sesc: destaque da cena de Olinda, Léo da Bodega faz show sexta (1), às 18h, no 24 de Maio; a banda Tuyo da gente sexta (1), às 20h30, no Belenzinho; Maria Beraldo na sexta (1), às 21h, no Belenzinho; Orquestra Juvenil Heliópolis & Simoninha Convidam Alaíde Costa, sexta (1), às 20h, no Bom Retiro; Thiago Pethit no sábado (2), às 21h, no Belenzinho; Vanguart no domingo (3), às 18h, no Pinheiros; Max B.O. quarta (6), às 18h, no 24 de Maio, Katú Mirim na quinta (7), às 21h, no Pompeia

Applegate, Grisa e Pedro Bienemann tocam no sábado (2), às 21h, na Casa Rockambole.

BeloryhillsNa sexta (1), das 18h às 22h, Kabulom faz rolê House na Rua, com Anti Ribeiro, das 18h30 às 22h, no 2BlackBeer, no Viaduto Santa Tereza.

Após passar por Rio, Fortaleza, Salvador, Manaus, São Paulo, Porto Alegre e Recife, o Centro Cultural Lá da Favelinha, do sextante Kdu dos Anjos, retorna à cidade aonde nasceu com o espetáculo de funk “Brinco de Ouro”, no sábado (2), às 19h, com ingressos populares no Sesc Palladium, e a grande final da “Disputa Nervosa Nacional, no domingo (3), às 15h, no Viaduto Santa Tereza, de graça.

O Baile da Bôta convida Potyguara Bardo e Getúlio Abelha, no sábado (2), às 22h, além dos DJs Jambruna, Cordoval e Charlotte Drag. Na sexta (1), a casa recebe Luccas Carlos, às 21h, para show da turnê “Acus7ico”.

Recife Aurora convida Mahmundi, sexta (1), às 23h, no Freje, com os DJs Madu, Pedro Afonso, Camila Paz e Jakson.

São Luís O Afropunk Experience Maranhão acontece no sábado (2), no Espaço Reserva, às 16h, com Mano Brown, Duquesa, Enme, Criola Beat, Celia Sampaio e Núbia.

ToursLuedji Luna lançou dois álbuns incríveis, “Antes que a terra acabe”, em julho, e “Um mar pra cada um”, em maio, e agora sai em tour que começa pelo Festival Pernambuco Meu País, em Buíque, no sábado (2), passa pela Concha Acústica UFPE, em Recife, no domingo (3), e segue por Vivo Rio (9), Espaço Unimed/SP (15) e Concha Acústica de Salvador (25/10).

Criolo está em turnê com “Criolo 50” com 12 datas pelo Brasil, com conteúdo audiovisual inédito, assinado por Bernardo Perpettu. O rapper passa por Recife (Armazém 14), no dia 1 de agosto; Fortaleza (Iguatemi Hall), no dia 2 de agosto; Brasília (Na Praia Festival), no dia 29 de agosto; São Paulo (The Town), no dia 13 de setembro; Uberlândia, no dia 14 de setembro; Belo Horizonte (Palácio das Artes), no dia 11 de outubro; Porto Alegre (Auditório Araújo Vianna), no dia 17 de outubro; Florianópolis (Stage Music Park), no dia 18 de outubro; Curitiba (Ópera de Arame), no dia 19 de outubro; Salvador (Concha Acústica), no dia 01 de novembro; Rio de Janeiro (Circo Voador), no dia 8 de novembro; e Petrópolis (Rock The Mountain), nos dias 02 e 09 de novembro. Ingressos aqui

Ouro Preto – O festival Tudo é Jazz chega à sua etapa Ouro Preto, de 7 a 10 de agosto, com Nando Reis (7), Izzy Gordon & Big Band (9) e Filó Machado (10), entre outros.

POA – Na programação quente do Bar Opinião, tem Matanza Ritual, às 18h30, na sexta (1), André Frateschi cantando Legião Urbana, no sábado (2), às 19h30, Nicolas Jaar no domingo, às 18h30, e os gaúchos sextantes que amamos Tagua Tagua e Catto fazem show lançando seus últimos álbuns, “Raio” e “Caminhos Selvagens”, quinta (7), às 20h.

Playlist com as novidades musicais da semana, que consolida às 2h da sexta. Todas as playlists de 2024, 2023 2022, 2021 e 2020 nos links

Para melhores resultados, assista na smart TV à playlist de clipes com Fat Dog, Tame Impala, Mocofaia,  Karnak, Sam Smith, Guitarricadelafuente + Troye Sivan, Yves Tumor & Nina, , ‘’akhi huna, Mustache e os Apaches, Paira, Velavulto, Jovem Dionísio, JMSN, mgk, Hoze, Amaarae, Asake & Tiakola, Jam da Silva,  Lucas Pretti, Animal Collective, Nick Cave  and The Bad Seeds  e Duquesa

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