No meio do caminho entre Minas e a Bahia, no Gerais, a banda lança seu primeiro trabalho sem Marina Sena, “Entre a Terra e o Sol”, e fortalece sua identidade coletiva catrumeira, caipira, gerazeira
por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com
Não é todo dia que este velho lobo da imprensa encontra artistas dispostos a falar sobre o próprio trabalho com tanta generosidade e ainda dar aulas de novas referências musicais fora do eixo como Edssada (voz e guitarra), 37 anos, Matheus Bragança (voz e baixo), 32, Mateus Sizilio (voz, bateria e synth), 41, André Oliva (voz e guitarras), 26, Davi Ramos (bateria), 28, e Daniel Martins (percussão), 30, os mineiros d´A Outra Banda da Lua, que lançam, nesta sexta (3), seu primeiro álbum sem Marina Sena nos vocais, agora compartilhados, o bem azeitado “Entre a Terra e o Sol”. O álbum mostra os Gerais como terra de encantaria e invenção, e a identidade norte-mineira é o fio que conduz e costura o disco. “A nossa identidade é uma coisa muito própria, que costumamos chamar de “catrumana” (*caipira, tabaréu, segundo o dicionário) e “geraizeira “. Estamos bem no meio do caminho entre as Minas e a Bahia, o Geraes, nesse caldeirão de influências que é a transição. É muito incrível ser influenciado, ao mesmo tempo, pela harmonia mineira do Clube da Esquina e pela seresta, pelos tambores do Catopê (*nome dado ao Congado em Montes Claros) norte-mineiro e pela riqueza rítmica baiana”, como me conta o vocalista e baixista Matheus Bragança, por e-mail. O álbum, dividido entre um lado solar e outro, noturno, pode ganhar novas dimensões, dependendo de quem aperta o play. “A gente entende que uma obra, nesse caso o álbum musical, é algo que pode tomar outros caminhos de interpretação e sentimentos com base em quem tá ouvindo, onde tá ouvindo, como tá a vida daquela pessoa naquele momento. Enfim. Acredito que a beleza faz morada ai, tá entendendo?”, explica o vocalista e guitarrista Edssada. “Com toda certeza, o povo do Gerais, culturalmente, está mais ligado ao nordeste do Brasil, não somente ao estado da Bahia, mas a gente tem mais relações e confluências com o Nordeste do que o Sudeste em si. O mapa não diz isso, mas repara nas pessoas pro cê vê”, finaliza o filósofa catrumeiro.
Moreira – Já dizia Guimarães Rosa que “Minas são muitas”. Eu moro em Juiz de Fora, e os mineiros de outras cidades costumam nos chamar de “cariocas do brejo”, dada à influência carioca por aqui, aonde todo mundo é flamenguista e passa as férias em Cabo Frio e Búzios. O álbum de vocês desenvolve esta identidade norte-mineira, muito influenciada pela proximidade com a Bahia. Quais elementos caracterizam essa identidade? No release, é dito que “o Brasil precisa conhecer a cena cultural de artistas do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha”. Bem, apresentem pra gente artistas pra acompanharmos e ficar de olho? Eu sou apaixonado pelo Bemti, olhando por essa perspectiva que vocês falam do catrumano e da excelência dele com a viola caipira, ele é de Serra da Saudade, do centro oeste mineiro. Também curto muito o rolê do Haroldo Bontempo, que já é da capital e integra, curiosamente, o grupo Mineiros da Lua, dois gentlemen, desse jeito que só os mineiros sabem ser…
Matheus Bragança (voz e baixo): A nossa identidade é uma coisa muito própria, que costumamos chamar de “catrumana” (*caipira, tabaréu, segundo o dicionário) e “geraizeira “. Estamos bem no meio do caminho entre as Minas e a Bahia, o Geraes, nesse caldeirão de influências que é a transição. É muito incrível ser influenciado, ao mesmo tempo, pela harmonia mineira do Clube da Esquina e pela seresta, pelos tambores do Catopê (*nome dado ao Congado em Montes Claros) norte-mineiro e pela riqueza rítmica baiana. É uma grande mistura, uma região de transição com uma cultura e um jeito próprio que o Brasil ainda vai conhecer a fundo. Temos referências locais fortes, como o Grupo Raízes e o Grupo Agreste (dois grupos de Montes Claros das décadas de 70/80). Em relação à cena atual do Norte de Minas, tem muita gente boa: tem o Surubim e os Pocomã, com uma musicalidade bem original, que mescla jazz e MPB barraqueira e que lança disco em 2025; o Sebá, de Januária, que flerta com o pop e a influência regional; o Trem do Black, que traz a força da música negra norte-mineira dialogando com o soul; os meninos da Quatrocidade, uma banda da nova geração que tá chegando com muita energia; e a Priscila Magela, uma cantora impressionante de Pirapora. Sem esquecer do Dia do Volume, um grupo de Montes Claros que nos influenciou muito no início d’A Outra Banda da Lua, com um trabalho que foi crucial para a nossa formação e que agora está produzindo um novo álbum.
Moreira – No álbum “Milton Nascimento ao vivo” (1968), um dos lados é denominado “Um lado – e a lua nos mostra sua face iluminada”, e outro, “Outro lado: a Terra é azul”. E lembrei disso ao ler que o álbum de vocês tem um lado solar (Tim Maia, Gilberto Gil e Marku Ribas), e outro noturno (Radiohead, Metá Metá, Luedji Luna e Céu). Podem ser duas faces da lua também, né? O nome da banda faz referência ao Bando da Lua que acompanhava Carmem Miranda? É um nome muito bom e poético. E que mostra uma relação do mineiro com a lua.
Edssada (voz e guitarra): Pode sim. Esse foi um caminho que buscamos pra esse disco quando as músicas tomaram forma e começamos a pensar e testar possibilidades de ordem pra ele. Ampliar a narrativa envolta do título “Entre a Terra e o Sol”. Conceituar melhor o álbum como um todo. A partir disso, chegamos nesse lugar transitório de uma parte solar e outra mais noturna. Ao mesmo tempo, a gente entende que uma obra, nesse caso o álbum musical, é algo que pode tomar outros caminhos de interpretação e sentimentos com base em quem tá ouvindo, onde tá ouvindo, como tá a vida daquela pessoa naquele momento. Enfim. Acredito que a beleza faz morada ai, tá entendendo?
Moreira – “Tudo se renova” é bem beatlemaníaca, né, da fase esotérica, psicodélica e indiana da banda. Também é a única faixa que tem letra em outra língua, que não o nosso português. Seu tema foi criado no surbahar, instrumento indiano. Quais são as influências que vocês tiveram na composição desse álbum? O que se ouve aí na Lua?
Edssada: Na realidade, “Tudo Se Renova” começou a ser feita em meados de 2016. Nessa época, eu ouvia muito a trilogia do Codona (criações únicas de Collin Walcott, Don Cherry e nosso grande Naná Vasconcelos), também um disco chamado “Ananda Shankar and His Music”. Ele era sobrinho do Ravi Shankar e estava quebrando barreiras na época. Foi pra Europa e pros Estado Unidos da América e enturmou ali com Hendrix, The Doors, Rolling Stones e outras figuras desse porte. Experimentava música oriental com ocidental, assim, principalmente música clássica indiana em mistura com rock and roll das décadas de 60 e 70, sintetizadores e tudo que era possível. Ouvia e ouço até hoje o grupo de São Paulo, Pedra Branca, do querido amigo Luciano Sallum. Tô contextualizando essas referências primais, pois elas foram fundamentais para sustentar uma ideia de música híbrida no sentido da linguagem. Porque ela foi composta em português, quando eu comecei a conseguir tocar todo o tema , trampus pro sitar, o que fez mudar o Sa (a tonalidade da música). Aí, percebi também que ela soaria mais agradável em inglês e uma poesia em português cairia bem demais ali, e isso faz com que ela se torne um música livre, sem fronteiras da oralidade, saca? Quando abri a parceria da letra com Vitor Oliva e Bragança, a música abriu ainda mais os caminhos. Embutida na composição trouxe referências de Black Sabbath (Planet Caravan), Ananda Shankar, Pedra Branca, Dj Tudo, Gero Camilo com relação a poesia ali no meio e os Rolling Stones (“Sympathy For The Devil”) e The Who (“Who Are You”) como refs dos backing vocals que aparecem sutilmente nos refrões. Essa parte dos Beatles e também do Oasis veio muito de Bragança, quando ele cantou a música, despretensiosamente, na pré produção, e a gente achou demais. Ele e o Dau, na banda, que tem muita influência Beatles e isso em “Tudo Se Renova” casou perfeitamente bem. Tava tudo ali envolto. Meio que flutuando. Agora, o disco em si tem muito mais influências: Grupo Raízes, Marku Ribas, Céu, Stevie Wonder, Beatles, Groundation, Teo Azevedo, Portishead, Clube da Esquina, Olodum, Baiana System, Steel Pulse, Curumim, Gilberto Gil, Cordel do Fogo Encantando, Metá Metá…
Moreira – A identidade norte-mineira é o fio que conduz e costura o disco. Tem o “sol na moleira” típico do clima de Montes Claros, que pode levar a delírios, “Três Fitinhas” traz a proximidade geográfica com a Bahia na referência ao senhor do Bonfim. Da mesma forma que os juiz-foranos são um tanto acariocados, vocês são um pouco baianos?
Edssada – Com toda certeza, o povo do Gerais, culturalmente, está mais ligado ao nordeste do Brasil, não somente ao estado da Bahia, mas a gente tem mais relações e confluências com o Nordeste do que o Sudeste em si. O mapa não diz isso, mas repara nas pessoas pro cê vê. Basta ouvir a gente conversando, comer a comida daqui, os jeitos, trejeitos, a forma de viver, a recepção calorosa e tudo mais. Tem jeito de esconder isso não, Fabiano. E a gente tem muito orgulho e felicidade de ser assim, do jeitinho que a gente é.
Moreira – Vamos falar da participação da Marina Sena nesse álbum? Esse é o primeiro disco desde que ela, uma das fundadoras da banda, seguiu em carreira solo. De que forma ela apoiou vocês na construção desse álbum? Como a saída dela impactou vocês? Ela se transformou em um nome gigante na nossa música popular, uma cantora que, além da excelência no canto, compõe tudo o que canta, o que é raro e muito importante. Uma voz.
Matheus Bragança – Olha, Marina é uma grande amiga e parceira nossa, e a gente tem muito orgulho do lugar que ela chegou, olhar pra história que a gente construiu lá trás, ver de perto a evolução dela no palco, nas composições, a gente descobrindo esse mundo juntos e agora enxergar ela como uma voz importante no país, creio que, primeiramente, ela nos influencia muito pelo exemplo, né? A força, a coragem e a dedicação dela mostram que é possível furar a bolha e ser autêntico, mesmo vindo do Norte de Minas. E ela também nos ajudou neste trabalho com um apoio financeiro para gravar o audiovisual, o que a gente é muito grato. É importantíssimo, para quem é do interior, poder contar com essa força para fazer coisas maiores e vislumbrar caminhos com mais possibilidades. A saída dela, claro, trouxe um pouco de dúvida no primeiro momento. Mas eu creio que essa saída provocou, em todos nós, do grupo, um amadurecimento e uma intensa busca pela expressão coletiva. Esse foi um caminho muito interessante. Nós mesmos produzimos este álbum, fazendo uma pré-produção longa de testes e possibilidades, o que nos permitiu entender que, apesar de Marina ter saído, éramos muito coletivos na expressão e no entendimento do lugar que ocupávamos. Então, essa busca por uma nova identidade, com várias vozes ocupando o front, foi meio que o vetor deste disco, esse mergulho na consciência coletiva da banda. Inclusive, a participação dela está na gênese de “Ardo Árido”, uma das das faixas do álbum (ela nasceu de um exercício de composição coletiva que Marina sugeriu e participou, assinando a autoria em parceria com o grupo.)
*os itálicos são notas do jornalista para ajudar a entender a viagem
Abaixa que é tiro!💥🔫
Gosto de acompanhar o trabalho de artistas que entrevisto, como a gaúcha Viridiana, com quem papeei, em março de 2022, depois que o Meleca assistiu a um show dela em Porto Alegre de seu álbum de estreia, o bom “Transfusão”. Depois disso, ela fez show aqui em Jufas, na Necessaire, e agora lança o seu segundo álbum, “Coisas Frágeis”, no qual mostra seu amadurecimento como artista, compositora e também produtora, essa última ocupação que divide, aqui, com André Garbini, Bernard Simon e Ricardo de Carli, que também integram a banda que gravou essa paulada, boa do começo ao fim, sem música pra pular. Sob uma estética pop, roqueira e pulsante, que mistura pop eletrônico, indie rock e dance punk, ela transforma a vulnerabilidade em potência, e o amor, em campo de investigação, nesse petardo com participações das sextantes Catto e Clarice Falcão, além de Navalha Carrera.
A artista uniu o eletrônico ao barulhento, sujo e suado, em processo colaborativo com a banda. A parte visual nasceu da inspiração na figura mitológica de Psique. “Ela é sempre representada de forma chique, mas também meio desiludida, por ser apaixonada pela entidade que faz as pessoas se apaixonarem. Lá pelas tantas, o Cupido some, e fiquei pensando: o que a Psique faria se ele tivesse deixado uma flecha pra trás? Foi daí que veio esse signo da flecha nas fotos do disco”, explica Viridiana. Flechou nóis legal.
Jufas – No Maquinaria, sexta (3), tem o artista franco-brasileiro Tiago Caetano, que apresenta seu álbum “Eco da Baía”, um mergulho entre a MPB e o indie pop, e o grupo Geraes. No sábado (4), as feras sextantes, essas queridas, se reúnem para show duplo com Renato da Lapa com Eduardo Yroxe (percussão) e Pedro Brum (guitarra e voz), e Alice Santiago se apresenta em quarteto com Eduardo Yroxe (percussão), Renato da Lapa (violão) e Dani Zorzal (baixo). A casa abre às 20h nos dois dias. Na quinta (9), às 21h, Liel comemora um mês de lançamento do EP “R.A.T.O.” 🐀, com BRKMallone e discotecagem de Anderson Fofão e N 9 V 3 DJ e o melhor: entrada franga.
Depois da mostra de Nina Melo, o Espaço Manufato , na Rua Fonseca Hermes, recebe a exposição “4 cantos da Cor / 4 cantos da Dor”, de Cipriano, codinome artístico do querido colega e professor Cristiano Rodrigues, com trabalhos de dez anos de produção, com a utilização de resíduos como suporte e as quatro cores primárias. Com inspiração no “Manto para ver Deus”, de Arthur Bispo do Rosário, os “Mantos para ser Deus” buscam ressignificar a idéia de sacralização do vestir e a temporalidade dos materiais, já que as obras são feitas a partir da re-utilização de filtros de café e receitas de anti retrovirais. Uma mistura de veste, batina, patuá, parangolé, hábito, manto e manta, ilustrada com imagens de aves. Essa é a terceira exposição de Cristiano e fica em cartaz até o dia 31, de segunda a sexta-feira, das 15h às 20h.
No campus da UFJF, a nova galeria Helio Fádel traz a mostra “Além das Palavras – Fotografia para Pessoas Surdas”, com fotos realizadas por pessoas surdas, em cartaz até 14 de novembro, com entrada franca de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. A idealizadora do projeto, a professora Lêda Bárbara Soares, conta que, durante quatro meses, um grupo diverso de pessoas com surdez total ou parcial participou de oficinas, vivências sensoriais e atividades formativas com tradução simultânea em Libras e foco na acessibilidade.“O projeto reforça o papel transformador da arte na construção da inclusão. Mais do que imagens, aqui estão vidas que escutam e cuidam”, analisa a professora.
Na sexta (3), às 19h, tem sambão no Mercado Municipal para comemorar a realização do projeto “Matrizes do Samba de Juiz de Fora”, que produziu e disponibilizou, no YouTube, 65 entrevistas de personagens do samba de Jufas. Na roda de bambas, Régis da Vila, Carlos Fernando, Oficina Paticumbum e convidados, é só chegar.
A Privilège comemora 26 anos, no sábado (4), às 23h, e vai ter culto comandado pelo pastor Renato Rattier e pelo carioca Simo not Simon, além de DJs que fazem parte da história do clube, como Marquinhus SP, Paula Miranda, Raissa Rafaelli, Guif, JP Valente e o nosso Kureb.
No domingo (5), o Espaço Hip Hop da gente, ali embaixo do Viaduto Hélio Fadel, mostra que hip hop também é assunto de criança com o Space Kids, a partir das 14h, com batalha 1vs1 de breaking, de 3 a 15 anos, com inscrições na hora, e oficina de skate para os pequenos com a Associação Juiz-forana de Skate.
Na quinta (9), às 20h, tem o havaiano Mike Love mostra o sua “música de consciência revolucionária” no Cultural.
Rio – Alguns dos maiores espetáculos do teatro brasileiro estarão juntos no Festival de Teatro do Rio de Janeiro, entre 7 de outubro e 2 de novembro, no palco do Teatro Riachuelo Rio. Entre as montagens, estão monólogos de Débora Falabella , “Prima Facie”; de Mateus Solano, “O figurante”; e de Clayton Nascimento, “Macacos”. Além de “Ao Vivo [dentro da cabeça de alguém]”, com Renata Sorrah; “Cenas da menopausa” com Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello, e “Tom e a Fazenda”, com Armando Babaioff, e “King Kong Fran”, com Rafaela Azevedo.
A sextante Ifátoki Maíra Freitas e o Jazz das Minas apresentam o show “Ayé Òrum” na sexta (3), às 19h, no Dolores Club.
O AfroPunk Experience Rio rola no sábado (4), às 14h, no Terreirão do Samba, com Ajuliacosta, Tasha & Tracie, Okannalha convida MC Carol e DJs da Yolo e samba com Terreiro de Crioulo.
Os sextantes da banda Pelados fazem show de lançamento do novo álbum “Contato”, sábado (4), às 20h, na Audio Rebel.
No sábado (4), às 22h, rola a festa “Com Carinho, Rodrigo Penna”, no Manouche.
A festa Espuma rola no sábado (4), às 18h, no Baiuca Bar, com os residentes Mau Lopes e Pachu.
Mart’nália faz show intimista com seu quarteto no Hotel Emiliano, no sábado (4), às 19h.
A Joví Sessions rola no sábado (4), às 20h, na Lapa, um movimento de house e progresso com Chediak, Jaquelone, Joví, Narf e Rxvena no Partisan Lapa.
A comunidade de corações melancólicos cresceu tanto que precisou de mais espaço para todes celebrarem, dançarem e, claro, chorarem. A M de Melancolia chega ao clube Boqueirão, no Flamengo, no sábado (4), às 23h, para uma noite épica de catarse coletiva, com um long set do Daddy V Educastelo.
Uhu, Nova Iguaçu – No domingo (5), às 14h, rola o Rock Festival Nova Iguaçu, no Espaço de Eventos da Dutra, com 11 shows em dois palcos, com os americanos do The Calling, Os Paralamas do Sucesso, CPM22, Raimundos, Detonautas Roque Clube, Fresno, Strike, Hevo84, Dibob, Darvin e Debrix.
Sampa – A Catástrofe climática do Rio Grande do Sul é tema central da ecoperformance “Muita Água”, hibridismo entre teatro e dança nascido durante a maior catástrofe socioambiental do Rio Grande do Sul, em maio de 2024. É uma curta temporada no Centro Cultural Funarte, com humor ácido e urgência cênica, de 3 a 5, às 20h. Na próxima semana, entre os dias 10 e 12, eles estarão com outro espetáculo em cartaz, “Devora”,que aborda os transtornos alimentares. Os dois espetáculos são do Núcleo de Criação Garça.
Estão rolando as fantásticas visitas guiadas do Teat(r)o Oficina”, parte da programação de celebração dos 67 anos de fundação da companhia, cuja sede é obra de Lina Bo Bardi e Edson Elito, nos dias 4, 5, 11, 12, 18 e 19, às 11h, no Teat(r)o Oficina, e às 15h, na Casa de Acervo, com mais de 3 mil peças de figurinos, cenários, adereços e objetos, com peças raras de Lina Bo Bardi, Hélio Oiticica e Zé Celso. As visitas serão guiadas pelas artistas e técnico-artistas da companhia Letícia Coura, Sylvia Prado, Marília Piraju, Fernanda Taddei, Cyro Morais, Elisete Jeremias, Victor Rosa, Gii Lisboa, Pedro Felizes. Moradores do Bixiga que preenchem formulário de gratuidade penetrável não pagam.
Após 10 edições realizadas entre 2018 e 2020, a comunidade do Samba do Querosene retoma o projeto “Nosso samba te convida!”, com dez edições nos últimos anos, no domingo (5), das 14h às 19h, na tradicional Praça do Morro, no Butantã, com feira de expositores, oficina de percussão, espaço kids e roda de samba com o Coletivo Pagode na Lata. A entrada é gratuita.
Tem o sextante Badsista & Friends no topo do Ephigenia, com o papi recebendo Bonekinha Iraquiana, Cashu, Lara Sanches, KUE e Sammy Dreams nesta sexta (3), às 23h.
O talentoso brasiliense Jean Tassy lança seu vinil do álbum “Acrônico” nesse sábado (4), na Galeria Nova Barão, das 15h às 18h, com cervejas e DJ Esteves.
O sextante Mateo faz show de lançamento do álbum “Neurodivergente” no sábado (4), às 16h, com entrada franga, no Armazém do Campo. O evento traz a proposta de aproximar arte e saúde mental em um espaço de diálogo aberto, com um bate-papo com Mari Pontes, psicóloga da rede CAPS e integrante do projeto “Nós na Rede” (Brasília), reforçando a importância da conversa sobre vulnerabilidade, cuidado coletivo e redução de danos.
O African Live Experience faz a sua segunda edição em São Paulo sexta (3), às 21h, na Casa Rockambole, criando uma ponte entre a tradição ancestral e a vanguarda do continente africano. A banda ao vivo se junta a projeções visuais de estética contemporânea e a um corpo de baile energético, transportando o público para as paisagens sonoras de metrópoles como Lagos, Joanesburgo e Luanda.
Neste sábado (4), a partir das 12h30, na Central Barra Funda, a boa é o Grande rolê de arrecadação de brinquedos da Charanga do França, com sete fanfarras, brinquedos infláveis e a arrecadação de brinquedos para o dia das crianças. O evento tem parcerias da Cervejaria Central e Lambe Lambe. Em Beloryhills, o Centro Cultural Lá da Favelinha arrecada doações até o dia 10 de outubro para a sua tradicional festa do Dia das Crianças, que podem ser físicas (de brinquedos, doces e alimentos), diretamente no Centro Cultural, no Aglomerado da Serra,via pix (34863832/0001-53 – CNPJ do Lá da Favelinha) e serviços voluntários, como atividades ou oficinas.
Estrela de RuPaul’s Drag Race, a drag estadunidense Alyssa Edwards faz show inédito no Teatro Bradesco, às 22h, no sábado (4), com as rainhas brasileiras da franquia Mellody Queen, Natasha Princess, Miranda Lebrão, Organzza e Bhelchi.
A Caixa Cultural São Paulo recebe, até domingo, o espetáculo Deu Match, que une os talentos da baiana Josyara e do pernambucano Martins em uma celebração da nova música brasileira. Com entrada gratuita e apresentações sempre às 19h, com retirada de ingressos uma hora antes.
Tudo vai dar Sesc: Ícones da arab disco, o duo Toot’Ard (significa “morangos”), formado pelos irmãos Hasan e Rami Nakhleh, vem das Colinas de Golan, território no sul da Síria, e falam sobre preservação das origens, sexta (3), às 19h30, no Avenida Paulista; o sextante Luccas Carlos sexta (3), às 20h, no 24 de maio; Budah, sexta (3), às 20h, em no Guarulhos; o quinteto Maria Esmeralda, com Thalin, Cravinhos, Pirlo, iloveyoulangelo & VCR Slim, sexta (3), às 20h30, na Vila Mariana; Vanguart sexta (3), às 20h30, no Belenzinho; a sextante Candy Mel sexta (3), às 21h, no Pompeia; Zeca Baleiro e Swami Jr. Interpretam Dolores Duran de sexta (3) a domingo (5), no 14 Bis; Fabiana Cozza canta Beth Carvalho sábado (4) e domingo (5), no Guarulhos; Arrigo Barnabé e Banda Sabor de Veneno sábado (4), às 20h30, no Belenzinho; Ava Rocha sábado (4), às 21h30, no Pompeia; a sereiona Rachel Reis sábado (4) e domingo (5), no Vila Mariana; Craca, Donatinho e Sue interpretam o disco Azimüth (babado), sábado (4) e domingo (5), no 24 de maio; Samuel De Saboia com entrada franca quinta (9), às 21h, no Pompeia; e Tony Tornado e Funkessência quinta (9), às 15h e às 20h, no Consolação.
A Casa de Francisca inaugura a Sala B com artistas que acompanham a casa, terça (7) e quarta (8), às 19h30, com Kiko Dinucci e a sextante Juçara Marçal.
O espetáculo “Bichas do Brasil”, da Cia. Olhares Molhados, começa temporada na quinta (9), no Teatro Alfredo Mesquita, em Santana, com direção do jornalista e cineasta Lufe Steffen, meu parceiro no site Mix Brasil e na equipe de pesquisa da reedição do “Babado Forte”, de Erika Palomino. O espetáculo é uma homenagem a grandes figuras da comunidade LGBTQIAPN+ em linguagem de cabaré e fica em cartaz até dia 19, de quinta a sábado, às 20h, e domingos, às 19h, com ingressos grátis, com distribuição 1h antes de cada sessão.
Curitiba – A Banda mais Bonita da Cidade apresenta o show “O futuro já está acontecendo”, no qual, em formato acústico, revisitando canções dos primeiros álbuns, além das músicas do disco mais recente, terça (7) e quarta (8), às 20h, na Caixa Cultural.
O grupo estadunidense de hip hop De La Soul faz show em Curitiba, na sexta (3), às 18h, no Canto das Pedras Pedreira Paulo Leminski.
Beloryhills – A nossa Carol Serdeira faz show com o cantor, compositor e violonista Ciro Bellucci, ambos referências do jazz brasileiro contemporâneo, no sábado (4), às 18h, na Casa Outono.
A festa Tanka comemora três anos neste sábado (4), às 22h, na LAB, com edição especial “da bolsinha”, em homenagem à diva sextante Clementaum, que é headliner, ao lado de Dry, Mary D, Votú, Madison, Jaum e Vassalo.
POA – Os sextantes RaMemes e Chediak estão na Outrahorarec, sexta (3), 23h59, no Floresta, em noite que ainda conta com sets de Julior e Piet b2b luizapads.
No sábado (4), às 19h, a banda de música instrumental Trabalhos Espaciais Manuais cruza caminhos com Marcos Valle no palco do Farol Santander. Chique.
A lenda do rap-rock Planet Hemp apresenta show da turnê de despedida, “A Última Ponta”, sábado (4), às 23h, na KTO Arena. Datas da tour que já divulguei, anteriormente, e ingressos aqui.
SSA – Lan Lanh, Illy, Hiran e Sofia Pitta sobem ao palco da Komboza para participação no show de Duda Brack, no sábado (4), às 17h, com sets de Telefunksoul e Preta, no Clube Fantoches.
Black Alien, o pai do neném, chega com a tour só-sucesso de 20 anos do “Babylon by Gus”, no sábado (4), às 19h, no Porto Salvador Eventos.
Olinda – A Academia da Berlinda faz shows no sábado (4) e no domingo (5), às 17h, no Alma Arte Café, na Ladeira da Misericórdia, revisitando o clima dos quintais e das festas intimistas que deram origem à banda.
Recife – A Art.PE, Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco, acontece entre os dias 8 e 12, no Recife Expo Center, no Cais Santa Rita, com festa de abertura comandada pelos amigos da Golarrolê, na quarta (8), às 21h, no rooftop do Novotel Recife Marina, com os DJs Kleox, Lucas Muniz e Sarah Blackbird. O encerramento também tem festa, no sábado (11), às 20h, no Frege, com Lucas da Matta, Alana Marques e Lúcio Morais, do saudoso Database (grandes noites eu passei).
Vitorinha – A banda de rock experimental Inseton faz show no domingo (5), às 17h, no Pub 426, onde irão apresentar em primeira mão o clipe do novo single “Filtro”, que chega no dia 10 às plataformas. O videoclipe mistura animação e live action, estrelando um Frankenstein contemporâneo e chega dia 9 ao canal da banda. O filme foi dirigido por Rayan Casagrande, da produtora Comboio Art, à frente da obra audiovisual, com rotwiro de Casagrande e Jeff Chicão, vocalista e guitarrista da banda.
Tours – O duo mineiro Paira, da Balaclava Records, que será entrevistado aqui pela Sexta Sei na edição do dia 17, quando passa por Jufas para show na mesma data com o nosso sextante Baapz e Fugere no Viga Studios. A dupla está em tour pelo Brasil para lançar o belo “Ep 02”, que mistura rock alternativo e eletrônico, unindo guitarras aos breakbeats de gêneros como o Drum and Bass e o UK Garage. A tour começa por Beloryhills, nesta sexta (3), às 19h, no Estúdio Central, com Laso, e passa Rio, na Audio Rebel, no dia 18. Em novembro, tem ingressos a venda para Brasília, no dia 16, às 16h, quando também tocam em Goiânia, às 21h, ambas as gigs com as bandas Tristin (DF) e Synx (GO).
A cantora de trip-hop portuguesa Evaya faz tour pelo Brasil para apresentar seu último álbum, “Abaixo das raízes deste jardim”. Serão oito shows, pelos estados de SP, RJ e ES. A entrevista sai aqui na Sexta Sei do dia 24, mas ela faz shows, antes disso, começando pelo Mamãe Bar, em São Paulo, nesta sexta (3), e na Paulista, no dia 10, e passando pelo Escritório, no Rio, no dia 10, e pela Usin4, em Cabo Frio, no dia 11. O giro ainda inclui Campos de Goytacazes, no Oca, no dia 17, Vitória, na Casa Verde, no dia 18, voltando a São Paulo para mais dois shows, na Casa Slam (19) e no Veganasso (20).
Começa a tour de dois meses de Cícero do álbum “Um amor em pedaços”, que passa por Curitiba, no Teatro UP Experience, nesta sexta (3), Porto Alegre, no Bar Opinião, no sábado (4), passando ainda por São Paulo (11), na Áudio, Belo Horizonte (24), na Autêntica, Goiânia (30), no Teatro Agostiniano, e Brasília (31), no Teatro dos Bancários. Em novembro, passo a rota do mês.
A banda que eu gosto Selvagens à procura da lei segue em turnê do álbum “Pra recomeçar” e faz shows sexta (3), às 21h, em Santa Maria (RS), no Gárgula, sábado (4), em Porto Alegre, às 19h, no Nosso Tap Room, e domingo (5), no Rio, às 19h, no Experience Music.
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