Sexta Sei: Karnak honra trajetória de mistureba e experimentação em disco que une composição autoral e AI para os visuais

Depois de cinco anos sem lançar álbuns, banda viaja para os anos 80 e 90 para costurar história de auto ficção de gravações perdidas em uma fita Tascam em “Karnak Mesozóico”

por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com

Karnak Mesozóiko na Casa Rockambole. Foto: Augusto Fernando

O jornalismo tem se mostrado, cada dia mais, um esporte de resistência, mas ainda possibilita momentos como esse, de entrevistar ídolos de infância, como é o caso dessa Sexta Sei, no Baixo Centro, quando papeei com Abu, o guitarrista, cantor e compositor Andre Abujamra, 60 anos, leader band da Karnak, uma banda que fez história na música nacional na área das experimentações. Eu, na verdade, o acompanho desde criança, quando adorava a mitológica Os Mulheres Negras, banda que ele formou, nos anos 80, com outro grande ídolo, Maurício Pereira, o pai do Tim Bernardes. Eu via esses caras na TV e sabia que era a minha turma. Essa semana, depois de cinco anos sem lançar álbum, o Karnak está de volta na praça com “Karnak Mesozóico”, divertido e atualíssimo álbum no qual fazem uma brincadeira de auto ficção com uma gravação perdida em antigas fitas Tascam Portal One. Andre Abujamra (guitarra e voz), Marcos Bowie (voz),  Mano Bap (guitarra e voz), Luiz Macedo (guitarra e voz), Eron Guarnieri (teclado e voz), Marcelo “Pomps” Pereira (sax e flauta), Tiquinho (trombone), Sergio Bartolo (baixo), James Müller (percussão),  Kuki Stolarsky (bateria) e Carneiro Sândalo (bateria) estão em plena forma e lançaram até clipe de inteligência artificial. No nosso papo, falamos de bandas que foram influenciadas pela inventividade do Karnak, como Pato Fu, Trupe Chá de Boldo e O Teatro Mágico, na poesia de se inventar uma auto-ficção com um lado perdido da gravação e no uso da AI. “O Karnak está sempre à frente do tempo, então a gente está no pós-apocalíptico, que já não tem mais energia elétrica, mais ou menos assim”, brinca. “E eu sou um cara que ama as músicas do mundo, do planeta e tal, então, a gente sempre faz essa mistureba de cantos indianos, árabes, brasileiros, misturado com sushi, com macarrão, essas coisas todas. O Karnak tem essa característica de colocar um rap dentro de uma música japonesa, dentro de um reggae”, fala, sobre a criatividade que sempre marcou a trajetória do grupo.

Capa com foto de Fernando Augusto e arte de Mauro Nascimento

Moreira – A primeira vez quando ouvi falar do Karnak foi em 1994, quando, ainda na faculdade de jornalismo, fiz uma viagem com o Pato Fu para Betim para entrevistar a banda para o meu fanzine Bat Macumba, e eles indicaram o Karnak como algo que estavam ouvindo e os influenciava. Era o primeiro show deles com o baterista Xande Tamietti, e vocês só tinham o primeiro álbum lançado, autointitulado. Quais outras bandas brasileiras vocês acham que se traçaram caminhos semelhantes aos de vocês e foram impactados pelas experimentações do Karnak?

Abu – A gente também teve muita influência do Pato Fu, eu chamo o Pato Fu de banda irmã do Karnak. Eles gravaram no nosso disco (“Rapaz, eu vi”, 1997),  nós gravamos no disco deles (“Capetão 66,6 FM”,1996), o Pato Fu é uma banda muito carinhosa, né. Acho que o Karnak fez bastante história para umas bandas assim, mas acho que o Pato Fu é uma banda contemporânea da gente, nós também puxamos muitas coisas deles, né. Eu conheço algumas bandas que eu consigo ver também a influência, como a banda Trupe Chá de Boldo, aqui de São Paulo, que tem muito a ver com o Karnak, que é uma comunidade de vários músicos diferentes, né. Tem também o Teatro Mágico que, apesar de ser muito diferente, também tem um conceito parecido, e aí vai. Como o Karnak é uma banda antiga com 33 anos de história e ainda sobrevive, acho que tem bastante influência por aí. Mas isso são as pessoas que têm que falar, não pode ser eu, né.

Moreira – O quanto de realidade existe nesta auto-ficção sobre a gênese do “Karnak Mesozóico”? É interessante essa história dos lados da fita gravada em um Tascam Portal One que se perderam e foram encontrados a partir da entrega de uma  gaita de fole perdida. Um mito bem karnakiano.

Abu – A princípio, eu queria falar que era tudo verdade, mas, como a gente está numa era de fake news, e a gente não sabe o que é verdade, o que é mentira, devo esclarecer que a história é completamente falsa. Eu inventei isso porque a banda conseguiu recursos para fazer um disco pelo Programa de Ação Cultural de São Paulo, o (ProAc SP), e eu não queria gravar coisas novas. A gente se ama e amamos a banda. Eu estava assistindo Star Wars, e o Star Wars começa no episódio 4, porque eles não tinham tecnologia para fazer o primeiro. Aí eu falei: então eu vou inventar um Karnak antes do Karnak existir, o que foi muito complicado e complexo para a gente compor músicas da década de 80, como se a gente tivesse achado uma fita demo e tal, é tudo uma brincadeira poética e lúdica karnakiana que a gente sempre faz, né? Então, não tem nada de verdadeiro nessa mitologia das fitas, mas tem poesia, né?

Moreira – É muito a cara de experimentação do Karnak fazer o clipe de “Carlevindo é boy” com IA. Vocês também estão utilizando essa tecnologia na produção musical? Como vocês vêem o futuro com o uso dessas IA, que parecem um pouco ameaçadoras quanto à substituição do trabalho humano? O futuro está cada dia mais próximo?

Abu – Essa história da inteligência artificial é muito complexa dentro da banda, porque a banda tem muita gente, alguns são totalmente a favor, outros são completamente contra, e quem fez esse videoclipe foi o Indio San, que é um grande amigo meu, um grande entusiasta da inteligência artificial, né? Eu consigo ver alguns prós e contras na inteligência artificial. A gente não usou inteligência artificial na gravação do disco, a gente tocou tudo. Inclusive, a capa, fizemos primeiro uma capa com inteligência artificial e, depois, a gente refez a capa com os bonequinhos do nosso baterista, Carneiro. Não usamos a inteligência artificial não, apenas nesse clipe. O Karnak está sempre à frente do tempo, então a gente está no pós-apocalíptico, que já não tem mais energia elétrica, mais ou menos assim.

Moreira – O clipe de “Eu só nasci” fala também de uma faceta do grupo, que é receber influências da música feita em todo mundo, muitas vezes, pela perspectiva do exotismo. E, por um lado mais filosófico, tem esta perspectiva de que não escolhemos aonde nascemos. Vocês absorvem muita informação de música feita pelo mundo no som da banda?

Abu – Quando o Karnak nasceu, em 1992, eu tinha acabado de chegar do Egito. E eu sou um cara que ama as músicas do mundo, do planeta e tal, então, a gente sempre faz essa mistureba de cantos indianos, árabes, brasileiros, misturado com sushi, com macarrão, essas coisas todas. O Karnak tem essa característica de colocar um rap dentro de uma música japonesa, dentro de um reggae. Então isso é uma coisa que a gente absorve realmente, a influência do mundo, do planeta, de todos os sons. O Karnak tem essa característica de não ter preconceito com nenhum estilo, com nenhum tipo de música.

Foto: Mauro Nascimento e Fernanda Augusto

Moreira – O que vocês estão ouvindo que apontou os caminhos de “Karnak Mesozóico”? E o que a gente deve ficar de ouvidos bem abertos para a produção musical brasileira hoje? Esta música feita por uma geração que cria sob os impactos das mídias sociais e de uma indústria fonográfica que se atualiza semanalmente. A facilidade de produção musical caseira é uma pequena revolução? Nomes como Billie Eilish surgiram assim, de gravações caseiras.

Abu – Cara, o Karnak é uma banda muito heterogênea, né, tem muitos músicos, então você teria que fazer esta pergunta para cada um dos 11 integrantes. Eu mesmo escuto muito pouca música, eu componho muito, né, mas, quando eu escuto, eu gosto de escutar coisas exóticas, assim, sabe, e gosto de escutar coisas, cantores da Tuvan Throats, O Mistério das Vozes Búlgaras (Coro Vocal Feminino da Televisão Estatal Búlgara) gosto de escutar coisa maluca, assim, né. Esse disco do Karnak, por ser um disco conceitual dos anos 90, 80, é um disco um pouco mais pop, né. Não tiktoker, rápido, não é um disco que dá para se escutar com calma. Eu tenho uma intuição de que as coisas são peristálticas, assim, são movimentos peristálticos, né, a gente tá num momento de consumo rápido das coisas, mas pode ser que, daqui a pouco mude, eu acredito nisso.

Abaixa que é tiro!💥🔫

Os gaúchos da Bella e o Olmo da Bruxa lançaram "Afeto e outros esportes de contato", seu aguardado segundo álbum. Fotos: @lucasexpedidor3
"Estreito" é o primeiro álbum do compositor, produtor e arranjador paulistano Valentim Frateschi. Foto: Mole Enterprise
"Estilhaços" é o primeiro disco da Lado Blue, banda de rock de Montes Claros, Minas Gerais. Foto: Tomás Gomes

Os gaúchos da Bella e o Olmo da Bruxa lançaram “Afeto e outros esportes de contato”, seu aguardado segundo álbum, que vem para redefinir o que é o rock alternativo brasileiro, em onze músicas que combinam o conhecido drama da banda com influências amplas que vão de Deftones a Belo, de Lupe de Lupe a Sum 41, de Fresno a Title Fight. Gravado de forma totalmente independente, a sonoridade da produção mirou alcançar as mesmas intensidade, naturalidade e diversão presentes nos shows. Um dos ícones do rock triste, a banda contempla as dores de um luto precoce, da vulnerabilidade da saúde mental e de todas tribulações que acompanham o dia a dia da juventude contemporânea. Destaque para o medley pagodinho “Teu pra vida toda/Uma rosa sem espinhos” e a pungente “E as frases?”. A banda é formada por Julia Garcia, Felipe Pacheco, Ricardo De Carli e Pedro Acosta, e o álbum tem produção de João Lentino e Ricardo De Carli. O álbum foi todo gravado em POA, com exceção de “Mesmo assim”, no Estúdio Lauiz, do integrante da Pelados, faixa que conta com a co-autoria da banda Sophia Chablau e uma enorme perda de tempo. Os caras estão em turnê, passando por Florianópolis (5), Balneário Camboriú (6), Curitiba (7),  São Paulo (11), Mogi das Cruzes (12), Taubaté (13), Campinas (14), Salvador (18), Maceió (20), Recife (21), em setembro, e Goiânia (18), Brasília (19), Belo Horizonte (23 e 24) e Rio (25), em outubro.

“Estreito” é o álbum de estreia de compositor, produtor e arranjador paulistano Valentim Frateschi, com lançamento pela Seloki Records, e cruza MPB, jazz e experimentação, revelando uma nova voz da cena musical brasileira. As faixas foram compostas entre 2019 e 2022, e Falando Nisso”, um feat com Nina Maia, foi a primeira a ser gravada e lançada em 2023. Sophia Chablau participa em “Mau Contato”, com grito distorcido no final da faixa,  “a parte mais roqueira do disco”, comenta Valentim. Gravado principalmente no Estúdio Mameloki, em São Paulo, entre julho de 2023 e agosto de 2024, o álbum teve suas bases — guitarra, baixo e bateria — registradas ao vivo em uma única semana. Essas gravações formaram a espinha dorsal do disco, sustentando as texturas e arranjos adicionados em camadas ao longo dos meses seguintes. Elementos adicionais foram captados na casa do artista, enquanto o vibrafone e o glockenspiel foram gravados no Departamento de Música da Unicamp. O disco transita entre o experimental e a canção popular brasileira. Na composição, Valentim cita como influências diretas nomes como Vovô Bebê, Maurício Pereira e Ana Frango Elétrico.

“Estilhaços” é o primeiro disco da Lado Blue, banda de rock alternativo, blues, grunge e indie formada por Michelle Marques (vocais e guitarras), Matheus Leche (baixo) e Pedro Emanuel (bateria) em Montes Claros, Minas Gerais. O álbum percorre temas como vivências afetivas, dores geracionais, saúde mental e as pressões da vida contemporânea. “As músicas que abordam temas de relacionamento sempre trazem o ponto de vista de uma relação homoafetiva ou sáfica”, afirma a vocalista Michelle. A construção do disco começou com “Lava”, primeira música escrita por Michelle. A faixa no foco do lançamento  “Fracasso”, que ganhou videoclipe, cuja proposta visual aborda a exaustão provocada pela rotina e a desconexão com a realidade, tendo a música como ponto de escape e identificação. A sonoridade é direta e crua, próxima à linguagem dos ensaios. A gravação aconteceu em 2024 no Estúdio Casa, em Montes Claros (MG), com produção de Tiago Fonseolli. 

"Todo o nada" (2018), de Santa Sato, na exposição “gerAções III”, em cartaz na Galeria Nívea Bracher
Nina Mello expõe na Manufato. "Daninha", 2023.
Jufas - Amanda Fie em foto de @jvtebaldi_tb no Contra. Sábado, ela toca no Beberico clubber
MC Nilo assume que foi "mlk"
Máximo respeito: tem Marcelo D2. Foto: Gabriel Mota
MC Daniel, do hit “Revoada”, faz seu primeiro show em Jufas na quadra da Real Grandeza
O compositor e artista sonoro Leo Alves Vieira é o convidado especial do Difluência #24
Brasil Grime Show faz edição em Madureira com Vnd
Rio - Pela primeira vez no Rio, tem o 🦁 Baile da Leoa 🦁. Foto de Ian Rosarri
O Circo Voador recebe o Festival Medio Y Medio, uma imersão musical entre Brasil, Uruguai e Argentina, como Chico César. Foto: José de Holanda
O uruguaiano Ruben Rada, acompanhado de banda completa, trio de tambores e coristas
Julieta Rada, nome forte da nova geração do candombe do Uruguai
O britânico Jacob Collier é atração de duas noites do The Town
Leila Pinheiro comemora seus 45 anos de carreira. Foto: Marisa Pinheiro
Silvia Machete e Romera HOZ no Manouche. Foto: André Passos
BH - DJ Memê, como o vinho, tá cada dia mais cremoso e toca no Bosque do Museu
Sampa - A quarta edição do Festival SP Choro in Jazz
Festival SP Choro in Jazz: Fabio Bergamini em foto de Igor Cavalheiro
Alberto Continentino lança o álbum "Cabeça a mil e o corpo lento" na Casa de Francisca. Foto: Cau Levy
Tudo vai dar Sesc: Orquestra de Pasárgada
Tudo vai dar Sesc: Paira por André Losolini
Ivana Wonder. Foto: Gabriela Schmidt
Acontece o primeiro final de semana no Festival The Town, no Autódromo de Interlagos, com Travis Scott
MU540 & Kyan apresentam show do álbum “Dois maloka inteligente” na Audio
DJ Bassan comemora aniversário domingo (7), no rooftop do Éphigenia
A banda mexicana de electro-funk Midnight Generation
Cátia de França na Casa de Francisca
Ebony na Casa Natura Musical com coelhinho intrusivo
Mariana - Mestres da guitarrada - Manoel e Felipe Cordeiro em foto de José de Holanda
Mariana - Luê por J. Maratuna
Belém - É certo o B.O. com Crizin da Z.O.
O Se Rasgum promove o encontro entre os gigantes paraenses Aqno... Foto: Tereza Maciel
.... com Rawi. Foto: Bárbara Vale
Max - Ícaro Silva e João Massaro em “Máscaras de oxigênio (não) cairão automaticamente”

Jufas – A exposição “gerAções III” está em cartaz na Galeria Nívea Bracher, no Mercado Municipal, com obras em pintura, fotografia, gravura, cerâmica, instalação, escultura e assemblage de 21 artistas, como Carlos Bracher, Fernando Priamo, Paulo Alvarez, Sandra Sato e Tonil Braz, entre outros.

No Espaço Manufato, na Fonseca Hermes, abre, nesta sexta (5), às 19h30, a exposição “uma história miúda”, da fotógrafa, artista visual e contadora de histórias Nina Mello. Palavra e imagem se entrelaçam para revelar o extraordinário no comum. Seu trabalho parte das delicadezas do cotidiano – o gesto repetido, a dobra do hábito, o silêncio das coisas pequenas – para construir um corpo poético que transfira luto, memória e afeto em imagens. As obras reúnem fotografias, objetos e processos que se abrem como fragmentos de vida.

Que bacana o Beberico explorar novas possibilidades com música eletrônica para ocupar o charmoso espaço, com a festa Urbana, sábado (6), a partir das 15h, com entrada franga, que é mais gostoso, e sets de  r&b, rap, funk, pop e house, com os DJs João Lucas, Amanda Fie, Taian, TocaUma e Nigel

O gato MC Nilo, do hit “Fui mlk” faz show no La Cueva, no sábado (6), às 21h. 

Marcelo D2, Ponto de Equilíbrio e Armandinho se apresentam no Vibe Boa Festival, no sábado (6), às 18h, no Terrazzo.

No domingo (7), esse feriado que nos foi roubado, MC Daniel, do hit “Revoada”, faz seu primeiro show em Jufas na quadra da Real Grandeza, na Avenida Brasil, às 15h, na Volta do Ensaio de Verão.

Também no domingo (7), tem Difluência #24 no Maquinaria, com a participação especial do compositor e artista sonoro Leo Alves Vieira, às 18h.  No sábado, (6), à 20h, tem show da banda Nokturn Android e curadoria em vinil de Rosa Martins.

Una tarde latina rola domingo (7), às 16h, no Tenetehara, com set do DJ Elpp Aravena, oficina de salsa com Paulo Vidal e comidas típicas de vários países latinos.

Rio – Pela primeira vez no Rio, o 🦁 Baile da Leoa 🦁  vai causar um tombamento apresentando o álbum de estreia “Original Malokera”, novo projeto da sextante Luisa Nascim, agora Leoa, na sexta (5), às 20h, com set de Miss Tacacá, no Kingston Club, na Lagoa.

Brasil Grime Show faz edição em Madureira, sábado (6), às 20h, no Zê Êne RJ com diniBoy, Vnd, Sd9, Akaskagrossa, Bala Rosa, Lilo Balão, Ayla e J3llyx.

Série "Sincopado", Tonil Braz, na exposição “gerAções III”
"Temos tempo... Curto, mas temos " (2025). de Pedro Guedes, na expo “gerAções III”
"Praça da Estação - Impressões" (2025), de Vincícius Chagas, na expo “gerAções III”
"Nettuno", do projeto Renascentista (2018), de Fernando Priamo, na expo “gerAções III”

O Circo Voador recebe o Festival Medio Y Medio, uma imersão musical entre Brasil, Uruguai e Argentina, em três noites, com Chico César (BR), Ruben Rada (UY) e Tamenpi (5), Jota.Pê (BR) – destaque da nova MPB, o artista apresenta um show inédito, Medio Y Medio All Stars (BR-UY – Arismar do Espírito Santo, Gabriel Grossi, Leo Amuedo, e Ajurinã Zwarg) e Julieta Rada (UY) e a festa Proibido Não Bailar (BR), de Duda Brack e Rapha Lima (6) e Orquesta La Delio Valdez (AR), a maior orquestra de cumbia da Argentina faz sua estreia no Rio, com 18 músicos em cena, Chacho Ramos & Los Amos del Swing (UY) e DJ La Mágica (AR).

Maria Bethânia dá início à turnê “Maria Bethânia – 60 anos de carreira”, que fica dois finais de semana de setembro no Rio, no Vivo Rio, com ingressos esgotados nas primeiras sessões, e depois passa por São Paulo, no Tokyo Marine Hall e Salvador, na Concha Acústica.

O Baiuca Car, do querido Cabbet Araújo, comemora um ano, no Santo Cristo, e tem programação especial de aniversário com Diegão e Glaucia Luzon, pagode do Vitor Borges e sets de Jorge Badauê, Educastelo, Kalil Motta, Matheus Gaygher e Ingrid, na sexta (5), e a festa Espuma, com Pachu e Maurício Lopes, aulas. O bar abre às 17h.

Silvia Machete, acompanhada pelo pianista Marcos Romera, apresenta o inédito e intimista “Under The Cover” no Manouche no sábado (6), às 21h, com nova roupagem ao repertório do seu disco mais recente, o “Invisible Woman”.

O britânico Jacob Collier, um dos músicos mais inovadores e celebrados da atualidade, volta ao Rio para uma apresentação única no Vivo Rio, na quarta (10), às 21h, dentro da nova série Queremos! Jazz.

Leila Pinheiro comemora seus 45 anos de carreira no palco do Teatro Riachuelo Rio, com a estreia do show “Viva meu samba”, na quarta (10), com participação especial de Pretinho da Serrinha.

Também na quarta (10), Jards Macalé estreia show inédito em comemoração aos seus 60 anos de carreira, no Teatro Firjan Sesi Centro, às 19h.

A queen Angeria Van Michaels, que adora acompanhar e comentar a Drag Race Brasil, ganhadora da penúltima temporada de All Stars, estará na Watch Party da final da segunda temporada da corrida nacional, na Pink Flamingo, na quinta (11), às 20h, e no sábado (13), às 21h.

BeloryhillsNa sexta (5), às 20h, Jup do Bairro é a atração do 𝖙𝖗𝖊𝖒𝖔𝖗, na Obra, com DJ set especial com a DJ Raquel Feu.

Memê, Grazie, Gabriel Rache e Femmenino são os DJs convidados da Jack in The House, sábado (6), às 15h, no Bosque do Museu. A noite ainda tem os residentes BadComppany e Ronaldo Llopes. 

João Bosco Quinteto faz show no sábado (6), às 21h, no Palácio das Artes.

No domingo (7), às 11h, a Orquestra Ouro Preto recebe o violeiro Wilson Dias e a cantora e contadora de histórias Déa Trancoso, dois grandes nomes das Gerais, no Sesc Palladium.

O Circuito Urbano de Arte (CURA) rola até o dia 7, na Praça Raul Soares, com DJ, samba, pedal e dança, com nomes como VJ Suave e DJ Kingdom, é só chegar.

Coala chique demais com dona Cátia de França, Juliana Linhares e Josyara
Tim Bernardes & Orquestra no Coala

Sampa Mahmundi faz show gratuito às 20h, na Casa 1, na sexta (5), dentro da programação da IV Semana da Visibilidade Lésbica, com DJ set de Bea Belo. Uma cota de ingressos será distribuída a partir das 19h. 

Vai ser bem bapho o show da “Nektar Tour”, da Ava Rocha, no Teatro Oficina, no domingo (7), Às 19h, “beijando todos vocês” com abertura da sextante Malka Julieta.

A quarta edição do Festival SP Choro in Jazz acontece de sexta (5) a domingo (7) no palco do Teatro Paulo Eiró, com recital de piano solo de Paulo Braga com homenagem ao maestro Laércio de Freitas, (5), Paulistânea Jazz Band com participação especial do homenageado Hector Costita (6), ambos às 21h, e Quarteto Fora de Contexto e o Quarteto Praga de Sogra convida Milton Mori (7), às 18h.

Alberto Continentino faz show de lançamento de seu álbum “Cabeça a mil e o corpo lento”, sexta (5), às 20h, no Porão da Casa de Francisca, a partir das 20 horas, com participações especiais de Ana Frango Elétrico, Dora Morelenbaum e Silvia Machete. Sílvia, aliás, faz show por lá na quinta (11), às 20h.

Tudo vai dar Sesc: Hate Moss (Itália) faz show sexta (5), às 19h30, no Avenida Paulista; Anna Setton, sexta (5), às 20h30, no Bom Retiro; Filarmônica De Pasárgada com o show do recém lançado EP Rua Teodoro Sampaio, 1091”, sexta (5), às 20h, no Pinheiros; Pato Fu sexta (5) e sábado (6), no Belenzinho; Paira, no sábado (6), às 21h, no Belenzinho; Ivana Wonder sábado (6) e domingo (7), no 24 de Maio; Lia de Itamaracá com Alessandra Leão sábado (6) e domingo (7), no Bom Retiro; e Leila Pinheiro sábado (6) e domingo (7), no Pinheiros.

Acontece o primeiro final de semana no Festival The Town, no Autódromo de Interlagos, com Travis Scott, Burna Boy, Ms. Lauryn Hill convida YG Marley e Zion Marley, Matuê, MC Cabelinho, Karol Conká convida Ebony, Teto, Borges e Tasha & Tracie, no sábado (6), Green Day, Bad Religion, Bruce Dickinson, Iggy Pop, Pitty, CPM 22, Supla & Inocentes, Karina Buhr, The Mönic convida Raidol, Black Pantera, Punho de Mahin & MC Taya, Kamasi Washington, Orquestra Mundana Refugi e Cat Dealers, no domingo (7). O festival será transmitido ao vivo pelo Multishow e pelo Canal Bis e para assinantes do plano premium do Globoplay. 

A 11ª edição do Coala Festival ocupa o Memorial da América Latina de sexta (5) a domingo (7), com shows de Tim Bernardes e orquestra, apresentando “Um Raro Momento Infinito”, Liniker, Cidade Negra, Marina Sena e Tássia Reis com participação de Kiko Dinucci (5); Arthur Verocai, Nando Reis e Chico Chico, Black Alien, Silva, Terno Rei, Zé Ibarra e Arthur Verocai (6); Mateus Aleluia, Thalma de Freitas e Amaro Freitas, Caetano Veloso, BK, Anelis Assumpção, Josyara, Cátia de França & Juliana Linhares e Dora Morelenbaum (7). O festival será tranmitido ao vivo pelo YouTube.

MU540 & Kyan apresentam show do álbum “Dois maloka inteligente” nesta sexta (5), às 21h, na Audio.

As bandas Celacanto, Meyot e Turmalina fazem show sábado (6), às 20h, no Porta Maldita.

DJ Bassan comemora aniversário domingo (7), à 22h, no rooftop do Éphigenia, com MU540, Kenan & Kel, Caio Prince, Adame, Marssala, GUZA, Suelen Mesmo, Vini The K1d, Evehive, showcase do coletivo Trackswing com Kue, Dezembro2002 e Keu, Bonekinha Iraquiana e Delcu. 

A banda mexicana de electro-funk Midnight Generation faz show na terça (9), às 19h, no Cine Joia.

Cátia de França e Cristiano Oliveira fazem show na quarta (10), às 19h30, na Casa de Francisca.

Bella e o Olmo da Bruxa e Quasar fazem show quinta (11), às 20h, na Casa Rockambole.

Ebony faz shows quinta (11) e sexta (12), às 21h, na Casa Natura Musical.

Mariana – O Festival Sons do Brasil faz a sua etapa na cidade histórica, no Museu de Mariana, com Luê e o Baile do Papai, com Manoel Cordeiro e o filho, Felipe Cordeiro, na sexta (5), Roberta Sá, no sábado (6), às 19h30, e Allan Abbadia do domingo (7), às 16h

GYN Vai ter Club Vittar nesta sexta (5), às 22h, com os queridos do Cyberkills, pra comemorar o níver de 11 anos do amado Clube Roxy, aonde já estive tantas vezes e fui tão bem recebido pelo Leo, um querido, com a Bootie Rio

Fortaleza – A festa Baby convida Dandarona Club e Potyguara Bardo, às 22h, no Kingston 085, em noite que ainda tem os DJs Rennó e Ryanbnog. Bafo.

POA – Dono de uma voz falada mais lindas que já decupar em entrevistas, o talentoso Fran, dos Gilsons, faz show nesta sexta (5), às 19h, após grande reforma do Espaço 373, em formato voz e violão.

BSB – O Festival Vibrar BSB acontece até o dia 7, no estacionamento 11 do Parque da Cidade, com shows gratuitos de Os Garotin, Jean Tassy, Silva, Rael e grande elenco, com ingressos gratuitos.

O V Festival Brasileiro de Teatro de Terreiro acontece entre os dias 7 e 14, com teatros de roçado, de aldeia, comunitário, de quintal, de palco, de circo, de chão festeiro, na sede do Fuá de Seu Estrelo, no Centro Tradicional de Invenção Cultural, com Grupo Grial (PE), Mestre de Reisado Zé Nilton do Cariri (CE), Grupo Lume (SP), Odília Nunes (PE), Mamulengo do Recanto Cultural de Mestre Manoelzinho Salustiano (PE), além dos grupos locais do DF, como Boi de Seu Teodoro, Mamulengo Fuzuê e Orquestra Alada Trovão da Mata.

Na Infinu Comunidade Criativa, tem Mateus Fazeno Rock, no domingo (7), às 17h.

UDI A quarta edição do Cerrado Mapping Festival acontece entre os dias 11 e 13, no Parque do Sabiá, que será tomado por instalações de luz imersivas. Serão seis obras que misturam arte, tecnologia e natureza, ocupando mais de 1000m² do parque, sob o comando de artistas como Homem Gaiola, Darklight Studio, Vigas, Ricardo Cançado, Letícia RMS e 1mpar. A programação é gratuita.

BelémO Festival Se Rasgum comemora duas décadas de atividades musicais ininterruptas, em Belém, no sábado (6), às 16h, no Porto Futuro, com Fernanda Abreu, Otto, Júlia Mestre, Assucena, The Mönic, Keila, Aqno e Rawi e Baile do Mestre Cupijó convidando Mestre Iolanda do Pilão, Crizin da Z.O e terraplana, Teenage Fanclub, Sophia Chablau e uma enorme perda de tempo, Valesca Popozuda, Móveis Coloniais de Acaju e Suraras do Tapajós & Lia Sophia.

Max – HBO – “Máscaras de oxigênio (não) cairão automaticamente” é a nova série da MAX-HBO, com novos episódios aos domingos, com uma boa reconstituição dos anos 80, início da epidemia do HIV. Na série, João Massaro é comissário de bordo que faz contrabando de AZT, o único medicamento que, na época, oferecia alguma esperança, e ainda não era permitido no Brasil. No elenco, ainda tem outros ícones da comunidade, como Ícaro Santos e Bruna Linzmeyer. Ela também participa da equipe do roteiro, com direção geral de Marcelo Gomes. Importante na construção de uma iconografia LGBTQIA+ nacional.

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