Sexta Sei: As composições inundadas de amizade, juventude e espírito pop do duo 2a18

Elisa Bara e JP Schapper se conheceram na escola, aos dois anos de idade, colaram mesmo aos 18 e não se separam e se expressam, juntos, por meio da música

por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com

2a18, JP Schapper e Elisa Bara em fotos de Gleice Lisboa

“Com é perversa e juventude do meu coração”, já diria a canetada sublime de Belchior sobre essa doença que me acomete que é sofrer “de juventude, essa coisa maldita, que quando está quase pronta, se desmorona e se frita, como bem disse Tom Zé.“Por isso é que eu sou um vampiro, e com meu cavalo negro eu apronto, e vou sugando o sangue dos meninos e das meninas que eu encontro”, resume o grande poeta Jorge Mautner sobre esse interesse pelo jovem, pelo novo, pelo o que é cheio de frescor, como o que pode ser sorvido do trabalho da dupla 2a18, formado pelos amigos de infância Elisa Bara, filha da minha colega de profissão de alma generosa Gilze Bara, e JP Schapper, ambos com 22 anos, que estreiam nesta sexta com o EP “Delírios”, com duas canções inéditas. “Paranoia” e “Não fui eu quem errei”; e duas já lançadas nas plataformas, “Teorema” e “No seu fone”, com produção do paulistano Jotta, do estúdio Disizmusic, nas quais servem afinação, uma amizade sincera que começou na infância, espírito pop e leveza, mesmo quando sofrem por amor – o que pode ser mais jovem do que sofrer por amor, né? “Se as pessoas têm acesso a tudo, como fazer com que elas se interessem por você?”, questionam, sobre os desafios de se fazer música em tempos de streaming e de acesso democrático às ferramentas de gravação. “Não basta compor e tocar, é preciso produzir infinitos conteúdos, planejar todo o marketing, estar atento às redes sociais e quaisquer interações, correr atrás de pessoas interessadas em abrir as casas de show para você. É um tanto quanto exaustivo e desanimador. A música, para artistas independentes, é um caminho muito difícil e, muitas vezes, frustrante. Você dá conta de  tudo e, mesmo assim, o retorno é ingrato”, refletem. Na próxima sexta (14), às 22h, eles apresentam esse repertório autoral e alguns covers de artistas que fazem a sua cabeça, ao vivo, na Versus. “A gente gosta muito de falar de amor. Mas não de maneira fofa (já até tentamos, mas não deu certo. Pelo menos ainda). A gente fala muito da decepção amorosa, não só com o outro, mas também com nós mesmos. A gente fala sobre como é difícil ser legal e estar com alguém”, concluem.

Moreira – A história do duo é muito romântica, sentimental, vocês se conheceram quando tinham dois anos de idade, na escola, e nunca mais se desgrudaram? Como vocês se completam musicalmente e o que mais gostam um no outro? E o que não gostam? Aonde tem amor tem briga, vocês brigam muito?

2a18 –  A gente nunca deixou de ter uma relação bem próxima, mas são muitos anos, né? Passamos por altos e baixos quanto às nossas proximidade e grude. O nosso terceiro ano do ensino médio (2022) foi fundamental para a relação que temos hoje. Voltamos a estudar na mesma escola, caímos na mesma turma e, desde então, realmente nunca mais nos desgrudamos. Nem sabemos qual a última vez que ficamos sem nos ver mais de três dias, a não ser em viagens de família, isso quando não estamos juntos nelas. Acaba sendo impossível separar nossa vida pessoal da profissional. Nossa amizade inunda nossas composições. Acreditamos que esse processo de compor em dupla é mais uma das muitas partes da nossa relação.

Elisa Bara – O João é autêntico, toca pra caramba, tem muita referência musical e uma facilidade grande em fazer as coisas se encaixarem musicalmente. O que eu mais gosto no João é a sensibilidade em sempre, não importa quão absurda seja a situação, entender o que eu estou sentindo/passando. Uma vez, quando nós estávamos no ensino fundamental, eu apareci chorando em um recreio (sempre fui de chorar muito). Hoje em dia, não faço a menor ideia do porquê, mas me lembro claramente de encontrar o João e de ele me dar um abraço apertado. Me lembro disso com clareza, porque foi tão forte pra mim, na época, ele sequer ter perguntado o motivo de eu estar chorando. Esse é o João. A pessoa pra quem eu corro quando tudo está dando errado e a pessoa com quem eu gargalho quando a vida funciona. Ele me acolhe e me ama. Ele é sensível e lúdico. Acho que não tem algo que não goste no João, mas tem coisas que irritam, óbvio. É uma relação de muita intimidade e convivência. Me estresso quando ele começa a se distrair absurdamente das coisas que a gente está fazendo ou falando. Ele se perde, às vezes, é engraçado, às vezes, irritante. O João é a minha segurança: nos palcos (o medo de desafinar ou estar fora do tom) e na vida.

JP Schapper – A Elisa é dramática. É relativamente simples transformar situações da vida cotidiana em grandes histórias de amor, dor e sofrimento. Ela tem certa facilidade com melodias e, eu, com harmonias. O que eu mais gosto na Elisa é como ela sempre está disposta a ajudar quem ela ama, sempre motivando e fazendo de tudo para que a pessoa se sinta bem. Ser amigo da Elisa significa sempre ter alguém com quem dividir as angústias, os problemas, por menores ou maiores que sejam. Significa sempre ter alguém para chamar de irmã. Claro que existem coisas que irritam. Às vezes, fico um pouco estressado com o perfeccionismo da Elisa, porém, tenho que admitir, que em grande parte das vezes, ele faz com que as coisas fiquem bem melhores. A Elisa é o meu sim, a certeza de conseguir. 

2a18 – Conhecemos cada detalhe da história do outro, isso quando não vivemos juntos essas histórias. Não diríamos que a gente briga muito. A gente se desentende de vez em quando, principalmente com decisões sobre nossa parceria profissional. Na nossa relação pessoal, as brigas são ainda mais raras. Desde que nos reaproximamos, em 2022, nunca tivemos nenhuma briga grande ou duradoura. É péssimo quando brigamos e logo damos o braço a torcer para achar um meio termo.

Moreira – Como é o processo de composição de vocês e quais são as principais influências que tiveram na composição destas quatro canções deste EP de estreia? O que cada um ouve e apresenta ao outro? O que cada um traz para a mesa? E quais são os principais temas das letras?

2a18 – Geralmente, um de nós traz um pedacinho de letra, às vezes, já com uma melodia, e o outro complementa. O João sempre fica com a parte harmônica/instrumental. Esse nosso processo é por vezes caótico e árduo, por vezes bem simples. Tem dias que as coisas fluem, tem dias que a gente quebra a cabeça e não chega em lugar nenhum. A gente vai dialogando, experimentando e fazendo escolhas. Nós temos muitos artistas como pontos de referência musical. Artistas que guiam onde queremos chegar ou pessoas que admiramos e adoramos ouvir. Mas, para sermos bem sinceros, nossa maior inspiração para compor (pelo menos nesse primeiro EP) foram a banda Lagum e a cantora Ananda. A gente tem um gosto musical muito parecido. Acaba que a gente ouve basicamente as mesmas coisas. Se formos falar de pequenas exceções, Elisa “aproximou” do João o trabalho da Marina Sena. A gente gosta muito de falar de amor. Mas não de maneira fofa (já até tentamos, mas não deu certo. Pelo menos ainda). A gente fala muito da decepção amorosa, não só com o outro, mas também com nós mesmos. A gente fala sobre como é difícil ser legal e estar com alguém. Como esse processo é por vezes confuso e difícil. 

Moreira – Como vocês conheceram o produtor do EP, Jotta, do estúdio Disizmusic (São Paulo), e como foi o processo criativo com ele, o que ele acrescentou ao que vocês já tinham feito juntos, aqui em Jufas?

2a18 – Esse processo de procurar um produtor musical foi uma das partes mais enroladas desse EP. Ficamos um bom tempo pesquisando pessoas, achando alguns trabalhos muito legais, mas nunca sentíamos que era exatamente o que a gente procurava. Diante disso, começamos a procurar os produtores de artistas que a gente ouvia e achava que tinha a ver com o que queríamos. A gente curte muito Ananda e Lucas Andrade e, com isso, chegamos em um denominador comum: o Jotta. A gente admira muito o Jotta, não só pelo trabalho impecável, mas também pela forma como ele mantém o diálogo 100% aberto com os artistas. Nossa experiência com ele foi muito boa. Fizemos algumas chamadas de vídeo para contar as histórias por trás das músicas, o que queríamos dizer nas entrelinhas e o que esperávamos que o público sentisse ouvindo aquilo. Ele sempre ouviu muito a gente e sempre fez propostas e colocações muito pertinentes. Por meio de muita conversa, de muitas referências, chegamos ao resultado final. Esse processo de produção é fundamental para qualquer música. O que o Jotta fez foi colorir nosso desenho, dar uma nova roupagem para as nossas músicas. Ele transmitiu, sonoramente, exatamente aquilo que queríamos comunicar. 

Moreira – Como será o show de lançamento, no dia 14, no palco,  JP Schapper costuma tocar violão, e vocês terão uma banda de apoio junto? Ou são bases?

2a18 – Além do trabalho do duo, temos também um projeto com banda, que é o que vai estar no palco no dia 14, a partir das 22h, na Versus. JP toca guitarra, nós dois cantamos, e temos com a gente um guitarrista (BK), um baixista (Paiva) e um baterista (Tavin). Sempre tivemos o desejo de montar uma banda, mas a ideia saiu do papel quando percebemos que queríamos muito chegar em novos lugares da cena musical juiz-forana e que isso só seria possível com uma banda. Estar com a banda é um processo gostoso e de muita aprendizagem. E tivemos a sorte grande de ter conosco músicos que admiramos. Esta formação estreou no fim de junho de 2024. No show de lançamento do EP “Delírios”, vamos fazer versões ao vivo das nossas músicas autorais, claro, e vamos fazer alguns covers também. Vai ter música pop brasileira (Lagum, Marina Sena, Glória Groove, Ananda), alguns rocks (Billie Eilish, Radiohead, Supercombo) e versões de canções marcantes da MPB (Rita Lee, Jorge Benjor).

Moreira – Quais são os principais desafios de se fazer música na era da revolução digital? Se, por um lado, a gravação e a divulgação de material foi muito facilitada pelas novas tecnologias, dando acesso a gênios como Billie Eilish, que gravam álbuns históricos no quarto de casa, os canais de streaming, de certa forma, vulgarizaram um pouco a produção musical e a embalagem com o fim dos encartes dos álbuns, criando um buraco no que diz respeito à remuneração dos artistas, como disse a musa Björk em recente entrevista ao jornal sueco Dagens Nyheter, refletindo sobre como a remuneração agora vem das apresentações ao vivo, e não da venda dos fonogramas.

2a18 – Falar de música na era da revolução digital é um pouco parecido com falar do papel do comunicador. Surgem oportunidades inigualáveis, isso é óbvio. A globalização facilita, de certa forma, o acesso e também à produção musical. Nós mesmos produzimos nossas músicas com o Jotta a distância e, além disso, ir gravar presencialmente foi uma escolha. A possibilidade de gravar à distância existia. Mas o artista independente passa a ser uma pessoa, obrigatoriamente, multitarefa. Não basta compor e tocar, é preciso produzir infinitos conteúdos, planejar todo o marketing, estar atento às redes sociais e quaisquer interações, correr atrás de pessoas interessadas em abrir as casas de show para você. É um tanto quanto exaustivo e desanimador. A música, para artistas independentes, é um caminho muito difícil e, muitas vezes, frustrante. Você dá conta de tudo e, mesmo assim, o retorno é ingrato. De fato, ganhar dinheiro com plataformas de streaming é coisa de gente grande. E o faturamento em shows ao vivo também é ingrato quando se está começando. Se as pessoas têm acesso a tudo, como fazer com que elas se interessem por você? Mais do que isso, uma vez interessadas, como sustentar isso e não cair no desinteresse? 

 

Abaixa que é tiro!💥🔫

Charlles Cunha na abertura da exposição "Quem curtiu compartilha e deixa seu like"

Logo no começo do ano, o algoritmo jogou na minha timeline, e só agradeço à inteligência das coisas, a obra “Ano Novo”, na qual o artista visual mineiro radicado em São Paulo Charlles Cunha recriava a cena da pegação matinal de Ano Novo no Arpoador, no Rio, que tinha viralizado no X. Neste trabalho, ele mostra como transformar cenas banais em obras de arte. Dai, fui atrás para conhecer a obra maravilhosa inspirada na Internet desse mineiro de Governador Valadares (MG) que adora recriar personagens da rede e memes, como o Fofão da Carreta Furacão, Ana Maria Braga, Clodovil, Vera Verão e muitos outros. “Busco sempre dar um tom irreverente, bem-humorado, espelhando as personagens e os ícones pop das mídias atuais. Meu trabalho coloca em questão a superexposição, os acontecimentos que movimentam a internet, a construção de personas e as máscaras, seja no ambiente virtual ou no real. Minha pesquisa artística parte do print, de imagens que circulam na internet (web celebridades, memes, virais). Eu, como artista, busco criar novas narrativas, trazer outros olhares para essas imagens que são, de certa forma, urgentes e efêmeras, trazer um outro tempo pra elas, e por isso uso a linguagem da pintura. Também há, de certa forma, uma provocação sobre o que de fato é relevante ou não dentro da nossa sociedade. Gosto dessa ideia de “documentar”/registrar essas imagens para além da tela digital”, me conta, em papo por e-mail. Apenas genial e sublime.

"No Arpoador", imagem que viralizou no Ano Novo
"Fofãp dando um grau"
"Clô"
"Ana Maria"
"Turminha linda"
" Bar da Lora, ao entrar, Deus te abençoe, ao sair, Deus te acompanhe"

Quem me acompanha sabe quem eu acompanho, como os sextantes duo Fuz Aka e o artista plástico, cineasta, compositor e cantor Edgar, que se encontram, nesta sexta, no lançamento de “Saideira”. A faixa mistura beats eletrônicos, a intensidade da rabeca e rimas afiadas para narrar a história real de Edgar como vítima do golpe “boa noite, Cinderela”. Com influências de reggae, dancehall e embolada nordestina, o single captura a vibração das festas de soundsystem e celebra as culturas afro-diaspóricas. No clipe, Bia Grabochi dança muito twerk e ragga.

Ana Paula Albuquerque em fotos de Engels Miranda

A ancestralidade e a celebração do legado vivo dos Tincoãs são a ponta de lança do emocionante “Tributo aos Tincoãs”, da grande cantora, compositora e arranjadora maranhense Ana Paula Albuquerque, que passou aqui, na sexta anterior, com Luedji Luna, na playlist, interpretando “Lamento das Águas” e “Na Beira do Mar” com o maestro Ubiratan Marques, da Orquestra Afrosinfônica, que assina os arranjos do volume e também sextou aqui. Zé Manoel dá voz a “Obaluaê” , e Sued Nunes participa de “Sabiá Roxa”, criando a conexão passado-presente da música afro-brasileira. O grupo baiano, formado na cidade de Cachoeira, teve revisitadas as 12 faixas do álbum histórico  “Os Tincoãs” (1973), um marco na música brasileira, por conta da incorporação das cantigas de candomblé ao repertório. Obaluaê, deixa a gira girar” abre o volume, mostrando a força deste álbum que é uma “boa forma de oração”. A artista dá voz às releituras do álbum acompanhada por uma banda base formada por Felipe Guedes (bateria), Jordi Amorim (guitarra), Gabi Guedes (percussão) e Marcus Sampaio (baixo).

“Ensaio aberto” do Parangolé Valvulado
A banda Varanda da gente faz show no Maquinaria (Foto: Yan Gabriel)
Baile de pré-carnaval do Ingoma
Pedro Paiva celebrando Bob Marley (Foto: Larissa Noé)
Dudu Lima Trio no Madame Gevah,
DJ Leri no Clube Contra
Antônio Cruz, da Injustiçada
Camila Brasil e JJ no Samba, no Xeque Mate - o bloco
Eliardo França abre a exposição “Percursos” na quinta (13), às 19h, no Atelier Adriana Lopes, no Granbery. Obra "Banho de lua"
Completamente premiada: Fernanda Torres em "Ainda estou aqui" a R$ 10
A exibição "Vai, caminhange" fica todo o mês de fevereiro no Forum da Cultura. (Foto: Victor Dousseau)
Belo Horizonte - O Bloco da Calixto completa dez anos
FLSH por Charles Pereira
Rio - A FLSH por Hal Paes
Leci Brandão na Feijoada da Mangueira
Os Garotin no Viaduto de Madureira é o mais puro suco do Rio
Swag do Complexo no carnaval do Brasil Grime Show
Plebe Rude e os 40 anos de "O concreto já rachou" (Foto: Caru Leão)
Zero e os 40 anos do EP “Passos no escuro” (Foto: Guilherme Isnard )
Se for buscar romance, busque com o Luccas Carlos
Bobeou e já é carnaval com o Cordão do Boitatá (Foto: Micael Bergamaschi )
Long set com a queen Eli Iwasa na D-Edge carioca
O SeráQAbre? desfila, pela primeira vez, com Pabllo Vittar, no Rio
Inscricões abertas pro Eo PitchingShow do Rio2C 2025
“Las Mujeres Ya No Lloran World Tour”, da diva colombiana Shakira
Uma história de amor desde escriba com Deize Tigrona, que faz show no Queerioca
Salvador - Tem Bailaum BLVCK BVNG, da banda que eu mais gosto nesse mundo, a sextante ÀTTØØXXÁ. (Foto: Caroline Lima)
Brasília - Pensamentos intrusivos com a Ebony no Favela Sounds, e Brasília
São Paulo - Ney Matogrosso faz show “Bloco na Rua”
São Paulo: Tem Steve Aoki no CarnaUOL
O quinteto londrino de jazz Ezra Collective (Foto: Temi-Adegbayibi )
Arthir Nogueira e Antonio Cicero por Daryan Dornelles
Tudo vai dar Sesc: Bebé com Dinho. (Foto: Wallace Domingos)
Clementaum por Rony Hernandes
Banda de pós-punk gótico de Fortaleza, a Plastique Noir faz show no Madame Underground Club
Na Casa Natura Musical, tem show de Febem
Stavanger - Leo Ribeiro está entre os três finalistas na competição para criar o motivo oficial do aniversário de Stavanger, cidade aonde ele mora, na Noruega.

Jufas Na Versus, no sábado (8), às 19h, tem “ensaio aberto” do Parangolé Valvulado.

Meu grande amigo, leitor entusiasta da página e baixista de imensa sensibilidade Dudu Lima faz show, sábado (8), no Madame Gevah, com o trio que forma com os também exímios musicistas Leandro Scio e Caetano Brasil. A noite tem participação especial do grande saxofonista canadense, apaixonado pela música brasileira, Jean-Pierre Zanella.

O castigo acabou, e a Marginal Lab está de volta na rua, com a noite @contra.underground com vertentes de techno com @ruanito.aka.zappaz, @starbabyyyyy_, @ever.beatz e @juliopiubello, das 21h às 4h.

Sexta (7) tem a festa de trap de Jufas, a Pushin P, que faz edição com Daniel Delá, Ever Beatz, Gregori Matheus, Leri (filho dos meus amigos Gutti Mendes e Alice Lery), João Gabriel Pinheiro e Sttarbaby. No sábado (8), é dia de Contra Pop, com Antonio Cruz, da Injustiçada (RJ) e Amanda Fie, Crraudio, Lucas Giello e Shyotyyy.

A banda Varanda da gente faz show nesta sexta, às 20h, no Maquinaria.

Tem baile de pré-carnaval do Ingoma nesta sexta (7),  às 20h, no Beco.

Em homenagem aos 80 anos de Bob Marley, o Cultural recebe o cantor Rafael Cardoso nesta sexta (7), às 22h, com  discotecagem do craque Pedro Paiva e apresentação da banda Rama Ruana. No sábado (8), às 17h, tem Xeque Mate – o bloco, com grande elenco com Camila Brasil e JJ no Samba, GG da Submundo e Ever Beatz. Camila Brasil, aliás, está luminosa no clipe de “Eu sou o samba”, de Leny Be, com direção de Açucena Arbex e participação do Movimento Samba das Mulheres na Praça.

No sábado (8), às 20h, tem baile charme Damata, no Afro Beer, com o DJ Beto da Mata.

Eliardo França abre a exposição “Percursos” na quinta (13), às 19h, no Atelier Adriana Lopes, na Rua Sampaio 36, no Granbery, e fica em cartaz até o dia 15 de março. A mostra reúne mais de 30 obras de diversas fases da carreira do artista, incluindo obras inéditas, assim como outras obras icônicas que pertencem a séries quase esgotadas, produzidas ao longo de mais de 50 anos de carreira. A exposição tem curadoria do historiador André Colombo e produção de Ione Ribeiro. Tesouro vivo de Jufas.

O Cinemais do Jardim Norte está na Semana do Cinema, até o dia 12, com preço único promocional de R$ 10 para os os filmes nacionais “O Auto da Compadecida 2” e “Ainda Estou Aqui” (com três indicações ao Oscar). Horários e ingressos aqui.

Segue em cartaz, no anfiteatro do Forum da Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a exibição “Vai, caminhante”, com as 144 fotos selecionadas pelo curador do projeto, Marcos Olender, ao som de uma playlist de mais de 4h com músicas que falam sobre caminhar, andar, seguir em frente. A exposição fica em cartaz até o dia 28. Nesta sexta (7), das 14h às 17h, e a partir da segunda-feira, das 10h às 18h. Tudo divulgando a campanha de crowdfunding, na plataforma Evoé, para a publicação do livro.

Belo Horizonte – Parece que foi ontem, mas o álbum “Plano de fuga pra cima dos outros e de mim, dos meus queridos amigos Letrux e Lucas Vasconcellos, então o duo e casal Letuce, está completando 15 anos, e tem show nesta sexta (7), às 20h, no Espaço Ayana. Não esqueço um show no Festival Multiplicidade, no Flamengo, que a gente mergulhava em uma piscina de bolinhas de isopor, ao final. “A gente tem história e religião” 🎵.

A querida e talentosa Aline Calixto comanda o 10º desfile do 𝐁𝐥𝐨𝐜𝐨 𝐝𝐚 𝐂𝐚𝐥𝐢𝐱𝐭𝐨, no sábado (8), às 14h, na Saruê Funcionários, com abertura de OriSamba.

15 anos do álbum “Plano de fuga pra cima dos outros e de mim”

Rio de Janeiro A festa FLSH, que já foi objeto de reportagem minha sobre a nudez na internet, “Toda nudez será enviada”, está completando dez anos de serviços prestados à safadeza e à nudez em festas, com edição na Sacadura Cabral 154, com Glau, Gustavo Tatá, o querido Bercosta, Mauro Feola e grande elenco. Fotos não são permitidas.

No sábado (8), às 13h, tem Feijoada Verde e Rosa com o super show de  Leci Brandão,  Velha Guarda Musical e  grupo Samba Bom, com participação do Chacal do Sax.

Os Garotin fazem show sábado (8), às 22h, no Viaduto de Madureira.

A minha Deize Tigrona faz show sábado (8), às 20h, no Queerioca, centro cultural de referência da cultura e das artes LGBTQIAPN+ do Rio.

No sábado (8),  no carnaval da Brasil Grime Show na Praça XV,  partir das 23h, diniBoy convida Swag do Complexo, diniBoy, Juan, Akasama, Gabs e Knid. Se liga que Swag do Complexo e Adame são os convidados da vez do nosso Makoombloco, que rola no dia 22. O Adame, inclusive, será o entrevistado aqui na mesma data.

Na Lapa, no Circo Voador, sempre a partir das 20h, a banda Plebe Rude comemora os 40 anos do álbum “O concreto já rachou”, com abertura da banda Zero, que também celebra 40 anos do EP “Passos no escuro”, e DJ set do maravilhoso, querido e monumental DJ Edinho, o rei do rock. No sábado (9), Luccas Carlos (que eu gosto) lança o álbum “Busco romance Love Show”, com abertura de Maui. Na segunda (10), tem ensaio do Cordão do Boitatá, com participações de Hamilton de Holanda, Marina Iris e Dadi.

Na D-Edge carioca, sexta (7), às 23h30, tem long set com a queen Eli Iwasa

O mais novo megabloco do Carnaval de Rua do Rio, o SeráQAbre? desfila, pela primeira vez, com Pabllo Vittar gritando Yukê no comando, domingo (9), às 7h,  no circuito dos megablocos, na Rua Primeiro de Março 66, no Centro.

Estão abertas as inscrições, até 21 de fevereiro, para o PitchingShow e as Rodadas de Negócios de música do Rio2C 2025, que acontece na Cidade das Artes, de 27 de maio a 1 de junho. O PitchingShow oferece a artistas e bandas a oportunidade de se apresentarem ao vivo por 30 minutos no Rio2C Stage, entre os dias 27 e 30 de maio de 2025. Os pocket shows ocorrem diante de uma comissão formada por executivos de gravadoras, rádios, plataformas de streaming, empresários, curadores de festivais e jornalistas. A curadoria do segmento é liderada por Zé Ricardo, diretor artístico de renomados festivais. 

A Las Mujeres Ya No Lloran World Tour”, da diva colombiana Shakira, estreia no Rio, na terça (11), no Estádio Nilton Santos, às 16h, e faz show também em São Paulo, na quinta (13), no Estádio do MorumBis, às 16h.

Salvador Tem Bailaum BLVCK BVNG, da banda que eu mais gosto nesse mundo, a sextante ÀTTØØXXÁ, neste sábado, às 20h, no Largo da Tieta. É a Bahia! 

Brasília Entre os dias 12 e 14, artistas e bandas selecionadas do Distrito Federal sobem ao palco do Favela Sounds, ao lado de ícones como Chico César (12),  com retirada de ingresso no local (1 horas antes), chegue cedo!), MC Luanna  (13) e Ebony (14).

João Pessoa – Badsista dá sequência ao projeto de verão Badsista & Friends, que começou em Salvador, rola no sábado (8) em  João Pessoa (8), com Clementaum, Slim Soledad, Catu Diosis (UG) e CDJPIA, com after com Metalluna, Idlibra, Dandarona e CDJPIA. No dia 15, o babado é no Rio (15).

São Paulo Ney Matogrosso faz show “Bloco na Rua”, na sexta (7), às 20h, e no domingo (9), às 19h, no Espaço Unimed. 

No sábado (8), ao meio-dia, a 10ª edição do CarnaUOL 2025 apresenta Christina Aguilera, Sean Paul, Steve Aoki, Deekapz e mais, no Allianz Parque.

O quinteto londrino de jazz Ezra Collective faz show, no sábado (8), às 20h, na Audio.

Tudo vai dar Sesc: a monumental Bebé apresenta show do belo álbum  “Salve-se!”, com participação de Dinho Almeida (Boogarins) no sábado (8), no Pompeia; Marisa Orth, Karina Buhr e Taciana Barros cantam Belchior sábado (9), às 20h, e domingo (10), às 18h, no 24 de maio; o icônico e gentil Arthur Nogueira canta Antonio Cicero, sábado (9), às 21h, e domingo (10), às 18h, no Avenida Paulista; e dona Lia de Itamaracá tem participação Daúde, no Vila Mariana, sábado (9), às 21h, e domingo (10), às 18h.

Banda de pós-punk gótico de Fortaleza, a Plastique Noir faz show na sexta (7), às 21h, no Madame Underground Club, em Bela Vista.

A maiorzona Clementaum toca no domingo na POOLfeatPVT o em Acapulco especial 5 anos, às 11h, na Fazenda Morumbi.  

Na Casa Natura Musical, domingo (9) tem show de Febem, às 19h.

StavangerNosso genial Leo Ribeiro está entre os três finalistas na competição para criar o motivo oficial do aniversário de Stavanger, cidade aonde ele mora, na Noruega. Eles eliminaram outros 16 concorrentes. Na foto, nosso herói aparece em frente a trabalho seu no museu marítimo de Stavanger. “O júri ficou impressionado com o elevado nível artístico de Ribeiro e a sua expressão distinta. Eles acreditam que sua arte mostra a dinâmica e as pessoas da cidade de uma perspectiva emocionante”, diz o site. É Brasil!

Playlist com as novidades musicais da semana, que consolida às 2h da sexta. Todas as playlists de 2024, 2023 2022, 2021 e 2020 nos links

Para melhores resultados, assista na smart TV à playlist de clipes com Afrocidade, Piton, Bomba Estéreo + Rawayana + Astrotropical, The Weeknd, Lady Gaga,Danny BOnd + Irmãs de Pau, Júlia Mestre, Greentea Peng, Fito Paez, Getúlio Abelha, Rodrigo Caê, Emicida, Tyler the creator, Adrian Jean, Shenseea, Mahalia, Yemi Alade, Tulinho, Leo da Bodega e Rebeca

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