Sexta Sei: A música da periferia de Belém levada para o mundo pelas lentes do celular de Naré

“Se o celular de Naná é a lua”, como canta Otto, o do cantor, compositor e diretor de audiovisual paraense capta imagens para a produção de videoclipes com poética própria e amazônica

por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com

O cantor, compositor e diretor paraense Naré

Naré, 32 anos, é nascido e criado em Belém do Pará, mais precisamente no Jurunas, o mesmo bairro de Gaby Amarantos. Ele é, essencialmente, do Norte, como canta sua amiga Zaynara, da cor do cacau, um homão temperado no tacacá que tem orgulho da riqueza biológica e cultural de sua região, que ele celebra tanto no trabalho de preservação e pesquisa musical de ritmos como tecnobrega, eletromelody e carimbó, quanto em um sensível trabalho de registro audiovisual, feito a partir de aparelho celular, produzindo videoclipes de impressionante qualidade visual para artistas como a sua banda, a Samaúma, com nome de formiga amazônica, quanto Zaynara e Jaloo. Estudante de geologia, ele aprendeu a fazer tudo de forma intuitiva, conhecimento que, agora, pensa em passar adiante, dada à dificuldade dos artistas em financiar videoclipes, que custam a partir de R$ 10 mil. Ele jura que não usa lentes especiais, tripés ou estabilizadores.  “Tudo é uma questão de olhar, acho que essa é a principal dica para quem está pensando em caminhar por essa estrada. Observem e testem os mais diversos ângulos, olhe pra cima, olhe pra baixo, pros lados, analise a cena como um todo que, dali, você consegue criar e produzir muita coisa. Estou preparando um curso para vender meu peixe que divulgo em breve”, me contou, em papo aqui para a Sexta Sei. “Digo para o universo que eu estou preparado e também quero fazer parte dessa história e que, dessa vez, não demore tanto pra chegar o momento quando o Brasil vai, de fato, consumir a arte produzida no Norte do país.

Moreira – Acho que você tem feito uma verdadeira revolução com a gravação de videoclipes de imensa qualidade com o uso de aparelhos celulares na captação de imagens, como “Sou do Norte” de Zaynara, “Ocitocina”, da Jaloo e “Você é tudo pra mim” da sua banda Samaúma. Vejo a classe artística se queixando de que os custos de clipes são exorbitantes, o que essa pequena revolução técnológica pode significar para a indústria da música? Quais as dicas que você daria para quem quiser produzir clipes dessa forma? Lentes e suportes especiais?

Naré –  Então, eu vejo como algo mais democrático em relação aos custos exorbitantes no audiovisual, hoje em dia, para se gravar um clipe considerado simples, você tem que desembolsar pelo menos uns R$ 10 mil  e, pra quem é artista independente, levantar essa grana é muito difícil. Então, o uso do celular como instrumento de captação principal dessas obras acaba barateando e muito esse custo final e, dependendo de quem o manuseia, acaba obtendo os mesmo resultados que uma grande produção teria. Tudo é uma questão de olhar, acho que essa é a principal dica para quem está pensando em caminhar por essa estrada. Observem e testem os mais diversos ângulos, olhe pra cima, olhe pra baixo, pros lados, analise a cena como um todo que, dali, você consegue criar e produzir muita coisa. Estou preparando um curso para vender meu peixe que divulgo em breve.

Moreira – Um amigo do audiovisual aí do Pará comentou sobre o seu trabalho que você tem “o flow da poética” e que não faz as coisas “no facão, se valendo apenas da Amazônia como poética”. Você estudou para chegar a este trabalho de agora, qual a sua formação? Como tem desenvolvido suas habilidades nessa área do audiovisual?

Naré – Não tenho formação no audiovisual, sou estudante de Geologia, nada a ver com o que faço hoje em dia, ahahah, mas como disse acima, eu observo bastante e consumo muita coisa de artistas que gosto. Por exemplo, eu cresci assistindo a videoclipes de artistas que gosto e isso foi ficando na minha mente, questão de ângulos, cortes de edição, tudo eu fui aprendendo observando essas obras na TV ou nos cinemas. Hoje, eu já penso em fazer cursos voltados para essa área para ter mais conhecimento técnicos, principalmente em relação à iluminação. Planos futuros que espero realizar em breve. 

Moreira – O trabalho de estreia do Samaúma, “M4RC4NT3”, tem raízes no tecnobrega, eletromelody, carimbó e outras brasilidades, mas sem tirar o olho do pop. Como foi o processo de criação desse volume? A difusão da musicalidade da periferia belenense é um dos focos? 

Naré – O “M4RC4NT3” surgiu dessa vontade de querer fazer essa junção do novo com o que já existe ou que já fez muito sucesso na nossa música produzida no Norte do País. Nós três somos crias da periferia e crescemos sob influência dessa nossa música que é tão característica, mas também crescemos consumindo os mais diversos estilos musicais, internacionais e nacionais. Então, o EP é uma mistura perfeita daquilo que crescemos ouvindo e daquilo que gostamos, e creio que é por isso ele tenha sido tão bem recebido por todos que já ouviram e, aos poucos, está ganhando projeção fora daqui do estado e até fora do País. De passo em passo, a gente leva a música produzida na periferia da cidade pro mundo. 

Moreira – Quando estive em Belém, em 2015, para tocar na Meachuta, fiz uma matéria com a turma do Sampleados, falando sobre algo novo acontecendo por aí que se assemelhava à revolução do mangue bit. Achei curioso que você participou da temporada deles de 2023. Eles fazem parte de uma nova turma daí que vem fazendo pequenas revoluções, né? Foi quando eu conheci também o Lucas Estrela, que participa do seu EP e é um dos maiores guitarristas do país.

Naré – Sim! Participar do Sampleados foi um grande presente pra mim, os protagonistas desse episódio em questão éramos eu e Zaynara e ouvi do Léo Platô, o idealizador do projeto, que ele estava muito feliz com a nossa participação e que achava que nós éramos o futuro da música paraense, lembro disso até hoje. Infelizmente, ele veio a morrer uns meses depois, mas deixou um legado imenso, tanto para nossa música quanto para o audiovisual paraense

Moreira -Você conhece o revolucionário paraense Reiner? Foi uma das melhores páginas aqui da Sexta Sei no ano passado, e ele toca em Sampa este finde. No álbum de estreia dele, há um questionamento sobre a inexistência de “Brasil profundo”, um conceito enraizado no pensamento brasileiro desde Euclides da Cunha. Como romper essa divisão nesse nosso país de dimensões continentais?

Naré – Conheço sim! Reiner e eu somos parceiros de trabalho, inclusive! Amo e sou fã! Quanto à questão da barreira que nós artistas aqui do Norte encontramos, ela é real e bem difícil de ser quebrada, mas creio que seja mais questão de tempo pra que sejamos também acolhidos como artistas também nacionais, a exemplo, temos a galera do funk que veio crescendo e hoje são os maiores do país e um dos principais ritmos consumidos no Brasil. Artistas talentosos e verdadeiros furacões em cima do palco não faltam, é só uma questão de organização e investimento, por parte tanto de empresários vindos de fora quanto do nosso próprio povo dando suporte e nos levando a lugares cada vez mais distantes. E digo para o universo que eu estou preparado e também quero fazer parte dessa história e que, dessa vez, não demore tanto pra chegar o momento quando o Brasil vai, de fato, consumir a arte produzida no Norte do país.

Abaixa que é tiro!💥🔫

Fotos: Caio Oviedo

Semana passada, passou aqui pela playlist sextante a irreverente “Põe coentro dentro”, dueto do multiartista paulista Danilo Dunas com a icônica Maria Alcina e faixa no foco do álbum “Amor meio amargo”. “Cada um come o que quer, seja homem ou mulher”, diz a letra, carnavalizada e irreverente. “A gente sabe o que gosta de por dentro”. Para o artista, em papo comigo pelo chat do instagram, a música mais queer do volume é “Lontra”. “Você me reconhece pelos pelos e quer fazer de mim seu cobertor”, canta esse  “mamífero”, que não chega a ser um urso. “Malhar é o pior do pesadelos, passar a maquininha, eu sou contra”, continua. Lontra é a gíria gay para descrever os caras magros e esguios, normalmente altos, de corpo peludo e barba crescida. “Pica nos lábios, pica no queixo, pica até no nariz. Pica na testa, pica que eu deixo”, canta em “Máscara branca”

O álbum transcende gêneros e tem fado, marchinhas, blues, bolero, tango e o que mais for veículo para esse sósia do saudoso Lauro Corona, que convida os ouvintes a embarcarem em uma jornada musical única, repleta de sarcasmo, paixão e liberdade criativa. Produzido por César Benzoni, diretamente da Irlanda, o disco é uma demonstração de como a distância não é barreira para a criatividade. Com arranjos detalhados e participações de Anastácia, Grace Gianoukas, Verónica Valenttino e Pedro Buarque, o trabalho é um exemplo de colaboração artística. O show de estreia do álbum, com participação especial de Maria Alcina, está previsto para 22 de fevereiro, no Redoma Bixiga, às 19h30.

O querido e talentoso Matheus VK, com quem trabalhei por alguns anos, fazendo assessoria de imprensa (eu divulguei seu álbum “Purpurina”, de 2017) lança seu melhor álbum, o quinto de sua discografia, “Coragem é coisa rara”, nesta sexta (14), com uma bem azeitada parceria com Xande de Pilares, o grande novo nome da nossa MPB, em duas faixas, as belas “Assim, assim” e “Coragem é coisa rara”. O álbum tem produção musical de José Gil (Gilsons), Júlio Fejuca (Liniker) e Léo Mucuri e ainda conta com participações de Cissa Guimarães, em “Saudades”, e Sophie Charlotte em “Antes de carnavalizar”, que passou aqui pela playlist sextante. Achei este um dos melhores trabalhos do Matheus, no qual ele se mostra como é, um filho empolgado do Carnaval, um folião, o rei dos blocos de rua, como o “Fogo e Paixão”, que ele comanda com a prima Lila, cantando músicas bregas em ritmo folião. É com ela, aliás, que ele sobe ao palco do  Manouche, no dia 20, às 21h, para lançar esse belo disco. Matheus agora integra também a Orquestra Imperial. O álbum traz a liberdade, a leveza e o carnaval, como metáforas de um Brasil diverso, passional e corajoso.

Fotos de Jorge Bispo
Fotos de Ana Bregantin

Esse álbum também passou aqui na playlist semana passada com a deliciosa faixa-título, “Rua”, segundo álbum do grupo Música de Montagem, banda liderada por Sérgio Molina, uma dos principais representantes da música de vanguarda de São Paulo.“Silêncio é o som no futuro”, filosofa a faixa de abertura do trabalho, “Psiu!”. O volume conta com as participações ilustres de Juçara Marçal em “Escuta”, Marcelo Segreto, líder da banda Filarmônica de Pasárgada, e do trompetista Romulo Alexis. O álbum equilibra música pop e questionamentos sérios, tanto estéticos quanto conceituais, como analisa o release assinado por Alexandre Matias. Os novatos Vitor Ishida e Xofan se juntaram às integrantes remanescentes, a baixista (e companheira de Molina) Clara Bastos, que trabalhou com Itamar Assumpção, e a baterista Priscila Brigante. Molina está de volta ao piano, loops e samplers que renderam canções mais dançantes. A jovem e impressionante vocalista Xofan lembra a Tulipinha Ruiz, em alguns momentos, e torna tudo leve, doce e sublime. O nome da banda vem do primeiro livro de Molina, o “Música de Montagem: a Composição de Música Popular no Pós-1967” (2018), um ensaio teórico sobre a revolução na produção musical liderada pelos Beatles a partir de sua obra-prima, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. A banda questiona a canção popular em tempos de pós-produção musical, a partir de um conceito teórico do crítico cultural alemão Walter Benjamin, a obra de arte montável. “O que será dessa triste lavoura, que já foi um país?”, criticam o agronegócio em “Elegia”. Um álbum para se ouvir várias vezes e descobrir cada dia um aspecto novo.

Jufas - Strike a pose: "Paris is burning" explica o nascimento da cultura ballroom
A categoria é face em oficina com Gusta Juicy Couture
No Clube Contra da gente, tem Ever Beatz na Pancadão, na sexta...
... e, no sábado, tem Teknu com Femmenino
Visitas gayadas pela mostra "Vai, caminhante"
2a18 faz show de lançamento do primeiro EP, "Delírios" (Foto: Gleice Lisboa)
Humberto Gessinger faz show no Cine-Theatro Central
Ainda bem que existe o Muvuka
Titiago comanda o Bloco das Cores
Orquestra Voadora por Ana Carvalho
Vai ter show de Aline Calixto na PAC
Beloryhills - Kabulom amassa demais
Tem MC Naninha no Furacão Trem Base
Rio de Janeiro - Duda Beat com a turnê “Tara & Tour”
Um menino bom? Sant!
Bailinho do Gigantes da Lira (Foto: Frederico Vreuls)
Theo Bial no Teatro Rival Petrobras
Rio - Evehive no EDM de Carnaval na Escola dos Mistérios, no Circo Voador
Norinha também está no barco de Badsista
A força dessa mulher! Viva Rita Bennedito

Jufas – O documentário “Paris is Burning” (1990), de Jennie Livingston, gravado em diferentes fases da década de 1980, segue a comunidade LGBT na cidade de Nova Iorque, mostrando a cena ballroom, e será exibido na sexta (14), às 19h, no Teatro Paschoal Carlos Magno, seguido de bate-papo com as lideranças da cena local. No sábado (15), tem oficina de Face com Gusta Juicy Couture, às 15h, no mesmo local. A entrada é a doação de um item de higiene pessoal para a Associação de Pessoas Trans e Travestis de Juiz de Fora (Astra). Este é um filme fundamental para se compreender a cultura gay e está disponível no YouTube, para quem perder essa oportunidade na telona. O ballroom é um dos fundamentos mais importantes da cultura gay contemporânea, o hip hop das gays, e rendeu uma das melhores e mais acessadas páginas da Sexta Sei.

No Clube Contra da gente, sexta (14) tem Pancadão com Amanda FieCrraudio, Ever Beatz, GGAna Luisa e Starbaby e, no sábado (15), é dia de Teknu, com Amanda Fie, Crraudio, Femmenino, Is on the Edge, JuliØ e Taian.

Na sexta (14), às 22h, o duo 2a18, entrevista principal aqui da última Sexta Sei, apresenta o EP de estreia, “Delírios”, e alguns covers na Versus

Humberto Gessinger faz show, às 20h, no Cine-Theatro Central, tocando clássicos dos álbuns “Acústico Engenheiros do Hawaii MTV” (2004) e “Acústico Novos Horizontes” (2007).

Minha exposição “Vai, caminhante” segue em cartaz no Fórum da Cultura, até o final do mês, e vou comandar visitas gayadas todas as sextas, às 17h.

Este finde começa o pré-carnaval de rua de Jufas. Na sexta (14), tem show de Aline Calixto, às 21h, na Praça da Estação, No sábado (15), tem o desfile do Muvuka, no Viaduto Rosa Cabinda, com concentração às 11h, com DJ Müller,  show do Maracaju, às 14h, e saída do cortejo, com Orumilá, às 16h. Também no sábado (15), tem o Bloco da Majestosa, às 16h, na Praça Antônio Carlos. No domingo, ao meio-dia, tem Bloco dos Bancários na Praça da Estação e, às 15h, tem o LGBTQIA+ Bloco das Cores, com concentração às 14h, no Viaduto Roza Cabinda, e desfile pela Av. Franciso Bernadino, com dispersão em frente à Praça da Estação, com os DJs Fábio Laroque e Igor Matheus e performances de Titiago. A festa continua no Rocket Pub, às 19h. Também no sábado, tem Tio Macarrão, batalha de confetes, show com a banda Trupicada (às 18h), e batucada no Bailinho de Carnaval 2025 do Jardim Norte,, das 15h às 19h, no L2. No domingo (16), às 16h, tem Ponto do Samba na Praça da Estação, o movimento em favor do samba juiz-forano liderado por Carlos Fernando Cunha e frequentado por Mamão .Na quinta (20), tem Orquestra Voadora na PAC, às 20h.Faando em carnaval, atualizei a playlist de Carnaval aqui da Moreiridade.

BelloryhillsO grande DJ Kabulom faz o Housão Cabuloso, com Anti Ribeiro, na sexta (14), às 23h, no deputamadre.

É eita atrás de eita e vapo atrás vapo que tem ensaio do Furacão Trem Base, domingo, das 14h às 22h, no Distrital, no Bairro Cruzeiro, e o line up traz Mc Naninha, Delcu, DJ Kingdom, Jaum, Amerikana e o grande clássico Xoxottini b2b Ludji Marini.

Rio de JaneiroNo Circo Voador, o finde tem Duda Beat com a turnê “Tara & Tour”, com abertura da banda Mundo Video, na sexta (14), e o duelo de produtores Tokiodk, que faz fusão de grime e drill, e Sant, no sábado (15), às 20h. No domingo (16), às 15h, tem bailinho do Gigantes da Lira, o bloco infantil mais tradicional do Rio.

Theo Bial apresenta  show “Na bossa do samba”, às 18h30, no Teatro Rival Petrobras.

Sábado vai ser Memê e a pista, a pista e Memê juntinhosem long set, às 23h, na D-Edge Carioca.

Vai rolar Hole: preliminares neste sábado (15), às 23h59, no London Underground, na Sacadura Cabral, com o querido DJ JP e Rafa Guerra. Na festa, live XXX, show interativo, dark room e liberdade total. 

Ah, se eu fosse marinheiro, eu ia pedir emprego no barco da Badsista & Friends, que zarpa nesta sábado (15), às 14h, com Valesuchi, Glau, Sol Tornasol (CO) e Bida Sarô com after com Evehive, Noia (PT), Catu Diosis (UG), Nora e Cuca; Ai, que delícia o verão. 

A queen absoluta Rita Bennedito comanda o Bloco Tecnomacumba, sábado (15), às 16h, na Zona Portuária do Rio, com concentração no Cais do Valongo. Uma estrela, ela rejuvenesce 20 anos assim que pisa no palco, é mágico.

.Brasília - Caio Prince, o DJ mais lindo do Brasil, no Favela Sounds
E treme que tem o querido Maderito
São Paulo: na Igreja da pastora Educastelo na M de Melancolia
O pai do neném, Black Alien
Me bota no paredão! Mamacita Karol Conká na Batekoo
"Tudo vai dar Sesc" com Totô de Babalong
O amazonofuturismo do Reiner (Foto: Dua Santa)
Um girassol nos cabelos da Mombojó
Programação do SIM São Paulo inclui cerca de 60 painéis e mais de 300 shows
Fortaleza -Bunda com bunda convida Brunoso
Natal - Kaya Conky no Bloquíssimo
Recife - A queen Idlibra, na Trevvo
Salvador - Encontro dass queens que falam os nomes dos orixás: Margaret, Daniela e Ivete

Brasília – O Favela Sounds faz edição especial com Budah (ES), O Kannalha (BA), DJ Caio Prince (SP), Kem Kem (Nigéria/Reino Unido), Jamz Supernova (Reino Unido), PÖ (Gana/França), Mac Júlia (MG), Rayssa Dias (PE), Afreekassia (SP), Bamba Flow (DF/SP), UMiranda + DJ Nyack, Trilogia do Santo Amaro (RJ), David Sampler feat. Maderito (PA) e mais no sábado (15), no  jardim externo do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) Brasília, das 14h às 3h, reunindo um público de sete mil pessoas. Retirada de ingressos pelo site. Corrão.

São Paulo A M de Melancolia, a filha triste da V de Viadão, chega a São Paulo, nesta sexta (14), às 23h, no The Atro, na Bela Vista, com baladas, hits nostálgicos, músicas românticas e sensuais, com o DJ querido Educastelo e ingressos colaborativos a R$ 10. 

Tem festa Inferninho Trabalho Sujo, sexta (14), às 19h, na Casa Natura Musical, edição de baile de carnaval à fantasia com o Bloco Cordão Cheiroso , os mineiros da Varanda e a a big band Grand Bazaar, com referências de músicas do leste europeu, cigana, mediterrânea e brasileira. No sábado (15), às 22h, tem o show sempre porrada do Bloco do Johnny Hooker.

Bruno Berle faz show nesta sexta (14), às 20h, na Casa Bona.

Parece que foi ontem, mas já tem 2o anos que Black Alien, o pai do neném, lançou o álbum fundamental “Babylon by Gus”, que ele toca ao vivo, sexta (16), às 20h, na Audio.

A sexta edição do Bloco do Silva acontece no sábado (15), às 13h, no Memorial da América Latina, com João Gomes, o queridinho das estrelas (com razão) e Mestrinho

Karol Conká canta o álbum “Batuk Freak” (2018) na Batekoo, celebrando 25 anos de carreira no sábado (15), às 22h, na Rosas de Ouro, no Jardim das Graças.

Tudo vai dar Sesc: a Yoùn que eu gosto toca sexta (14), às 20h, no 24 de maio; Baile do Risca Fada convida Totô de Babalong sexta (14), às 19h30, no Avenida Paulista; Cátia de França e Luana Flores, também na sexta (14), às 21h, n. Vila Mariana; Zé Manoel no sábado (15), às 21h, no Belenzinho; Negra Li, sábado (15) e domingo (16), às 20h e às 18h, no 24 de maio.

Uma das entrevistas mais interessantes do ano passado aqui, o sextante Reiner apresenta show do álbum “Elã”, em São Paulo, no domingo (16), às 18h, na Porta Maldita, na Vila Madalena, em noite que ainda tem Meyot, Uvaranas e Ymbu.

O Carnaval da Selvagem rola no sábado (15), às 14h, no Edifício Martinelli, com Millos Kaiser e Trepanado.

O maior encontro da música e da economia criativa da América Latina, a SIM São Paulochega à sua 11ª edição entre os dias 17 a 21, no Memorial da América Latina, reunindo os grandes players globais. Entre os grandes nomes da música no Brasil, destacam-se artistas como Simone, Marcelo D2, Pabllo Vittar, Filipe Ret, Luedji Luna e Xênia França. Do exterior, vêm o guitarrista britânico Ed O’Brien (Radiohead) e o percussionista Paulinho da Costa (que tocou em álbuns de Celine Dion, Madonna e Michael Jackson).

Na quarta (19), os pernambucanos do Mombojó cantam Alceu Valença, às 21h30, na Casa de Francisca. Na quinta (20), tem Fausto Fawcett apresentando o show Animakina, com sonoridades incomuns, e a banda Vera Fischer era Clubber, também às 23h30. Fausto sextou aqui recentemente, e o Mombojó, também.

Fortaleza – Tô de olho na juventude de Fortaleza, que faz, nesta sexta (14), às 23h, no Fuzuê Club, a Bunda com bunda convida Brunoso, com DJ Fuga, Matusa, Rennó, Fitazz___, monstrava, Volúpia e babitasoares. Deu vontade.

A dupla de produtores e DJs de música eletrônica Cyberkills chega a Fortaleza, no sábado (15), às 22h, no e, contra o calor, a medida da festa Climática é chique: 1h de caipirinha liberada das 22h ás 23h.

O festival Sucuri Fest – o Rock Doido não pára rola na quinta (20), às 22h, com Miss Tacacá, Otaldoddzin, Lolost e Carina.

Natal – No Rio Grande do Norte, tem Tati Quebra-Barraco e Kaya Conky no sábado (15), no Bloquíssimo, na Rua Chile, das 15h às 3h. 

Recife A queen Idlibra, Metalluna, Yvri, Gabnaja, Kai, Trindade, Gueros  e Davs são dos DJs da Trevvo, sábado (15), às 22h, na Casa Malassobro, na Rua do Apolo.

Tem Baile da Boneka, no sábado (25) na Rua da Alfândega, com produção da Casa Bacurau e line up bafo, com Miss Tacacá, Cia Bregaone, Lea, Gabnaja e Kananda PX.

Salvador – “Maga convida – Axé 40 anos”, é o evento das queens da axé music, com Margareth Menezes recebendo Daniela Mercury e Ivete Sangalo, só quem não tem medo de falar nome de orixá, no sábado (15), às 17h, no Candyall Guetho Square.

Playlist com as novidades musicais da semana, que consolida às 2h da sexta. Todas as playlists de 2024, 2023 2022, 2021 e 2020 nos links

Para melhores resultados, assista na smart TV à playlist de clipes com The Weeknd, MC Mari, Gugs + Klícia, Flaira Ferro + Lenine, Jovem Dionisio + Bolovo, Elton John + Brandi Carlile, Givëon, Rael + Mano Brown + Dom Filó, Alexys Agosto, Dope Lemon, The Black Keys, Esnadrurras + Rogerinhoo, Infinity Song, Lisa + Doja Cat + Raeye, MC Super Schock + MC Damasceno, Eradure, Horsegirl, Ocean Alley, Asake e Shygirl

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