Para celebrar 30 anos do projeto Benzina, Edgard Scandurra entrega disco a três mãos com o duo brasiliense Tartamudo, com participações de Fausto Fawcett, João Parahyba, percussionista do lendário Trio Mocotó, e Silvia Tape, da banda Mercenárias
por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com
Edgar Scandurra, 64 anos, é o maior guitarrista vivo do Brasil, integrante da histórica banda Ira! que desenvolveu um apreço pela cultura dos clubes, democrática e livre de machismo, e pela música eletrônica, que ele considera “um braço do post-punk”. Frequentador do legendário Hell´s Club, aonde as mulheres podiam dançar sem ser incomodadas, como nos shows de rock, ele levou esse amor clubber ao projeto Benzina, com o qual lançou três álbuns de estúdio e um de remixes. Dezoito anos depois, o encontro com o duo de produtores Tartamudo, de Brasília, formado por Zepedro Gollo e Wilton Rossi, de Brasília, levou à produção de “As ondas estão no ar” , umas festa de guitarras, synths e beats digitais com a poesia cortante do genial e sextante Fausto Fawcett em duas faixas. A música eletrônica e a cultura dos clubes mexeu muito com Edgard. “A questão da tolerância, do respeito das minorias que entravam nessa cena. Isso realmente me chamou atenção. Mas o lance musical também foi muito forte, porque foi esse desafio de pôr uma guitarra dentro disso. Para mim, eu vejo a música eletrônica como um braço do post-punk”, conta o nosso gentleman guitarrista. O encontro de gerações com o Tartamudo foi o gás que faltava nesse clube. “Partiu deles o convite de a gente resgatar esse projeto, fazendo 30 anos do Benzina, do meu primeiro disco, e 20 anos do meu último lançamento, né? Então, partiu deles isso daí. São pessoas muito talentosas, muito criativas, muito agradáveis, porque isso faz uma banda, sabe? Pessoas legais, né? Nem sempre você vai se juntar só com as pessoas que são técnicas e isso vai acontecer, vai dar certo. Então, tem que ter uma afinidade, um calor legal, um clima bom, e isso aconteceu bastante entre a gente”, encerra Edgard, neste papo para a Sexta Sei. Para os paulistanos, a boa dica é que eles fazem show de lançamento do álbum, no dia 12, às 20h, no Bar Alto.
Moreira – O último álbum do Benzina, “Amor incondicional”, é de 2008. O que despertou este gigante, 18 anos depois? O que te atraiu a esse universo eletrônico foi a maior tolerância e menos machismo? Nos anos 90, quando tudo explodiu, o que me atraiu foi a histeria de Prodigy e Chemical Brothers, principalmente, o drum and bass de Roni Size e o “Sambassim” de Fernanda Porto, o trip hop da Björk e as montações das pistas e a liberdade de gênero.
Edgard Scandurra – Sim, realmente isso aí contou bastante, porque eu havia presenciado isso lá atrás, em 1996. Eu presenciei, em um show do Ira!, uma garota na frente da plateia sendo assediada por uns caras, sabe? Eles, fazendo cenas atrás, fingindo que estavam passando a mão. Uma coisa meio assim, sem limite de ninguém se manifestar contra. E isso aí me tocou bastante. Porque, ao mesmo tempo que isso aconteceu num show de rock da minha banda, eu frequentava o Hell’s Club, que era um clube de música eletrônica, onde a gente percebia uma coisa, que eu podia passar a noite inteira dançando com uma garota extremamente bonita, a noite inteira dançando. E que, naturalmente, no ambiente machista, tóxico que a gente vive, haveria esse espaço para o assédio, para o galanteio, para aquele xaveco, né? E eu percebia que não existia nesse ambiente. Então era muito agradável dançar entre garotas e poder voltar para minha casa feliz, tranquilo. Sem essa neura machista de ter que ser sempre o cara que está dando em cima das pessoas e tal. Então isso mexeu muito comigo, a questão da tolerância, do respeito das minorias que entravam nessa cena. Isso realmente me chamou atenção. Mas o lance musical também foi muito forte, porque foi esse desafio de pôr uma guitarra dentro disso. Para mim, eu vejo a música eletrônica como um braço do post-punk. Então, se eu me dei tão bem no post-punk, eu percebia que eu podia me dar muito bem no eletrônico. Porque eu percebia o ambiente semelhante, eu percebia atitudes semelhantes. Eu percebia horários semelhantes. Acho que essa coisa alternativa, underground, sempre teve uma certa característica que sempre me seduziu. Então, acho que foram essas coisas que me atraíram muito para a música eletrônica. E, agora, eu percebo que é um momento muito bom de recuperar isso, sabe, de resgatar essa musicalidade, essa intuitividade dentro dos programas, dentro das sequências, dentro da música programada e eletrônica. Que possa permitir esse espaço de criatividade, de improviso, de solos, de timbres diferentes. É isso que eu busco no Benzina.
Moreira – Edgard conheceu Wilton Rossi, par de Zepedro Gollo na dupla multi instrumentista brasiliense Tartamudo, que agora integra o Benzina, vendendo uma guitarra Wurlitzer de 12 cordas na pandemia, em 2020, e logo depois, em 2022, participou do álbum de estreia da dupla, “A Loop is a Loop is a Loop”, relendo uma canção da Gang 90 & Absurdettes, “Convite ao prazer”. Como se dá essa troca geracional entre vocês? O que começou como uma dinâmica professor e alunos logo se entendeu a uma paridade? O Tartamudo compõe e grava para depois arranjar e mixar, como foi pro Edgard entrar nesse esquema deles?
Edgard Scandurra – O Tartamudo, eles são mais jovens que eu, sim. E isso é uma coisa que eu acho muito legal, porque eles acompanham a minha carreira. Não é simplesmente uma diferencialidade que nos une. Eu acho que eles conhecem meu trabalho, conhecem meu estilo, conhecem o Benzina. Partiu deles o convite de a gente resgatar esse projeto, fazendo 30 anos do Benzina, do meu primeiro disco, e 20 anos do meu último lançamento, né? Então, partiu deles isso daí. São pessoas muito talentosas, muito criativas, muito agradáveis, porque isso faz uma banda, sabe? Pessoas legais, né? Nem sempre você vai se juntar só com as pessoas que são técnicas e isso vai acontecer, vai dar certo. Então, tem que ter uma afinidade, um calor legal, um clima bom, e isso aconteceu bastante entre a gente. E a sonoridade também correu muito bem. Eu acho que tem uma cara de Benzina esse trabalho e, quem conhece Tartamudo, percebe que tem muito a mão deles também nesse som. Tanto que a gente assina tudo igual, porque essas músicas são todas nossas mesmo.
Zepedro Gollo (Tartamudo) – As gravações foram muito espontâneas e prazerosas. Passamos uma semana no estúdio do Tartamudo gravando e experimentando sons, efeitos e drinks, e chegamos num resultado que agradou muito a todos. Nosso processo de produção subverte a ordem usual de compor, arranjar e gravar. No nosso processo, todas essas etapas andam em paralelo, de modo que, mesmo tendo um objetivo no começo do processo, no final, a coisa pode ficar bem diferente do que imaginávamos, em timbres, arranjos e efeitos. O resultado que encontramos nessas músicas foi incrível.
Moreira – Edgard já foi eleito melhor guitarrista do Brasil diversas vezes, seja pelas revistas especializadas “Heavy Metal Brasil” e “Bizz” ou por voto popular no Video Music Brasil da MTV. Quais são as principais influências de Edgar no seu jeito de tocar guitarra, quais são os guitarristas que fazem a sua cabeça, no Brasil e fora daqui, e como a guitarra no Benzina difere da dos outros trabalhos? Como é a sua forma de inserir a guitarra nesse universo eletrônico?
Edgard Scandurra – Olha, as influências são muito grandes, diversas, de várias gerações, de várias épocas. Eu tenho Link Wray, é um cara que eu descobri há uns dez anos pra cá, que é um cara lá dos anos 50, que é um guitarrista fantástico, que eu me identifiquei. Jimi Hendrix é um cara que logo que eu bati, desde criança, é uma referência, é um herói pra mim, talvez o maior de todos. Jimmy Page é outro cara maravilhoso. Eu visitei Ritchie Blackmore, Robert Fripp é um cara que eu sempre gostei muito, porque ele alia técnica, timbragens diferentes, progressivo, ao mesmo tempo também é um cara meio do post-punk. Quem mais? Miguel Barela, aqui do Brasil, né, do Voluntários da Pátria, que tocou no Agentss, bandas importantes lá do comecinho dos anos 80. Fábio Golfetti, do Violeta de Outono, é uma referência legal pra mim. Tem a Alessandra Duarte, que é uma guitarrista do Ema Stoned, que eu acho ela fantástica. Ela está me ensinando coisas, que é o menos, o menos na música, o minimalismo, a economia de notas, uma coisa que as mulheres fazem de uma maneira maravilhosa, e isso tá sendo uma influência pra mim. Assim como Silvia Tape, minha companheira, também guitarrista agora das Mercenárias, já há alguns anos, também me ensina muita coisa na guitarra. Eu gosto muito, desde a época da Aninha, a primeira guitarrista das Mercenárias, essa pegada já me emocionava e me influenciava. E aí vai o Vini Reilly, o guitarrista do Rich Collins, tem um cara secreto aí, que eu amo, que é o primeiro guitarrista dos Bee Gees, que é o Vince Melouney, da primeira fase dos anos 60, 67 a 69, eu acho que ele era o guitarrista, e é um cara muito econômico, de timbres lindos, de lindos bends, aquelas puxadas de nota de acordes maravilhosas. Então, cara, eu não vou conseguir, eu não vou parar essa resposta, eu não vou parar de te responder, então vou parar por aqui.
Moreira – A poesia verborrágica e quase que profética, ditada pelo além de Fausto Fawcett é tão boa que ele acabou participando de duas faixas, “Insetos no coração” (a guitarra mosquitinha está alucinante de boa) e “Fora do radar”. Como é trabalhar com o Fausto? Tive o prazer de trabalhar com ele, divulgando o show “Animáquina”, que ele faz com os juiz-foranos Paulo Beto e Jodele Larcher, e ele parece realmente incorporar algo no palco que não se vê em uma conversa com ele em um bar. A gente fica se perguntando, “qual a sua operadora”, como na canção “Guindastes Evangélicos”, o disco de retorno dele, com Furio. O álbum também tem participações de João Parahyba, percussionista do lendário Trio Mocotó, e Silvia Tape, da banda Mercenárias, que é atual companheira de Edgard, como foram esses encontros e trocas?
Edgard Scandurra – Olha, o Fausto Fawcett eu conheci mais ou menos na mesma época muito próxima quando conheci a Sílvia, eu tinha um restaurante francês Lê Petit Trou, o Pequeno Buraco, o Buraquinho, em Pinheiros, em São Paulo, de 2006 a 2011, e lá tinha umas apresentações, tinha um curador, Eduardo Beu, que levou ao andar de cima um palquinho que improvisamos, algumas apresentações, entre elas, a Sílvia Tape, com seu projeto solo, Fausto Fawcett participando de um tributo a Serge Gainsbourg, e o João Paraíba, que eu conheço da época do Suba, do primeiro show do Benzina que eu fiz com o Barão Vermelho. Eu e Fausto, depois, começamos a nos encontrar muito e trabalhar juntos, participando dos shows dele, ele sempre perto, foi muito legal ele participar, inclusive tem uma letra muito diferente que do que ele costuma escrever, “Fora do radar”, uma letra diurna, romântica, leve, bonita, de amor, bem-humorada. Acho muito legal a presença dele na música, na voz e na poesia. Assim como a Sílvia e o João, quando ele pôs a mão, a música cresceu demais. Perde a característica fria da eletrônica e ganha intuitividade, que é uma coisa muito importante.
Wilton Rossi (Tartamudo) – A gente quando teve essa iniciativa de entrar em contato com o Edgard e propor o resgate do Benzina, né, que é um projeto que tem muita relação com o que a gente faz com o Tartamudo, a gente imaginou que iria tocar com ele e ver o que acontecer, a gente jamais imaginou que teria essa proporção no final, né, que não só a gente gravasse um repertório suficiente para ter um disco com o Benzina, mas que também fosse acontecer isso né. Eu lembro quando eu conheci o João Paraíba ele tava na casa do Edgard com uma entrevista num documentário que tava sendo feito sobre o Suba, né, que foi a pessoa quem apresentou os dois. E achei o João super um cara muito bem- humorado, acessível, empolgado. E o Edgar chamou ele pra fazer participação no disco meio despretensiosamente, sem esperar que ele fosse realmente contribuir com o que ele trouxe pra gravação. Que ele só fosse fazer umas percussões uma música ou outra. E João Paraíba já tinha uma experiência com gravações de samples e gravar grooves pra fazer música eletrônica, então ele chegou com muita disposição para improvisar, e ele tocou em quase todas as músicas, a gente acabou aproveitando o que ele fez em quase todo o disco. Acho que deve ter uma ou duas músicas que não entraram as percussões dele. Pra gente, foi incrível, ele fez tudo muito rápido, foi uma tarde de trabalho e foi incrível. E o Fausto foi outra surpresa, né, que o Edgar lançou o convite e acabou que ele participou com duas letras que ele também chegou e cantou meio do jeito dele, poético, de improviso, foi fantástico; e a Silvia participou dessa gravação com o João Paraíba, já teve a inspiração da letra, o Edgard chegou encantado com a letra, a gente gostou muito e saiu lá ficou bem bonito o vocal dela e os backings, a música ficou linda, ganhou demais então a gente teve muito mais que a gente sonhou quando resolveu propor esse trabalho com o Edgard. A gente não tinha muita clareza no que poderia vir a ser, né? De início, era o Edgar fazendo uma participação num disco do Tartamudo, que ficou linda. A gente sentiu que deu uma liga boa, o Edgar muito acessível, muito gentil, como ele sempre foi um gentleman. E a gente fez esse trabalho sem pretensões, né, como eu já disse. E acabou que ficou muito além do que a gente imaginou, tomou uma proporção muito maior. A gente viu o trabalho crescer, né, e levar também o Tartamudo por uma dimensão diferente, né, trabalhar com percussão, bateria mesmo, gravada. Foi assim surpreendente pra gente também, então a gente tá muito feliz com esse resultado aí do trabalho, ficou bem além do que a gente imaginava.
🌊🪼🫧🐚𓆝𓆟 Como uma onda no mar 𓆞𓆝𓆟𓇼🪼🫧🐚🫧🌊
Eu costumo dizer que o mineiro, ele só quer ver o mar, e essa paixão marítima foi muito bem traduzida pela sextante e clubber Utopixxxta em sua primeira baladinha, “Bahia Belo Horizonte”, que chega às plataformas nesta sexta (6), imaginando a capital mineira à beira-mar e “A influência do mar / Na vida dos amantes”, como diz a letra. A track traz à tona uma faceta mais introspectiva e nostálgica do grupo. “Faltava uma baladinha romântica no nosso catálogo, algo que fizesse referência à nossa história com o brilho e o charme que sempre entregamos”, revela Fernanda. A faixa foi produzida por Vincee, com influências da cumbia e latinidades, combinando beats eletrônicos envolventes. Vincee é produtor e DJ que vem se destacando no cenário nacional, responsável por sucessos com Tuyo, Uaná, Jesuton e Deekapz.
Adoro conhecer novos artistas, um dos motivos até de criação aqui da #SextaSei, há seis anos. Eu tava é bobeando de ainda não conhecer Rebeca Matta, artista com quase 30 anos de carreira e poucos discos, trajetória iniciada em 1998, com o álbum “Tantas coisas” (1998), e continuada com “Garotas boas vão pro céu, garotas más vão pra qualquer lugar” (2001), “Rosa sônica” (2006) e o ao vivo “À flor da pele” (2013). Depois de 13 anos sem lançamentos, ela volta forte, poderosa e imagética em “Pélvica”, álbum que inaugura uma nova fase artística. Multiartista, ela mesmo faz essas cabeças de arame que estão nas fotos de divulgação, caras falsas, ou suspensas, que parecem mostrar suas múltiplas facetas, ou seriam caretas? O álbum é energético, gritante, e foi produzido em parceria com Guilherme Kastrup (nome atrás de alguns dos melhores álbuns de nossa época, como alguns de Elza Soares, As Bahias e a Cozinha Mineira, João Fênix, Zeca Baleiro, Márcia Castro, Badi Assad e são tantos) e Enio Nogueira, e lançado pelo selo Alá Comunicação, do querido Jorginho Velloso. Rebeca participou ativamente da pré-produção de cada faixa, incorporando ferramentas digitais ao processo criativo e abrindo caminhos para novas possibilidades sonoras. “Olho no olho” foi o single que abriu os caminhos, com videoclipe que reúne Chico César, Larissa Luz, Mateus Aleluia, Roberto Barreto, da sextante BaianaSystem, Lan Lanh e Fernanda Monteiro.
Esse é o nepoyear da #SextaSei, com entrevistas com a rapper mineira Ciça, Vannick Belchior, Julia Guedes, Louise e Linda Ramalho, provando que santo de casa faz milagre, que sorte a nossa. Tenho adorado acompanhar o trabalho da gentil primobaby Christine Valença, prima de Alceu Valença que me manda seus lançamentos pela Groover, mesmo tendo assessoria de imprensa grande, porque a diva gosta de apoiar o jornalismo musical independente e livre. Esta semana, ela lança seu primeiro EP de estúdio, “Tempo Arranhado” depois de passar com várias faixas aqui pelas playlists, do álbum de estreia, “Lentes de âmbar” (2023) e do EP “Studio Sessions ao vivo ‘23” (2023). O EP propõe uma travessia por territórios subjetivos, nos quais memória, desejo, desgaste e permanência coexistem, em uma experiência poética sobre aquilo que nos atravessa, nos marca e permanece mesmo quando não pode ser explicado. Para Christine, “Tempo Arranhado” é uma imagem impossível, quase um paradoxo, capaz de provocar estranhamento. “O tempo não pode ser interrompido, manipulado ou controlado e talvez, no máximo, imaginado como algo que possa ser arranhado”, analisa.
A artista define o universo do projeto a partir de três pilares: delírio, deleite e duração. Esses elementos aparecem tanto nas letras quanto na construção sonora, conduzindo o ouvinte por atmosferas que transitam entre o concreto e o etéreo, entre o íntimo e o simbólico. As composições exploram imagens arquetípicas e uma escrita profundamente sensorial, na qual as emoções raramente são ditas de maneira direta. Em “Holofotes”, Christine transforma uma vivência pessoal em reflexão sobre exposição, indiferença e os desafios enfrentados por mulheres na indústria musical. A canção aborda o peso de expectativas constantes, da necessidade permanente de provar competência, força e perfeição, revelando o desgaste emocional provocado por essas estruturas. O EP conta com as participações de Belliza Luar em “Tabuleiros em flor”, composição de Manduka; e de Ilessi em “Pra lavar a dor”. A produção musical do projeto é assinada por Elísio Freitas.
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Playlist com as novidades musicais da semana, que consolida às 2h da sexta, com álbuns de Benzina, Maria Bethânia, La Roux, Steven Wilson, Shygirl, Kings of Leon, Django Django, Marina Peralta, Matu Miranda, Jair Duvhale, Eels, Scatolove, Pra Gira girar, Rebecca Matta, Chiara Civello + Clap! Clap! + CCCC, Lourenço Rebetez, Gabriel, O Pensador ao vivo, EPs de Tertuliana, FBC, Jack Harlow, mixtape de Bina.
Todas as playlists de 2025, 2024, 2023, 2022, 2021 e 2020 nos links
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