Sexta Sei: “O silêncio das ostras”, do mineiro Marcos Pimentel, faz reflexão sensível sobre a lógica capitalista de exploração dos recursos naturais

Documentarista de seis longas que ganharam mais de cem prêmios estreia na ficção, mas inspirado pela triste realidade do que estamos fazendo com o planeta

por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com

Marcos Pimentel estreia na ficção com longa que denuncia a exploração dos recursos naturais. Fotot: Vinícius Matos

A gentileza e a delicadeza sempre foram traços de personalidade de Marcos Pimentel, 48 anos, que foi meu contemporâneo nos anos de Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), nos anos 90. Sensibilidade que ele levou à sua premiada carreira como documentarista, em seis filmes que ganharam cem prêmios por festivais nacionais e internacionais e foram exibidos em mais de 700 festivais de 52 países. Seu sétimo filme, sua primeira obra de ficção, “O silêncio das ostras”, não por acaso, é inspirado em acontecimentos reais, a tragédia socio-ambiental de Brumadinho e Bento Rodrigues, que matou 289 pessoas e segue sem culpados punidos pela justiça, e está em cartaz no Cinemais, no Jardim Norte, em Jufas, em sessão única, às 19h. É difícil sair impune à sessão, graças ao roteiro e à direção de Marcos e à atuação delicada, intensa e visceral de Bárbara Colen, “atriz de águas profundas”, na definição do diretor. Batemos um papo, por e-mail, no qual ele me contou sobre suas principais inspirações para essa obra tão intensa. “Muitas histórias ouvi da minha mãe, relacionadas a cigarras, vaga-lumes e ostras, e de experiências com meu pai com os cachorros e carros-de-bois. E, obviamente, também muito da minha personalidade e da minha introspecção, do meu apreço pelas montanhas de Minas, tão castigadas pela mineração”, revela. “O filme convida os espectadores a refletir sobre a lógica capitalista de exploração dos recursos naturais. “O silêncio das ostras” é uma modesta contribuição para repensarmos o que estamos fazendo com nossa casa, que é o planeta”, arremata.

Moreira – É curioso e natural que o primeiro filme de ficção de um documentarista seja inspirado por acontecimentos reais. Você leva a esse trabalho de ficção um apreço por contar histórias reais? Esses rompimentos nas barragens de Brumadinho e Bento Rodrigues mataram 289 pessoas, e três corpos ainda não foram encontrados. É uma inspiração bem real e política, talvez a maior tragédia socio-ambiental do País, sem punição das empresas Samarco e Vale.

Marcos Pimentel – Sim, “O silêncio das ostras” é um filme de ficção que tem todos os pés na realidade. Em minhas andanças por Minas Gerais, conheci muitas Kaylanes e inúmeros vilarejos fantasmas. Minas também tem muitos andarilhos percorrendo suas estradas. Sempre que pude, me aproximei deles para ouvir histórias e descobrir os motivos que os levaram à vida errante. Uma quantidade impressionante deles foi atravessada pela mineração. Gente que passou anos trabalhando em minas de extração e que perdeu parte da conexão com o mundo por inúmeros motivos. Utilizei estes “encontros” para construir a protagonista do filme e parte de seu entorno. Também trouxe para o filme muitos elementos extremamente pessoais. Elementos e referências relacionadas a muitos documentários que fiz, como o circo Embalo 8, que está presente em meu curta de documentário “O maior espetáculo da Terra” (2005). E muitas histórias que ouvi da minha mãe, relacionadas a cigarras, vaga-lumes e ostras, e de experiências com meu pai com os cachorros e carros-de-bois. E, obviamente, também muito da minha personalidade e da minha introspecção, do meu apreço pelas montanhas de Minas, tão castigadas pela mineração. O filme acabou virando uma compilação de coisas que vivi e de encontros que tive ao longo da minha trajetória. Uma obra extremamente pessoal.

Moreira – Sou fã da arte de rua e, especialmente, dos pixos e das frases que se vê pelas ruas. No filme, você usa esses pixos como recurso para mensagens importantes dentro da trama, como “Sistema capitalista doente”, pixado na escola, e “Aqui morreu uma biblioteca”. Esse filme é, essencialmente, anti-capitalista, né? Apesar da vida dura que a família leva, todos tem o sonho de trabalhar nas minas e alimentar o sistema com suas vidas. E, na venda, a família se vê obrigada a escolher entre o xampu e o cigarro. 

Marcos Pimentel Sim, a mensagem do filme é totalmente anti-capitalista. Estas frases foram escritas pelos moradores de Paracatu de Baixo, nas paredes da escola da comunidade, que foi tomada pela lama tóxica do rompimento da barragem de Bento Rodrigues. O lugar virou uma espécie de memorial da tragédia, muito bem cuidado por eles para que o que aconteceu não seja esquecido. O filme convida os espectadores a refletir sobre a lógica capitalista de exploração dos recursos naturais. Os povos originários, os quilombolas, os pequenos agricultores e todos aqueles que detém saberes relacionados à terra nos alertam, há séculos, que essa forma extrativista relacionada à lógica capitalista leva à exaustão e ao colapso. Infelizmente, a maior parte dos setores da sociedade não escuta. “O silêncio das ostras” é uma modesta contribuição para repensarmos o que estamos fazendo com nossa casa, que é o planeta.

O sensível mundo da personagem Kaylane, vivida por Bárbara Colen

Moreira – É muito interessante o trabalho de arte que a protagonista desenvolve com insetos e vegetais mortos, é uma obra dentro da obra maior que é o filme, muito simbólico desse mundo em ruínas, sujo, feio, enlameado, que é retratado no filme. Quem fez essa direção de arte, especificamente dessa parte, muito sensível, poética e bonita. A casa dela vira uma galeria de arte.

Marcos Pimentel – A direção de arte é da Juliana Lobo, profissional incrível e de uma sensibilidade avassaladora. Entendeu perfeitamente a personalidade da protagonista e encontrou formas impressionantes de traduzir essa personalidade na casa e nos figurinos utilizados pela Kaylane. A protagonista passa o filme recolhendo insetos vivos e mortos e outros elementos descartados que encontra no lixo. Na medida em que se torna dona da casa, passa a imprimir no espaço reflexos de suas acumulações, da mesma forma em que vai costurando e tecendo as roupas que herdou da mãe. Kaylane colore o filme com traços de sua personalidade, levando luz ao ambiente árido e ocre da mineração. Até este momento, “O silêncio das ostras” recebeu 14 prêmios por festivais. De todos eles, o que mais felicidade tive ao receber foi o de “Melhor Direção de Arte” no Festival Panorama, em Salvador. O filme só tem esta potência imagética, por conta do trabalho feito pela Ju e toda a equipe de arte do filme. Uma entrega absurda com um resultado brutal! Além disso, a Ju hoje é mãe do Caetano, um menino lindo que, numa coincidência extrema, foi gerado durante o filme, em uma visita que seu companheiro lhe fez durante uma das folgas. Ela quer muito que Caetano conheça Matipó, cidade onde filmamos a vila operária, para descobrir este lugar tão especial onde ele foi gerado. De certa forma, a família dela se lembrará para sempre deste episódio, ocorrido durante o trabalho brilhante que ela desenvolveu para “O silêncio das ostras”. Muito bom isso.

Lavínia Castellari vive a pequena Kaylane, que "congela" em abstrações
O circo Embalo 8 passa e deixa marcas na vida da protagonista

Moreira – Eu costumo brincar nos meus registros fotográficos em caminhadas por Jufas que “o mineiro, ele só quer ver o mar”. O mar tem imenso poder simbólico no seu filme, encerrando a história e também ligando à realidade de que esses dejetos também chegaram aos oceanos, dimensionando o tamanho da tragédia. E também dão uma conclusão ao drama vivo pela protagonista. 

Marcos Pimentel – A Cleude, mãe da Kaylane, sonhava em ser cantora de axé music e cantar na praia para uma multidão. Quando a barragem se rompe e Kaylane resolve, finalmente, deixar a vila (ou o que sobrou dela), o mar acaba virando destino. É a única pista que ela tem de onde pode estar algum membro da família. Ao seguir a rota da lama, que desemboca no mar, Kaylane experimenta vários encontros que a levam a se reinventar. De sobrevivente de uma tragédia sócio-ambiental, ela se converte em uma resistente.

Bárbara Colen brilha no papel da protagonista na idade adulta

Moreira – A grandiosidade desse filme se deve, além da sua imensa sensibilidade ao tratar de um tema tão violento, à qualidade do trabalho desenvolvido pelas atrizes que interpretam a protagonista Kaylane, Bárbara Colen e Lavínia Castelari. Aonde encontrou essas joias, e como foi a preparação? Elas dão um show na tela e criam empatia com o espectador. Duas atrizes gigantes.

Marcos Pimentel – Em 2018, eu dirigi um telefilme chamado “Dia de Reis”, que foi o Especial de Natal da Globo em Minas Gerais. Naquele momento, conheci a Bárbara Colen, que viveu Dora da Viola, protagonista do telefilme. Imediatamente, nos conectamos. Assim que terminamos o trabalho, eu a convidei para protagonizar “O silêncio das ostras” que, naquela ocasião, era um projeto ainda em fase de captação de recursos. Fiz o convite numa padaria. Eu tinha percorrido a rota completa da lama e estava bem impactado por tudo que vi e ouvi. Contei pra ela sobre a experiência e começamos a chorar no meio da conversa, ali – na padaria – sem ninguém entender nada. Foi muito incrível. Assim que começamos a preparação, ela mergulhou de cabeça. Babi é atriz de águas profundas. Se não for para fazer intensamente, ela nem sai de casa. A Lavínia Castellari veio por sugestão do Ricardo Alves Jr e do Germano Melo, que fizeram o casting do filme. Ela havia atuado no filme “A felicidade das coisas”, da Thais Fujinaga. No longa da Thais, Lavínia tinha somente 6 anos. Quando filmamos, já tinha 9. Uma atriz super instintiva, que se divertia muito no set. A partir das duas, montamos a família e os demais personagens da história. Fizemos um trabalho de preparação muito intenso com a Ana Kutner, buscando criar um repertório de gestos comuns para as duas, fazendo com que a Kaylane surgisse de elementos trazidos por Bárbara e Lavínia. Que bom que você gosta do resultado. Eu não poderia estar mais feliz com toda entrega delas e com o resultado que temos na tela. É tudo de uma intensidade tão grande, que me arrepio todas as vezes que assisto. Muitos consideram a melhor interpretação da Bárbara no cinema até agora. E olha que ela vem de experiências onde o sarrafo está lá em cima, como “Aquarius” e “Bacurau”, do Kleber Mendonça Filho, e “Breve miragem de sol”, do Eryk Rocha.

Abaixa que é tiro!💥🔫

Poucos lançamentos esse ano serão tão artísticos, tocantes e profundos quanto “Saudades de Mim”, o segundo single de Ivana Wonder que antecipa o álbum que ela está preparando, com a veia Zé Pedro, pela Joia Moderna Discos. A balada, intensa e dramática, foi composta pela própria artista, e chega acompanhada de videoclipe plástico dirigido por Lucas Cobucci e Marcelo Jarosz. O novo single tem produção musical de Fábio Pinczowski (um dos produtores de “Caminhos Selvagens”, de Catto, outro grande lançamento do ano) e combina elementos sintéticos, coros fantasmagóricos e a profundidade melódica da voz de Ivana em uma atmosfera sombria que ecoa solidão. Esse é o segundo single da multiartista, que prepara seu álbum de estreia e lançou no ano passado “Melancholic Blue”. A direção de arte do clipe é perfeição assinada por Maju Camargo. Ivana Wonder, persona de Victor Ivanon, é uma artista não binária que une voz, maquiagem e performance. É parte do duo eletrônico Vermelho Wonder, com Márcio Vermelho.

Entusiasta que sou da música instrumental, estufei os olhos quando vi a divulgação do show de lançamento do EP de estreia do duo Matiz ou Eco, “Lampejo”, formada pelo baixista Lucas Santiago e pelo baterista Igor Lima, que fazem show de lançamento nesta (8), às 20h, no Maquinaria. Eles exploram os limites entre a crueza rítmica do funk americano, a sofisticação harmônica do jazz e a  profundidade emocional do soul. Ritmos marcantes e linhas melódicas sofisticadas criam uma experiência musical intensa. O EP com quatro faixas chega sexta (9) e foi gravado e mixado em um final de semana, no LaDoBê, com masterização de Rodolfo Ribeiro, com foco no improviso musical.

Jufas - Agente cultural com imenso poder de mobilização, a Bang do Gramboy comemora 11 anos de muita música com um baile de graça, que é mais gostoso, sábado (9), na Praça do São Mateus, onde tudo começou
O Farofa Carioca está de volta com Mario Broder nos vocais. Foto: Washington Possatto
Jufas é rock com o Festival de Bandas Novas
A Traste que eu gosto no Dominikaos. Foto: Clarice Carneiro
A 43ª edição do Miss Brasil Gay. Na foto, a vencedora de 2024, Allexa Dantas (MG)
Rio: O mar serenou com temporada do musical “Clara Nunes – A Tal Guerreira”, na Cidade das Artes, com Emanuelle Araújo
Labaredas de prazer com Samuca e a Selva. Foto: Brunno Kawagoe
Alberto Continentino lança o álbum "Cabeça a mil e o corpo lento" na Casa de Francisca. Foto: Cau Levy
Beloryhills - patrimônio imaterial da gente, o Lúdica Música faz show na Casa Outono
Rashid e RT Mallone no Sesc Palladium. Foto: Kleber Oliveira
Sampa - Malvisto e Lucas Gonçalves no Fffront. Foto: Marina Souza
Tudo vai dar Sesc: Cronixta por Rafa Rocha
Registro da última edição da Trevvo por @nhthan
Na Casa Natura Musical, Alice Caymmi apresenta o show “Para minha tia Nana”
Rio - Flor por Mariana Valente
The Living Tombstone, que adora reverenciar videogames e cultura pop, faz show no Cine Joia
Recife - Club Vittar por Gabriel Renné
Tours - Sílvia Pérez Cruz e Salvador Sobral passam por Recife, Brasília, Rio de Janeiro, Franca e São Paulo. Foto: Lorena Diniz
Marisa Monte passa por BH com sua primeira turnê com uma orquestra sinfônica com 55 músicos, com regência do maestro André Bachur, a Phônica, Foto: Leo Aversa

Jufas Agente cultural com imenso poder de mobilização, a Bang comemora 11 anos de muita música com um baile de graça, que é mais gostoso, sábado (9), na Praça do São Mateus, onde tudo começou, lá em 2014, a partir das 14h. Nos toca-discos, Gramboy, Snup-in, M. Castro, Fofão & Donald e Alex Paz.

“A inteligência é fundamental”, como ensina a Farofa Carioca, que faz show sexta (8), às 23h30, no Cultural Bar, celebrando o início da nova fase da banda, com o relançamento do icônico álbum “Moro no Brasil” e sua boa azeitada mistura de samba, soul, funk, reggae, forró, jongo, hip-hop e pop, tudo com a pegada das big bands de gafieira e a energia do Movimento Black Rio. Seu Jorge foi substituído, na linha de frente dos vocais, por Mario Broder

O Festival de Bandas Novas faz a sua última seletiva neste sábado (8), a partir das 15h, na Praça Antônio Carlos, com shows de Dias Inúteis, Tropical Punch, Void, Enkosto, Drunken Tales, Daniela Espíndola e os Homens de Preto, os meus queridinhos sextantes da Purple Lips, Etherbre4th e Black Butterfly..

Na sexta (8), às 20h, o duo Matiz ou Eco, com formação minimalista de contrabaixo elétrico e bateria, lança seu primeiro EP, “Lampejo”, no Maquinaria, explorando os limites entre a crueza rítmica do funk americano, a sofisticação harmônica do jazz e a profundidade emocional do soul. 

Matiz ou Eco por @yangabriel.mov

Sábado (9) e domingo (10), às 15h, o Experimental Container Bar comemora 9 anos com festival que tem DJ Marcelo Castro nos intervalos e shows com Hugo Schettino Blues Trio, no sábado, e Eminência Parda, no domingo. 

No domingo, rola o evento punk favorito da gente, o Dominikaos, com a banda sextante que amamos Traste lançando álbum novo, uma pedrada, Raw e a carioca Austera, a partir das 15h. O rolê é grátis, mas construído coletivamente, contribua aqui.

A 43ª edição do Miss Brasil Gay abriu votação popular que vai garantir uma vaga no top 6 para a vencedora eleita pelos internautas, o que será anunciado durante a cerimônia, no dia do concurso, no dia 23, no Terrazzo. A votação vai até 22 de agosto, mediante a contribuição simbólica de R$2,10. Além dos desfiles em traje típico e de gala, foi incluída uma nova etapa: a oratória.

Rio – O musical “Clara Nunes – A Tal Guerreira” entra em cartaz na Cidade das Artes nesta sexta (8) e fica até dia 31, sextas, às 20h, sábados, às 16h e às 20h, e domingos, às 15h e às 19h, com Emanuelle Araújo e Carol Costa sob a direção de Jorge Farjalla.

Se tem uma coisa que nunca escondi de vocês é que sou completamente apaixonado por Samuca e a Selva, a big band que segue com as comemorações de seus dez anos de estrada recebendo o guitarrista paraense Felipe Cordeiro em noite de swingueira e pélvis solto no Ladeira das Artes, nesta sexta (8), às 18h.

No sábado (9), às 23h30, Mady faz performance na The Oasis,  nova pista da The Home Rio, na Sacadura Cabral, em noite com performances de Una e DJ sets de Toni (Antônio Cruz), Effy Um  e Duda Olive.

Luedji Luna segue com a tour dos álbuns “Um mar pra cada um, Antes que a Terra acabe”, e passa pelo Vivo Rio neste sábado (9), às 21h.

O Manouche voltou com todo o gás e tem um final de semana especial com Alberto Continentino lançando o álbum “Cabeça a mil e o corpo lento”, com participações de Dora Morelenbaum e Nina Becker, na quinta (7), às 21h,  “Com Carinho, Rodrigo Penna”, na sexta (8), às 22h, Jazz das Minas e Ifátókí Maíra: “Ayé Orun”, no sábado (9), às 22h. 

Jef Rodriguez convida CT & Itapuca Dub, no sábado (10), às 20h, na Audio Rebel.

A 1ª edição do Festival Dupla de Três celebra a música no palco do Teatro Nelson Rodrigues, de 12 a 15 de agosto, com apresentações gratuitas que apostam na simplicidade do formato e na potência do encontro artístico, com Suricato, Ana Cañas e Zé Renato (12); Mahmundi, Cícero e Letrux (13); Marcelo Jeneci, Tiê e Joyce Moreno (14); e Juliana Linhares, Vanessa Moreno e Fernanda Takai (15/08). A curadoria é da jornalista Fabiane Pereira e, após a temporada carioca, o festival segue para São Paulo, onde realiza mais quatro encontros musicais, em setembro.

Beloryhills – Patrimônio lírico de Jufas, o Lúdica Musica toca no coração da gente e também na Casa Outono, na sexta (8), às 20h30, no Carmo.

“O bueiro reabriu”, avisa a festa Avulsa, que faz edição com entrada gratuita até 1h neste sábado (9), às 23h, no Barro Preto, com Anti Ribeiro, Cafezin, Maitech e Mathy e visuais de Rato Distópico.

O Sesc Mesa Brasil Musical rola no sábado (9), às 20h30, no Grande Teatro do Sesc Palladium, com Rashid convidando Iza Sabino, Stefanie e o nosso RT Mallone, dia 9 de agosto, as 20h30, no Grande Teatro do Sesc Palladium. 

Abebe Bikila, o BK´, passa com a DLRE Tour na sexta (8), às 22h, no BeFly Hall.

O galego que mexe com a gente Otto faz show “Apocalíptico” na Autêntica, no sábado (9), às 21h.

Sampa – O querido amigo Lucas Gonçalves, da Maglore faz show com Malvisto, projeto do alagoano Lucas Diniz, nesta sexta (8), às 21h, no Fffront.

Tudo vai dar Sesc: a paraibana Papangu se despede do Brasil antes de tour internacional show nesta sexta (8), às 20h30, no Belenzinho; Céu canta sexta (8) e sábado (9), às 20h, no Bom Retiro; Cronixta lanca o álbum “Wi-Fi da Floresta” sábado (9), às 20h, no Ipiranga; a nova voz do reggae brasileiro, Núbia show de seu primeiro álbum, “Sabores” (2024), no sábado (9), às 20h30, no Belenzinho; e Lucinha Turnbull estará no domingo (10), às 18h, no Bom Retiro.

A Trevvo faz edição com duas pistas neste sábado (9), às 22h, com MC Luanna, Katy da voz e as abusadas, Halc DJ, Novin, Apropri4damente e grande elenco.

A Festa Selvagem faz edição no  topo do Edifício Martinelli, neste sábado (9), das 14h às 22h, com Trepanado, Gabto e Djeizza.

No sábado (9), às 22h, tem Kevin na Barra Funda.

As festas Danado e Brutus se juntaram para uma edição especial, nesta sexta (8), às 22h, na High, com line up estelar com Delcu, Suelen Mesmo, Calcinha Rosa, Kebra Loça e Higai Lama, pela Danado, e Vinni Rocha, Alexandre Bispo, Oscar Bueno, Rick Castro e Heitor Werneck, do lado Brutus da força. 

Na quinta (14), às 20h, no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado, a Gongada Drag oferece terapia em grupo com Dra. Rosângela terapeuta, Rodrigo Apresentador, Valenttini, Naza, Mellody Queen, Kelly Heelton e Júnior Chicó

Na Casa Natura Musical, Alice Caymmi apresenta o show “Para minha tia Nana”, em memória de Nana Caymmi, na quinta (14), às 19h, dentro do projeto Sala da Casa. Um bonito reencontro após a tia criticar seu canto e as divergências políticas.

Flor faz show de seu álbum de estreia, “Cinema Love”, na Bona Casa de Música, na quinta (14), às 21h.

The Living Tombstone, banda do produtor israelense, Yoav Landau com o cantor estadunidense Sam Haft, que adora reverenciar videogames e cultura pop, faz show na quinta (14), às 21h, no Cine Joia.

BSB – O Cerrado Jazz Festival acontece de sexta (8) a domingo (10), na Caixa Cultural, com música ao ar livre, feira criativa e gastronomia. Entre os shows gratuitos, tem Choro Popular Orquestra, Dom Salvador e Chico César com participação de Fabiana Cozza, na sexta (8), Tucanuçu, João Bosco com Vanessa Moreno e Pipoquinha e Black Rio, no sábado (9), a partir das 19h30, e Egberto Gismonti e Daniel Murray, Rosa Passos e Baile do Cerrado Jazz, no domingo (10), a partir das 18h.

No sábado (9), às 20h30, Rico Dalasam cura aonde dói com a tour “Para sempre” no Infinu Comunidade Criativa.

UDI O Festival Timbre faz edição no final de semana, em Uberlândia, na área externa do Teatro Municipal, com shows de IZA, Samuel Rosa, CPM22, BK’, Duda Beat e Os Garotin, no sábado (9), e Lenine, Di Ferrero, Duquesa e FBC, no domingo (10), às 14h.   

POA – O sextante Ian Ramil faz a temporada Teatro dos Vampiros com convidados especiais a cada semana, lançamento do vinil do belo álbum “Tetein” e a primeira, com Duca Leindecker, já esgotou. Então corrão que são 35 lugares por noite, com os convidados Duda Brack (15 e 16), Clara Clarissa (22 e 23) e Alexandre Kumpinski (29 e 30)

Don L passa com a tour de “Caro Vapor II – qual a forma de pagamento?’, sábado (9), às 21h, pelo Bar Opinião. Na quinta (15), às 21h, tem Black Pantera com a “Perpétuo Tour”.

Recife – A Golarolê faz Club Vittar nesta sexta (8), às 22h, no Mirante do Paço, com a queen recebendo Idlibra em b2b com Dandarona, só as maiorzonas.

A Batekoo chega a Recife dentro de sua tour nacional neste sábado (9), às 22h, no CH da ZO, Carlos do Complexo, Mirands, Davs, Iury Andrew + Kananda PX e Milena Cinismo.

São Luís – A Plasminha. V3 convida o mineiro KNID (BH) com Brunoso e Sufleids nesta sexta (8), às 20h, no Hostel Casa Amarela.

Natal A Atômica faz edição especial Miley Cyrus, no sábado (9), às 21h, em Ponta Negra.

Fortaleza – A Atrita faz a edição Grave Gostoso no sábado (9), às 22h, na JamRock, com Idlibra (PE), ApsŪ (MG), Fritaz, Ryanbnog e Tuusmyr.

A Bateu está confirmada na edição da S PIQUE, na quinta (14), na Sunrise, com MU540 e Victor Lou.

Tours – Dois dos artistas mais sensíveis e celebrados da cena musical contemporânea de Espanha e Portugal, Sílvia Pérez Cruz e Salvador Sobral estreiam no Brasil o espetáculo Sílvia & Salvador, derivado do álbum lançado pela dupla, com canções de Jorge Drexler, Luísa Sobral, Lau Noah e Dora Morelenbaum. A turnê começa pelo Recife, no dia 8 de agosto, no Teatro RioMar, e segue por outras quatro cidades brasileiras: Brasília (12/08, Teatro Nacional), Rio de Janeiro (13/08, Teatro Riachuelo), Franca (14/08, Sesc Franca) e São Paulo (16 e 17/08, Sesc Vila Mariana). 

Marisa Monte faz sua primeira turnê com sua banda e uma orquestra sinfônica com 55 músicos, com regência do maestro André Bachur, a Phônica com shows em BH, no Parque Ecológico da Pampulha (18/10), no Rio, no Brava Arena Jockey (01/11), em São Paulo, no Parque Ibirapuera (08/11), Curitiba, na Pedreira Paulo Leminski (15/11), Brasília, no Gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano (29/11) e Porto Alegre, no Parque Harmonia (06/12). Ingressos pela Tickets for fun

Playlist com as novidades musicais da semana, que consolida às 2h da sexta. Todas as playlists de 2024, 2023 2022, 2021 e 2020 nos links

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