Sexta Sei: Um amorzinho gostoso em forma de esculturas colecionáveis chamado Toco-Oco

Casal de artistas cria o filho, no interior de São Paulo, produzindo personagens que vivem no limite entre o céu e a terra e transbordam humanidade

por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com

Bad Pink Wolf tamanho 25 cm de altura escultura em resina, pintada a mão com dentes e flexas em madeira e acabamento em cera
Totens Pequenos Xamãs. Greta Relicário. madeira pintada a mão e perola natural. 16 cm
Totens pequenos xamãs.Destilo e Aprumo. ambos produzidos em madeira. o primeiro com 20 cm e nicho com gota em bronze polido o segundo menor com ametista incrustrada e com 15 cm
da esquerda para direita. Ouroboro. Dançante. Fatalidade.
Totens Pequenos Xamãs .Vertices. madeira pintados a mão com cera de abelha no interiror do nicho 14 cm altura
Dançantes resina printados a mão com acabamento em cera tamanho 25 cm de altura
Totens pequenos Xamãs .Ouroboro. porcelana esmaltada pintada a mão com ouro liquido e decalque em ouro tamanho 14 cm altura
Ophidea. resina pintada a mão e acabamento em cera. Escultura de parede com 25 cm de altura
Future Fire. resina pintada a mão e gravetos coletados 25 cm

Já faz um tempo que eu ando completamente obcecado pelas esculturas colecionáveis criadas, no interior de São Paulo, pelo casal de artistas visuais Lara Alcantara e Guilherme Neumann, ambos de 36 anos, com assistência do filho Otto, 9 anos. Juntos, eles são a Toco-Oco, nome sonoro que é composto por duas palavras para representar, justamente, a união de duas partes . “Toco é pedaço de madeira, material que usávamos no começo. Toco como algo lúdico e cheio de possibilidades, com potencial de transformação. A fantasia. O Oco é o vazio, que é capaz de conter todo um imaginário“, explica a simpática Lara, por e-mail.

Lara Alcantara e o parceiro de vida e trabalho, Guilherme Neumann, e o filho do casal, Otto, hoje com 9 anos

Lara e Gui são formados em artes visuais pela Belas Artes de São Paulo e se conheceram, por acaso, num bar da Augusta, quando descobriram que faziam a mesma faculdade, mas em semestres diferentes. “Foi muito rápido nos entendermos como casal, em dois meses, estávamos morando juntos. De 2007 para cá, não conseguimos mais ver nossas produções artísticas como separadas. A criação de um trabalho sempre vem dessa comunhão de pensamentos e vivências osmóticas, porque a gente não consegue dizer onde começou uma ideia, se da minha ou da cabeça dele”, filosofa Lara.

Acervo pessoal esculturas de varios anos diferentes todas em resina

Juntos, eles criam personagens que vivem no limite entre o céu e a terra. “Eles são muito humanos, sempre buscando fazer parte do mundo em que vivemos, mas com algo que é sobrenatural, animalesco ou divino. Mas são, sempre, muito humanos. O mundo no qual habitam é bastante parecido com o nosso, cheio de injustiças, mas também de esperança“, explica Lara.

O casal lança de dois a três modelos diferentes por mês, sempre no dia 5, com tiragens limitadas que nunca são repetidas. As esculturas são assinadas e numeradas, têm dimensões que variam de 19 a 30cm e são vendidas por valores entre R$ 300 e R$ 1 mil.  As peças mais caras são as de bronze. “Não repetimos tiragens, as esculturas podem voltar com outra cor, outra modelagem ou tamanho”, explica Lara sobre a tiragem, que varia de 20 a 60 peças.

Totens pequenos xamãs varios materiais ceraica madeira aluminio e bronze Totem do centro Vértices tamanhos de 10 a 20 cm de altura

Antes da Toco-Oco, ambos trabalhavam com criação de obras tridimensionais, processo que aperfeiçoaram e adequaram para a marca, inspirada no modelo de toy art americano. Ela dava aulas, e ele era representado pelas galerias Choque Cultural e Lumi/ZNORT, mas se mudaram para São José dos Campos para criar o Otto. A marca paga as contas. O público, de jovens colecionadores, vai de 20 a 60 anos. Hoje, eles usam resina, cerâmica, fundição em metais, como bronze e alumínio, e madeira. “Para dar vida ao nosso trabalho, tentamos sempre mesclar outros materiais também, como tecidos, pedras, pérolas“, explica Lara.

Future Fire.resina pintada a mão e gravetos coletados. altura 25 cm

“Os personagens são parte da nossa própria narrativa, mas cada um, em particular, possui sua micro narrativa, que se desenrola por meio das cenas ou dos elementos, símbolos ou materiais, dos títulos ou dos textos que escrevemos.  Future Fire é um exemplo dessa micro narrativa. É uma figura humana, que carrega uma cabeça também humana nas costas, como um cesto cheio de gravetos. Seu corpo tenta suportar o fardo, o peso de uma cabeça cheia. Ou ainda o peso de uma consciência. Os gravetos simbolizam a esperança de poder sobreviver, de forma literal, por meio de uma futura fogueira, mas também de forma figurada, buscando maneiras de compreender e assimilar aquilo que é muitas vezes obscuro: a mente humana”, conta Lara.

O pequeno Otto participa muito, desde pequeno, sugerindo, trazendo referências. “Ele se vê no trabalho como parte de tudo isso. Hoje, se refere sobre alguma escultura que estamos fazendo como “o nosso trabalho””, conta a mamãe. Um trabalho lindo, né, tem que se orgulhar. Ah, no Instagram, eles ainda disponibilizam desenhos para tatuagens. Até eu que sou virjão de tatu me cocei. Se joga.

Abaixa que é tiro!💥🔫

Foi um susto acompanhar a hospitalização do mestre guitarreiro paraense Manoel Cordeiro. Ele já está se recuperando da Covid-19, em casa, mas precisa levantar recursos para custear o tratamento. Nesta sexta, às 20h, um time classe A vai se reunir, no YouTube e no Instagram do Brasileiríssimos, no evento Manoel Cordeiro Vivo.

Do Pará, tem Fafá de Belém, Dona Onete, o filho de Manoel, o também exímio guitarrista Felipe Cordeiro, e  Ximbinha. O line-up é pesadão e ainda tem Luiz Caldas, Karina Buhr, Márcia Ferreira, Tulipa Ruiz, Kassin, Vital Lima, Lucinha Bastos e Donatinho. Classe.

As doações podem ser feitas pelo PIX manoelcordeirovivo@gmail.com. Não conhece os Cordeiro? Acorda, menina, e veja aqui o show “Do tamanho do seu sorriso”, a volta de Fafá de Belém, escoltada pelas guitarras desta família feita pra gente amar.

Foto Felipe Diniz
Pedro Alterio e Pedro Viafora
João Donato e Donatinho
Alaide Costa

Sexta, tem superlive d’A Banda Mais Bonita da Cidade, às 19h30. Logo depois, Los Sebosos Postizos cantam Bob Marley no Circo Voador no ar, 22h. 

A 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes continua na web e, nesta sexta, tem live de Fernanda Abreu e, amanhã, de Johnny Hooker, sempre às 22h. Além do site do evento, Os shows também serão transmitidos pelo YouTube do Sesc Minas.

Angela Ro Ro faz uma série de lives, apoiadas pela Lei Aldir Blanc, acompanhada pelo pianista e arranjador Ricardo MacCord. A primeira é neste sábado, 30, às 19h, com repetecos (shows diferentes) nos dias 19 de fevereiro, 12 e 26 de março. Nosso amor ao Armageddon.

Sábado, 30, tem Leo Fressato, Laura Petit e Filipe Catto, às 18h, no festival Brasis em Casa, que continua domingo no mesmo horário, com Josyara, Oneide Bastos e Conde Baltazar.

Ainda no sábado, Pedro Alterio e Pedro Viáfora, integrantes do grupo paulistano 5 a Seco, fazem live no ZporZ Fest Verão, às 19h.  O festival continua, no domingo, no mesmo horário, com maravilhoso encontro de João Donato e Donatinho.

Daniela Aragão segue o ciclo de boas entrevistas “Afinando a prosa” com Filó Machado, hoje, às 19h, e  Alaíde Costa, quinta-feira, dia 4, às 17h. 

Hoje, 29, às 20h, rola o “Tributo a Jerry Adriani”, uma homenagem do filho do cantor, Thadeu Vivas, com participações de Wanderléa, Wanderley Cardoso, DJ Vivi Seixas, Lucas Veloso e Letrux.  A transmissão é no YouTube do Teatro Rival. Amanhã, o pianista radicado em Juiz de Fora Guilherme Veroneze lança, no YouTube, o concerto de piano solo “Saudação”.

O Festival Levada chega à nona edição com quatro apresentações, reunindo sete promessas da música brasileira contemporânea, ao vivo, no estúdio LabSonica, do Oi Futuro, com transmissão pelo YouTube, sempre às 21h. Anota o line up: Ilessi (2 de fevereiro), Thiago Nassif (3), Àiyé (9) e do coletivo formado por Dora Morelenbaum, Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra (10).

O produtor musical Felipe Puperi, o nome do projeto Tagua Tagua, exibe apresentação online, neste sábado, 30, às 18h.  O conteúdo ficará acessível por um mês no site taguatagua.com.br, e o ingresso custa R$ 25. O show é de lançamento do seu primeiro disco, o maravilhoso “Inteiro Metade”, que saiu em outubro pela Natura Musical.

As nove faixas do disco serão apresentadas na sequência. “Nosso objetivo foi fazer um braço visual que faltava na experiência toda do álbum. O disco é super rico em detalhes e diferentes moods. Essa session não é uma transposição do show pro estúdio, bem pelo contrário, é uma criação nova, minimalista e íntima, na qual a câmera passeia pelo palco e causa uma sensação de proximidade”, conta o artista. O show tem direção de Guillermo Calvin, e o artista se apresenta com banda completa.

A cantora e atriz londrinense Simone Mazzer, diva do Buraco da Lacraia que fez recente passagem pelo The Voice Brasil, faz live “Viva Elis”, com ANT-ART e participação especial de Marco Scolari, no domingo, dia 31, às 19h. A live une clássicos imortalizados pela Pimentinha a textos, imagens e vídeos. O duo ANT-ART é composto pelos multinstrumentistas Antonio Fischer-Band e Arthur Martau. Cada participante do show e da equipe irá transmitir o show de um local diferente, eu acho é chique. A live rola no YouTube da diva, e os ingressos a R$ 30 podem ser comprados aqui.

O designer Diego Navarro, 35 anos, passou uma manhã em uma fila de banco e ficou chocado como as pessoas se recusam a usar a máscara. “Eu estava sufocando de calor e com a máscara, a raiva crescendo, fiquei pensando o que dá pra fazer para as pessoas se tocarem sobre essa medida tão simples”, me contou, pelo chat do Facebook. “Eu não entendo como podem usar errado. Parece ter uma moda de usar errado. Fiz estas imagens pra mostrar que, na verdade, além de egoístas, as pessoas estão sendo meio burras, e burrice nunca é legal. A grande culpa das pessoas estarem agindo assim é do presidente, que além de ser uma pessoa muito ruim, é burro”, finaliza. As artes caíram nas graças da web e foram inspiradas nos lambe-lambes espertos da Gráfica Fidalga. Ah, tenho essa memória boa com o Navarro aqui.

Será que estes festivais que estão vendendo ingressos para eventos, ainda este ano, irão acontecer? O Coala já anunciou a próxima edição nos dias 11 e 12 de setembro, no Memorial da América Latina, com shows de Gal Costa, Maria Bethânia, Black Alien e Alceu Valença. A edição pandêmica, ano passado, foi muito linda, em um paraíso natural, dá para assistir no YouTube. Um golaço. A 6ª edição do Rock the Mountain está anunciada para 13 e 14 de novembro, em Itaipava, com um line-up dos sonhos com nomes como Caetano Veloso, Gal Costa, Silva, Hot e Oreia (que nem existe mais), Marcos Valle, Marina Sena e Bixiga 70, dentre outros. Já esgotou, em tempo recorde, o primeiro lote. Será que os eventos, com grande concentração de pessoas, poderão ser realizados? Em setembro do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei (14.046/2020), que dispensa reembolso por cancelamento de eventos, serviços e reservas afetados pela pandemia da Covid-19. Eu, por exemplo, perdi o valor que investi para ver o BaianaSystem no Festival da Mata, aqui em Jufas. Melhor estufar bem o olho.

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Sexta Sei, por Fabiano Moreira

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