Sexta Sei: “Precisamos proteger uns aos outros para continuarmos iluminando o mundo com a nossa luz”, caneta o alemão Boys !n Politics, que lança álbum de estreia homônimo

Ele trabalha com o conceito de sentir compaixão e amor contra pessoas que reprimiram sua sexualidade. “Diante do ódio, essa continua sendo a forma mais poderosa de resposta”

por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com

Boys in Politics, projeto de Momme Vollmer, em foto por Aidan Cummins

Volta e meia, o algoritmo acerta e joga a carne no prato do carnívoro, como o fez com o artista alemão Boys !n Politics, que lança seu álbum de estreia, homônimo, nesta sexta (2), mergulhando nas relações conflituosas entre a identidade queer e a masculinidade com um som com influências que vão do pop ao indie rock e do electroclash à club music, apresentando uma produção majoritariamente eletrônica que reflete a formação criativa do artista na vida noturna de Berlim. “Estou em um momento da vida quando posso realmente dizer que me expresso livremente, vivendo a vida que escolhi para mim. Essa é a minha maior conquista como ser humano, e foi a minha identidade queer que me trouxe até aqui. Dito isso, essa foi e continua sendo a causa mais verdadeira e honesta pela qual as pessoas queer precisam lutar — e isso pode cobrar um preço altíssimo. Como você mencionou, para muitas pessoas queer, a realidade de sua existência envolve grandes riscos pelo simples fato de serem a versão mais autêntica de si mesmas. Por isso, precisamos proteger uns aos outros tanto quanto possível para continuarmos iluminando o mundo com a nossa luz, pois acredito que esse é o nosso verdadeiro propósito”, me contou, em papo iluminado para a Sexta Sei. Ele diz que a maior política gay são o amor e a compaixão.  “Diante da crescente violência contra as nossas comunidades ao redor do mundo, às vezes é difícil encontrar esse lugar de amor e compaixão, mas isso se torna ainda mais urgente. Diante do ódio, essa continua sendo a forma mais poderosa de resposta”. finaliza.

Moreira – O seu nome artístico me chamou muito a atenção, quando algoritmo, de forma muito sagaz para uma máquina, nos conectou. Boys in Politics aponta para uma necessidade de a comunidade queer, LGBTQIA+, organizar-se politicamente por direitos. Aqui no Brasil, os números de violência contra a comunidade gay são muito altos, e foram registradas 257 mortes violentas de pessoas da comunidade em 2025. Isso significa que, a cada 34 horas, uma pessoa desse grupo foi assassinada no país. Os dados fazem parte do relatório anual do Grupo Gay da Bahia. O Brasil segue em primeiro lugar no ranking de países que mais matam pessoas transexuais e travestis no mundo, com 80 assassinatos registrados em 2025. Os dados são da última edição do dossiê feito pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Uma das políticas mais importantes do Brasil é a mulher trans Erika Hilton, que é deputada federal e propôs o fim da escala de trabalho 6×1. Nosso sonho é essa mulher, fã de Beyoncé, se tornar presidenta do país. Quais políticas a comunidade gay precisa lutar por elas hoje?

Boys !n Politics – O simples fato de eu ter um pênis traz consigo uma série de expectativas e até limitações sobre o que devo sentir, dizer ou fazer, com quem devo transar e o que devo vestir. Lutar contra essas normas é uma experiência familiar para muitas pessoas queer, inclusive para mim, e tem sido assim praticamente desde que me entendo por gente, quase desde o início da minha consciência. Combater e contrapor essas noções era exaustivo — e continua sendo —, mas é algo necessário. Estou em um momento da vida quando posso realmente dizer que me expresso livremente, vivendo a vida que escolhi para mim. Essa é a minha maior conquista como ser humano, e foi a minha identidade queer que me trouxe até aqui. Dito isso, essa foi e continua sendo a causa mais verdadeira e honesta pela qual as pessoas queer precisam lutar — e isso pode cobrar um preço altíssimo.

A capa do álnum "Boys !n politics" em arte de Leo Schwemler

Como você mencionou, para muitas pessoas queer, a realidade de sua existência envolve grandes riscos pelo simples fato de serem a versão mais autêntica de si mesmas. Por isso, precisamos proteger uns aos outros tanto quanto possível para continuarmos iluminando o mundo com a nossa luz, pois acredito que esse é o nosso verdadeiro propósito.

Foto por Adrian Harahap

Moreira – No release de imprensa do álbum, você diz que “o processo de criação deste álbum parece uma segunda puberdade em vários níveis”. Você diz que a sociedade negou sua existência durante toda a sua infância, transformando essa dor em motor de libertação. Para as pessoas gays, é mais difícil se afirmar socialmente? Você fala desse bullying na infância logo na faixa de abertura, “Rise”, dizendo que “They will always limit you / Just like the kids back in the day / Push you down / And hold you to the ground with their spiky knees”. Uma sociedade comandada por homens brancos é, essencialmente, uma sociedade violenta e injusta?

Boys !n Politics – Para o meu próprio bem-estar emocional, decidi parar de definir aqueles que praticavam violência e ódio como os vilões da minha história. Fazer as pazes com isso me permitiu deixar de ser vítima deles. Esse processo de pensamento me ajudou a entender que eu estava vivenciando um estado de desconexão, uma espécie de dissociação do meu verdadeiro eu. No entanto, por mais que eu tenha superado o ressentimento em relação a esses opressores e agressores, eu ainda precisava reservar um espaço para a raiva que sentia, e foi essencial para a minha arte dar a essa raiva espaço para respirar. Mas, com o tempo, nesse processo de libertação do passado, essas pessoas se tornaram apenas ruído de fundo. Agora elas não podem mais me ferir, porque aprendi a me amar e sei que elas estão erradas. Foi aí que minha raiva em relação a elas se transformou em compaixão e amor. Diante da crescente violência contra as nossas comunidades ao redor do mundo, às vezes é difícil encontrar esse lugar de amor e compaixão, mas isso se torna ainda mais urgente. Diante do ódio, essa continua sendo a forma mais poderosa de resposta.

Foto por Adrian Harahap

Moreira – Foi você mesmo quem produziu o álbum? A sonoridade é deliciosa ao misturar muito electroclash, que é um som formador da minha juventude, regada a muito Peaches e Miss Kittin, club music, pop e indie rock? A produção, majoritariamente eletrônica, reflete a sua formação criativa na vida noturna de Berlim, que é mundialmente reconhecida. Aqui no Brasil, estamos vivendo um momento de encolhimento dos clubes, com uma juventude que não consome mais tanto álcool e que prefere programas mais cedo, e não na madrugada. Qual a importância dos clubes na formação da identidade gay, como um lugar de acolhimento e pertencimento?

Boys !n Politics  – Fiz a maior parte da produção por conta própria, em colaboração com Jordan Lawlor, que mora em Los Angeles. Ele contribuiu com alguns elementos eletrônicos e mixou todas as faixas, exceto duas: “Incorruptible” e “When we jump”. Essas duas ficaram a cargo de Luca Sammuri, um produtor aqui de Berlim. Mas, pegando o gancho do que você disse sobre a cultura de clubes: eles foram fundamentais para mim enquanto eu crescia. Eles servem à nossa comunidade como um espaço seguro para experimentar a identidade e conhecer outras pessoas queer — e também amantes, não vamos fingir que não —, mas também como um lugar de catarse para liberar a tensão e, às vezes, a dor de crescer sendo queer. Acredito que precisamos proteger a todo custo os espaços queer na vida noturna, em todo o mundo. Eles salvam vidas queer, pois oferecem um lar para muitos de nós. Ao mesmo tempo, nosso lar não deveria existir apenas depois que o sol se põe. A vida noturna também coloca vidas queer em risco ao facilitar o abuso de substâncias e a dependência; além disso, muitos de nós aprendemos da maneira mais difícil que nossos espaços seguros talvez não sejam tão seguros quanto imaginávamos. Acredito que precisamos pensar em formas de viabilizar esses espaços fora dos conceitos típicos da vida noturna, oferecendo também contextos livres de álcool e drogas, a fim de criar uma utopia queer que vá além do universo da noite e dos prazeres passageiros.

Auto retrato

Moreira –  “Doll house” fala sobre uma temática presente na vida de todas as pessoas LGBTQIA+ no mundo hoje, e também dos héteros, a de relacionamentos intermediados por máquinas e aplicativos de relacionamento. “Hey sexy what’s up / Nothing much / What ya looking for / Looking for fun and you / Yeah me too / You’ve got some pics / Sure / Wow you’re super hot / Party boy / Sweet boy toy / Will make you fall / And ride you all night long / Before sunrise / I’ll hit the floor again”. Esses apps trouxeram um esvaziamento das relações, tudo passou a ser menos pessoal? O amor virou “Transactional”, como você fala na faixa “Incorruptible”?

Boys !n politics – Pessoalmente, sempre senti que precisava oferecer algo para receber amor. Acredito que os relacionamentos, frequentemente, carregam esse elemento transacional; alguns são quase exclusivamente transacionais — e acho isso perfeitamente válido, desde que todas as partes façam uma escolha consciente. Não quero descartar nem julgar essa forma de amor, mas também acredito que o amor, em sua forma mais pura, não vem necessariamente acompanhado de expectativas ou condições. O que me incomoda são as empresas — principalmente no setor de tecnologia — que desenvolvem seus produtos de modo a desobrigar os usuários de qualquer responsabilidade em suas interações e relacionamentos. Ao separar o corpo da pessoa que o habita, chegamos a um ponto em que os corpos alheios se tornam produtos de consumo, ignorando-se completamente o fato de que nossas almas são espaços sagrados e vulneráveis, que precisam ser nutridos e acolhidos para que possamos, de fato, nos sentir seguros e vistos. A cultura da pegação e do fetiche parece ter se tornado um remédio de curto prazo para a solidão, quando, na verdade, pode ser apenas uma manifestação dela. Quero que nos curemos enquanto cultura; por isso, acredito que estaríamos melhor sem esses aplicativos. E a maioria das pessoas que conheço concordaria comigo.

Foto por Adrian Harahap

Moreira – A necessidade de fazer política sendo gay tem a ver com a sua infância em Husum, “a cidade cinzenta à beira-mar”, como versou sobre ela o romancista Theodor Storm, que tem poucos mais de 23 mil habitantes? As coisas costumam ser mais difíceis para pessoas LGBTQIA+ no interior e em cidades com poucos habitantes.

Boys !n politics – Isso, inegavelmente, moldou minha consciência do mundo e a minha relação com ele. Levei anos para processar o isolamento que senti ao crescer lá, e esse processo só pôde começar quando me mudei. Meu único vínculo com meus desejos sexuais era uma percepção distorcida, obtida em salas de bate-papo erótico duvidosas na internet; já na vida real, a única experiência que tive com a vivência queer foi a de que essa parte da minha identidade era motivo de zombaria, ridicularização e vergonha. E sim, foi traumático. Mas o trauma pode servir de impulso, e ele me levou à vida noturna ainda jovem, colocando-me em contato com as artes e com artistas que expressavam sua própria raiva e dor. Portanto, é justo dizer que a minha identidade queer — e o atrito que ela gerou no início da minha vida — me conduziu ao caminho que trilho hoje. O trauma pode ser uma fonte imensa de aprendizado e conhecimento; sinto que ele me proporcionou as perspectivas que fizeram meu mundo mudar de uma simples sobrevivência para uma vida de plena realização e felicidade. E serei eternamente grato por isso.  

🌊🪼🫧🐚𓆝𓆟 Como uma onda no mar 𓆞𓆝𓆟𓇼🪼🫧🐚🫧🌊

A capa do segundo álbum de Potyguara Bardo, “Comédia Romântica”, por Rayssa Lima

Guardo um carinho especial por Potyguara Bardo pela entrevista no primeiro ano da Sexta Sei, ao lado de Luísa e os Alquimistas, hoje Leoa, quando falamos do brega wave, e a página tomou seu rumo descentralizador. Em maio do ano passado, voltei a falar dela, quando lançou o EP “Romântica”, uma espécie de primeira metade de seu segundo álbum , “Comédia romântica”, no qual reafirma seu trabalho como multiartista que assina a própria direção criativa, composições, figurinos e maquiagens. O álbum transforma a dor e o processo de cura de uma desilusão amorosa em uma potente narrativa musical, tudo embalado por uma mistura regional de gêneros como brega, seresta, arrocha, forró, piseiro e swingueira marcante das bandas locais de Natal. Segundo post da própria Potyguara, no X, a capa faz referência à pintura “Stańczyk durante um baile na corte da rainha Bona perante a perda de Smolensk”, criada pelo pintor polaco Jan Matejko, em 1862, atualmente parte do acervo do Museu Nacional de Varsóvia, na Polônia. A pintura retrata Stańczyk, o famoso bobo da corte real polaca, reflexivo e preocupado após receber a notícia de que a cidade de Smolensk tinha sido perdida para o Grão-Ducado de Moscovo (1514). O disco tem participações de Getúlio Abelha no forró debochado “A mina” , de Kaya Conky no pagodão baiano em “Faz-me rir”, e Leo na espiritual “Plano”, faixa meditativa sobre aceitação e reencarnação. 

Fotos Raíssa Vitral
O Soprü que vem do cerrado, com Lucas De Jesus (saxofone e clarinete), Caio Paiva (sintetizadores e guitarra), Iury Grooveman ( baixo e sintetizadores), Carvalho Samuel (vocais) e Wellis Raik (guitarras) Fotos: João Pedro Monteiro

Essa aqui foi a dica quente de Philipe Ramos, do Boto fé nesse som, de Palmas, no Tocantins, acredito que, ao meu lado e do querido Polvo Manco, do interior de São Paulo, o trio de  jornalistas que mais ouvem novos nomes hoje na imprensa independente de música. E é de Palmas, terra do calor, que nasce “Cidade do suor”, segundo álbum da banda palmense Soprü, que chega em fase indie pop, com mais sintetizadores, mas sem deixar de lado as guitarras, os baixos e os instrumentos de sopro que fazem parte da sonoridade da banda, em lançamento do selo Rockambole. A Soprü encontra no próprio Tocantins a principal matéria para as músicas, o que eles chamam de “indie pop do pé rachado”, uma definição que brinca com a ideia de uma música feita a partir da experiência de viver em uma cidade quente, seca e marcada pelo cerrado. “Cidade do Suor” nasceu das experiências do vocalista e compositor Carvalho Samuel em Palmas. 

As oito músicas são assinadas por ele, incluindo a faixa-título, que passou aqui pela playlist sextante na última semana, com exceção de “Linguagem dos homens”, composta em parceria com a artista argentina Luna Esandi. Ao lado de Samuel, estão Wellis Raik nas guitarras, Lucas de Jesus no saxofone e clarinete, Caio Paiva nos sintetizadores e guitarra e Iury Grooveman no baixo e sintetizadores. Pedro Henrique Sousa participa das baterias e Frederico Garibalde assina a produção musical, mixagem e parte das guitarras. O calor é o ponto de partida do álbum, e Palmas aparece como uma cidade difícil de escapar, com o sol, a poeira, o cansaço, as queimadas, a poeira, o calor e as paisagens do cerrado impregnados nas músicas. “A falta de oportunidades e a vontade de ir embora também fazem parte desse cenário, junto da sensação de que sair da cidade pode parecer necessário, mas nem sempre significa saber para onde ir”, diz trecho do release. “A sensação de cansaço, a vontade de fugir, a falta de caminhos e a busca por algum tipo de alívio também fazem parte da experiência de viver na cidade. No meio disso, o amor aparece como uma possibilidade de escapar, mesmo que por pouco tempo”, segue o release. Questionei o que eles fazem embaixo do edredom em lugar tão quente na faixa de abertura, “ArraiasCéus”. “Haha. Edredom esquenta não é. E a música fala de barro. A arraia se esconde debaixo do barro do rio, como se fosse um edredom. A música fala sobre se esconder. Fala de ansiedade e fuga”, me responderam, pela DM do insta.

Samuca e a Selva por Kim Costa. Na ordem, Bio Bonato (sax barítono e flauta transversal), Kiko Bonato (sax tenor, sax alto e escaleta), Guilherme Nakata (bateria e voz), Léo Malagrino (baixo e voz) e Allan Spirandelli (guitarras e voz), em cima; Felippe Pipeta (trompete), Dominique Vieira (percussão), Samuel Samuca (voz e flauta transversal), Carol Leão (teclados e voz) e Victor Fão (trombone).

Era primavera em 2023 quando eu entrevistei a banda paulista Samuca e a Selva, que lançava  seu terceiro álbum de estúdio, “Ditados populares dançantes”, com fagulha e gasolina, labaredas de prazer. Depois de um comunicado de que tudo ia se acabar, no Instagram, Samuca esclareceu, no mesmo post, que era tudo bait “Pra gente se acabar” com o quinto álbum do coletivo, que persevera em uma indústria cada dia mais ameaçada pela automatização, mas tem suas dúvidas. Com participações de Carlos Dafé, que passou aqui pela última playlist com “O tempo leva”, Silvia Machete, com “Teia de aranha” e Abacaxepa, em “Flor do mistério” o álbum reflete sobre as dificuldades de manter uma big band de dez integrantes na estrada. “Tem sido difícil manter um coletivo horizontal deste tamanho e a gente, em meio a orgulho e cansaço, têm se perguntado sinceramente se ainda faz sentido”, diz Samuel Samuca, vocalista e fundador do grupo.

Arte de capa: SANTVS

 “Pra gente se acabar” batiza uma possível saideira de um grupo que sempre foi sinônimo de alegria e irreverência. No álbum, são abordados temas como saúde mental, especulação imobiliária, paixões, saudade, angústias e o espírito do tempo. O álbum tem cara de trilha sonora e  reafirma a marca registrada do coletivo: a fusão de ritmos da música popular brasileira com elementos da música latina e do jazz, sustentada pela sonoridade massiva do decateto e pela poesia sagaz de Samuel Samuca, do guitarrista Allan Spirandelli e do baixista Léo Malagrino, membros do grupo que também contribuíram com obras no repertório. “É um disco feito para dançar, mas também para refletir, para chorar e para ser ouvido camada a camada: ali nada é por acaso”, finaliza Samuca. Formada em São Paulo pela união do cantor e compositor vale-paraibano Samuel Samuca com músicos vindos de projetos bem estabelecidos, como Nômade Orquestra e Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, Samuca e a Selva acumula, em pouco mais de uma década, uma indicação ao Prêmio da Música Brasileira, duas presenças na lista dos 50 melhores álbuns do ano da APCA e parcerias com Criolo, Liniker, Luedji Luna e Catto.

Almocinho com a Piky em, quando fui a São Paulo lançar o "Babado Forte", em novembro de 2024

Eu sempre brinco que a Piky, ou Mariana Candeias, fez a divulgação do primeiro single de Chiquinha Gonzaga, dado o tempo que esta colega está no jornalismo cultural e musical, desde a MTV, quando era estagiária, passando pela gravadora Trama e, nos últimos anos, na Deck da gente. Astróloga no perfil Maga Astrológica, ela une astrologia e música em “Renato Manfredini ‘Júpiter’ – As revoluções solares do líder legionário”, que ganha lançamentos no Rio, no dia 6, na livraria Janela, no Jardim Botânico, a partir das 19h; e em São Paulo, no dia 8, na Travessa de Pinheiros, a partir das 19h. O livro “Discobiografia legionária”, de Chris Fuscaldo, ganha versão em audiobook pela produtora Tocalivros e acompanha o lançamento, marcado pelos 30 anos de partida de Renato, completados em 11 de outubro. Áries com Ascendente em Peixes, Renato Russo estava no início de seu segundo retorno de Júpiter, uma espécie de “renascimento” para ele, quando a Legião Urbana lançou seu primeiro álbum, em 1985, e começava seu terceiro ciclo de Júpiter quando lançou o derradeiro “A Tempestade ou O Livro dos Dias”, em 1996, e nos deixou precocemente.

A autora encontrou semelhanças entre os mapas astrológicos do cantor e o conteúdo dos seus discos e de sua vida artística de modo geral. “Acho que isso modificou minha visão sobre a astrologia. Durante a pesquisa, me surpreendi por encontrar tantos sinais do mapa astral nos álbuns e vice-versa”, conta. Com foco na produção artística e não em questões pessoais, o livro é uma declaração de amor à banda, ao mesmo tempo em que propõe uma interpretação da Revolução Solar que foge do convencional, com a ideia de mostrar a abrangência da astrologia como linguagem simbólica. 

O agendão das maravilhas segue nos destaques do meu Instagram, separado por cidades, e em thread infinita no X.

Playlist com as novidades musicais da semana, que consolida às 2h da sexta, com álbuns de Pabllo Vittar, MC Cabelinho, Traemme, Boys in Politics, Fat Dog, Victoria Monet, Girl Ultra, Meshell Ndedeocello, Nanda Tsunami, Hermanos Gutiérrez. Todas as playlists de 2025, 2024, 2023,  2022, 2021 e 2020 nos links

Para melhores resultados, assista na smart TV à playlist de clipes com Magdalene, Antdot, Ginton + BAKKA + Tuyo, Lil Nas x, Bree Runaway, dadá Joãozinho, Letrux, John Legend + Pharrell Williams, Bina. + Tkay Maidza, Peaches, Miley, Mogwai + Iggy Pop, Fat Dog, Bruno Mars, Julia Benford, Mago de Tarso, Jean Tassy + Riff & Teo Guedx, Tracey Remix, Linkin Park, Olivia Rodrigo, My Chemical Romance, The Offspring, Shenseea, Helleno, Asfixia Social, Uaná + ÀTØØXXÀ,  Chico Chico + Orquestra Sesiminas, Cézar Mendes + Caetano Veloso, Mariana Volker, Congadar, Luca Frazão, Meshell Ndegeocello + Cynthia Erivo, Vírus, Megan Thee Stallion, NandaTsunami, Muxima + Mari Anne, Placebo, Fontaines D.C., Tony Iommi, MC Cabelinho, Hermanos Gutiérrez, Kings of leon, Easy Freak, The Rolling Stones, Maglore e Space Afrika. 

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