Sexta Sei: Qual é o tambor que bate dentro da percussionista, compositora, produtora e cantora baiana Michelle Abu?

Depois de quebrar muitas cordas Mi do violão, ela se entregou à bateria e à percussão e questiona, nesse segundo álbum, por que o tambor está sendo retirado da música popular e substituído por samples

por Fabiano Moreira
sextaseibaixocentro@gmail.com

Fotos por Gal Oppido

Baterista e percussionista das brabas que acompanha gente de altos níveis, tipos Elza Soares, Arnaldo Antunes, Karol Conká, Catto, Paulo Miklos, Lobão, Edgar Scandurra, Ira!, Fresno e Pitty, dentre outros, a baiana Michelle Abu, 47 anos, lança seu segundo álbum solo, “Qual é o Tambor”, pela Central Records, com um olhar marxista sobre a retirada do tambor da música popular, medida que é tomada para a redução de logística e custos. “O percussionista, ele foi sendo substituído por máquinas, por samples, e a gente sabe que não chega tanto quanto o instrumento sendo tocado em si, né? Então, esse foi um disco feito para a música brasileira, para os ritmos do Brasil e para os tambores”, explica a musicista, que se enxerga como compositora mesmo quando executando a música de um colega, mas levando sua bagagem e sua levada. Conversamos sobre como ela acabou descobrindo, na estrada, que seu lance é mais sobre composição e criação do que encarar jornadas exaustivas e viajar para tocar em turnês. “Porque eu sempre achei essa coisa de tocar seis, sete horas, oito horas, uma coisa muito além de você tocar um instrumento. Era uma coisa muito mais… Um condicionamento físico, braçal e tudo mais”, analisa. No álbum, ela divide algumas das faixas com a rapper Karol Conká, na canção-título, que ganhou clipe, a diva indie e sextante Catto, os músicos pernambucanos Otto e Lirinha e Paulinho Santos, integrante do histórico grupo instrumental Uakti, além do coral Memória Viva Guarani. Ela me disse que os índígenas não são muito de percussão, e aproveitei para apresentar o samba da marujada dos sextantes Marujos Pataxó

Moreira – Paulinho da Costa acaba de ganhar a primeira estrela brasileira na calçada da fama, em Hollywood, um momento de celebração da importância da percussão brasileira na indústria da música mundial, de Michael Jackson a Madonna. A linda capa do seu álbum celebra a infinidade de instrumentos que constrói o som de um bom percussionista e deixa em aberto ao ouvinte escolher o seu tambor. Como a percussão entrou na sua vida e como você expandiu esse universo inicial à composição e à produção?

Michelle Abu – Bom, desde pequena, eu sempre gostei muito de percussão. Eu sou de Salvador, então, meu pai pegava um balde e ficava batucando na esquina. Tinha sempre alguém batucando. Eu nasci na Cidade Baixa, no Bonfim. Então, a percussão, ela corre muito pelas ruas lá de Salvador. Então, eu sempre gostei muito de tocar. Mas foi com 17, 18 anos que eu fiz a minha primeira banda. E aí, eu tocava violão, quebrava muita corda mi. E aí eu gostava muito mais dos ritmos do que da parte harmônica. E aí eu migrei para a percussão e comecei a trabalhar pelo circuito de bares em Salvador. Depois pelo circuito alternativo com os artistas. Cheguei a fazer shows com a Margaretth Menezes. Mas o axé em si, o mercado do axé, nunca foi uma coisa que me atraiu muito. Porque eu sempre achei essa coisa de tocar seis, sete horas, oito horas, uma coisa muito além de você tocar um instrumento. Era uma coisa muito mais… Um condicionamento físico, braçal e tudo mais. E aí eu vim para São Paulo com minha banda. E a partir daqui, eu comecei a desenvolver mais o meu trabalho como percussionista e baterista. Sobre a composição, eu sempre fui compositora, desde sempre, desde quando eu tive minha primeira banda. Eu sempre compunha e aí cheguei em São Paulo com uma banda, depois, aqui em São Paulo, eu cheguei a fazer uma banda chamada Reféns, e depois eu cheguei a fazer um disco chamado “Michelle Abu #1”, que é o meu primeiro disco. Então, a composição, ela sempre teve no meu universo, assim. Eu pretendo trabalhar mais ela agora, porque, como eu trabalhava com muitos artistas, eu ficava mais focada em fazer shows para trabalho, mas agora o foco está mais para essa composição mesmo. E esse disco veio das composições vindas dos tambores, né? A primeira coisa das composições foram os tambores, e depois dos tambores, a harmonia, melodias, letras ou não, foram chegando.

Moreira – O álbum tem participações muito poderosas, como a rapper Karol Conká, a diva indie e sextante Catto, os músicos Otto, Lirinha e Paulinho Santos, integrante do histórico grupo instrumental Uakti, e o coral Memória Viva Guarani. Como foram esses encontros e colaborar com esses artistas?

Michelle Abu – Bom, todas as participações do disco foram escolhidas pelo coração mesmo, assim, sabe? São artistas que eu admiro muito, que eu gosto muito e que eu trabalho ou já trabalhei. Então, a Karol Conká, eu tô com ela já fazem oito anos, mais ou menos, e a gente sempre se identificou, eu me identifico muito com o som dela, né? Eu toco percussão com ela, então eu me identifico bastante, assim, sempre foi uma coisa da gente se admirar mutuamente, então, quando a convidei ela foi porque eu a conheço e eu gosto muito do som dela. A Catto, eu tô com a Catto mais de dez anos, né? Eu faço bateria lá na banda da Catto, os últimos discos eu gravei com ela, então a gente tem uma relação muito emocional e muito de amor também e de admiração. Então, esses convites foram chegando dessa forma. O Paulinho Santos, a mesma coisa, eu cheguei a conhecer o Paulinho num trabalho que eu fiz com a Maria Rita Stump, depois com Palavra Cantada, que eu também cheguei a trabalhar, e aí eu sou muito fã do grupo Uakti, desde sempre, desde quando eu descobri o grupo. Então, também foi um convite de admiração, né? E o Otto, a mesma coisa, o Otto eu cheguei a tocar na banda dele, mas o Otto é percussionista e um dos maiores compositores pra mim da música brasileira, eu gosto muito da forma como ele compõe. E ele toca percussão, ele não toca violão, guitarra, ele compõe a partir da percussão. Então, além de admirar ele como pessoa, de eu ter trabalhado com ele, ele como artista, pra mim, é muito incrível. Lirinha, a mesma coisa, né? O Cordel do Fogo Encantado, eu conheço os meninos do Cordel, a gente já trocou várias ideias, enfim. Ele nunca foi distante pra mim, o Cleiton, o Lirinha, o Emerson. E aí, tinha uma poesia do Bairro dos Novos Caetanos, que eu já tinha feito essa música “Sertão de dentro” com essa poesia, e aí eu convidei ele, que é um poeta, pra fazer parte. E sobre os guaranis, eu fiz um show em 2019 no Sesc Instrumental, Sesc Consolação, e eu já tinha convidado eles pra pintar o rosto da gente. Os indígenas, eles não usam muito tambores, né? São poucos os indígenas que usam tambor, assim. O tambor geralmente é um djembé que acompanha o violão, os xinguanos usam flautas. Os tambores mesmo, tem indígenas ali no Espírito Santo, Bahia, que se utilizam tambores. Inclusive, tem um grupo de mulheres que fazem rituais com os tambores. Então eu sempre fiz essa pesquisa, né? Eu acho que a música indígena é uma música brasileira também, né? Faz parte da música brasileira e agora tá chegando com mais força, mas a ideia foi ir atrás também dessas informações rítmicas. E foi muito bacana porque um carimbó, que é lá do norte, dos ribeirinhos. Eu compus o carimbó e chamei os guaranis para gravar. E foi muito bacana essa experiência, porque os guaranis cantam outra coisa, que não é o carimbó. E a gente teve que achar e botar eles no andamento certo para que desse certo.

Moreira – Você está deslumbrante nas fotos de divulgação do álbum e no clipe com a mamacita, uma mistura de Pachamama, Sepultura, Burning Man e religiões de matriz africana. De quem foi este trabalho? Está muito bonito e potente. Quais foram as influências na construção dessa imagem? 

Michelle Abu – Bom, a concepção foi minha, né? Essa coisa da gente tocar a percussão, de ter que carregar o tambor, de ter que sempre, né? E tambor tem muito essa coisa da terra, né? De ter o pé no chão, ter o pé firme. Quem faz o ritmo, quem segura o ritmo de uma música são os tambores, seja de bateria ou seja de percussão, mas são os tambores. Então, e eu sou de Salvador, tenho muita influência da matriz africana, né? Eu não sou negra de pele, mas de alma, com certeza. Ter nascido na cidade de Salvador e ter convivido com todos esses ritmos que acontecem lá. Eu sou apaixonada pelas bandas afro. Eu toquei na banda Didá, que é a primeira banda de mulheres do Brasil e a primeira banda afro também de mulheres. Então, essa referência veio toda na minha cabeça, de eu me colocar como se eu tivesse sendo. Que se diz, eu posso usar a palavra guerreira, mas de uma certa forma não deixa de ser, mas foi mais essa coisa mesmo desse símbolo do que a percussão traz, que é um símbolo de um guerreiro, mas trazer esses elementos, essas cores, esses elementos mesmo para caracterizar essa história do tambor, que é ancestral e que é feminino, muito feminino também e que tem essa característica desse trabalho de você estar sempre carregando, tendo que, para você estudar, para você tocar, para você fazer show, então somos guerreiros dos tambores, pode se dizer assim. E aí eu chamei o Gal Oppido, eu tiro fotos com o Gal há muitos anos, assim, pra mim ele é o fotógrafo que mais consegue pegar, registrar a minha expressão corporal, física, porque ele não edita, ele tira 400 fotos, fala, toma aí, e aí escolhe aí. Então isso é muito bacana, uma foto que não foi editada, que não foi passado em nenhum programa de computador pra corrigir nada, então essas fotos são o que elas são, então isso ajudou bastante. E a maquiagem do Alma Negrot que é um artista incrível, que ele não é só maquiador, ele é DJ, ele é performancer, então eu acho que esses elementos também fizeram com que as fotos chegassem nesse resultado.

Moreira – Você tem mais de 30 anos de trajetória, acompanhando ícones como Elza Soares, Margareth Menezes e Arnaldo Antunes. Neste segundo álbum, você assume o protagonismo total, assinando composição e produção musical das oito faixas. Como é sair do fundão, aonde ficam os percussionistas, e ir pro primeiro plano? 

Michelle Abu – Bom, no “# 1”, que é um álbum mais de rock, que eu assumi as guitarras base, as composições, o canto também, as baterias do disco, eu gravei as baterias, as percussões, as guitarras bases do disco e as vozes, eu já tinha assumido esse papel meio de compositora, mas eu tinha ido para uma linha mais rock, assim, que naquela época, era bastante o mundo que eu trabalhava. Eu trabalhei bastante com rock and roll, eu fui baterista das Mercenárias, eu fui baterista do Arnaldo Antunes, do Paulo Miklos, trabalhei com o Lobão, do Edgar Scandurra no Benzina, isso tudo como baterista e percussionista, o Ira!, agora eu tô na Fresno, fiz o The Town com a Pitty, então o rock é um universo que eu transito muito, que eu me sinto muito à vontade, que eu me sinto fazendo parte dele, então no”#1” isso já veio, essa composição, essa direção musical junto do “#1”com o Cássio Calazans, que foi o diretor do outro disco, o produtor, junto comigo, então já tinha vindo. E aí, agora, 12 anos depois, mais ou menos, 11, 12 anos depois, tá vindo o “Qual é o tambor”, que foi um disco mais pensado realmente na música brasileira, em como a música brasileira perdeu, tirando os tambores da sua música por questão de logística, por questão de cachê, por questão de instrumento. Então, o percussionista, ele foi sendo substituído por máquinas, por samples, e a gente sabe que não chega tanto quanto o instrumento sendo tocado em si, né? Então, esse foi um disco feito para a música brasileira, para os ritmos do Brasil e para os tambores. Uma coisa que é bem bacana é que, todos os trabalhos dos quais eu fiz parte, apesar de estar no fundão, na bateria ou na percussão, eu sempre tive liberdade, os artistas sempre gostaram da minha identidade ou de como eu interpretava as músicas, como eu tocava. Então, é, de certa forma, uma composição, eu não sou de ouvir uma música e tirar a mesma levada igual, eu faço aquela música acontecer dentro daquele universo ou ritmo, mas sempre coloco a minha marca, isso sempre foi um diferencial, por isso eu trabalhei com várias pessoas, porque era uma coisa que eu trazia além do que já estava gravado e colocado.

Moreira – O álbum é inspirado na diversidade das manifestações culturais brasileiras, de samba de roda falando sobre os bairros da cidade baixa em Salvador, aonde você nasceu, carimbó, pagodão 🫶 (eu amo demais), afrobeat com grooves de música baiana, baião, aguerê de Oxossi (dança de candomblé, segundo a Wikipedia, a toque de atabaques) e uma balada rock. O que você ouve que te inspira a fazer essa grande mistura de ritmos?

Michelle Abu – Bom, na verdade eu sempre gostei de música boa, eu gosto de música que bate, aquela música quando você ouve, bate em você, que você se emociona, que você se arrepia, ou que você sente vontade de dançar, então sobre essa mistura de ritmos, assim, é uma coisa natural, para mim é uma coisa natural, porque vem de dentro, sabe? Eu amo o rock’n’roll, como eu falei na outra pergunta, eu já toquei com várias bandas de rock, então a minha expressão é rock, a minha expressão física na hora de tocar um pandeiro é rock’n’roll, além de amar o rock’n’roll, e toda eu, por ser percussionista e baterista, é como se eu tivesse, não vou usar a palavra obrigação, mas eu tivesse essa função de realmente ir atrás do que acontece no Brasil para poder trazer, para poder colocar na música, para poder as pessoas conhecerem. Porque o Brasil é o país mais rítmico do mundo, não existe a quantidade rítmica de cultura e de ritmos em nenhum lugar do mundo que existe no Brasil. Porque o Brasil é gigantesco, porque a gente teve influências, além dos indígenas, dos negros que vieram e de todos, o pessoal da Europa que invadiu, a Espanha, Portugal, Japão, aqui em São Paulo tem bastante japonês ali na Liberdade, então eles vieram em grande quantidade. E isso tudo faz com que a gente tenha características musicais e culturais que não tem em lugar nenhum do mundo, essa mistura toda. Então eu me sinto nesse dever de como percussionista brasileira e baterista brasileira trazer esses ritmos todos que existem aqui no país e no mundo afora também.

🌊🪼🫧🐚𓆝𓆟 Como uma onda no mar 𓆞𓆝𓆟𓇼🪼🫧🐚🫧🌊

E se os Beach Combers estivessem em São Paulo, com vocais em seu instrumental de surf music, boá colorido e uma banda malukete, peculiar e única formada por MONCHMOCH (baixo), cleozinhu (bateria) e Vitor Wutzki (guitarra)? Isso seria mais ou menos o que se vê, ouve e sente em “Luneta Azul”, single mais solar do próximo álbum da querida amiga virtual brasiliense e também jornalista Marina Mole, do selo Café8 Music, “Azucrim. Ela passou o último ano apresentando ao vivo o repertório desse volume. O videoclipe, criado pela própria artista, tem inspiração nos visuais do grupo B-52s. Marina, além de cantora, se identifica antes de tudo, como compositora, e também atua como jornalista, poeta e artista visual. O álbum foi gravado em fita no estúdio do Beeau Gomez (Retrato, Falces). A mixagem é assinada por Eduardo Possa, o Duds, que integra a banda sextante Exclusive Os Cabides como guitarrista. “Azucrim” é personagem fictício que dá nome ao trabalho, um anjo que azucrina Deus por sua postura remota e inacessível diante dos humanos, ideia que dialoga com o conceito do Deus Estrangeiro, presente no gnosticismo, confirmando que o Diabo é o pai do rock.   

A capa do single

Nada foi mais bonito e desceu tão macio, na semana que passou, que o segundo álbum do catarinense Ryan Fidelis, 21 anos, “Tons de marrom”, que consolida seu nome como um dos principais destaques da cena do R&B brasileiro. O álbum chega após o lançamento do disco “Alma” (2025) e do EP “Noir” (2026), todos produzidos pelo próprio Ryan em seu home estúdio em Florianópolis, com mais de cinco milhões de streams em todas as plataformas digitais. Neste álbum, Ryan fala do amor negro, por isso a capa, emblemática, em cascatas e camadas de marrons, na linda foto de Igor Reis. “Tons de Marrom” sai acompanhado de um curta metragem em três atos que conta a história do disco, por meio da relação dos personagens Rosa Maria, que também dá nome ao primeiro single lançado, e Caique, interpretados por Wanessa Vieira e Murilo Sousa, respectivamente. A direção é de Thiago Veiga & Gabriel HP, tem concepção do próprio Ryan, com roteiro de Natalia Martins. O primeiro ato está aqui.

Eu já tinha falado do cantor e compositor carioca Dani Bessa aqui, quando ele lançou o single de “Felícia”, que integra seu álbum de estreia, “Hiperdrama” (2024), Ele estreia nova era com o single “Monocromática”, indie pop que antecipa o EP “Manual do Tempo”,  previsto para o segundo semestre. O clipe emula as legendas de karaokês e as intervenções manuais sobre fotos, com letterings do próprio Dani. “ “Monocromática” é um indie pop melancólico à la Wallows (banda de rock alternativo de Los Angeles) que vai de encontro à vontade de esquecer uma pessoa ou relação passada, de uma cor só, monocromática”, conta. Cria da Zona Norte do Rio, Dani teve vocais de apoio de Paula Cardeal, novo nome do indie pop brasileiro, além da produção, mixagem e masterização de Leandro Bessa. “Monocromática” dialoga com o indie pop, o dream pop e o pop alternativo, tendo referências sonoras de Mac DeMarco, Wallows e Bandalos Chinos.

Fotos: Rian Costa @riancosta

O agendão das maravilhas segue nos destaques do meu Instagram, separado por cidades, e em thread infinita no X.

Playlist com as novidades musicais da semana, que consolida às 2h da sexta, com álbuns de Michelle Abu, Luedji Luna, Melly , Trivia, Larissa Luz, Gabo Islaz, Budah, Paul McCartney, Boards of Canada, Victor Xamã e Willsbife, Measyou, Gugs, Caetano Brasil + Big Band do Conservatório de Tatuí, Paulo Miklos, Fito Paez, Duo Violeta, Pianocoquetel, Morro Fuji, EPs de Afreekassia, Tshegue, Paulette Lindacelva.

Todas as playlists de 2025, 2024, 2023 2022, 2021 e 2020 nos links

Para melhores resultados, assista na smart TV à playlist de clipes com Ana Luisa Caiano,  Marina Mole, Olivia Rodrigo, Charli xcx, Daniela Lalita + Mura Masa, Thomé, Quelle Rox, Capim Limão, Jungle, Bebé, Letrux, Massive Attack, Christine Valença + Félicien Adam, Verso e Luazó, Seu Jorge, 6LACK + Leon Thomas & AZ Chike, Shakira + Burna Boy, Lisa + Anitta + Rema, aespa 에스파, Lizzo + Sexyy Red, Kream + Korokov, DJ Koze, Duran Duran, Paulo Miklos, Thiago Malakai + Caio Santos, Samba Dos Amigos + Mani Santos, MV Bill, Mônica Salmaso + Teco Cardoso + Davi Fonseca, grandperez, midwxst, Tyga, Leandro Serizo + Cauãzin 019, Black Pantera, Jambu, Juçara Marçal, Silvio Rodríguez + Chico Buarque, Lyrica, Asake, Jade Baraldo, MC Hariel, Xuxa Levy e Orquestra, Jade Faria, Dani Bessa, Bad Luv, Anitta + Ponto de Partida, Rancore, Lolo Zouai + disiz, Jemba Groove +Tim Lyre + The Cavemen, Ryan Fidellis + Nina, 43duo, 3Preto, Lagum,  J.Eskine, Morro Fuji, Tove Styrke, Fito Paez, Yseult     

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