Produtor, que integra o núcleo de produtores da Brabo Music, ao lado de Gorky e Zebu, está por trás de grandes fenômenos fonográficos, como Pabllo Vittar, Anitta e Urias
por Fabiano Moreira
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Maffalda, 29 anos, ou Arthur Gomes, é produtor do núcleo Brabo Music por trás de álbuns de Pabllo Vittar, Urias e Anitta, é um velho amigo virtual do Soundcloud, plataforma que nos aproximou nos anos 10, quando eu produzia a festa de mashups Bootie Rio. Eu toco até hoje, quando sou requisitado a tocar mashups, “Perereca Wild & Fire”, faixa animada dele com o mineiro MC Delano e o Earth, Wind & Fire. Depois de mostrar à indústria cultural o tamanho do seu talento e oprimido pelo capital, ele criou o perfil do DJ Tonias, esse monumento, no qual solta a criatividade em novas inspirações que, volta e meia, vão alimentar a indústria novamente. Batemos um papo, por áudios de Whatsapp, relembrando a nossa amizade virtual, até agora carente de materialidade; sobre a família musical que o deu acesso a um teclado Yamaha PSR-400, sua porta de entrada para o Ableton Live, aplicativo preferido dos produtores; sobre o alter ego DJ Tonias, que surgiu em um grupo de amigos da Zona Leste e acabou alimentando até o Funk Generation da Anitta, e sobre as influências do produtor, que vão de Skrillex e Vangelis a The Alchemist. “Eu acho que quanto eu me afasto mais da indústria, dessa parte mais linha de produção de como fazer música, a criatividade volta, sabe? Tem a sua beleza em fazer coisas em série também. É um tipo de desafio diferente. No mainstream, várias coisas vão ser cortadas, tem que ser simplificadas, retiradas, sendo deixadas mais acessíveis, etc.. Tipo, é legal fazer isso também. Porque é um trabalho que sempre muitas pessoas estão envolvidas, e a gente chega sempre em algum lugar. Quanto mais independente, menos gente envolvida e mais música sendo feita, melhor”, filosofa, nesse papo para a Sexta Sei.
Moreira – É muito doido lembrar que a gente foi muito amigo virtual de Soundcloud, né, conversávamos à beça, ainda não era Whatsapp, você lembra a mídia? Cara, eu sempre toco o seu mashup “Perereca Wild & Fire”, de MC Delano, que é mineiro, com Earth, Wind & Fire, aonde quer que toco esse repertório de mashups. E estava pesquisando aqui, naquela nossa época Soundcloud, que eu incluí “Razihel das Maravilha” e “Nanã Nuevo Mexico Reworked”, um Tim Mais bem bass,, em uma mixtape, “Retinto”, que não era de mashups, mas de remixes de uma turma que era bem a nossa, com nomes como Uaná System, Jaloo, DJ_RD_DA_NH_, que é gênio, os caras dos mashups Richard L e o DJ Jak, que era legendário. Tem muitas saudades dessa época? Em outras mixtapes desse canal, tem Boss in Drama, DJ Tide, Mulú, Fatnotronic, Tropkilazz, muito a nossa turma. Podemos até falar em geração, né?
Maffalda – Eu tenho uma saudade dessa época, porque tudo parecia mais simples, sabe, tipo parece que era mais pela diversão e por experimentar a possibilidade de encaixar uma coisa na outra, etc., mas é muito doido pensar que todo mundo que participava dessa cena dos mashups, muita gente se tornou muito grande, muita gente já era e continua sendo. É um retrato de uma época que não volta mais assim, e aí, hoje em dia, tem algumas diferenças, né, tem o Moises AI (app separador de acapella e instrumentais) para poder fazer com mais detalhe os mashups e tal, e é uma coisa que sempre vai estar na moda, né, porque o TikTok deu uma segunda onda aí de mashups, eles nunca deixaram de ser feitos. Muita gente que não conhecia, conheceu, então é muito foda, eu não sei se eu tenho os que eu fiz ainda, da época. mas é muito interessante, é um tipo de fazer música muito interessante, e o DJ Earworm (produtor americano conhecido por fazer os megamashups com todos os hits do ano) é é muito bom, eu sou fã desse cara.
Moreira – Você veio de uma família musical? Seu pai era músico, chegou a tocar em bandas nos anos 90, quais eram o estilo e o instrumento? Foram seus pais que te deram seu primeiro teclado, seus tios tinham uma escola de música? O que você já aprontava com ele, o que você produzia nessa época? E como foi a sua jornada em programas para aprender a produzir sozinho? Quais usou e como trabalha hoje, o que mudou? O Ableton?
Maffalda – Então, sim, eu vim de uma família musical. Meu pai e os meus tios tinham banda cover, nos anos 80, tocaram na noite, bossa nova, MPB, samba, coisas mais brasileiras. E aí, eu passei um tempo lá, porque tinha teclado, tinha acesso a instrumentos, então eu pude, de uma maneira autodidata, começar a explorar essas coisas. Quando eu tinha uns 8, 9 anos, eu ganhei um Yamaha PSR-400, foi o meu primeiro teclado. Ele tinha um grande defeito na fonte que, volta e meia, perdia tudo. Ele tinha cinco memórias, como se fosse um sequencer, sabe? Mas tinha uma maneira ali que você podia gravar a bateria, depois gravar por cima, depois gravar por cima, depois gravar por cima, de novo. Ele tinha uma memória limitada, mas eu conseguia construir pequenas músicas ali. O meu pai me passou a noção das triades, de como formar acordes simples, e aí eu comecei até essa experiência de gravar coisas uma por cima da outra mas devido ao problema que ele tinha na fonte, às vezes eu perdia tudo, que ele só desligava e sumia tudo, então é meio que isso, mas eu não fazia nenhum estilo específico nem nada, porque o que eu realmente queria fazer que era house, sei lá, eu não conseguia fazer nesse teclado, eu não fazia ideia como fazia, né, porque era muito jovem, mas eu fui fazendo as coisas nele eu tive uma época de fita também, que eu tinha alguns gravadores em casa lá que eram do meu pai e do meu tio e eu ficava copiando de uma fita para outra, ficava tentando fazer experimentos, sabe, de gravação com fita porque eu fui ter computador só um tempo depois, e aí eu transferi os processos para o computador, porque antes de começar a fazer música no computador eu sempre gostei muito de tecnologia e sempre tentei aprender escondido aí como é que mexia aí eu usei o Acoustica Mixcraft 5, eu já usei o WavePad da NCH Software, aí depois teve a época do Linux Multimedia Studio e aí eu baixei o FL Studio 8, se eu não me engano, em seguida, fiquei um tempão no FL, aí uma hora saturou, aí eu decidi tentar o Ableton, aí acho que foi o Ableton 7, depois o Ableton 8.2, aquele que o instalador era colorido, e aí estamos aí desde então, me encontrei nesse software completamente, e nossa gostaria até de dar aula de Ableton um dia, se fosse possível ter aquele certificado, sabe, mas é meio que isso, já usei outras Decentralized Autonomous Organizations (DAOs) também, já usei Reason, já usei QBase, já usei Logic, eu tenho todas elas aqui, mas é meio que isso, meu processo é meio solitário, sabe, eu gosto de sentar com o notebook ali, botar o fone e, por favor, não me encha o saco. A magia realmente acontece, sabe, quanto mais eu produzo com gente perto ou com gente olhando eu fico me obrigando a querer fazer sentido, eu fico explicando o que eu tô fazendo e isso engessa muito o processo, eu gosto só de dar o hack e ver o que acontece.
Moreira – E, desse mundo do Soundcloud, aonde você sempre fez um trabalho muito underground, noisy, barulhento, você caiu no mainstream, produzindo álbuns com Pabllo Vittar, Luisa Sonza, Anitta… Como foi essa mudança de perspectiva, o que você aprendeu com tudo isso? O trabalho com a Urias é o que mais permite fazer experimentações, né? Gosto demais do que você faz com ela…
Maffalda – Sim, o trabalho com a Urias permite experimentações, mas ainda tem muita coisa que daria para a gente fazer, mas que a gente está indo aos poucos porque tem que ter uma consistência no trabalho. Mas sim, dá para experimentar bastante e no futuro vai dar para experimentar ainda mais. Mas é legal essa parte em que as coisas coexistem, sabe? Que eu tenho um grande trabalho no pop e daí, eu tenho muitos anos de soundcloud também, porque tem gente que não faz ideia que eu faço as coisas de pop e tem gente que só acompanha a fase pop e não faz ideia que havia algo antes no soundcloud. Então é legal ter esses dois públicos, mas, na época que isso começou a acontecer, que eu saí da minha demanda pessoal de como eu fazia as minhas tracks no tempo que eu levava para fazer músicas para algo que dá muito mais trabalho, envolve muito mais gente, tem uma projeção muito maior na mídia tradicional, foi um choque de realidade, eu demorei muito a me acostumar, porque, pra mim, música era uma coisa que se fazia de um jeito muito mais simples, mas como não depende só de mim, então… Levou um tempinho pra acostumar, mas é como se uma coisa desse um respiro da outra ao mesmo tempo, sabe? Então quando eu fico de saco cheio de fazer as coisas de pop, eu volto pro meu sondcloud, faço umas coisas, e daí, depois, vice-versa.
Moreira – E me conta desse perfil DJ Tonias, foi um jeito de extravasar e continuar a fazer as coisas autorais e as experimentações que você sempre gostou? O capitalismo entristece demais? Como não perder a verve criativa tendo que produzir produto vendável, faturar?
Maffalda – Então, DJ Tonias surgiu no meu grupo de amigos, uma brincadeira minha e dos meus amigos da Zona Leste, e aí eu fazia tudo que desse vontade, assim, às vezes até com os timbres mais m*rda possíveis, mas só pra ter a ideia, porque muitas das músicas eram piadas nossas, que eu ilustrava pra gente não esquecer, e aí é melhor ter isso guardado, então começou desse jeito, só que aí, com o tempo, com as histórias que foram sendo criadas, as ligações e referências que foram sendo feitas, o DJ Tonias hoje em dia tem meio que uma consistência, as músicas tem ou meio que a mesma roupagem, ou elas seguem um estilo específico, antigamente era um completo f*da-se. Eu acho que quanto eu me afasto mais da indústria, dessa parte mais linha de produção de como fazer música, a criatividade volta, sabe? Tem a sua beleza em fazer coisas em série também, sabe? É um tipo de desafio diferente. No mainstream, várias coisas vão ser cortadas, tem que ser simplificadas, retiradas, sendo deixadas mais acessíveis, etc. Tipo, é legal fazer isso também, sabe? Porque é um trabalho que sempre muitas pessoas estão envolvidas, e a gente chega sempre em algum lugar. Quanto mais independente, menos gente envolvida e mais música sendo feita, melhor. Muitas coisas que foram criadas como músicas do DJ Tonias, tipo “Sabana”, da Anitta, que depois virou o dela, foram feitas apenas fazendo testes e rascunhos e experimentos, e daí deu naquele beat que depois ela se interessou e pegou. Mas isso era meio que um teste, um estudo, para fazer um funk que não tivesse um grupo de baterias no projeto, então tudo que bate é synth, a parte grave, a parte do meio, não tem kick, snare, hat, nada que seja comum, tradicional, sabe, o que faça esses papéis. E aí ela gostou e pegou, mas foi um negócio que foi sendo feito intuitivamente, só que sob o teto do DJ Tonias.
Moreira – Quais são as suas maiores influências? Tem muito funk, arrocha, forró, EDM, o que mais entra no caldeirão do Maffalda? Sou muito seu fã e torço pra que a gente ainda se conheça, tá escrito nas estrelas, risos…
Maffalda – As minhas maiores influências é tipo gente que produz sozinho, basicamente, e gente que faz ambient music. Porque o que eu escuto também, na minha vida pessoal, não tem nada a ver com as coisas que eu produzo. Eu só escuto música que não tem voz, que tem 15 minutos, que é uma coisa só. E eu entro ali, me identifico e me sinto num lugar confortável Eu aprendi muito vendo as coisas do Skrillex. Eu gosto muito da WondaGurl, eu sou o maior fã do Vangelis que existe, Cashmere Cat, Ryan Leslie, Teddy Riley, J Dilla, The Alchemist, nossa, eu gosto muito de todas essas pessoas, tipo cada um influenciou de uma forma Tem o mano Fingazz lá também. Também da Califórnia que ele produziu, tipo, Lil Robs e esses mano mais underground que tem mais a ver com a parte mexicana de Los Angeles, então, né, o Dr. Dre mesmo, também gosto muito, mas, não sei, escuto meio que isso quando eu não tô ouvindo ambient music, e aí são influências que moldaram muito os sons que eu uso nas minhas produções até hoje, o jeito de pensar também, porque é uma galera que parece que faz música de uma maneira solitária, mas também muito descompromissada, sabe, e ainda assim atendendo os interesses da indústria, então, é isso, e eu tô sempre pesquisando e tentando descobrir novos ritmos, e eu fico muito fascinado quando eu acho algum ritmo que eu não consigo fazer também, porque eu, né, sempre tento imitar, assim, fazer um teste, e ver se consigo reproduzir, mas tem coisas que são impossíveis, então isso é muito desafiador também, eu gosto disso aí.
*Os itálicos na primeira resposta são notas do repórter
Abaixa que é tiro!💥🔫
Já tem um tempo que amigos estão me incentivando a fazer parte da Groover, plataforma que conecta criadores de música e imprensa. A primeira audição de lá que vem aqui para as páginas é a estreia solo do maranhense radicado em São Paulo André Araújo, que faz uma espécie de pós-bossa nova em “Ultravioleta”, sua estreia solo, no qual troca a guitarra pelo violão. Radicado há dez anos em São Paulo, ele absorve referências de João Gilberto a Lucas Santtana nessa trilha de um casal. “Essa música fala da descoberta da beleza que existe em coisas simples do cotidiano, invocada pela natureza do sentimento. Isso é traduzido na harmonia da canção por meio de uma progressão de acordes que se repete e não muda, acompanhada de uma melodia que varia ao mesmo tempo que traz uma sensação de calma”, conta o artista. A multiartista Yma, que volta e meia passa por aqui, criou a identidade visual, com fotos de Sillas Henrique.

Na sexta que passou, a playlist trouxe uma joia escondida de Gal Costa, uma interpretação visceral de “Vale quanto pesa”, de Luiz Melodia, uma das três faixas que fazem parte de um compacto raríssimo, de 1972, relançado no streaming pela Universal Music. Esses fonogramas foram registrados pela cantora após o megasucesso do show “Fat-al – Gal a todo vapor”, um marco na contracultura e no showbiz nacionais, sob a direção de Waly Salomão, em 1971. Além da minha faixa preferida já citada, o compacto traz “A morte”, de Gilberto Gil, e “O dengo que a nega tem”, do início da carreira de Dorival Caymmi, aqui em versão livre, repleta de improvisos em sete minutos e vinte segundos, bem ao espírito psicodélico.
“Achei lindinho. Eu amo que tem tantas coisas legais que ainda estão por ser descobertas da Gal, né? Acho que ela foi uma artista que fez tanto. E eu espero que isso seja só o começo de muita, muita coisa legal que a gente vai ainda descobrir sobre o trabalho dela e que vai revelar ainda mais a grandeza dessa cantora e artista que não tem comparação”, analisa Filipe Catto, cantora gaúcha que deu novo gás em sua carreira com o belíssimo álbum e show “Belezas são coisas acesas por dentro” (2023), que tive o prazer de assistir, em outubro último, no Sesc Guarulhos, quando estive em São Paulo para o lançamento do “Babado Forte”, de Erika Palomino. A gata não sua uma gota, não desafina e tem gestos calculados na showzera, apresentada com excelentes músicos Michelle Abu (bateria), Fábio Pinczowski (guitarra) e Gabriel Mayall (baixo). A luz de Grissel Manganelli é primososa e realça ainda mais o talento e o canto vivo de Catto, que faz mais três shows para encerrar esta era e lançar um álbum de inéditas, “Caminhos Selvagens, que a gata é pantera. Já tínhamos falado desse disco no ano 1 aqui da página, quando a entrevistei sobre o projeto Love Catto Live Deluxe, em julho de 2021. “Esse disco foi realmente um grande presente na minha vida. Cantar o repertório de Gal foi um desafio que eu e a banda fizemos com todo o afeto, com todo o respeito, com toda a alegria de poder tocar essas canções tão importantes pra todo mundo. Eu acho que o “Belezas” tem essa característica de ser um disco em que eu estou cantando com as pessoas. Eu acho bem importante essa sensação de estar comungando de um repertório que é, assim, uma joia da música brasileira, porque Gal é uma síntese de tudo que é de mais bonito e chique. Dos melhores compositores, das melhores músicas que a gente tem”, comenta a artista, por áúdio de Whatsapp, sobre o álbum, que ficou entre os 50 melhores de 2023 pela lista da Associação Paulistana dos Críticos de Arte (APCA). Os últimos shows da turnê passarão por Belo Horizonte, na Autêntica, (3 de abril) e Rio de Janeiro, no Circo Voador (5 de abril), com participação de Marina Lima e abertura de Sílvia Machete. Depois, Catto e sua banda embarcam para o Japão, onde vão se apresentar no festival Kyotophonie. O evento, realizado na antiga capital do país, já recebeu Gilberto Gil e Chico César e terá Patti Smith como headliner este ano. Chique como Catto. Eu amei tanto que comemorei meus 50 anos vestido de “Belezas”. Acesas em luzes de LED.euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat.
Eu já tinha falado aqui da Carolinaa Sanches, cantora que é vocalista dos grupos Caburé Canela e Pisada da Jurema e uma das gestoras da editora artesanal Grafatório, sobre o seu disco de estreia, o bom “Curva de rio”. Ela voltou a me procurar para mostrar o primeiro videoclipe da banda londrinense Pisada da Jurema, “Guarnicê”. A faixa, composta por ela, inspira-se na riqueza cultural do bumba meu boi maranhense, incorporando sua linguagem e tradições. Esse é o segundo single do álbum de estreia do grupo, “Atunbi: Festejo do Tempo”, que chega em abril, depois da estreia com “Beira do Mar”, em fevereiro. O álbum costura sua narrativa por meio de elementos de maracatu, Bumba meu Boi e ijexá. “Guarnicê” é o momento de cuidado e atenção antes do início da brincadeira do Bumba meu Boi. O videoclipe é uma imersão na dualidade entre tradição e modernidade, expressa por meio do encontro da manifestação cultural com o caos urbano. A narrativa convida o grupo a se reunir ao redor do fogo – não apenas de maneira literal, mas também metafórica, ao redor de si mesmo, do outro, do mundo e de suas profundezas. As gravações aconteceram em Londrina, explorando uma locação de uma construção inacabada, a rua e o campo do Vale do Córrego da Água Fresca. O roteiro é assinado por Caruh Spisla e Carolinaa Sanches, e a direção do clipe é de Celina Becker.

O grupo tem doze anos de caminhada e é formado por Carolinaa Sanches (cantora e compositora), Nayara Souza (cantora e compositora), Dodô Bertone (cantora e percussionista), Isabela Lorena (cantora, compositora e percussionista), Thais Hamer (cantora e percussionista), Débora Almeida (flautista e cantora) e Julia Marques (cantora e percussionista). Impactante, deixa queimar.
Jufas – Depois de tour por Madrid, Lisboa e Barcelona, Gramboy está de volta na área, e faz a primeira Bang! do ano, sábado (22), às 21h30, no Beco, com o melhor de soul, funky, disco, boogie, reggae e música brasileira, com o mestre, claro, Nadim (Alemanha) e Bill (BH). Essa foi a segunda tour europeia dele, com 18 gigs em dois meses, entre clubs clássicos, bares e rádios, e uma exposição em Madrid no final da temporada.
Rent, o icônico musical de Jonathan Larson, vagamente inspirado na ópera “La Bohème” (1896), ganha montagem da Fact! Produtora com 22 artistas em quatro apresentações, nos dias 22, 23, 29 e 30, às 20h, nos sábados, e às 19h, nos domingos, no Teatro Paschoal Carlos Magno. O espetáculo conta a história de um grupo de jovens artistas empobrecidos, lutando para sobreviver e criar uma vida no East Village, em Manhattan, sob a sombra do HIV. Essa é a primeira produção licenciada da Broadway em Juiz de Fora e região, e tem banda ao vivo para executar o repertório de pop rock. A primeira montagem ficou em cartaz por 12 anos, e o espetáculo já passou por mais de 50 países.
Léo Teixeira e a Boa Pergunta reapresentam o show que fizeram no ano passado, na Versus, nesse sábado (22), às 22h, com discotecagem de Pedro Paiva e o lançamento do projeto social Núcleo de Produção da Associação Brasileira de Defesa de Direitos coletivos e individuais (ABDC). O projeto oferecerá oficinas gratuitas para jovens de baixa renda a partir de 18 anos interessados em produção cultural, a partir de abril, com técnicas instrumentais (violão, guitarra, baixo e percussão) com Alessandro Dias e Marcos de Oliveira, produção de podcasts e vídeo com Rodrigo K-Veira, e filmagem, fotografia e edição de vídeo com Léo Teixeira. Inscrições pelo e-mail contato@abdc.org.br.
Com ingressos esgotados por todas as cidades pelas quais tem passado, o rapper carioca Delacruz chega ao Cultural com a turnê de “Vinho”, na sexta (21), às 22h.
Sexta (21), às 22h, tem Contra House com deep house, tech house, afro house, acid house, latin house e soulful house com JuliØ e LAB32 e Taian no clube Contra da gente. No sábado, tem Contra Pop, com @amndafie, @lucasgiello, @shyotyyy e @sailorcaio.
Hermanes Abreu e Amanda Martins fazem show, às 20h, no sábado (22), no Madame Gevah.
Alceu Valença faz show “Alceu dispor”, no domingo (23), no Cine-Theatro Central, às 20h.
Beloryhills – Nesta sexta (21), a sereiona baiana Rachel Reis faz show, às 21h, no Sesc Palladium.
A Grooveria traz pra Autêntica, sexta (21), às 21h, seu baile repleto de convidados, como Sideral, Play, PJ (Jota Quest), Renegado, Manu Diniz e Marcelo Dai, além dos DJs Tubarão e Bené Ramalho.
Sampa – Pitty faz show sexta (21), às 22h30, no Espaço Unimed, e no sábado (22), às 21h, na Fundição Progresso, no Rio.
A banda grunge Mudhoney faz show sexta (21), às 20h, no Cine Joia. A banda foi formada em Seattle em 1988 e é co-irmã do Pearl Jam. No sábado, às 22h, eles estão no Rio, no Circo Voador, e no domingo (24), em Beloryhills, na Autêntica.
Dois anos após a turnê em que comemorou as cinco décadas de carreira de Simone, a cantora volta ao palco do Tokio Marine Hall com novo show, sábado, (22), às 21h.
Tudo vai dar Sesc: Jup do Bairro apresenta o novo show “Deus Ex Machina”, sexta (21), às 22h30, no Pompeia; e Lílian Rocha, que fez uma shozwera em Jufas, no Madame Jevaux, estará sexta (21), às 20h, no Bom Retiro.
Na sexta (21), às 21h, a Casa Natura Musical recebe o bloco afro percussivo feminino negro Ilú Obá de Min, com participação de Larissa Luz e homenagem a Elza Soares. No sábado (22), às 21h, a sextante Clarice Falcão fazendo show de um ano da turnê “Truque”. Na quinta (27), às 21h, tem Fundo de Quintal, ô glória.
Também na sexta (21), tem Vanguart na Casa Rockambole, às 22h.
A banda emo americana de Michigan, Hot Mulligan, faz show sábado (22), às 22h, no Hangar 22.
A banda estadunidense de rock Garbage tá de tour na América Latina, com as conterrâneas da L7 e os paulistanos do The Mönic, e passa por Rio (21), no Sacadura 154, São Paulo (22), no Festival Terra, e Curitiba (23), na Ópera do Arame. Chique.
Alcione faz “Show de Sucesso” sábado (22), às 22h, e domingo (23), às 20h, no Espaço Unimed.
A Audio faz sideshows do festival Lollapalooza Brasil 2025, no dia 27, com o projeto indie pop da norueguesa Marie Ulven Ringheim, A Girl In Red, que divide o palco com a irlandesa Inhaler, banda de rock liderada por Elijah Hewson, às 20h30. O festival mesmo acontece nos dias 28, 29 e 30, no Autódromo de Interlagos.
O Samba do Sol vai ocupar o Edifício Martinelli domingo (23), às 14h, com Samba da Nêga da cantora Janine Mathias e DJs em quase dez horas de baile.
Disparado uma das melhores entrevistas aqui do último ano, Maria Beraldo faz show do álbum “Colinho”, na Casa de Francisca, na terça (25), às 19h30. Please come to Minas Geraes.
Rio – MC Pumapjl e o beatmaker SonoTWS chegam com o festejado projeto de hip hop contemporâneo Febre 90’s, recebendo um dos grandes nomes do grime brasileiro, Leall, para show de último álbum, “Eu ainda tenho coração”, sexta (21), às 20h, no Circo Voador.
O projeto “A Canção É Urgente: Vozes LatinA-Americanas” estreia no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), de sexta (21) a domingo (23), com entrada franca. A cantora e compositora Assucena receberá, em cada noite desta série musical, artistas da nova cena da MPB, com Filipe Catto (21), às 19h, e Ava Rocha (22) e Josyara (23), nestes dois dias, às 17h. Após a estreia, o projeto seguirá para Belo Horizonte, de 3 a 6 de abril. Os ingressos são gratuitos e podem ser emitidos no site e na bilheteria do CCBB-RJ, a partir das 9h do dia do evento.
Mantuano, que já gravou com Chico Chico, faz show do álbum “Coisa Nossa”, com Raya, em tour pelo Brasil, que passou por Beagá e ainda aterrissa no Rio, no dia 27, no Teatro Sérgio Porto, com participações de Chico Chico e Júlia Vargas.
O cantor e compositor Zeca Baleiro apresenta o show “Piano”, um recital pop, com canções de sua discografia e releituras de músicas de seu repertório afetivo, sexta (21) e sábado (22), às 19h30, no Teatro Rival Petrobras, acompanhado apenas por Adriano Magoo (piano, sintetizadores, samplers e acordeon). Na quarta (26), O cantor João Fênix apresenta o show “Tempo Rei”, com direção de Jean Wyllys, com as participações especiais de Jussara Silveira, Marcos Sacramento, Moyseis Marques, Simone Mazzer e Brina Costa, às 19h30.
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